Posts com a Tag ‘São Paulo’

CCBB SP leva shows gratuitos para a Praça do Patriarca

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) apresenta, a partir de sexta-feira (3/9), o projeto musical “Vale a Pena Ouvir”, que acontece ao ar livre (grátis) na Praça do Patriarca. São cinco espetáculos com duas sessões cada (às sextas-feiras e aos sábados, às 12h30), reunindo a grande diversidade musical do Brasil como o tradicional forró, música eletrônica junto com cancioneiro popular, regional (nordestino e pantaneiro) e rock mesclado com canto lírico.

O grupo pernambucano Fim de Feira (foto) abre a temporada (3 e 4/9), seguido pela pernambucana Andrea Amorim (17 e 18/9), pela banda mineira formada por deficientes visuais Forró no Escuro (1 e 2/10), pelo paulistano-pantaneiro Gabriel Sater (15 e 16/10) e pelos paraibanos do Cabruêra (29 e 30/10), que fecham o projeto.

O objetivo do CCBB com esta iniciativa é apresentar ao público paulistano as diversas origens da música popular brasileira numa síntese da variação de estilos. Todos os grupos e artistas convidados possuem trabalhos reconhecidos em suas respectivas regiões e até mesmo no Exterior; alguns trazem o aval de artistas de renome nacional. A seleção envolveu uma minuciosa pesquisa em busca da diversidade de gêneros e da qualidade artística somada às particularidades dos estilos. O resultado é um projeto rico em sonoridades e elementos da cultura brasileira.

Programação

3 e 4/9: Fim de Feira (ritmos nordestinos com poesia de cordel)
17 e 18/9: Andrea Amorim (rock-lírico)
1º e 2/10: Forró no Escuro (deficientes visuais no forró)
15 e 16/10: Gabriel Sater (regional pantaneiro)
29 e 30/10: Cabruêra (cancioneiro e música eletrônica)

Fonte: Viva o Centro

CCBB traduz universo de diretor que marcou Crumb e Tarantino

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mostra traz raridades e imagens do submundo de Russ Meyer

ANDRÉ BARCINSKI
CRÍTICO DA FOLHA

Deusas peitudas em carros envenenados! Amazonas de couro negro em busca de sexo selvagem! Mulheres rebolando ao som do rock and roll e surrando machos na beira de estradas poeirentas! Este é o universo de Russ Meyer (1922-2004), rei do filme B e criador de uma iconografia própria do submundo.

O que Walt Disney foi para as crianças, Russ Meyer foi para os adolescentes na América dos anos 1960: uma catarse. O CCBB presta homenagem ao cineasta com retrospectivas em São Paulo e no Rio até 15 de agosto. São 18 filmes do homem que influenciou não só o cinema (Tarantino, Almodóvar), como os gibis (Robert Crumb), a moda (Jean Paul Gaultier) e a música (The Cramps).

A mostra traz seus filmes mais famosos, como “De Volta ao Vale das Bonecas” (1970) e “Supervixens” (1975), além de raridades como “O Imoral Sr. Teas” (1959) e “Mondo Topless” (1966).

O escritor norte-americano Jimmy McDonough, autor de uma incrível biografia de Meyer, “Big Bosoms and Square Jaws” (peitões e mandíbulas quadradas), percebe a influência do cineasta em toda a cultura pop atual: “Vejo Russ nos clipes de Lady Gaga e nos reality shows”, diz.

“Os filmes dele têm um estilo visual chocante e atraente, chupado das HQs. Meyer foi o primeiro a explorar essa edição alucinada que está espalhada por toda parte hoje.”

Fonte: Folha de S. Paulo

BB vai convocar 1.157 concursados

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Contratações começam nos próximos dias e serão em todo o estado de São Paulo

O Banco do Brasil anunciou que pretende contratar 1.157 aprovados em concursos até meados de outubro. A instituição financeira vai reforçar o quadro de funcionários em suas agências do estado.

