Posts com a Tag ‘Música’

CCBB de Brasília comemora quatro décadas de Aldir Blanc e João Bosco

sábado, 4 de setembro de 2010

Em setembro o CCBB de Brasília comemora quatro décadas de parceria musical entre os compositores Aldir Blanc e João Bosco. Ao longo de três finais de semana o público vai apreciar os clássicos da dupla com artistas como Leila Pinheiro, Pedro Mariano, Elza Soares e Moacyr Luz, além do próprio João Bosco, que abre os trabalhos com duas apresentações, nos dias 11 e 12 de setembro.

O primeiro encontro entre o mineiro João Bosco e o carioca Aldir Blanc foi no fim da década de 60, no Rio de Janeiro. Ambos já tinham passado por parceiros ilustres como Vinícius de Moraes, Ivan Lins e Gonzaguinha, mas tiveram a sorte de encontrar a combinação perfeita de suas criações musicais um no outro.

Nessa época, ainda morando em cidades diferentes, João em Ouro Preto, onde cursava Engenharia, e Aldir no Rio, a parceria acontecia com a ajuda dos Correios. Era assim que Aldir enviava as letras para Bosco, através de cartas. Nas férias, os dois se reuniam para cantar e compor.

A parceria se consolidou rapidamente ao chegar às rádios de todo Brasil, na voz de Elis Regina, com Bala com Bala, em 1972. “Quanto me custa dar a outra face / O tapa estala no balacobaco e é fala com fala / E é bala com bala e o galã se espalhando, dando.”

Ao longo dos 10 primeiros anos desta parceria, Aldir e Bosco foram disputados pelos maiores intérpretes da época. Além de Elis, Simone, Gal Costa, Clara Nunes e Djavan também queriam canções dos dois. E foi nas vozes desses e de outros grandes nomes que estiveram no topo dos rankings de discos mais vendidos e músicas mais executadas em rádio e tv.

Em 1983, Aldir e João interromperam a parceria. Foram 18 anos em que cada um seguiu seu caminho, cada qual com seus novos parceiros e sempre com belas e memoráveis composições. Atualmente, e já há alguns anos, para alegria geral da nação, João e Aldir estão compondo juntos mais uma vez.

“O reencontro aconteceu em 2001 e hoje, mais próximos, os dois voltaram a compor grandes e novos clássicos que ficarão com certeza na história da nossa música.” Aposta Solange Kafuri.

O projeto tem a direção musical de Itamar Assiére, que além da direção musical, toca piano e teclado. Para compor a banda que acompanha os intérpretes, Itamar arregimentou um time de grandes músicos brasileiros. Na bateria e percussão Jorge Gomes; violão, guitarra e cavaquinho Zé Carlos; sax e flauta Ricardo Pontes e no baixo elétrico e acústico Ivan Machado.

“Dois pra lá, dois pra cá” com João Bosco e Aldir Blanc – 40 anos de música

CCBB Brasília
11 a 26 de setembro
sextas e sábados, às 21h e domingos, às 20h
Teatro I
SCES Trecho 2, lote 22 – Brasília/DF
Ingressos a R$ 7,50
(meia para estudantes, professores, maiores de 65 anos e clientes BB)
Capacidade: 324 lugares
Classificação etária: 12 anos
Informações: 61 3310.7087

Fonte: O Reporter

CCBB SP leva shows gratuitos para a Praça do Patriarca

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) apresenta, a partir de sexta-feira (3/9), o projeto musical “Vale a Pena Ouvir”, que acontece ao ar livre (grátis) na Praça do Patriarca. São cinco espetáculos com duas sessões cada (às sextas-feiras e aos sábados, às 12h30), reunindo a grande diversidade musical do Brasil como o tradicional forró, música eletrônica junto com cancioneiro popular, regional (nordestino e pantaneiro) e rock mesclado com canto lírico.

O grupo pernambucano Fim de Feira (foto) abre a temporada (3 e 4/9), seguido pela pernambucana Andrea Amorim (17 e 18/9), pela banda mineira formada por deficientes visuais Forró no Escuro (1 e 2/10), pelo paulistano-pantaneiro Gabriel Sater (15 e 16/10) e pelos paraibanos do Cabruêra (29 e 30/10), que fecham o projeto.

