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Para nossa reflexão: “apenas 1%” pode ser uma enormidade

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Depois que a imprensa divulgou, com muita repercussão, a morte de uma jornalista de Brasília durante a realização de uma cirurgia popularmente conhecida como “Lipo”, um médico deu uma entrevista falando que o risco de morte neste tipo de intervenção é pequeno, de apenas 1%.

Para que se tenha a exata noção do que significa “apenas 1%” pensemos numa viagem aérea com uma empresa que afirmasse ser este o seu índice de risco, ou seja, que garantisse que de cada cem aviões dela que decolam apenas um se acidenta.

Quem faria esta viagem?

Segundo a Veja, no hot site Desastres Aéreos (clique aqui) “as chances de sofrer um acidente de avião e de morrer em um dos desastres despencaram. Em 1989, eram 4,95 acidentes com fatalidades a cada milhão de decolagens. O índice jamais voltou a ser tão elevado – e em 2004, a marca era de 0,9 acidente com fatalidade a cada milhão de decolagens. Caiu também o número médio de fatalidades por milhão de decolagens: de 150,8 em 1989 para 100,2 em 1994, para 49,85 em 2001 e 23,29 em 2004.”

Mas certamente as pessoas têm mais medo de entrar num avião do que numa clínica de estética para fazer uma Lipo. Mistérios da mente humana.

Bancos querem criar central de risco privada

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sistema, que concorreria com o cadastro positivo, prevê maior abrangência da verificação de endividamento dos clientes

Avaliação de integrantes do governo é que essa articulação feita pelo setor financeiro visa esvaziar o novo cadastro

SHEILA D’AMORIM
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A discussão sobre a criação de bases de dados que ajudem a reduzir o risco dos bancos na concessão do crédito e a baratear o custo para os tomadores finais tem movimentado o setor financeiro.

Insatisfeitos com o projeto, em tramitação no Congresso, que cria o cadastro positivo (um sistema com informações que mapeiam o perfil de renda e a capacidade de endividamento das pessoas), os bancos retomaram um projeto antigo. Articulam, nos bastidores, com o BC, a criação de uma central de risco privada, voltada apenas para o sistema financeiro.

O modelo é diferente do cadastro positivo e segue o da central que já existe e é operada pelo BC desde 1997, com algumas alterações de lá para cá. O SCR (Sistema de Informações de Crédito do BC) foi criado como uma ferramenta de fiscalização, permitindo análise mais detalhada das carteiras dos bancos. Com o tempo, tornou-se importante também para o mercado verificar a situação de endividamento dos clientes.

O problema é que o sistema do BC no formato atual consolida apenas informações de clientes bancários com dívidas superiores a R$ 5.000. No total são 22 milhões de clientes bancários e 61 milhões de operações, no valor de R$ 1,2 trilhão.

A proposta da Febraban (federação de bancos) reduz esse valor para R$ 100. Isso faria o SCR englobar praticamente a totalidade dos clientes que têm alguma operação de crédito.

A ampliação é desejo antigo do BC, mas a instituição alega que não tem orçamento disponível para isso. Os bancos se propõem a resolver a questão, mas o novo formato do SCR ainda não está definido.

Segundo José Berenguer, diretor da Febraban, não “há um desenho fechado” nem decisão tomada. Já se falou em uma espécie de parceria público-privada, em que os bancos ficariam só com o processamento das informações, e o BC continuaria controlando a central.

Outra ideia prevê a terceirização completa do banco de dados, que poderia ser operado por uma nova empresa, e o processamento entregue à Serasa (companhia que reúne dados sobre o crédito no país e é controlada por um grupo estrangeiro com participação minoritária dos bancos brasileiros).

Ambas as propostas geram polêmica por causa da transferência de toda a base de dados sobre o crédito para uma empresa estrangeira e privada. Berenguer diz que a empresa que processar a informação não terá nenhum acesso aos dados e há formas de garantir isso.

Mas a garantia não convence opositores da ideia dentro do governo. O debate sobre a quebra do sigilo bancário é outro ponto que fez empacar a proposta. Nos últimos meses, a Febraban vem se cercando de pareceres jurídicos que derrubem essa tese e abram caminho para a criação da central, antes da aprovação do cadastro positivo. A avaliação de pessoas do governo é que essa articulação visa esvaziar o novo cadastro, que ainda é promessa no papel.