Quem passou nos concursos para formação de cadastro de reserva, realizados em 2008 na capital e, em 2009, no interior, deve ficar atento. As convocações se iniciam nos próximos dias. Todos os aprovados vão assumir o cargo de escriturário, de nível médio, nas 1.350 agências. Os admitidos vão ter remuneração mensal de R$ 942,90, mais gratificação de 25%.

Desde o começo do ano, o banco já chamou 2.300 aprovados com a intenção de acelerar o atendimento. Somente nos postos localizados nos Fóruns judiciais foram admitidos mais 80 funcionários.

Com o reforço de empregados, o Banco do Brasil reformulou sua prática de atendimento para os advogados. A partir de hoje, eles poderão entregar os alvarás nas agências vinculadas aos tribunais. Antes, o procedimento era feito somente nos postos bancários. Segundo o vice-presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, Arystóbulo Freitas, depois da junção do BB com as agências da Nossa Caixa, os advogados passavam de duas a três horas nas filas.

Fonte: Diário de S. Paulo

Neste domingo tem Dia da Família no CCBB São Paulo

sábado, 24 de julho de 2010

Neste mês em que as crianças estão de férias, o Dia da Família apresenta uma história que vai unir a garotada para curtir os últimos dias de folga. Neste domingo (25/7), às 15h, o programa do Centro Cultural Banco do Brasil exibe ‘Barry e a Banda das Minhocas’ (foto), que conta a história de um minhoco sonhador e aventureiro que decide criar a maior banda do planeta!

Depois do filme, o show continua – literalmente! – com o astro das artes Daniel Warren. Acompanhado de seus dois assistentes, ele vai apresentar um pocket show para a garotada dançar muito e participar do espetáculo usando os instrumentos recém-criados na oficina “Crie seu instrumento musical e vamos todos dançar juntos”. A oficina acontece depois da sessão e é comandada por Daniel.

O palhaço Koringa também não falta ao encontro marcado com as crianças: a partir das 14 horas ele estará na pracinha montada no calçadão do CCBB para recepcionar os pequenos. O Dia da Família prossegue no CCBB durante o ano, sempre com uma programação diferenciada. Mais informações no site www.bb.com.br/cultura.

Serviço
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112
Tel.: (11) 3113-3651
Grátis
Metro Sé e São Bento

Fonte: Viva o Centro

Banco do Brasil vai abrir uma hora mais cedo em SP

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Para finalizar processo de incorporação da Nossa Caixa, agências atenderão, no início de agosto, das 9h às 16h30

Período coincide com os maiores compromissos dos clientes e com o pagamento do salário de servidores do Estado

TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO

O Banco do Brasil decidiu abrir as agências uma hora mais cedo no início de agosto em São Paulo, Estado em que finaliza o processo de incorporação da Nossa Caixa e que viu aumentar o número de queixas dos clientes.

O novo horário valerá para as duas primeiras semanas do mês, entre os dias 2 e 13.

O período coincide com a data de pagamento dos servidores do Estado e com os principais compromissos dos clientes. As agências abrirão das 9h às 16h30.

No início deste mês, clientes reclamaram de problemas de atendimento decorrentes direta e indiretamente da conversão das agências. Entre as queixas, estavam desde a perda de limites no cheque especial e problemas no atendimento até atrasos nas transações envolvendo depósitos judiciais.

Segundo Dan Conrado, que comanda as operações do Banco do Brasil em São Paulo, o período crítico da conversão das agências já passou, e os clientes deverão sentir melhora no atendimento nas próximas semanas. O banco tem 5 milhões de clientes no Estado.

“Sabemos que é passageiro. Depois o cliente vai perceber que saiu ganhando, que melhoraram a rede de agências e a segurança das operações. Isso aconteceu quando fizemos as primeiras conversões, em março e em abril.”

SEGURANÇA

Conrado afirma que o BB investiu na segurança das operações das contas do Judiciário, o que elevou o número de procedimentos e checagens e acabou atrasando a compensação de alguns pagamentos. O Judiciário é um dos principais focos de reclamação contra o BB neste mês no Estado.