O objetivo do CCBB com esta iniciativa é apresentar ao público paulistano as diversas origens da música popular brasileira numa síntese da variação de estilos. Todos os grupos e artistas convidados possuem trabalhos reconhecidos em suas respectivas regiões e até mesmo no Exterior; alguns trazem o aval de artistas de renome nacional. A seleção envolveu uma minuciosa pesquisa em busca da diversidade de gêneros e da qualidade artística somada às particularidades dos estilos. O resultado é um projeto rico em sonoridades e elementos da cultura brasileira.

Programação

3 e 4/9: Fim de Feira (ritmos nordestinos com poesia de cordel)
17 e 18/9: Andrea Amorim (rock-lírico)
1º e 2/10: Forró no Escuro (deficientes visuais no forró)
15 e 16/10: Gabriel Sater (regional pantaneiro)
29 e 30/10: Cabruêra (cancioneiro e música eletrônica)

Fonte: Viva o Centro

CCBB Brasília: Um tributo a Fréderic Chopin

terça-feira, 27 de julho de 2010

Neste ano em que se comemoram os 200 anos de nascimento do compositor polonês Fréderic Chopin (1810-1849), o CCBB apresenta a série Chopin Insólito. Durante quatro semanas, sempre às terças-feiras, poderão ser apreciadas interpretações de obras ainda inéditas no Brasil, por alguns dos nomes de maior destaque na cena musical brasileira e europeia.

A iniciativa vem se somar a uma série de eventos que acontecem simultaneamente em todo o mundo, numa homenagem ao “poeta do piano”, como Chopin é carinhosamente chamado. Mas Chopin Insólito é uma abordagem diferenciada da obra do compositor. O diretor geral da série, o pianista brasileiro Giulio Draghi, e a pianista e produtora musical Lilian Barretto, optaram por trazer alguns aspectos menos conhecidos do trabalho do músico.

O primeiro concerto (27 de julho) apresenta, em primeira audição no Brasil, as 53 transcrições dos 24 estudos de Chopin compostas pelo polonês Leopold Godowsky e interpretadas pelo premiado pianista italiano Francesco Libetta. No segundo (3 de agosto), acontece a primeira audição mundial do estudo Opus 25, de Carl Tausig (1841-1871), polonês confessadamente influenciado por Chopin. O concerto conta com a participação de Paulo Sergio Santos, maior expoente da clarineta no Brasil. O terceiro (10 de agosto) traz obras compostas por Chopin no aconchego de sua casa e pouquíssimo executadas no mundo. E a série termina (17 de agosto) apresentando o jovem pianista brasileiro Pablo Rossi (foto).

De 27 de julho a 17 de agosto, às 13h (entrada franca) e 21h, no Teatro do CCBB (SCES, trecho 2). Ingressos a R$ 15 e R$ 7,50 (meia).

Fonte: Jornal da Comunidade

No CCBB Rio “Onomatopéia não é Palavrão”

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O repertório de música popular e instrumental brasileira onde a onomatopéia – recurso de imitação de sons por meio de vocábulos sonoros – é valorizada nas letras e arranjos instrumentais vai invadir o Centro Cultural Banco do Brasil–RJ, a partir desta terça, 27 de julho, dentro das tradicionais Terças Musicais, com o projeto Onomatopéia Não é Palavrão! Onomatopéia Musical.

Agora com uma dinâmica diferente, as Terças Musicais mostrarão sonoridades diversas a cada semana durante o semestre, ao invés de um mesmo tema ao longo de shows seguidos em um único mês. E este projeto Onomatopéia terá uma série de cinco shows distribuídos de julho a novembro, com curadoria e textos de Daniel Caverna e Jussiê Caverna, apresentados por Hermínio Bello de Carvalho, mostrando belos exemplos de canções brasileiras com vocábulos como tique-taque, fonfom, dim-dim e piu-piu, buzinas, sirenes, gagueira, choro, riso, etc.

Os cinco shows vão mostrar a forma expressiva de onomatopéia nas letras e nos arranjos instrumentais, apresentando as músicas em blocos temáticos divididos em cada show de forma contextualizada e bem-humorada: Onomatopéia não é Palavrão, Onomatopéia Instrumental, A Natureza e a Onomatopéia, O Homem e a Onomatopéia e A Confusão dos Sons.

