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O encontro de Cissa e Verissimo no CCBB nesta quarta-feira

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Atriz enfrenta a tragédia da perda do filho com trabalho. Hoje, ela lerá cinco textos do escritor gaúcho no CCBB

Viviane Marques

O humor e a verve de Luis Fernando Verissimo são a atração da noite de hoje no projeto Escritores brasileiros, no CCBB Brasília. O evento, que estreou no mês passado com uma divertida união entre a escritora Martha Medeiros e a atriz Cássia Kiss, promete mais risadas esta noite.

A timidez em forma de ironia fina do autor gaúcho se unirá à comicidade histriônica da atriz carioca Cissa Guimarães (foto), que confirmou presença na capital. “Na semana passada, ela me passou um torpedo, dizendo: ‘Vou a Brasília, sim. Meu filho quer que eu trabalhe e continue a minha missão’”, conta o curador do projeto, Marcelo Andrade.

Cissa lerá cinco textos ainda não publicados em livro, escolhidos pelo próprio Verissimo. “São todos com diálogos, que o talento da Cissa como atriz certamente valorizará”, comenta o escritor. A programação é dividida em duas etapas: na primeira, o escritor fala sobre sua trajetória e obra. Em seguida, o ator ou personalidade convidado sobe ao palco para ler trechos de publicações do palestrante. Em seguida à intervenção artística, é aberta uma sessão de perguntas e respostas entre o público presente e o autor.

Também fazem parte do Escritores brasileiros as oficinas de leitura, ministradas por professores da Cátedra Unesco de Leitura, da PUC-Rio. Com três horas de duração cada, elas têm como objetivo disseminar conhecimentos e técnicas que ajudem a sensibilizar e a orientar qualquer pessoa a desenvolver o gosto pela leitura, sempre usando textos dos escritores homenageados no projeto.

No sábado, Marta Morais, da Universidade Federal do Paraná, abordará Humor e literatura, às 9h30. Rogério Lima, da UnB, ministra a oficina das 14h, cujo tema é Literatura e ensaio. “Os participantes são estimulados a desenvolver núcleos de leitura em suas cidades”, acrescenta Andrade.

O Escritores brasileiros está sendo realizado simultaneamente nos CCBBs de Brasília e do Rio de Janeiro. Na semana passada, Nelson Motta e Marília Pera, que foram casados e têm duas filhas, estrelaram a edição carioca do projeto. Tudo indica que repetirão a dobradinha por aqui, em novembro. “Marília ficou entusiasmadíssima, mas por conta de compromissos profissionais só pode ser confirmada mais perto da data”, comenta Andrade. A próxima leitura na capital reunirá, em 15 de setembro, Zuenir Ventura e um ator ou atriz a ser escalado.

Escritores Brasileiros

Palestra e leitura de textos de Luis Fernando Verissimo, com a presença do autor e da atriz Cissa Guimarães. Hoje, às 19h30, no Teatro I do CCBB Brasília (SCES, Trecho. 2, Conjunto 22; 3310-7087). Entrada gratuita mediante retirada de senha, distribuída uma hora antes. Duração de 105 minutos. Classificação indicativa: 12 anos.

Fonte: Correio Braziliense

CCBB quer aproximar público de escritores brasileiros

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Rio de Janeiro – A série Escritores Brasileiros traz para o CCBB encontros memoráveis entre autores brasileiros e personalidades que vão ler para o público trechos escolhidos de suas obras.

Ao longo de sete meses, a plateia vai ter o privilégio de ficar frente a frente com escritores como Luiz Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura e Marina Colasanti, entre outros, que serão lidos por atores como Cássia Kiss e Diogo Vilela e também por jornalistas e apresentadores como Zeca Camargo.

O primeiro encontro reúne Nelson Motta e Marília Pêra (foto). Autor dos best-sellers Noites Tropicais e Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia, o jornalista, compositor, escritor, roteirista e produtor musical Nelson Motta é garantia de um bom papo, animado e envolvente. Para ler trechos de seus trabalhos a convidada é a atriz e diretora Marília Pêra, uma das maiores estrelas das artes cênicas no Brasil e ex-mulher do escritor, com quem tem duas filhas.

Escritores Brasileiros é mais uma iniciativa de Marcelo Andrade, idealizador e coordenador deste e de outros programas semelhantes, que já levaram diversos escritores a municípios do interior do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe e várias capitais, desde 2005, alcançando mais de 5000 leitores. Esse ano o projeto chega ao CCBB de Brasília e do Rio de Janeiro mantendo sua disposição de incentivar e difundir o prazer da leitura.