O BB trabalha com técnicos da Justiça paulista para colocar na internet a emissão de guias de pagamento e de outras operações envolvendo depósitos judiciais.

Segundo o diretor do BB, as reclamações decorrentes da perda de limites no cheque especial dizem respeito apenas a servidores e a clientes que tinham nome sujo em serviços de proteção ao crédito. Conrado afirma que o BB segue regras mais apertadas de análise de crédito do que a antiga Nossa Caixa.

Mostra ‘Emoção e Poesia: o Cinema de Yasujiro Ozu’ no CCBB

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Pela primeira vez na América Latina, será exibida uma retrospectiva completa, com projeções em película, do cineasta Yasujiro Ozu, “o mais japonês dos cineastas”, um dos maiores nomes da história do cinema, que conquistou gerações no mundo inteiro com uma obra repleta de sensibilidade e poesia.

A mostra Emoção e Poesia: o Cinema de Yasujiro Ozu, realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil, em parceria com a Fundação Japão no Brasil, exibirá todos os 35 filmes do diretor japonês disponíveis hoje, alguns inéditos – 32 longas, 2 curtas e um média metragem – com todas as suas fases criativas, desde os primeiros filmes mudos até os últimos trabalhos.

Serão realizados um debate com Carlos Augusto Calil, em São Paulo, e uma masterclass com o Prof. João Luiz Vieira, no Rio; além de apresentações de Benshi – filme mudo com narração da especialista Angela Nagai, acompanhada por músicos que tocamokoto e shamisen, instrumentos tradicionais japoneses, nas duas cidades. A curadoria da mostra é de Arndt Roskens e Tatiana Leite.

Também contará com quatro filmes de importantes diretores que homenageiam o mestre Ozu: Tokyo-Ga, de Wim Wenders, Cinco Dedicados a Ozu, de Abbas Kiarostami, 35 Doses De Rum, de Claire Denis, e Hanami – Cerejeiras em Flor, de Doris Dörrie.

Ozu realizou 53 longas, uma filmografia caracterizada por um perfeccionismo e delicadeza inconfundíveis e que deixou um legado imenso no cinema mundial. Apesar de sua grande influência e reconhecimento poucos filmes do cineasta foram distribuidos no Brasil.

Sem cópias disponíveis, algumas de suas obras eram tidas como perdidas até que, recentemente, os negativos foram recuperados no Japão, pela produtora Shochiku.

A mostra apresentará pela primeira vez no Brasil filmes como como A mulher e a barba (Shukuju to hige, 1931), Onde estão os sonhos de juventude (Seishun no yume imaizuko, 1932), A delinquente (Hijosen no onna, 1933) entre outros, além de alguns dos filmes já exibidos no Brasil em cópias novas 35mm e 16mm.

Serviço:

Emoção e Poesia: O Cinema de Yasujiro Ozu
Até 25 de julho. De terça a domingo
Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo
R. Álvares Penteado, 112 – Centro
Lotação: 70 lugares
Ingressos: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia)www.twitter.com/ccbb_sp

De 27 de julho a 22 de agosto, de terça a domingo
Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Telefone: (21) 3808 2007
Sala de Cinema 1 – Lotação: 102 lugares
Ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia)/ CINEPASSE: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia), válido por 30 dias, para acesso às mostras de cinema (Cinemas 1 e 2), por meio de senhas, e à videoteca, por meio de agendamento. As senhas deverão ser retiradas 1h antes de cada sessão

Fonte: Otoupeira

Saiba+

Visite o site oficial da mostra

Clientes da Nossa Caixa reclamam do BB

terça-feira, 13 de julho de 2010

Silvia Zamboni/Folhapress

A servidora Edna Cecília do Nascimento, que teve limite cortado

Correntistas de instituição paulista, recém-incorporada pelo banco federal, queixam-se de problemas no atendimento

Reclamações são sobre perda de limites no cheque especial, débito não autorizado e atraso em transações

TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO

Clientes da antiga Nossa Caixa, banco paulista vendido e recém-incorporado pelo Banco do Brasil, estão descontentes com o atendimento da nova casa.