O repertório será interpretado por jovens talentos da Escola Portátil de Música como as cantoras Camila Luiza, Clara de Andrade, Letícia Soares, Muiza Adnet, Cintia Graton, Gabriela Buarque, Ilessi e Milena Tibúrcio, com participações especiais de Amélia Rabello, Maurício Carrilho, Pedro Miranda, Pedro Amorim e Marcos Sacramento.

Todos serão acompanhados por Anderson Balbueno (pandeiro), Leonardo Pereira (cavaquinho), Rafael Mallmith (violão 7 cordas), Thiago da Serrinha, Vitor Macedo (clarinete), Luis Barcelos (bandolim) e Maria Souto (flauta) – também músicos da Escola Portátil de Música -, sendo que os dois últimos, e também Maurício Carrilho, assinam os arranjos especialmente elaborados para a série.

PROGRAMAÇÃO

27 de julho – Onomatopéia não é Palavrão
Com: Camila Luiza, Clara de Andrade, Letícia Soares e Muiza Adnet
Participação Especial: Amélia Rabello

24 de agosto – Onomatopéia Instrumental
Com: Anderson Balbueno (pandeiro), Leonardo Pereira (cavaquinho), Luis Barcelos (bandolim), Maria Souto (flauta), Rafael Mallmith (violão 7 cordas), Thiago da Serrinha e Vitor Macedo (clarinete).
Participação especial: Maurício Carrilho

28 de setembro – A Natureza e a Onomatopéia
Com: Cintia Graton, Gabriela Buarque, Ilessi e Milena Tibúrcio
Participação especial: Pedro Amorim

26 de outubro – O Homem e a Onomatopéia
Com: Camila Luiza, Clara de Andrade, Letícia Soares e Muiza Adnet
Participação especial: Pedro Miranda

30 de novembro – A Confusão dos Sons
Com: Cintia Graton, Gabriela Buarque, Ilessi e Milena Tibúrcio
Participação especial: Marcos Sacramento

Canções com onomatopéias que marcaram a música brasileira

A idéia é ouvir e prestar atenção no uso recorrente da onomatopéia na música brasileira em vários sucessos gravados em nossa memória e também em canções desconhecidas.

Esta série foi idealizada a partir de uma amostragem do repertório pesquisado para um show de lançamento do livro de mesmo título deste projeto de Boris Garay, Gabriela Buarque, Vidal Assis, Thereza Christina Vallinoto, Daniel Caverna e Jussiê Caverna – os dois últimos curadores desta série -, elaborado a partir da atividade Oficina de Coisas, concebida por Hermínio Bello de Carvalho junto à Escola Portátil de Música. Mas cabe mencionar aqui que o primeiro registro de trabalho sobre onomatopéia foi do pesquisador, radialista e cantor Almirante, que teve no ano de 2009 o centenário de seu nascimento.

Além do resgate histórico de importantes canções brasileiras (na sua maioria entre o período de 1930 e 1960) e do aspecto educacional, a série mostrará como a onomatopéia é relevante na música brasileira por retratar a realidade que nos rodeia e ser uma forma de representação de uma cultura e de um modo de vida em seus processos de transformações sociais, revelando a intenção dos compositores em retratar musicalmente sons dos bichos, dos meios de transporte (buzina, sirene) e das pessoas (gagueira, choro, etc).

Alguns exemplos de clássicos da música brasileira com esta característica que estão no roteiro: Trenzinho do Caipira (Villa-Lobos), Gago Apaixonado (Noel Rosa), Bicharia (Chico Buarque), Marreco quer Água / O Gato e o Canário / Pula Sapo (Pixinguinha), Berimbau (Baden Powell e Vinícius de Moraes), O Pato (Vinicius de Moraes, Toquinho e Paulo Soledade). Além disso, revela fonogramas originários da antiga Casa Edson como O Boi no Coqueiro e A Galinha (ambas de Lourival de Carvalho) e sambas das décadas de 30 e 40 do século passado, como Tic Tac do Meu Coração (Alcir Pires Vermelho e Valfrido Silva), Fon-Fon (Alberto Ribeiro e João de Barro), Ele não Dorme sem Apanhar (Cícero Nunes), Olha o Grude Formado (Gadé), entre outros, que pela raríssima execução nas rádios e regravações atuais, possuem um caráter de “ineditismo” nos dias de hoje.

