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Previ na mídia

segunda-feira, 15 de março de 2010

Na ponta do lápis

A decisão de um tribunal arbitral que obriga sócios da Valepar, que controla a Vale, a entregarem ao grupo Opportunity, de Daniel Dantas, ações da empresa que podem chegar a até R$ 3 bilhões está tendo o efeito de uma bomba na Previ, o maior fundo de previdência do país, derrotado na disputa.

Ainda que tentem anular a sentença dos árbitros na Justiça, os fundos podem ser obrigados a provisionar, ou seja, a reservar, em seu balanço, a quantia bilionária até o dia do veredicto final. O valor exato da bolada ainda será definido.

HOMENS DE PRETO

“O clima na Previ é de luto”, diz um profissional envolvido na discussão. Os três árbitros -inclusive Gustavo Tepedino, indicado pelos fundos e pela Bradespar (leia-se Bradesco), também derrotada- votaram unanimemente em favor do Opportunity.

Uma eventual briga na Justiça para anular a decisão promete ser longa. A ideia prosperou com a divulgação de que um dos árbitros, Francisco Rezek, já atuou para o Opportunity. Ele diz que as partes sabiam do fato antes da sentença e que nunca se opuseram à sua atuação.

NA LATA

Rezek deve se reunir nesta semana com Teophilo de Azeredo Santos, presidente do Centro Brasileiro de Arbitragem, já que polêmicas como essa podem afetar a credibilidade da arbitragem no país. “Tudo o que eu queria é que as pessoas que estão por trás disso [a ameaça de pedir a anulação da sentença arguindo a sua suspeição] mostrassem a cara”, diz. Fundos e Bradespar não se manifestam.

Fonte: Mônica Bergamo (Folha de S. Paulo)

Casamento forçado

A Previ, como se sabe, não gosta da ideia de casar a Neoenergia, controlada pelo fundo, com a CPFL, controlada pela Camargo Corrêa.

O casório, que tem adeptos no Olimpo lulista, visa a criar uma superelétrica privada sob o comando da empreiteira.

É que…

Na visão do pessoal da Previ, não é justo a CPFL engolir a Neoenergia. Alegam que a saúde financeira da sua empresa, que tem em caixa uns R$ 4 bi, é melhor que a da Camargo.
É. Pode ser.

Fonte: Ancelmo.com

Fundos de pensão: governo defende sigilo

O jornal abre a sua coluna política com a informação de que “o governo se move para impedir a reabertura de arquivos da CPI dos Correios relativos aos fundos de pensão Petros, Previ e Funcef. O objeto de desejo da oposição são os sigilos das corretoras que compraram para o trio cerca de R$ 25 milhões através de um fundo de direitos creditórios da Bancoop, cooperativa suspeita de desviar recursos para campanhas do PT”.

Fonte: Suporte Educacional Online (Fonte primária da informação Folha de S. Paulo)

Investimentos da Previ: “Superelétrica” terá mais de um terço do mercado brasileiro

domingo, 31 de janeiro de 2010

Com apoio do Planalto, Camargo Corrêa pretende comprar o controle da Eletropaulo, da AES Sul e da Neoenergia

Governo atua para formar grandes empresas de capital nacional, tendo o BNDES como o principal financiador dessas operações no país

LEONARDO SOUZA
LEILA COIMBRA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A empreiteira Camargo Corrêa recebeu o aval do Palácio do Planalto para constituir uma superelétrica na área de distribuição de energia.

A construtora assumiu no ano passado o comando da CPFL e conta agora com o apoio do governo para comprar o controle da Eletropaulo e da AES Sul, além de adquirir da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e do BB a sua participação no grupo Neoenergia.

Se concretizadas as duas operações, a empreiteira terá nas mãos uma gigante que abastecerá mais de um terço do mercado nacional, incluindo praticamente todo o Estado de São Paulo -o mais rico do país- e três Estados do Nordeste, região atualmente com o maior potencial de crescimento.

Segundo pessoas próximas às transações ouvidas pela Folha, o presidente da Previ, Sérgio Rosa, abriu negociação com a Camargo Corrêa por interferência direta do Planalto.

Como a Previ possui participação relevante tanto na CPFL (31% das ações ordinárias, sendo 23% delas ligadas ao bloco de controle) quanto na Neoenergia (49% do capital total), há conflito de interesses.

Hoje os representantes da Previ precisam sair das salas de decisões da CPFL quando são discutidos detalhes sobre as negociações em curso para aquisições de outras distribuidoras de energia.

A fusão com a CPFL resolveria o conflito, porém a Previ passaria a ser minoritária na nova empresa, perdendo a gestão da Neoenergia. Marcelo Corrêa, atual presidente do grupo, é indicação do fundo de pensão do BB.

Grupos nacionais

Não é a primeira vez que o governo atua para formar grandes empresas de capital nacional, tendo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como o principal financiador dessas operações.