As queixas dizem respeito a perda de limites no cheque especial, problemas no atendimento e até atrasos nas transações envolvendo depósitos judiciais.

O BB liderou em maio, pelo quarto mês seguido, o ranking de reclamações dos clientes no site do Banco Central, seguido por HSBC e Bradesco empatados em segundo lugar (veja quadro).

A maioria das queixas no BB é sobre débitos não autorizados, divergências de valores em saques e depósitos e problemas no atendimento.

As reclamações coletadas pelo BC não retratam apenas a situação de São Paulo e dos clientes que vieram da Nossa Caixa, mas de todo o país.

Nos demais bancos, predominam queixas sobre cobrança de tarifas e divergência na hora de quitar dívidas.

Edna Cecília do Nascimento, servidora da Prodesp, afirma que teve seu limite no cheque especial de R$ 1.000 cortado depois que sua agência foi para a rede do BB.

O motivo alegado era que a servidora tinha o nome sujo, fato tolerado pela Nossa Caixa, mas não pelo BB.

Após cortar o limite, o banco ficou com quase todo o primeiro salário que caiu na conta dela para cobrir o buraco no cheque especial.

Ela conta que não conseguiu negociar e acabou atrasando outros pagamentos considerados prioritários, como água, luz e alimentação. “Fiquei de um dia para o outro sem dinheiro. O BB disse que seguia regras e não quis discutir nada.”

O banco afirma que estuda a situação cadastral da cliente para avaliar se é possível rever a situação.

ATRASO

O perito judicial Thales do Valle Dutra, que faz laudos técnicos sobre disputas envolvendo construção civil, relata que passou a receber o pagamento de guias expedidas pela Justiça com mais de duas semanas de atraso.

Antes da migração, isso ocorria em dois dias.

“Tenho custos por esse trabalho e também tive de atrasar pagamentos. Virou uma bagunça o atendimento depois que minha agência migrou. A situação é tão caótica que alguns juízes pressionam para os depósitos judiciais irem para outro banco.”

O BB atribui os atrasos a novos procedimentos decorrentes da unificação dos serviços de compensação que atendem o Judiciário, mas diz que trabalha para melhorar isso (leia nesta pág.).

JUDICIÁRIO

Com a Nossa Caixa, o BB obteve o monopólio das contas do Judiciário, que somam R$ 15 bilhões em depósitos com remuneração de 6% ao ano, um dos custos de captação mais baixos hoje.

Na migração das agências, os clientes tiveram de mudar números de conta e senha. Por outro lado, ganharam acesso a um portfólio maior de produtos e serviços, como fundos de investimento, cartões, seguros e previdência.

O banco equiparou tarifas, taxas de juros e benefícios, para que nenhum cliente saísse perdendo com a migração.

Maior banco do país, o BB se lançou tardiamente à corrida da consolidação no setor. Mesmo assim mexeu com o equilíbrio de forças entre Itaú Unibanco, Bradesco e Santander e virou o nº 1 em agências em São Paulo.

OUTRO LADO

Momento mais crítico já passou, afirma o banco

O Banco do Brasil afirma que já passou o momento mais crítico da conversão da antiga rede de agências da Nossa Caixa no Estado de São Paulo, o que deve reduzir nos próximos dias os transtornos para a clientela.

A migração envolve cerca de 5,3 milhões de clientes, a maioria servidores do Estado. “A expectativa é que a fase mais aguda de transição tenha passado e que agora o número de problemas e reclamações caia”, afirmou o BB, em nota.

Na transição, o BB afirma que trocou 1.700 caixas eletrônicos e que ampliou de 1.395 para 2.398 o número de caixas na rede de agências da Nossa Caixa.

O banco diz que colocou em atividade 1.991 profissionais com função de gerente de conta -antes da incorporação, o banco tinha um total de 1.153 gerentes no Estado.