Isso porque, a prevalecer o desenho do Congresso, ele impõe custos aos bancos. Aliás, a proposta desagradou até ao comércio, que deveria ser o maior beneficiado. “O texto transformou o cadastro positivo num Frankenstein”, diz Roque Pellizzaro, da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.

Um dos pontos criticados é o que obriga a comunicação do cliente por aviso de recebimento sobre a inclusão do seu nome no cadastro. No SCR é preciso a autorização do cliente, mas isso é feito automaticamente quando o crédito é concedido.

Fonte: Folha de S.Paulo

Banco público tem mais risco de calote

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Segundo o BC, 71% dos empréstimos feitos por instituições públicas têm risco de atraso de, pelo menos, 15 dias

Fernando Nakagawa, BRASÍLIA

Bancos públicos se expõem mais ao risco de calote que os concorrentes privados. Dados do Banco Central (BC) mostram que 71,3% dos empréstimos para as pessoas físicas feitos pelas instituições controladas pelo governo têm risco que equivale a, pelo menos, atrasos de 15 dias nos pagamentos.

Enquanto isso, os bancos privados optam por concentrar operações nos bons pagadores e só 27,6% dos financiamentos têm o risco mencionado. A pressão do governo para o aumento da oferta de crédito em meio à crise e a ação em nichos de menor renda explica a maior exposição dos bancos públicos, dizem analistas.

No setor bancário, cada empréstimo é classificado com notas para determinar o risco de calote. Pelas regras do BC, a avaliação varia entre AA e H e leva em conta critérios como o grau de endividamento, limite de crédito, qualidade das garantias, valor do financiamento, renda e patrimônio do cliente. Isso, por exemplo, determina se um empréstimo recebe AA – a melhor nota – ou C na concessão do crédito.

Independentemente da avaliação, bancos são obrigados a incluir todos os empréstimos com atraso de 15 dias na nota B. A falta de pontualidade no pagamento superior a um mês passa a receber C e, quando o atraso no pagamento passa de mais de 90 dias, cai para E.

Dessa forma, o ideal é que instituições optem pelos empréstimos com as melhores notas, aqueles feitos por bons pagadores: clientes com boas condições de pagamento, histórico de crédito e garantias. Mas não é necessariamente isso que ocorre nos bancos públicos.

Em novembro, a exposição ao risco nas operações entre B e H concentrou quase três quartos dos empréstimos às pessoas físicas feitas pelas instituições controladas pelo governo. Portanto, só um quarto tinha nota AA e A.

Enquanto isso, a proporção nos bancos privados com capital nacional era exatamente a contrária: quase três quartos dos empréstimos tinham as duas melhores notas e apenas um quarto as piores avaliações.

RAMO IMOBILIÁRIO

Situação semelhante é vista no segmento imobiliário. Nos bancos públicos, 68,8% dos financiamentos estão no grupo com risco entre B a H. Nos privados nacionais, 72,2% dos empréstimos têm as melhores notas, ou seja AA e A.

“Esse quadro tem reflexos nos balanços. Normalmente, bancos públicos têm de fazer provisões maiores para o risco de inadimplência”, diz a analista do setor bancário do Banco Banif, Lia da Graça. Outro efeito, de acordo com ela, é observado no lucro. “Bancos públicos tendem a ter menos lucro que os privados.”

A especialista também diz que essa exposição prejudica as ações das instituições. “Na comparação com os grandes concorrentes, a ação do Banco do Brasil sempre teve um ‘desconto’. Essa diferença ocorre porque há o risco de o banco público ser usado como instrumento de política econômica”, informa.

“Se o governo afirmar que bancos têm de continuar emprestando, não há muita escolha para o BB ou a Caixa Econômica Federal”, diz Lia.

PAPEL SOCIAL

O professor de finanças da Faculdade de Economia e Administração da USP Ribeirão Preto e diretor-presidente do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), Alberto Borges Mathias, diz que outra explicação é o papel social das instituições públicas. “Esse caráter significa correr mais riscos. E, em muitos desses segmentos, os bancos privados não atuam”, diz.