A dinâmica dos encontros começa com o autor falando um pouco sobre sua vida e obra, seu processo criativo e sua história. Em seguida, a personalidade convidada lê alguns trechos escolhidos da obra do escritor. Por fim, a plateia vai poder fazer perguntas e conversar com os palestrantes.

Confira a programção completa:

Rio de Janeiro:

3 de agosto – Nelson Motta e Marília Pêra
14 de setembro – Martha Medeiros e Cássia Kiss
5 de outubro – Affonso Romano de Sant’Anna e … a confirmar
16 de novembro – Marina Colasanti e Christine Fernandes
7 de dezembro – Luiz Fernando Veríssimo e Diogo Vilela
11 de janeiro – Zuenir Ventura e Zeca Camargo
1 de fevereiro – Bartolomeu Campos de Queirós e Vera Holtz

Brasília:

Qua. 11/08/10 Luis Fernando Veríssimo
Qua. 15/09/10 Zuenir Ventura
Qui. 14/10/10 Marina Colasanti
Qua. 10/11/10 Nelson Motta
Qua. 23/02/11 Affonso Romano de Sant’Anna
Qua. 23/03/11 Bartolomeu Campos de Queiróz

Fonte: O Reporter, com informações do Overmundo

CCBB-Rio apresenta textos de grandes autores brasileiros

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O projeto Contos Clássicos Brasileiros apresenta nos dias 20, 21, 27 e 28 o espetáculo “Passarinho à Toa”, de Manoel de Barros (foto, divulgação) e encerra o evento que reuniu releituras de obras de grandes autores da literatura brasileira para o público infantil. Sob a curadoria de Isabel Seixas e Mariane Moraes, essa edição apresenta quatro espetáculos, com textos de Clarice Lispector, Graciliano Ramos, Câmara Cascudo e Manoel de Barros.

“Passarinho à toa”, é o espetáculo inédito do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias com a reunião de poemas da obra de Manoel De Barros e trilha sonora do grupo Água Viva, executada ao vivo pelo músico Luciano Câmara.

Este espetáculo traz a obra do poeta Manoel de Barros através da reunião de alguns de seus poemas, pela concepção do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias e trilha sonora do grupo Água Viva. Manoel de Barros é um dos principais poetas contemporâneos brasileiros. Nascido em Cuiabá, em 1916, hoje é fazendeiro e reside em Campo Grande. Sua poesia tem como temática a natureza e a vida no interior, com suas brincadeiras e a riqueza de seu cotidiano. Poesias extraídas dos livros “Exercícios de ser criança” e “Cantigas por um passarinho à toa” revelam as cores de seu universo.

Os Tapetes Contadores de Histórias, desde 1998, produz e realiza sessões de histórias, espetáculos, oficinas e exposições interativas de seu acervo a fim de despertar o gosto das crianças e jovens pelas artes e pela leitura. O grupo cria e se utiliza de tapetes, malas, aventais, caixas e livros de pano como cenários de contos autorais e populares de origens diversas, mesclando narração de histórias, animação de formas e teatro.

O grupo Água Viva foi formado em 2006 e trabalha a música instrumental com uma linguagem própria, onde a riqueza da cultura musical brasileira encontra-se com o jazz e sua improvisação e com elementos da música latino-americana. O grupo é responsável pela composição da trilha sonora, e um de seus integrantes, Luciano Câmara, toca viola caipira ao vivo no espetáculo.

Música ao Vivo

As apresentações contam com a participação de músicos que irão executar trilhas sonoras criadas, especialmente, para cada espetáculo: Como Nascem as estrelas (Clarice Lispector), Histórias de Alexandre (Graciliano Ramos), Histórias Pintadas (contos populares recolhidos por Câmara Cascudo) e Passarinho à Toa (Manoel de Barros).

Segundo as curadoras e idealizadoras Isabel Seixas e Mariane Moraes, a proposta do evento é contextualizar referências da literatura brasileira num universo lúdico para o público infantil.

“Contos Clássicos Brasileiros apresenta a obra de grandes autores da literatura brasileira, que se basearam no imaginário popular, em referências e características tipicamente brasileiras” diz Isabel Seixas. “Queremos contribuir para a aproximação entre crianças e jovens e a literatura e cultura brasileira. Por isso propomos espetáculos lúdicos, que, através de música e teatro, apresentam a literatura e diversos elementos da nossa cultura” – completa Mariane Moraes.