O banco deslocou ainda 750 funcionários que atuavam em setores administrativos para o atendimento nas agências. Também contratou 2.000 funcionários por concurso, sendo que 715 deverão ir para a capital paulista.

Sobre a liderança no ranking de queixas do Banco Central, o BB lembra que o número de queixas costuma subir no meio do primeiro semestre por fatores sazonais.

Lembra que, em outubro do ano passado, por exemplo, tinha mais reclamações e não figurava como líder em queixas no Banco Central.

OPINIÃO

Fusões não visam melhorar serviços aos consumidores

MARIA INÊS DOLCI
COLUNISTA DA FOLHA

Em 2008, o Banco do Brasil anunciou a aquisição da Nossa Caixa, banco estatal paulista que atuava fortemente vinculado ao governo estadual e ao funcionalismo.

Pois bem, os clientes da antiga Nossa Caixa continuam enfrentando dificuldades em razão da migração de suas contas para o BB.

Elas vão de limite de crédito à declaração de Imposto de Renda deste ano, quando correntistas da Nossa Caixa tiveram de informar o código do Banco do Brasil. Mas não foram avisados antes.

Os correntistas da antiga Nossa Caixa não podem simplesmente aceitar as condições impostas pelo BB.

Devem ir aos gerentes e negociar condições mais favoráveis. E têm o direito de receber informações corretas, amplas e no tempo exato. A comunicação, aliás, não é o forte dessas fusões.

Por quê? Porque fusões não são feitas para melhorar a vida do consumidor. Não visam a um atendimento mais qualificado nem à ampliação de serviços.

O objetivo de reunir empresas como Nossa Caixa ao BB é cortar custos, otimizar o uso de agências e de empregados, enfim, melhorar o desempenho financeiro.

Quem perde, obviamente, é o cliente. Afinal, um correntista que já tem conta há anos em um banco acostumou-se a uma rotina. E as coisas mudam quando sua conta é vinculada a outro banco.

Brasil e mundo vivem uma onda de fusões, dentro da lógica de menos custo, mais lucro, menos serviço.

Mas o que devem fazer os correntistas que foram migrados para o BB se não conseguirem se fazer ouvir pelas gerências? Fazer um relatório das dificuldades e procurar, primeiramente, a ouvidoria do Banco do Brasil.

Se a situação persistir, ou surgirem novas reclamações, recorrer aos Procons ou à Justiça. É desgastante.

E, lamentavelmente, como na antiga propaganda do carro a álcool: fusões e aquisições, você ainda terá uma pela frente, goste ou não.

Fonte (Texto, Foto, Infográfico): Folha de S. Paulo

CCBB-SP exibe o melhor do cinema Filipino

terça-feira, 15 de junho de 2010

Com exibição de 30 títulos compondo um panorama da produção cinematográfica das Filipinas, a mostra “Descobrindo o Cinema Filipino” privilegia a produção recente que vem se destacando no mundo com exibições nos principais festivais internacionais, e também apresenta pela primeira vez alguns dos maiores clássicos do país.

Produzida pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e curadoria de Raphael Mesquita e Leonardo Levis, a mostra traz filmes escolhidos por sua reconhecida qualidade e que primam pelo ineditismo, pela exploração das possibilidades do digital e por sua relevância social. O evento acontece até 27/6.

Nos últimos anos, nenhuma cinematografia no mundo conseguiu subir tanto no panorama internacional de grandes festivais quanto a filipina. Com filmes sendo exibidos anualmente em prestigiados festivais como Cannes, Roterdã, Bafici (Buenos Aires), Toronto ou Veneza, este cinema chega, atualmente, em seu auge de prestígio: em 2008, Melancolia, o filme de quase oito horas de duração dirigido por Lav Diaz, conquistou o prestigiado Prêmio Orizzonti no Festival de Veneza, e em 2009, Kinatay rendeu a Brillante Mendoza o ainda mais prestigiado Prêmio de Melhor Diretor na Competição Oficial do Festival de Cannes.