Serviço:
Show: Onomatopéia não é Palavrão! Onomatopéia Musical
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro II (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – RJ – 3808-2020)
Temporada: de 27 julho a 30 de novembro de 2010 (terças-feiras)
Preço: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia-entrada). A venda antecipada de ingressos inicia-se na terça-feira da semana anterior à do espetáculo, restrita a dois ingressos por pessoa.
Horário: sempre às 12h30 e 19
Capacidade: 158 lugares
Classificação: Livre
Facilidades para pessoas com deficiência: rampa – Av. Pres. Vargas; sanitários – térreo e 2o andar; boxes para cadeiras de rodas; elevadores especiais e telefone para portadores de deficiência auditiva.
Terminal de Auto-Atendimento: térreo
Telefone público: térreo e 5º andar
Banheiro familiar e fraldário: no térreo, ao lado do banheiro feminino.

Fonte: Rádio Manchete

CCBB-Rio recebe músicos estrangeiros com “Alma Brasileira”

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Por Pamela Mascarenhas

Vai até o dia 29 de junho o projeto Alma Brasileira, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O evento do Rio vai ter apresentação de quatro músicos estrangeiros apaixonados e influenciados pela música popular do país. A cada terça-feira o Teatro II do Centro Cultural receberá um artista que fará duas apresentações a preços populares. Serão eles Ron Carter, Masako Tanaka, Nicolas Krassik (foto) e Leonardo Amuedo.

Mesmo sem o merecido reconhecimento por parte dos brasileiros, a música deste país é bastante valorizada no exterior, seja pela bossa nova, pela tropicália, pelo samba de raiz ou pelo chorinho. Tanto que diversos músicos estrangeiros construíram suas carreiras com releituras ou músicas inspiradas em canções de artistas como Caetano Veloso, Hermeto Pascoal e Pixinguinha.

Esse conteúdo produzido por estrangeiros é vasto, rico e merecia alguma atenção por aqui. Foi então que Mariana Maia e Felipe Abido, diretores de criação, resolveram montar um projeto que desse espaço ao material desenvolvido por alguns desses músicos. O produto da ideia deles chegou ao Rio ontem, depois de passar pelo CCBB de Brasília, e dia 16 vai para São Paulo.

O Alma Brasileira é o primeiro trabalho de direção artística dos dois. Felipe Abido é formado em música popular brasileira pela Unirio e tem pós-doutorado em arte e cultura pela Unicam. Mariana Maia já produziu vários projetos para o CCBB. Foi ela quem explicou um dos critérios adotados para a seleção dos artistas:

― Nós tínhamos vários outros nomes em mente. Mas preferimos trabalhar com artistas estrangeiros que morassem no Brasil. Situação que mostra também o nível de entrega deles à música popular [brasileira].

Apresentações

O Projeto funciona assim, toda semana um músico faz show às 12h30 e às 19h. Dia 8 foi a vez de Ron Carter, americano inspirado na bossa e no Jazz brasileiro. Ele é um dos mais admirados e respeitados contrabaixistas da atualidade e já fez parcerias com grandes nomes de nossa música. Na apresentação, Russell Malone (guitarra) e Mulgrew Miller (piano) o acompanharam.

Nesta semana, dia 15 de junho, quem se apresenta é o francês Nicolas Krassik, músico que conseguiu misturar violino com os instrumentos tradicionais, bandolim e violão de sete cordas, das danças brasileiras: forrós, baiões, maxixes e xaxados. Quem acompanha Krassik no espetáculo são os brasileiros Nando Duarte (violão de sete), Carlos Cesar e Chris Mourão na percussão e Luis Barcelos no bandolim.

Em 22 de junho, Masako Tanaka é quem subirá ao palco do teatro, para celebrar o samba de raiz. Segundo a diretora de criação, Masako, de tão apaixonada pelo país, já tem até o “gingado brasileiro, tão difícil de pegar”.

O encerramento ficará a cargo do requisitado guitarrista uruguaio Leonardo Amoedo e sua MPB com Instrumental Contemporâneo. O músico nasceu no mesmo período em que surgia a Tropicália, movimento que aproximou música brasileira e guitarra elétrica, instrumento de Lernardo.

