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Controladora do metrô do Rio emitirá R$ 450 milhões com debêntures

terça-feira, 9 de março de 2010

Eduardo Laguna

Os acionistas da Invepar, que investe em negócios ligados à infraestrutura, aprovaram hoje a emissão de R$ 450 milhões em debêntures com prazo de dez anos.

Os recursos serão destinados à empresa que opera o metrô do Rio (Concessão Metroviária do Rio de Janeiro), que é controlada pela Invepar.

A Invepar – formada pelos sócios Funcef, OAS, Previ e Petros – irá emitir 900 debêntures ao valor unitário de R$ 500 mil.

A empresa já tem a garantia firme da compra de 225 debêntures, que somam R$ 112,5 milhões. Os papéis pagarão juros de 9,75% ao ano. A remuneração será paga anualmente.

Fonte: Valor

Previ: ‘Limitação do metrô Rio não é de dinheiro’

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Os acionistas do Metrô Rio disseram à empresa que estão dispostos a fazer um novo investimento, se houver alguma solução que melhore o serviço no curto prazo, diante do caos que se instalou nos últimos meses. “A limitação não é de dinheiro”, diz Joilson Ferreira, diretor de Participações da Previ, o poderoso fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e acionista do metrô. A questão é saber se há o que fazer antes da chegada dos 19 trens encomendados à China, em 2011. “A empresa está buscando soluções, mas não se compra trem na prateleira”, afirma Joilson.

A missão está nas mãos da administração do metrô. Joubert Flores, diretor de Relações Institucionais da concessionária, explica que o mais viável é ver, no cronograma traçado com o fornecedor dos vagões, o que se pode aprovar o mais rapidamente possível, para adiantar a encomenda. Mudar de fornecedor demoraria muito, e alugar trens também é complicado. Poucos países, por exemplo, têm a bitola igual à do Brasil.

A Invepar – dona do metrô, que além da Previ é formada por Petros, Funcef e OAS – está investindo R$ 471,7 milhões em 2010. O previsto para o metrô, por enquanto, são R$ 232 milhões. Desde a renovação da concessão, em 2007, o plano de investimento do metrô é de R$ 1,1 bilhão, incluindo os trens, duas novas estações e o Y (intercâmbio das linhas 1 e 2).

O metrô não está à venda, e a Invepar está satisfeita com as soluções de médio e longo prazos, diz Joilson. Mas os problemas podem ter esfriado o ânimo da Invepar de comprar a SuperVia, de trens intermunicipais no Rio. “Estamos olhando com mais atenção. E nosso foco hoje é o metrô”.

Fonte (Texto e Foto): O Globo

Governo federal intensifica negócios com empreiteiras

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cinco maiores construtoras negociam com BNDES, Petrobras e fundos estatais

Candidata à Presidência, Dilma Rousseff vê “com bons olhos” as transações, que envolvem notórias doadoras de campanhas eleitorais

LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

No ano eleitoral, o governo federal intensificou parcerias e transações bilionárias com as cinco maiores empreiteiras do país. Notórias doadoras de campanhas, elas vêm negociando com BNDES, Petrobras e fundos de pensão de estatais.

Os movimentos avalizados pelo Palácio do Planalto coincidem com a consolidação da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão do presidente Lula. As construtoras foram as maiores doadoras de campanha do PT nas duas últimas eleições.

Entre dezembro e janeiro, a Petrobras anunciou a injeção de R$ 2,5 bilhões na petroquímica Braskem (controlada pela Odebrecht), o BNDES repassou um terço do capital votante da Cemig para a Andrade Gutierrez, e a Casa Civil deu aval à Camargo Corrêa para comprar o controle da Neoenergia e da Eletropaulo e AES Sul.

Em março do ano passado, a Invepar, administrada pela OAS, recebeu aporte de R$ 719 milhões da Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal) e da Petros (Petrobras), o que viabilizou a compra do Metrô do Rio de Janeiro e da concessão da rodovia Raposo Tavares.

Há vários outros grandes negócios recentes das empreiteiras com a participação, direta ou indireta, do governo.

No caso das ações da Cemig, o BNDES as detinha por conta de uma dívida de R$ 2,1 bilhões (em valores atualizados) contraída pela americana AES, inadimplente havia seis anos, para a compra de 33% do capital votante da companhia energética.

Após dois anos de negociação, a Andrade Gutierrez concluiu a transação em dezembro, assumindo a dívida da AES e levando os papéis da Cemig, com dez anos para quitar o débito.

Se não foi um mau negócio para o BNDES, a operação foi melhor ainda para o grupo AG, cliente assíduo do banco estatal. Entre 2008 e 2009, o BNDES liberou quase R$ 7 bilhões para a Oi, controlada por AG e La Fonte, comprar a Brasil Telecom. Lula editou decreto para permitir o negócio.

No fim do mês passado, a Braskem comprou a Quattor, criando a maior empresa do setor nas Américas. Uma semana depois, anunciou a aquisição da americana Sunoco Chemicals, por US$ 350 milhões.

As operações foram possíveis graças ao aumento da participação da Petrobras na empresa -o controle da Braskem está nas mãos da Odebrecht, com 50,1% das ações ordinárias.

Carlos Fadigas, vice-presidente de finanças da petroquímica, ressalta que a maior operação da companhia foi realizada em 2001, com a compra da Copene, rebatizada de Braskem. “Não foi só no governo Lula. É uma história ao longo do tempo”, disse ele.

Conforme a Folha noticiou na semana passada, o Palácio do Planalto aprovou a constituição de uma superelétrica formada pela Camargo Corrêa.

Controladora da CPFL, a empreiteira pretende adquirir também as ações na Neoenergia pertencentes à Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e ao BB, e a participação do BNDES na Eletropaulo e na AES Sul -duas operações na casa dos bilhões. Para concretizá-las, a Camargo precisará de financiamento do banco federal de fomento.

Na quarta-feira, Dilma confirmou as tratativas. “Não vemos com maus olhos. É uma tendência internacional ter grandes empresas nessa área.” Ressaltou que o negócio ainda não foi “colocado de forma completa para o governo”.

A Funcef anunciou também que pretende comprar metade da participação da Camargo Corrêa na usina de Jirau, no rio Madeira, o que ajudaria a capitalizar a empreiteira.

Já a Queiroz Galvão tem na Petrobras um de seus maiores clientes em construção civil e sua principal parceira na área de exploração de óleo e gás.

Procuradas pela reportagem, Invepar-OAS e Queiroz Galvão disseram, via assessoria, que não iriam se manifestar.

Fonte: Folha de S. Paulo

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