O evento ficará em cartaz até o dia 28 de fevereiro, no Teatro II, aos sábados e domingos, às 16h.

Serviço:

Datas: 20,21, 27 e 28 de fevereiro
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro II
(Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)
Horários: Sábados e domingos às 16h
Preço: R$10,00 e R$5,00 (meia)
Bilheteria: de terça a domingo, das 10h às 21h.
Duração: 50 minutos (cada espetáculo)
Classificação indicativa: Livre

Fonte: O Reporter

No CCBB de Brasília exposição sobre Clarice Lispector

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Severino Francisco

“Acho que loucura é perfeição. É como enxergar. Ver é a pura loucura do corpo”. Logo na entrada da exposição Clarice Lispector — a hora da estrela, o espectador é fulminado por um daqueles relâmpagos poéticos reveladores da escritora. Mesmo os que conhecem muito bem a obra de Clarice ficam com a impressão de entrar em contato pela primeira vez com o seu universo, marcado pelo desejo de tocar no mistério, dizer o indizível, entrar em sintonia com o coração selvagem da vida.” …E descobri que não tem um dia-a-dia. É um vida-a-vida. E que a vida é sobrenatural”. A exposição traduz Clarice em artes plásticas, cenografia, arte contemporânea e videoarte, jogando a sua obra em um espaço onírico, surreal, fantasmagórico. É para sonhar acordado, revisitando a cabeça, o cotidiano e a alma de Clarice.

Clarice Lispector — a hora da estrela já passou por Rio de Janeiro e São Paulo, foi vista por mais de 50 mil pessoas e chega agora a Brasília para uma temporada no Centro Cultural Banco do Brasil, até 14 de março. A exposição tem curadoria de Ferreira Gullar e Julia Peregrino, com cenografia de Daniella Thomas e Felipe Tassara. O projeto surgiu a partir de um convite do Museu da Língua Portuguesa de São Paulo no sentido de ampliar uma mostra que Júlia havia organizado em 1992, no Rio, na passagem dos 15 anos da morte de Clarice. “Convidei o Gullar porque queríamos um olhar de poeta e a Daniela para conseguirmos uma cenografia inovadora. Não pretendemos esgotar o que a Clarice escreveu. A proposta é provocar o espectador para que ele vá atrás das obras para ler. E, para quem já conhecia, que queira saber mais”.

Ao longo de toda a exposição, Clarice nos mira com os seus olhos felinos, detrás de fotos e transparências, e nos atinge com suas frases fulminantes, que batem direto no coração. A sua figura ampliada em fotos e impressa em filó preto provoca a mesma inquietação que seus textos. Ela é uma estrela com luz própria, não depende da mídia ou do marketing para brilhar: “Oh, Deus, que faço desta felicidade ao meu redor que é eterna, eterna, eterna, e que passará daqui a um instante porque o corpo só nos ensina a ser mortal?”

Uma das salas parece um pesadelo de Kafka, com 1.165 gavetas, sendo que só 55 se abrem de fato. Em algumas, o espectador poderá manusear documentos originais de Clarice. O acervo pertence ao filho da escritora, que zela pelo material com cuidado e discrição: “Ele é um exemplo de como cuidar da obra de um gênio”, comenta Júlia. Ela conta que alguns visitantes abrem as gavetas com documentos e, literalmente, choram: “As novas gerações estão acostumadas a fazer navegações virtuais. Elas precisam aprender a preservar determinadas coisas. Por isso, fizemos questão de apresentar os documentos originais. Todos os documentos que estão ali têm vida, têm alma”.

Em um outro ambiente é possível assistir a uma entrevista de 21 minutos, a uma emissora de televisão, a última que concedeu, oito meses antes de morrer. As perguntas do entrevistador foram apagadas e Clarice fala solitariamente em um quarto escuro como se fosse uma voz de outro mundo. Parece que ela está viva: “Não sou triste, estou triste”, diz, a certa altura, Clarice.

No Rio, um pai levou o filho cego, de 10 anos, para ver a exposição. Ele ia irradiando as frases para que o filho acompanhasse. Júlia foi conversar com o menino. Ele contou que havia lido em braille todos os livros de Clarice para crianças. Júlia colocou uma cadeira para que ele pudesse ler as frases de Clarice em alto relevo numa das salas da exposição: “Quer dizer, mesmo sem visão você pode ler Clarice, pois como ela mesma diz: “Olhar é a pura loucura do corpo”.