Roland Dyens, violonista de renome e quinto músico escolhido para o projeto, não se apresentará no Rio. O show dele vai acontecer apenas, em 22 de junho, no CCBB de São Paulo, que inclusive não receberá Leonardo Amuedo nem Ron Carter.

Programação

8 de junho – Ron Carter
15 de junho – Nicolas Krassik
22 de junho – Masako Tanaka
29 de junho – Leonardo Amuedo

Serviço

Alma Brasileira
Datas: Dias 08, 15, 22 e 29 de junho
Horários: às 12h30 e 19h
CCBB Rio de Janeiro – Teatro II
Rua 1º de Março, 66 – tel.: (21) 3808-2007 – Centro
Ingressos: R$ 6,00 – meia-entrada a R$ 3,00, para estudantes e maiores de 60 anos
Capacidade: 155 lugares
Classificação etária: livre
Acesso para deficientes
Horário de funcionamento do CCBB: de terça a domingo, das 10h às 21h
Informações ao público: (21) 3808-2007
Site: www.bb.com.br/cultura
Twitter: twitter.com/CCBB_RJ

Fonte: O Repórter

Pode Apostar leva Nina Becker ao CCBB-Rio

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A cantora Nina Becker é a terceira atração a subir ao palco do CCBB, no Rio de Janeiro, no projeto Pode Apostar. Os shows serão realizados nesta terça-feira, 27, em dois horários, 12h30 e 18h30. Antes da cantora, Rodrigo Maranhão e Fino Coletivo.

Nina já trabalhou como backing vocal de Zeca Pagodinho, lançou um EP e trabalha nas gravações dos dois primeiros álbuns da carreira solo. Atualmente, é crooner da Orquestra Imperial

Depois de Nina Becker, o Pode Apostar recebe Mariana Aydar (3/11), seguida de Marina de La Riva (10/11) e Silvia Machete (17/11), encerrando o projeto, que viaja ainda para São Paulo e Brasília.

Serviço:

Show: Nina Becker
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro II
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – RJ
Data: 27 de outubro (terça-feira)
Horários: 12h30 e 18h30
Preços: R$ 6 / R$ 3 (meia-entrada)

Fonte: SRZD

Escolha seus favoritos no Festival Cultural do BB até este domingo

sábado, 17 de outubro de 2009

Está aberto o período de votação popular das três categorias do Festival Cultural Banco do Brasil 2009, que vai até às 23h59 (horário de Brasília) do dia 18 deste mês. O Festival recebeu 882 inscrições, sendo que 434 poesias, 139 fotografias e 167 músicas atenderam aos critérios do regulamento.

Os funcionários do Banco do Brasil e aposentados podem votar em www.festivalculturalbb.com.br e escolher uma obra de sua preferência em cada categoria. Os trabalhos mais votados de cada região – são 12 regiões no total – irão integrar a seleção nacional, que ocorrerá de 21 a 26 de outubro, por meio de mais uma escolha popular.

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CCBB Itinerante em Curitiba (PR) de 22 de outubro a 1º de novembro

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Confira a programação do CCBB Itinerante Etapa Curitiba (PR)

Período: 22 de outubro a 1º de novembro de 2009

A programação será realizada no Centro Cultural Teatro Guaíra localizado na Rua XV de Novembro, 971

MÚSICA

Vozes de Mestres – Mundaréu | Dias 22 de outubro, às 20h
Local: CCTG – Auditório Salvador de Ferrante
Entrada Franca | senhas distribuídas 30 min. antes do início do evento.

O projeto “Festival Internacional de Cultura Popular – Vozes de Mestres”, tem como objetivo promover a valorização da diversidade cultural brasileira, conta com a participação de artistas e grupos de reconhecimento internacional, nacional e local. Mundaréu é um grupo artístico independente sediado há dez anos em Curitiba, que atua nas áreas de música, teatro tradicional e de bonecos, dança e arte-educação, sempre relacionando suas atividades a elementos das artes do povo brasileiro.