Conhecida como a nova geração do cinema independente filipino, formada por cineastas como os já citados Diaz e Mendoza, além do jovem Raya Martin e do radical Khavn De La Cruz, entre outros, esta geração pode hoje ser equiparada a outras de igual sucesso, como a Argentina (com Lucrecia Martel, Pablo Trapero, Lisandro Alonso, etc.) ou a Romena (com Corneliu Porumboiu, Cristian Mungiu etc.). Mas enquanto o cinema argentino e o romeno aportam constantemente em nossos cinemas, seja no circuito comercial, seja em festivais ou mostras, é rara a exibição de um filme filipino.

A mostra “Descobrindo o Cinema Filipino” pretende introduzir no Brasil este cinema tão potente quanto desconhecido, exibindo os filmes mais importantes e os cineastas mais representativos dessa nova geração. São cineastas radicais, experimentais, que, com pouco dinheiro e muitas ideias, conseguem transformar a realidade do país em cinema. Um exemplo para qualquer país que encontre estas mesmas dificuldades, como, naturalmente, o Brasil. Seus filmes também exploram não só as facilidades financeiras do uso do digital, como as técnicas, incluindo o uso da longuíssima duração (em especial nos filmes de Lav Diaz), a mobilidade e a facilidade de finalização.

Fomentando e instigando a observação do cinema recente filipino, a mostra é completada por uma série de produções mais antigas, mas ainda influentes. São obras clássicas, que, além de influenciar os novos cineastas, se fazem pulsantes e refletem o olhar crítico dos filipinos em relação à sua história.

Por tudo isso, a mostra Descobrindo o Cinema Filipino chega na hora correta: de um lado, por exibir no país esta filmografia, de outro, por refletir sobre as condições de nossa própria produção. Pensando nisso, será realizado um debate ao fim da mostra, com cineastas e teóricos, com intuito de refletir sobre os filmes vistos, assim como sobre suas propostas estéticas e práticas. O cinema filipino é muito próximo do cinema brasileiro e, ao mesmo tempo, mantém distâncias que podem e devem ser diminuídas.

Programação

Qua (16/6)
15h30 – A Ilha no Fim do Mundo + Projeções de Vida
17h30 – Adela
19h30 – Manila

Qui (17/6)
14h – Melancolia

Sex (18/6)
15h – Adeus, minha estrela cadente
16h30 – Manila by Night
19h30 – Serbis

Sab (19/6)
16h – Um Pequeno Filme sobre o Índio Nacional (ou a prolongada agonia dos filipinos)
18h – Independência (foto)
19h30 – Refrões acontecem como revoluções numa canção

Dom (20/6)
18h – Adela
19h45 – Irmã Stella L.

Qua (23/6)
14h – Refrões acontecem como revoluções numa canção
16h15 – Roxlee + Raymond Red
17h45 – Um Pequeno Filme sobre o Índio Nacional (ou a prolongada agonia dos filipinos)
19h30 – Debate: A história e a estética do cinema filipino (um diálogo possível com o cinema brasileiro?)

Qui (24/6)
14h – Em cartaz
19h30 – Insiang

Sex (25/6)
15h30 – Milagre
18h – Novo Cinema Filipino (Longa Vida ao Cinema Filipino + Salat + Coisas Muito Específicas à Noite + Borboletas Não têm Memória)
19h30 – Pesadelo perfumado – sessão seguida de debate com o realizador

Sab (26/6)
15h – Manila nas garras de neon
17h30 – Pesadelo perfumado
19h30 – Todo Todo Teros + Hai, eles reciclam corações partidos em Tóquio para que não haja desperdício

Dom (27/6)
13h – Manila nas entranhas da escuridão
17h30 – Lola
19h30 – Independência

Serviço

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112
Tel.: (11) 3113 3651 / 3113 3652
www.bb.com.br/cultura
Metrô Sé e São Bento
Grátis

Fonte: Viva o Centro

CCBB-SP expõe os “50 anos de Aguillar”

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) apresenta em São Paulo, até 17 de julho de 2010, a exposição “Aguilar 50 Anos”. Trata-se da maior retrospectiva já realizada do multiperformático artista paulistano José Roberto Aguilar, 69 anos, reunindo trabalhos produzidos ao longo de suas cinco décadas de carreira.