O BB, por exemplo, é o líder isolado no crédito rural. Apesar da importância econômica do setor, bancos privados têm presença discreta no segmento, principalmente pelo risco de quebra de safra. Já a Caixa é líder no segmento imobiliário, onde atua em nichos de menor renda que são praticamente inexplorados pelos bancos privados.

Na opinião de Mathias, é provável que a exposição a riscos dos bancos públicos cresça nos próximos meses com a atuação mais forte dessas instituições no mercado de crédito desde o agravamento da crise.

Mas ele afirma que o uso de ferramentas de acompanhamento das operações pode impedir que isso se transforme em uma onda de calotes nas instituições públicas.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Bancos usam compulsório para comprar títulos do Governo

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Diante do aperto de liquidez, bancos preferem comprar títulos a emprestar a outras instituições

Em agosto, os bancos” devolveram” um média de R$ 29,8 bi por dia ao BC; ontem, volume chegou ao recorde de R$ 70,7 bi

LEANDRA PERES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL

O dinheiro liberado pelo Banco Central desde o fim de setembro para contornar a crise e estimular a retomada dos empréstimos entre as instituições financeiras, especialmente entre as de pequeno porte, ainda está parado no caixa dos grandes bancos.

O volume de recursos dos bancos que sobra e volta diariamente ao Banco Central por meio da compra de títulos aumentou 27% desde 24 de setembro, quando o governo anunciou as primeiras medidas para ajudar os bancos a fechar seus caixas.

Em agosto, os bancos devolveram R$ 29,8 bilhões por dia ao BC. Ao longo de setembro, a demanda já havia subido para R$ 48,7 bilhões diários. Mas depois da liberação dos compulsórios, esse volume aumentou para R$ 61,7 bilhões por dia e atingiu ontem o recorde de R$ 70,666 bilhões, segundo a Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro). Em janeiro, esse mercado não girava mais de R$ 15 bilhões diários.

Desde a piora nos mercados, em setembro, as tesourarias dos bancos passaram a trabalhar com cenários mais pessimistas de liquidez e aumentaram suas necessidades de caixa para os próximos 60 dias. Esses cenários são calculados com base nas estatísticas de depósitos e de saques dos clientes.

Para priorizar o próprio caixa, esses bancos diminuíram os empréstimos a outras instituições e mesmo a clientes importantes, elevando o custo do dinheiro disponível e secando o crédito no mercado.

O problema é que grande parte desse dinheiro em caixa não é emprestado e retorna ao Banco Central por meio das compras diárias de títulos públicos no BC. É o chamado “overnight”.

Numa situação de normalidade, as instituições financeiras com recursos à disposição costumam emprestar para outros bancos, buscando uma taxa mais favorável do que a obtida junto ao BC, hoje de cerca de 0,0546% ao dia -14,75% estimados para a Selic no final do ano. Dessa forma, quem não tem recursos para fechar o caixa toma empréstimo e acerta suas contas.

Com a crise de liquidez, os bancos têm preferido deixar dinheiro em caixa e buscar a segurança do BC. Com isso, os bancos menores começaram a ter dificuldades para fechar suas contas. A solução dada pelo governo foi a liberação, até agora, de mais de R$ 60 bilhões dos chamados depósitos compulsórios, que são recursos que os bancos têm que deixar depositados no BC. Outros 46 bilhões serão liberados nos próximos dias.

“As medidas anunciadas pelo governo conseguiram colocar mais liquidez no mercado, mas as instituições financeiras não saíram de uma posição defensiva”, disse o presidente da Andima, Alfredo Moraes.

Para o BC, o aumento na demanda por títulos públicos é um efeito esperado da crise financeira e deve se manter assim por algum tempo. A autoridade monetária considera, no entanto, que a falta de recursos para empréstimos entre os bancos começa a ser normalizada. Os primeiros sinais seriam as vendas já anunciadas das carteiras de crédito consignado dos pequenos bancos. A normalização do mercado interbancário -em que um banco empresta a outro- seria a última etapa nesse processo.