Guimarães Rosa dizia que se interessava por alguns autores em razão do valor da literatura que produziam. Mas que lia Clarice por causa da vida: “Ave, Maria!”, comenta Júlia. “Eu fico tocada ao entrar em contato com Clarice. Ela sempre mexe fundo com a gente. Ela consegue fazer um texto de multiuso. A gente não sabe onde está batendo mais. Ela é talvez a maior escritora que o Brasil pôde criar”.

Quem é…

Pernambucana da Ucrânia

Clarice Lispector (1920-1977) nasceu na Ucrânia, na cidadezinha de Tchetchelnik, mas mudou-se com a família para o Recife, quando tinha dois anos, e, apesar de escolher o Rio para morar, se considerava pernambucana. Desde muito cedo, Clarice revelaria a singularidade do seu talento: os contos que ela enviou, aos 11 anos, para a seção infantil do Diario de Pernambuco foram recusados porque ela tratava menos de fatos e mais de sensações. O seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem, recebeu críticas favoráveis de Antônio Cândido, Sergio Milliet e Lúcio Cardoso.

Clarice escreveu contos, romances e crônicas à sua maneira, quer dizer, preocupada menos em contar uma história do que em realizar reflexões existenciais desconcertantes, rompendo com a lógica e tentando dizer o indizível. “A resposta de um mistério é sempre outro mistério”, escreveu. No romance A paixão segundo G.H., ela extrai transcendência da relação de uma mulher com uma barata no quarto da empregada. A liberdade com que Clarice escreveu seus textos embaralha os gêneros literários e aproxima sua linguagem das iluminações da poesia. O impressionante é que a sua literatura de meditação radical sobre a existência, sem nenhuma concessão ou complacência, conquista a cada dia mais leitores.

Fonte: Correio Braziliense

Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante chega a Vitória

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Depois de percorrer 17 cidades brasileiras, o Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante chega à Vitória. Teatro, música, cinema e um debate sobre jornalismo literário farão parte da programação que se estenderá até 1º de novembro na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

O público terá a oportunidade de assistir atrações imperdíveis. Entre os destaques estão o espetáculo teatral “Shirley Valentine”, que trará ao palco do Teatro da Ufes a atriz Beth Faria (foto) e o musical Alô…Alô? 100 anos de Carmen Miranda que terá em cena Roberta Sá, Pedro Luís, Marcos Sacramento e Beatriz Faria. O último tem na direção artística e musical Luís Filipe de Lima e será apresentado por Ruy Castro, biógrafo de Carmen.

Na parte teatral, a peça “Quixote, com Cia. 4comPalito” inspirada na obra “O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha”, de Miguel de Cervantes será a atração do dia 28.

Para os amantes da dança será apresentado dia 1º de novembro o espetáculo “Quasar em Só Tinha Que Ser Com Você”, com coreografias de Henrique Rodovalho embaladas por músicas de Elis Regina e Tom Jobim.

Quem for conferir a programação do CCBB poderá assistir também ao show “Brasil Clássico Caipira”, com Pena Branca, Dércio Marques, Genésio Tocantins e Irmãs Galvão onde os músicos interpretarão diversos clássicos da música caipira com arranjo erudito, executados por um quinteto de cordas, além de piano, violão e percussão. O espetáculo é dirigido por Nilson Rodrigues e será apresentado dia 27.

Os escritores Zuenir Ventura e Daniel Piza participarão de um debate, também no dia 27, por meio do projeto Idéias, que terá o objetivo de discutir o jornalismo literário, no Brasil e no mundo, apresentando o que de melhor foi produzido no gênero. A mediação ficará por conta do jornalista capixaba Sinval Paulino.

Cinema
Durante os cinco dias de programação, os cinéfilos poderão assistir, gratuitamente, a seis filmes do diretor francês Jaques Demy que transmite em seus trabalhos uma visão peculiar do mundo, por vezes ingênua, mas sempre romântica. Sua obra mais famosa é “Os Guarda-Chuvas do Amor”, vencedora do prêmio Palma de Ouro do Festival de Cannes.