Com curadoria do arquiteto Haron Cohen, colecionador das obras de Aguilar desde os anos 1960, e produção da Arte 3, a mostra ocupará todos os andares do CCBB (exceto o subsolo), exibindo cerca de 75 pinturas do artista, divididas de forma cronológica.

Além das pinturas selecionadas, “Aguilar 50 Anos” abordará a videoarte – técnica em que o artista é considerado um dos pioneiros -, exibindo trabalhos célebres, como ‘Divina Comédia Brasileira’ (1980) e ‘Sonho e Contra Sonho’ (1981). A mostra terá ainda gravuras, cartazes, desenhos e livros produzidos por Aguilar e discos da Banda Performática.

Fonte: Viva o Centro SP (Texto) Renata Jubran/AE (Foto)

TJ paulista suspende exclusividade do BB no consignado

terça-feira, 25 de maio de 2010

Decisão atende pedido de bancos privados, depois que o Banco do Brasil adquiriu direito de cuidar da folha da Prefeitura

Leandro Modé

A briga entre bancos privados e o Banco do Brasil (BB) pelo crédito consignado ganhou ontem um novo capítulo. O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a exclusividade do BB na venda desse tipo de produto financeiro para servidores públicos do município de São Paulo. No fim do ano passado, o BB pagou R$ 726 milhões para a prefeitura da cidade pelo direito de cuidar da folha de pagamento dos servidores, o que incluía a exclusividade no consignado.

O banco firmou contratos parecidos em outros lugares do País, como os Estados do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Minas Gerais. A investida da instituição pública desagradou à concorrência privada, que deu início a uma guerra de liminares.

No próprio município de São Paulo, o sindicato do funcionalismo (Sindsep) conseguiu em março uma liminar, derrubada no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em meados de abril. A decisão de ontem do TJ paulista proíbe novamente a operação.

A ação foi impetrada pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que reúne as instituições de pequeno e médio portes. Antes da investida do BB nesse mercado, os bancos pequenos e médios lideravam a concessão desse tipo de empréstimo. Hoje, o BB tem participação de aproximadamente 40% do mercado.

Procurado pelo Estado, o banco informou que a decisão de recorrer da liminar cabe à Prefeitura de São Paulo, uma vez que a ação foi impetrada contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM). A assessoria de imprensa da prefeitura disse que “a Procuradoria Geral do Município irá submeter a decisão ao STJ e ao STF (Supremo Tribunal Federal)”.

A disputa acirrada pelo consignado é explicada pelo tamanho do mercado. No fim de fevereiro, a modalidade tinha saldo de quase R$ 112 bilhões, 61% do crédito pessoal no Brasil. Além disso, a inadimplência é baixa, uma vez que o desconto das prestações se dá diretamente na folha de pagamento do trabalhador.

No STF. Depois de passar por diversas esferas da Justiça, a briga chegou ao STF. Ao julgar uma ação da ABBC contra a exclusividade no Rio Grande do Norte, o ministro do STJ Cesar Rocha entendeu que se trata de questão constitucional e a enviou ao STF. Por enquanto, a ação não entrou na pauta do órgão.

A polêmica já chegou a um ponto que despertou a atenção de legisladores em vários Estados, inclusive Brasília. Amanhã, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados realizará uma audiência pública para discutir justamente a exclusividade do BB no consignado.

Entre as pessoas convocadas para participara da sessão estão o chefe do Departamento de Supervisão de Bancos e Conglomerados Bancários do Banco Central, Rene Luiz Grande, a superintendente nacional da Caixa Econômica Federal, Deusdina dos Reis Pereira, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e o presidente da ABBC, Renato Oliva.

Fonte: O Estado de S.Paulo