Esse cenário, no entanto, depende da calma relativa em que operam os mercados internacionais nos últimos dois dias.

Para o economista Sérgio Vale, da MB Associados, a liberação de recursos pelo BC é importante, mas não será suficiente para restaurar o crédito num prazo curto. “Leva tempo para reverter o grau de desconfiança que se gerou. Se houvesse a percepção de que tudo vai se solucionar rapidamente, não estaríamos vendo inúmeras empresas parando suas decisões de investimento.”

Fonte: Folha de S. Paulo

BC anuncia liberação de até R$ 100 bilhões do compulsório para ajudar bancos

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O Banco Central poderá colocar mais R$ 100 bilhões na economia por meio de novas mudanças nas regras do recolhimento compulsório feito pelos bancos.

O compulsório é a parcela do dinheiro depositado pelos clientes que os bancos precisam recolher junto ao BC. Esse mecanismo ajuda a autoridade monetária a controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia.

O BC irá analisar novas alterações no recolhimento sobre depósitos a prazo, sobre os depósitos interfinanceiros (leasing) e sobre a exigibilidade adicional. Hoje, a alíquota para esses três tipos de depósito é de 15%, 15% e 5%, respectivamente.

Segundo o BC, as mudanças serão anunciadas posteriormente, se houver necessidade e podem chegar a R$ 100 bilhões. Nas últimas semanas, o BC fez outras três alterações no compulsório que representaram, juntas, a liberação de outros R$ 60 bilhões na economia.

Em agosto, o BC havia recolhido cerca de R$ 260 bilhões em todas as modalidades de compulsório.

“A diretoria do Banco Central do Brasil decidiu hoje implementar um programa de liberação integral dos recolhimentos compulsórios sobre depósitos a prazo, sobre os depósitos interfinanceiros e sobre a exigibilidade adicional de depósitos à vista e a prazo, no total de R$ 100 bilhões. As liberações serão efetuadas de acordo com as necessidades de liquidez dos mercados”, diz o BC em nota.

A mudança no compulsório é uma tentativa de disponibilizar mais dinheiro para que os bancos possam emprestar uns para os outros e para empresas. Com a piora na crise financeira nos EUA, os bancos pequenos no Brasil, em especial, vêm enfrentando dificuldades para conseguir dinheiro no exterior.

Fonte: Folha Online

BC contabiliza 30 bancos com problemas de liquidez

domingo, 12 de outubro de 2008

Do Blog do jornalista Josias de Souza:

“Pelas contas do Banco Central, chega à casa das três dezenas o número de bancos brasileiros às voltas com dificuldades dee liquidez financeira.

São essas instituições, todas de médio e pequeno porte, os alvos da medida provisória 422, editada por Lula há seis dias.

Apelidada de “Proer do Lula”, a MP dá poderes ao BC para prover socorro financeiro a bancos encalacrados. Como garantia, os socorridos darão carteiras de crédito de sua clientela.

Dá-se à operação o nome de redesconto. É algo que já fazia parte do arsenal do BC desde a década de 60. Mas considerou-se que dificuldades jurídicas emperravam a avaliação das carteiras dadas em garantia dos empréstimos.

A MP veio para tornar mais célere esse processo, convertendo o redesconto em ferramenta efetiva de combate a um dos efeitos da crise global no Brasil: o estancamento do crédito interbancário.

Uma autoridade com gabinete no Planalto informou ao blog o seguinte: o presidente do BC, Henrique Meirelles, esclareceu a Lula que não há no Brasil bancos insolventes.

Uma casa bancária torna-se insolvente quando a soma de seus ativos é menor do que o total de suas dívidas. É o que ocorre com os bancos que foram à breca nos EUA e na Europa.

No Brasil, o que há, disse Meirelles a Lula, são bancos ilíquidos. Falta-lhes dinheiro para tocar o negócio. Um fenômeno provocado pela sequidão do crédito interbancário.

Antes da edição da MP do socorro, o BC oferecera aos bancos grandes um estímulo para que comprassem as carteiras de empréstimo das instituições menores.

