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BBlog substitui este
site
Desde o dia 9 de dezembro de 2006
este site entrou em extinção, não recebendo - desde então - mais nenhuma
atualização em nenhum de seus diversos canais. Todas as notícias,
comentários, debates etc estão acontecendo, com atualizações diárias,
através do novo BBlog.
Utilizando-se do menu acima (para
todos os assuntos) ou do menu à esquerda (especificamente para o tema
desta seção)
pode-se, também, acessar os artigos postados de maio de 2002 até o final
de 2006,
cujo arquivo está preservado e pode ser consultado para pesquisas.
Agradeço a visita e espero contar com
sua visita diária no endereço:
http://www.romildo.com/blog
Fraternalmente,
Romildo G. Pinto
Debatendo o Sindicalismo

Fracasso dos sindicatos?
Os últimos dez anos foram
tempos difíceis para os trabalhadores. A abertura comercial, as privatizações, a
diminuição do papel do Estado, a rápida automação de importantes segmentos
industriais, a perda de conquistas trabalhistas, "reengenharias" de grandes
empresas, programas de demissões voluntárias, aumento da carga tributária junto aos
trabalhadores e outros fatos resultaram em aumento do desemprego e redução dos salários
reais de importantes grupamentos de trabalhadores brasileiros.
No caso específico dos
bancários, principalmente daqueles empregados em bancos públicos - mas não somente
estes, certamente - a década foi ainda mais terrível. Ao mesmo tempo em que ocorriam
todos os fatos acima, aconteceu uma grande redução no contingente de bancários do
Brasil. E os bancos não pararam de ver seus lucros aumentarem em todos esses anos, à
custa de aumento da carga de trabalho, da redução de vantagens salariais e da supressão
de direitos tão essenciais como o pagamento de horas extraordinárias, o que na prática
se verifica.
Curiosamente nunca os
sindicatos andaram tão quietos, assistindo passivamente ao massacre das categorias que
devem representar. Quando questionados, os dirigentes sindicais dizem que o neoliberalismo
é um inimigo feroz, difícil de vencer. Um diretor de sindicato bancário chegou a me
afirmar, certa vez, que no passado era muito mais fácil fazer a luta sindical.
Isto certamente não é
verdade. No passado não muito distante, os embates muitas vezes eram em cárceres e em
calabouços onde se sofria a tortura e não raras vezes a morte. Enfrentar o
neoliberalismo certamente não é fácil, mas enfrentar os agentes de ditaduras militares
sem dúvida era mais difícil.
Mas por que houve avanços
mesmo durante os críticos períodos de ditadura, quando se obtiveram importantes direitos
trabalhistas à custa de dura mobilização e enfrentamente nas ruas, mas nos últimos
anos somente se acumularam derrotas?
Sucesso dos sindicalistas!
Por outro lado, nunca tanto
sindicalistas tiveram tanto sucesso pessoal. Dezenas se transformaram em parlamentares ou
executivos eleitos. No caso do Banco do Brasil, especificamente, muitos passaram a ser
dirigentes de entidades, a exemplo de Cassi e Previ ou mesmo no Garef, a ocupar cargos em
importantes conselhos de aministração de empresas vinculadas à Previ, sempre
acompanhados de dezenas de outros sindicalistas que os assessoram, em cargos altos em
administrações estaduais, municipais, em entidades, empresas ou no próprio banco.
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Angeli. Charge
publicada em 30.10.2002, na Folha de S. Paulo, incorporada a este texto - que foi
divulgado um mês antes - pela pertinência com o tema aqui tratado. |
Que fenômeno é
esse que permite que os sindicatos estejam tão mal há tantos anos, mas que seus
dirigentes sejam tão bem sucedidos? Afinal, qual a explicação? Aliás, houve
crescimento ou decréscimo no número de sindicatos e de sindicalizados nesta década
perdida do movimento sindical?
São perguntas como essas que
esperamos responder através deste espaço de debate, apresentando informações e
opiniões - as mais variadas possíveis - para que, encontrando as resposta, possamos
encontrar o caminho para o equílibrio da balança. É bom que os sindicalistas sejam bem
sucedidos, mas o melhor para os trabalhadores é que os sindicatos também o sejam.
Visite a seção Artigos do canal Sindicalismo, para conhecer opiniões.
Romildo Gouveia Pinto (02/Outubro/2002)
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