Classificação: Livre

Vozes de Mestres – Show com Elba Ramalho (foto) | Abertura: Meninas de Sinhá | Dias 28 de outubro, às 20h
Local: CCTG – Auditório Bento Munhoz
Entrada: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia entrada para estudantes e idosos. Clientes e funcionários do Banco do Brasil também pagam meia – benefício válido, inclusive, para o acompanhante)

Elba Ramalho é uma cantora reconhecida nacionalmente e umas das maiores intérpretes da música popular brasileira. O grupo Meninas de Sinhá foi criado em 1998 com os encontros sociais do projeto Lar Feliz, que buscava entender os problemas comuns, carências e angústias das tantas mulheres que vivem na comunidade da região do bairro Alto Vera Cruz, Zona Leste de Belo Horizonte. Brincadeiras infantis compõem o trabalho das Meninas de Sinhá, que lançam seu primeiro disco, “Tá Caindo Fulô” após quase duas décadas de cantoria.

Classificação: Livre

DANÇA

Vozes de Mestres – Cia Balé Guaíra
• Dia 24 de outubro, às 20h
• Dia 25 de outubro, às 19h
• Dia 26 de outubro, às 15h

Local: CCTG – Auditório Salvador de Ferrante
Entrada Franca | senhas distribuídas 30 min antes do início do evento.

O Balé Teatro Guaíra apresenta “Romeu e Julieta”, coreografia inédita assinada por Luiz Fernando Bongiovanni, baseada na obra de William Shakespeare.

Classificação: Livre

TEATRO

Toda Nudez Será Castigada – Armazém Companhia de Teatro – Direção: Paulo de Moraes | Dias 23 e 24 de outubro, às 20h
Local: CCTG – Auditório Bento Munhoz
Entrada: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia entrada para estudantes e idosos. Clientes e funcionários do Banco do Brasil também pagam meia – benefício válido, inclusive, para o acompanhante) | Duração: 110 min

O espetáculo teatral, do dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980), fala sobre a estreita ligação entre o puritanismo e a sexualidade exacerbada, através de um humor cheio de contundência e de um senso trágico e transparente.

Classificação: 16 anos

O Caminho Para Meca | Dias 30, 31 de outubro e 1º de novembro, às 20h
Local: CCTG – Auditório Salvador de Ferrante
Entrada: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia entrada para estudantes e idosos. Clientes e funcionários do Banco do Brasil também pagam meia – benefício válido, inclusive, para o acompanhante) | Duração: 90 min

O espetáculo é protagonizado por Cleyde Yáconis, a partir do texto de Athol Fugard, um dos mais importantes dramaturgos contemporâneos da língua inglesa. Inspirado em uma figura real, o texto fala de segregação racial, contando a história da sul africana Elizabeth Martins, uma autêntica outsider que encontra sua forma de expressão por meio da escultura, produzindo uma arte não convencional. Direção: Yara de Novaes; Elenco: Cleide Yáconis, Patrícia Gasppar e Cacá Amaral.

Classificação: 12 anos

CINEMA

Os Melhores Filmes do Ano – ACCRJ | De 22 de outubro a 1° de novembro, 18h e 21h
Debate, 31 de outubro, 20h
Local: CCTG – Auditório Glauco Flores
Entrada Franca | senhas distribuídas 30 min antes do início do evento.

O projeto oferece ao público a oportunidade de assistir ou rever os dez melhores filmes do ano selecionados pela Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ), em duas sessões diárias, além de promover um debate com um crítico carioca e um crítico local no último dia do evento.

Consulte a classificação indicativa de cada filme.

Programação e Sinopses

CINEMA INFANTIL

Sessão Criança | De 22 de outubro a 1° de novembro, 9h e 14h
Palestra para Educadores, 22 de outubro, 9h
Local: CCTG – Auditório Glauco Flores
Entrada Franca | senhas serão distribuídas 30 min antes do início do evento.

Mostra de filmes para crianças e jovens conduzida por apresentadores formados em artes e na linguagem audiovisual. Serão realizadas duas sessões diárias, além de promover uma palestra por cidade para educadores formais e informais abordando o uso do cinema na educação.

Classificação: Livre

Programação e Sinopses

EXPOSIÇÃO

Exposição Saint-Etiene | De 22 de outubro a 21 de novembro, 9h e 18h
Local: CCTG – Salão de Exposição
Entrada Franca

Exposição sobre design e arquitetura sustentável, integra oficialmente a programação do Ano da França no Brasil apresentando cerca de 40 projetos vencedores da Bienal Internacional Design Saint-Etienne, na França, edição 2008.