Os bancões que adquirissem carteiras dos banquinhos, assumindo os riscos dos empréstimos, teriam desconto no depósito compulsório.

O compulsório é o mecanismo que obriga os bancos a recolher ao BC um pedaço dos depósitos e aplicações captados junto à clientela.

O problema é que nenhum banco privado grande se dispôs a transacionar com os bancos menores. Só Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal abriram negociações.

Somando-se as três mexidas que o BC fez no compulsório, liberaram-se cerca de R$ 60 bilhões para o sistema bancário. Porém, o grosso desse dinheiro ficou “empoçado” no caixa dos bancos.

A crise açulou a aversão ao risco. E fez minguar o fluxo dos empréstimos, seja de um banco para outro, seja dos bancos para seus clientes.

Por isso o BC levou a medida provisória 442 à prateleira. Espera não precisar usar em grande escala. Mas não hesitará em lançar mão dela em caso de necessidade.

Embora ainda pendente de votação no Congresso, a MP já está em vigor. Começou a vigir na última terça (7), quando foi publicada no “Diário Oficial”.

Os partidos de oposição desejam emendar a MP. Mas ninguém fala em votar contra a medida.

PSDB e DEM se dispõem a aprovar no Congresso essa e outras providências que visem dotar o governo de instrumental para se contrapor à crise global.”

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Austin revê Perspectiva de Rating de alguns bancos

Austin revê Perspectiva de Rating de alguns bancos

sábado, 11 de outubro de 2008

A crise é global e segundo o Governo está sob controle no Brasil. Mas há muitos sinais de que algumas coisas sobrarão para o nosso País.

A imprensa não tem dado destaque, mas sabe-se que alguns bancos pequenos têm apresentado problemas de liquidez. Tanto assim que CEF e Banco do Brasil estão indo às compras e adquirindo carteiras de empréstimos de diversos desses bancos. Naturalmente os bancos oficiais desmentem que estejam fazendo isso a pedido da área econômica do Governo.

Outro fator que tem passado relativamente despercebido é a revisão da perspectiva de rating atribuída a alguns bancos brasileiros. Por exemplo, no último dia 8 a Austin Rating, agência classificadora de riscos, publicou o seguinte comunicado:

“Austin altera Perspectiva de Rating de Instituições Financeiras.

Em função da instabilidade no mercado internacional, com impacto no crescimento econômico mundial e as dificuldades apresentadas pela conjuntura financeira doméstica, marcada pelo aumento no custo de captação de depósitos a prazo, restrições de liquidez e a redução das operações de crédito e no mercado de capitais, o Comitê de Classificação da Austin Rating, em reunião realizada em 08 de outubro de 2008, decidiu rever a perspectiva positiva para os ratings de longo prazo concedidos aos bancos avaliados pela agência de classificação.

Embora a Austin entenda como correta a iniciativa das instituições em enquadrar sua gestão de ativos e passivos a uma conjuntura marcada pelo encurtamento de prazos, com o aumento de recursos líquidos disponíveis, em detrimento do crescimento das operações ativas, bem como a iniciativa do Banco Central em garantir a liquidez das carteiras das instituições financeiras com o emprego de linhas de redesconto, a decisão do Comitê em alterar a perspectiva do rating recai sobre a expectativa de redução de suas operações.

Diante dessa expectativa, a estratégia de crescimento empregada por estas instituições em seus respectivos mercados de atuação não deve se materializar favoravelmente no período que julgamos factível para a elevação da classificação de risco destas instituições, razão pela qual alteramos as perspectivas dos ratings de positiva para estável. As seguintes instituições financeiras tiveram sua perspectiva alterada de positiva para estável: Banco Fator S.A., Banco Morada S.A., Banco Paulista S.A., Banco Pine S.A. e Banco Semear S.A.”

No dia 2 de outubro a Austin já havia comunicado:

“Austin retira Rating do Banco Industrial do Brasil S/A

O Comitê de Classificação de Risco da Austin Rating, em reunião realizada no dia 02 de outubro de 2008, retirou o Rating do Banco Industrial do Brasil.”

Para quem se interessa pelo assunto, o endereço da Austin Rating é http://www.austin.com.br