CCBB Itinerante
Com o objetivo de levar arte, cultura e entretenimento a várias capitais do país, o Banco do Brasil realiza mais uma edição do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante. Este ano, o projeto visita 18 cidades com eventos socioculturais. Durante 95 dias, crianças, jovens e adultos das cinco regiões do País serão beneficiadas com eventos nas áreas de música, teatro, literatura, cinema, dança e artes plásticas. O objetivo é democratizar a cultura e revelar novas tendências artísticas, proporcionando a valorização dos talentos locais.

Fonte: Overmundo

Escolha seus favoritos no Festival Cultural do BB até este domingo

sábado, 17 de outubro de 2009

Está aberto o período de votação popular das três categorias do Festival Cultural Banco do Brasil 2009, que vai até às 23h59 (horário de Brasília) do dia 18 deste mês. O Festival recebeu 882 inscrições, sendo que 434 poesias, 139 fotografias e 167 músicas atenderam aos critérios do regulamento.

Os funcionários do Banco do Brasil e aposentados podem votar em www.festivalculturalbb.com.br e escolher uma obra de sua preferência em cada categoria. Os trabalhos mais votados de cada região – são 12 regiões no total – irão integrar a seleção nacional, que ocorrerá de 21 a 26 de outubro, por meio de mais uma escolha popular.

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A propósito, aproveito para informar que estou participando do concurso Talentos da Maturidade, com um conto que tem por título — que parece muito bancário, mas as aparências enganam… — O Boleto. Clique aqui para conhecê-lo e, se for o caso, opinar.

Vote para escolher seus favoritos no Festival Cultural do BB até dia 18

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Está aberto o período de votação popular das três categorias do Festival Cultural Banco do Brasil 2009, que vai até às 23h59 (horário de Brasília) do dia 18 deste mês. O Festival recebeu 882 inscrições, sendo que 434 poesias, 139 fotografias e 167 músicas atenderam aos critérios do regulamento.

Os funcionários do Banco do Brasil e aposentados podem votar em www.festivalculturalbb.com.br e escolher uma obra de sua preferência em cada categoria. Os trabalhos mais votados de cada região – são 12 regiões no total – irão integrar a seleção nacional, que ocorrerá de 21 a 26 de outubro, por meio de mais uma escolha popular.

Estou participando na categoria Poesia, região Região Sul I, com um poema intitulado Perigos da Saudade. Se quiser conhecer a obra Perigos da Saudade, clique aqui

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A propósito, aproveito para informar que estou participando do concurso Talentos da Maturidade, com um conto que tem por título — que parece muito bancário, mas as aparências enganam… — O Boleto. Clique aqui para conhecê-lo e, se for o caso, opinar.

Poesia & Vinho: II Concurso Nacional

segunda-feira, 16 de março de 2009

Uva que te quero vinho

(c) Romildo Gouveia Pinto

Poema I – A Colheita

A mão bruta acaricia
o fruto.
Num gesto firme,
mas pleno do mais terno carinho,
colhe.
Os frutos inundam a mão
bruta
assim como os mais puros desejos inundam
o corpo…
o mais doce desejo inunda
a fruta.

A mão conduz suave,
no terno afago da concha,
o fruto em cacho
como uma oferenda aos deuses mais felizes.

O mistério se anuncia.

A transmutação do fruto
em vida,
da uva em vinho
faz o milagre da colheita.

Poema II – A Transformação

Extrair
da pureza do fruto
a síntese sensual
que nos transborda a alma
de fúria e de calma
Deixar que o fruto
em eterno processo
renasça mais nobre.

Descobrir
no silêncio da terra
(secreto tesouro)
a sabedoria do desejo
há séculos guardada,
em fruto tornada.

Deixar que o fruto
em eterno processo
renasça mais nobre
tornando-se eterno…
tornando-se vinho.

A fonte da juventude
em nosso próprio quintal
jorrando vinho, não água;
a pedra filosofal
nos permitindo tornar
(alquimia sem igual)
a uva no melhor vinho,
nos fazendo Dioniso
- mais deus e menos mortal.

Poema III – A Degustação

A paixão renovada
na rolha violada
Erótico ritual
na carícia do copo
(o encontro sensual
como de dois corpos)

O prazer renascido
no gole ingerido
O erótico rito
de amantes antigos
(o encontro sensual
de dois bons amigos)

A emoção desejada
na rolha violada
O erótico ritual
no afago dos lábios
(o encontro sensual
como de dois sábios)

O gozo perseguido
no gole ingerido
O erótico rito
de flagrar o aroma
(o encontro sensual
dos deuses de Roma)

Na suave transparência
de um copo de vinho
o segredo da essência
do mais erótico carinho.