Classificação: Livre

IDEIAS

Vozes de Mestres – “Brasil: quem somos nós e como chegamos a ser o que somos” com participação de Arriano Suassuna e mediação de Déa Trancoso | Dia 27 de outubro, às 19h
Local: CCTG – Auditório Bento Munhoz

Um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres “Auto da Compadecida” e “A Pedra do Reino”, é um defensor militante da cultura do nordeste. Desde 1990 ocupa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o barão de Santo Ângelo. No CCBB Itinerante, debaterá o Tema “Brasil: quem somos nós e como chegamos a ser o que somos”.

Classificação: Livre

OFICINA

Vozes de Mestres – Oficinas | Dias 23 a 29 de outubro
Inscrições e Informações no site www.vozezdemestes.com

23 de outubro | Oficina “Fusuê de Batuques – Cacuriá do Tatá com Mundaréu”, de 9h às 12h
26 de outubro | Oficina “Mural em Cerâmica” com a facilitadora Germana Arthuso, de 9h às 17h
26 a 28 de outubro | Oficina “Corpo e Voz” com a facilitadora Déa Trancoso, de 9h às 12h.
29 de outubro | Oficina de Vivência com as “Meninas de Sinhá”, de 9h às 12h.

Fonte: CCBB

Vote para escolher seus favoritos no Festival Cultural do BB até dia 18

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Está aberto o período de votação popular das três categorias do Festival Cultural Banco do Brasil 2009, que vai até às 23h59 (horário de Brasília) do dia 18 deste mês. O Festival recebeu 882 inscrições, sendo que 434 poesias, 139 fotografias e 167 músicas atenderam aos critérios do regulamento.

Os funcionários do Banco do Brasil e aposentados podem votar em www.festivalculturalbb.com.br e escolher uma obra de sua preferência em cada categoria. Os trabalhos mais votados de cada região – são 12 regiões no total – irão integrar a seleção nacional, que ocorrerá de 21 a 26 de outubro, por meio de mais uma escolha popular.

Estou participando na categoria Poesia, região Região Sul I, com um poema intitulado Perigos da Saudade. Se quiser conhecer a obra Perigos da Saudade, clique aqui

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Turismo & mercados populares: a Feira de Caruaru

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Foto: PMC

Hoje a feira de Caruaru realiza-se em um amplo pátio na região central da cidade, no Parque 18 de maio.

Feiras populares espalham-se pelas ruas de todo o País e isso não é uma criação brasileira. Desde a idade média, quando ainda se formavam os primeiros aglomerados urbanos, que os produtores já expunham suas mercadorias pelas ruas da Europa e esse costume chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores e também dos imigrantes europeus.

Quando visitei a cidade de Feltre (Provincia de Belluno, Região do Vêneto, na Itália), pude encontrar uma graciosa feira em torno de uma muralha medieval, como se fosse um museu vivo mostrando como surgiu essa forma popular de mercado.

Eu cresci em Caruaru – e isso significa que percorrer a maior feira popular do Brasil pelo menos uma vez por semana era tão natural quanto jogar futebol, empinar papagaio, brincar de bola-de-vidro. Na época a famosa feira se espalhava por dezenas de ruas, como se fosse uma serpente gigantesca, ocupando uma grande parte do centro da cidade. As barracas eram montadas na noite da sexta-feira e a feira se prolongava por todo o sábado. Havia, ainda, uma versão menor nas quartas-feiras.

Foto: Fundaj

A feira de Caruaru antiga – ao fundo, igreja da Conceição

Na realidade, como se fosse uma moderna loja de departamentos, a feira dividia-se em vários setores, cada qual na sua rua: das frutas e verduras, das carnes, dos passarinhos, dos bodes, da farinha, dos secos e molhados, dos utensílios de barro (embrião da atual feira de artesanato) e, entre outras, do troca-troca. Esta última mantinha a forma de comércio medieval: o escambo. Trocava-se espingarda por rádio portátil; um terno de gabardine inglesa por bicicleta, máquina de costura por ovelhas…

O que se vendia na Feira de Caruaru? Praticamente tudo. Isso originou a conhecida música de Onildo Almeida, compositor caruaruense ainda vivo, tornada popular por Luiz Gonzaga.

