Programa Adolescente Trabalhador do BB atinge 5,1 mil jovens

Criado em maio de 2001, o Programa Adolescente Trabalhador do Banco do Brasil (BB) beneficia hoje 5,1 mil jovens em todo o país. No estado, 207 rapazes e moças participam do projeto. Desses, 160 estão atuando na capital baiana. Como o objetivo de criar oportunidade de emprego e renda familiar para adolescentes de baixa renda, a iniciativa visa contribuir para a formação pessoal, profissional e cidadã dos adolescentes com idade entre 15 e 18 anos, a fim de prepará-los para o mercado de trabalho.

Em parceria com a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e de acordo com a Lei 10.097/02, o programa seleciona os jovens aprendizes através de entidades assistenciais, que recrutam integrantes de famílias carentes com renda per capita de até meio salário mínimo. O gerente da unidade regional de gestão de pessoas do BB, José Adalto Ribeiro, informa que na Bahia existem cerca de sete instituições cadastradas. ”Em Salvador, o Instituto São Francisco e a Bom Pastor são as mais ativas”, afirma.

Adalton explica que a jornada diária é de quatro horas, de segunda a sexta-feira, sendo que uma hora é destinada exclusivamente para cursos de capacitação profissional. Segundo ele, os jovens têm carteira assinada (incluindo FGTS, férias e 13° salário) e recebem mensalmente um salário mínimo, além de ajuda alimentação (R$3 por dia), vale-transporte e seguro saúde. “Nossa intenção é que eles saiam com um currículo competitivo, para que tenham uma sustentabilidade no mercado de trabalho”, acrescenta o gerente.

Dentre os pré-requisitos para participar do Adolescente Trabalhador, o jovem deve estar cursando, no mínimo, a 8ª série do ensino fundamental diurno, ter freqüência comprovada e ainda um bom rendimento escolar. A duração do programa varia de acordo com a idade de ingresso do participante, porém o tempo máximo de permanência é de dois anos. “É um menor aprendiz com a diferença de que esse projeto tem um foco na capacitação”, informa Adalto, complementando que eles fazem de tudo um pouco, desde atividades de informática até auxilio na parte de documentação.

Oportunidade – A adolescente Liliane da Silva Monteiro, 16 anos, é uma das favorecidas pelo programa. Ela trabalha há pouco mais de um ano na unidade regional de gestão de pessoas do BB (Salvador) desempenhando diversas atividades operacionais. “Além das minhas obrigações diárias, como abrir o malote e distribuir as correspondências, ajudo no que for preciso. Auxilio até a realizar eventos”, informa, dizendo que, com a remuneração de R$380 por mês, sustenta toda a família: a mãe, que está desempregada, e mais três irmãs pequenas.

A garota afirma que a sua participação no programa já rendeu bons frutos. “Já comprei uma televisão, estante, DVD e agora estou terminando minha casa. Fiz um quarto e uma sala”, declara, contente. Ela acredita que o trabalho no BB melhorou não somente a sua situação financeira, mas também a ajudou a vencer a timidez. Sem possibilidade de contratação (só por meio de concurso público), a estudante, que é carinhosamente conhecida no banco como “Lili”, encerrará suas atividades no dia 3 de março de 2008. “Vou continuar olhando para frente e tentar algo ainda melhor”, finaliza a garota, otimista. (GA)

Fonte: Correio da Bahia

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2 respostas a Programa Adolescente Trabalhador do BB atinge 5,1 mil jovens

  1. SOU MENOR APREDIZ. E CERTIFICO QUE O PROGRAMA ADOLECENTE TRABALHADOR AJUDA MUITOS JOVENS E ENCLUSIVE EU TAMBÉM.
    DANDO OPORTUNIDADE A UMA MELHORA NO MERCADO DE TRABALHO…
    FICO FELIZ POR FAZER PARTE DESSA FAMÍLIA BB. POIS ELA ESTA CENDO UMA OTIMA INFLUÊNCIA PARA FORMALIZAR A MINHA CONVOCAÇÃO… OBRIGADO..

  2. bruna gama disse:

    Eu tambem acho muito legal esses programas para adolecente pois nos somos o futuro do país e se deste de cedo começarmos no mercado de trabalho melhor condiçao de vida teremos, sendo orgulho de nossos pais e de nosso país tb. Ainda não trabalho mais participei do curso de capacitaçao para o trabalho da cruz vermelha e me sinto muito mais confiante e ciente de todos os meus direitos como trabalhadora.

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