Obra premiada no II Concurso Nacional de Poesia sobre o Vinho, promovido pela Prefeitura de Bento Gonçalves, Fundação Casa das Artes – Biblioteca Pública Castro Alves, XVI Congresso Brasileiro de Poesia e Fenavinho Brasil 2009.

Saiba+

“Uva que te quero vinho”: poesia premiada

CCBB-SP reúne poetas e realiza debate sobre futuro da escrita

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Os poetas Fabrício Carpinejar e Marcelo Montenegro realizam hoje o primeiro encontro de debates “Poesia no Jardim da Filosofia”, no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (r. Álvares Penteado, 112; classificação: não recomendado para menores de 12 anos).

Os autores debaterão, a partir das 19h30, com entrada gratuita, “a palavra e os novos meios: os destinos da escrita”. Durante o encontro, eles lerão e comentarão seus poemas e crônicas, além de tratar do impacto das novas mídias na produção literária.

Senhas devem ser retiradas na bilheteria, a partir das 10h. Mais informações pelos tels. 0/xx/11/3113-3651 ou 3113-3652, ou no endereço www.bb.com.br/cultura.

A série continua nos dias 9 e 16, com os encontros, respectivamente, dos poetas Chacal e Ademir Assunção, e, no último evento, da cantora Negra Li e da publicitária e blogueira Bruna Beber.

Fonte: Folha de S. Paulo

“Uva que te quero vinho”: poesia premiada

sábado, 1 de novembro de 2008

Vencedores do II Concurso Nacional de Poesia sobre o Vinho representam cinco estados brasileiros

A Fenavinho Brasil consolida-se como um evento de abrangência nacional. Isso porque não apenas integra as regiões produtoras de vinho de todo o país, como também reúne uma grande diversidade cultural em suas atividades. Um exemplo é o II Concurso Nacional de Poesia sobre o Vinho que registrou 34 trabalhos dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Pará.

O concurso premiou seis participantes dos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Pará. Com o tema “A cultura do vinho no cenário das civilizações”, a promoção reuniu participantes nas categorias estreante e não estreante. De acordo com a vice-presidente Cultural da Fenavinho Brasil 2009, Eunice Pigozzo, a expectativa foi superada. “Nossa intenção era atingir 30 trabalhos. Para nossa surpresa, também conseguimos uma significativa adesão de vários estados brasileiros”, destaca.

As poesias inscritas foram julgadas por uma comissão composta por membros de reconhecida capacidade intelectual e literária. Participaram da comissão poetas como Artur Gomes, do Rio de Janeiro e Hugo Pontes e Luiz Edmundo Alves, de Minas Gerais. Foram analisados os critérios de criatividade, correção lingüística, originalidade e relação direta com o tema.

A premiação ocorrerá durante a realização da Fenavinho Brasil 2009, que acontece de 30 de janeiro a 24 de fevereiro, em evento a ser realizado na Praça Vinho e Literatura. No local, haverá a exposição dos poemas premiados, além da realização de um recital com o tema do concurso.

O concurso é uma promoção da Prefeitura de Bento Gonçalves, Fundação Casa das Artes – Biblioteca Pública Castro Alves, XVI Congresso Brasileiro de Poesia e Fenavinho Brasil 2009. Mais informações através do telefone (54) 3451.8977 ou 3452.5344 ou pelo e-mail bpcastroalves@terra.com.br.

VENCEDORES

CATEGORIA ESTREANTE

1° LUGAR: “Tríptico do vinho”, de Josélia Costandrade – Niterói – RJ
2° LUGAR: “Vinho que te quero bem”, de Neusa Almeida – Sete Lagoas – MG
3° LUGAR: “Vinho”, de Ana Lucia Habkost Silva- Porto Alegre – RS

CATEGORIA NÃO ESTREANTE

1° LUGAR: “Balada dos pés tristes”, de Valmor Bordin – Passo Fundo- RS
2° LUGAR: “Grávida d’vin(h)a”, de Marco Antonio Furtado Gemaque – Maracangalha – Belém (PA)
3° LUGAR: “Uva que te quero vinho”, de Romildo Gouveia Pinto – Curitiba – PR

Fonte: Fenavinho Brasil 2009