A Feira de Caruaru

Composição: Onildo Almeida

A Feira de Caruaru,
Faz gosto a gente vê.
De tudo que há no mundo,
Nela tem pra vendê,
Na feira de Caruaru.

Tem massa de mandioca,
Castanha assada, tem ovo cru,
Banana, laranja, manga,
Batata, doce, queijo e caju,
Cenoura, jabuticaba,
Guiné, galinha, pato e peru,
Tem bode, carneiro e porco,
Se duvidá… inté cururu.

Tem cesto, balaio, corda,
Tamanco, gréia, tem cuêi-tatu,
Tem fumo, tem tabaqueiro,
Feito de chifre de boi zebu,
Caneco, alcovitêro,
Penêra boa e mé de uruçú,
Tem carça de arvorada,
Que é pra matuto não andá nú.

Tem rêde, tem balieira,
Mode minino caçá nambu,
Maxixe, cebola verde,
Tomate, cuento, couve e chuchu,
Armoço feito nas tordas,
Pirão mixido que nem angu,
Mubia de tamburête,
Feita do tronco do mulungú.

Tem loiça, tem ferro véio,
Sorvete de raspa que faz jaú,
Gelada, caldo de cana,
Fruta de paima e mandacaru.
Bunecos de Vitalino,
Que são cunhecidos inté no Sul,
De tudo que há no mundo,
Tem na Feira de Caruaru.

A propósito da famosa feira, o site da Fundaj – Fundação Joaquim Nabuco registra:

“A feira surgiu há mais de 200 anos e sua origem se confunde com a da cidade. O local era ponto de parada para vaqueiros que traziam o gado do Sertão para o Litoral e de mascates que faziam o sentido inverso. A feira acontece aos sábados, começa a ser montada no dia anterior, à tarde, assim que começam a chegar os primeiros sertanejos e brejeiros, com seus produtos para vender. Chegam usando os mais diversos tipos de transportes: jumento, carroça, velhos caminhões, camionetas, bicicletas, carros de boi e também carros. Por sua diversidade, hoje a feira de Caruaru movimenta o local praticamente todos os dias da semana.

Em 1992, foi transferida do Largo da Igreja da Conceição para o Parque 18 de Maio, também localizado na parte central da cidade.

Centenas de barracas coloridas espalham-se por mais de dois quilômetros nas ruas da cidade, vendendo uma grande variedade de produtos, principalmente objetos do artesanato popular: chapéus de palha, de couro e tecido, cestas, objetos de barro e cerâmica, brinquedos populares, gaiolas.

Há setores onde se vende frutas, verduras, cereais, ervas medicinais, carnes, assim como outros onde são encontrados roupas, calçados, bolsas, panelas e outros utensílios para cozinha, móveis, animais, ferragens, miudezas, rádios, artigos eletrônicos importados e muitos outros.

Existe um setor chamado troca-troca onde nada se vende, tudo se troca: bicicletas, relógios, rádios, roupas, instrumentos musicais, carteiras. São negociados depois de muita pechincha. Cegos tocam sanfona, violeiros e cantadores lançam seus desafios e os vendedores de literatura de cordel anunciam através de um alto-falante as proezas dos cangaceiros.

Conjuntos musicais e bandas de pífanos também são encontradas no meio da feira. É ali, na mistura de comércio, festa e arte, que os artistas populares criam uma cultura nordestina.” (Fonte: http://bit.ly/3VJ7vs)

VÍDEO:

Fotos da feira de Caruaru, ao som de Luiz Gonzaga (nesta gravação do Rei do Baião confunde-se com a letra, pula uma estrofe, mistura uns versos e até brinca com isso):

Feira de Caruaru, na curiosa interpretação do coral Tuna Universitária do Minho, apesar de algumas imperfeições quanto à letra:

Este post faz parte de uma série — que eu denominei de Turismo &… — , sem periodicidade fixa, na qual pretendo mostrar imagens que representaram momentos marcantes e instantes mágicos vividos por mim diante de ícones geográficos, culturais, arquitetônicos, humanos ou artísticos.