Entre 2008 e 2009, o banco estatal injetou quase R$ 7 bilhões para viabilizar a incorporação da Brasil Telecom pela Oi. Em 2007, o BNDES comprou cerca de R$ 4 bilhões em ações (a valores de 2009) dos frigoríficos JBS e Bertin, o que possibilitou a fusão dos dois grupos no ano passado.

No caso da BrT-Oi, o presidente Lula ainda teve que editar um decreto sob medida para permitir a união das duas empresas.

O setor elétrico está na esfera de influência direta da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), candidata à sucessão presidencial. Ela comandou a pasta de Minas e Energia no primeiro mandato do presidente Lula. Todos os grandes temas da área passam por sua mesa.

Concentração

A formação da superelétrica não enfrentará impedimento legal. Em 2008, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) derrubou a última barreira regulatória contra concentrações no setor. A operação, contudo, teria de passar também pelos órgãos brasileiros de defesa da concorrência.

Até então, a legislação limitava a participação dos investidores nas concessionárias da seguinte forma: até 20% no mercado nacional e até 25% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e no Nordeste a limitação era de 35%.

Segundo Jerson Kelmann, ex-diretor-geral da Aneel, a resolução 299, de 8 de janeiro daquele ano, extinguiu os tetos existentes.

As negociações para a fusão com a Neoenergia estão bem avançadas. O outro sócio da empresa, a espanhola Iberdrola, sofreu bastante com a crise financeira internacional e está bastante descapitalizado. Assim, dificilmente teria condições e interesse em comprar as participações da Previ e do Banco do Brasil.

No caso da Eletropaulo e da AES Sul, entretanto, a Camargo Corrêa ainda precisa superar alguns obstáculos.

As duas distribuidoras estão sob o guarda-chuva da empresa AES Brasiliana, que existe só no papel. O BNDES tem 53,85% dessa empresa, mas a operação das duas concessionárias (e também da geradora AES Tietê) é da americana AES.

Para vender sua participação na Brasiliana, o BNDES contratou o Citibank para elaborar a modelagem da operação. Pela legislação atual, o BNDES não pode negociar diretamente com nenhuma companhia interessada. A oferta das ações tem que ser feita em leilão.

Além disso, a AES tem direito de preferência na parte do banco e, neste momento, está capitalizada -a matriz recebeu uma injeção de US$ 2 bilhões do fundo soberano chinês, que adquiriu 15% da AES Corp.

Com o apoio do governo, contudo, a Camargo Corrêa espera entrar num acordo com os norte-americanos para que eles aceitem ceder o controle das duas distribuidoras. No passado, a AES chegou a anunciar que tinha a intenção de sair do país. Mas agora o discurso da empresa é o de permanecer ou mesmo de aumentar a sua presença no Brasil.

O interesse da Camargo se concentra na distribuição. No caso de uma união entre CPFL, Eletropaulo e Neoenergia, a maior sinergia estaria na ligação entre as duas primeiras, principalmente devido à proximidade geográfica, o que facilitaria o deslocamento de equipes para a manutenção das redes, por exemplo.

A CPFL está presente na grande maioria dos municípios do interior paulista. Já a Eletropaulo congrega a região metropolitana.

Fonte: Folha de S. Paulo

Previ reestrutura participações em empresas do setor elétrico

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Por Josette Goulart, de São Paulo

Foi num evento na Bahia que veio a primeira declaração pública dos gestores da Previ sobre a reorganização de suas participações no setor elétrico. Disseram eles, há menos de um mês, que teriam de se desfazer de um de seus dois principais ativos no setor de energia para evitar futuros conflitos. Assim, ou eles vendem os 31% que possuem na CPFL Energia, avaliado pela própria Previ em R$ 5 bilhões, ou os 49% na Neoenergia, avaliado em R$ 6,2 bilhões. Uma semana depois, o presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Junior, declarava aos jornais que a tendência era que Neoenergia e CPFL fossem parceiras no leilão de Belo Monte, que será a maior usina hidrelétrica a ser construída no país depois de Itaipu.

Em entrevista ao Valor, o diretor de participações da Previ, Joilson Ferreira, diz que ainda é possível manter essas duas participações por mais alguns anos sem grandes conflitos de interesse. “Essa situação precisa ser resolvida apenas no médio prazo, quando de fato os ativos à venda tanto de geração quanto de distribuição ficarão mais escassos”, diz Ferreira. Na parte de distribuição de energia, o diretor da Previ destaca o fato de hoje as duas companhias estarem geograficamente distantes. Em geração, ambas constroem hidrelétricas em lugares diferentes e nos grandes projetos hidrelétricos elas podem se unir, diz Ferreira.

Apesar de apostar numa solução em médio prazo, que ele define como cinco anos, algumas situações reais começam a mostrar que talvez em breve a Previ tenha de tomar uma decisão. Hoje, por exemplo, os representantes da Previ precisam sair das salas de decisões da CPFL quando vai se discutir detalhes sobre compra de distribuidoras de energia. E isso tem acontecido com frequência.

Com a crise financeira e o fim do segundo ciclo de revisão tarifária, que reduziu os valores cobrados na maioria das regiões, muitos estrangeiros estão colocando os ativos à venda no país. Algumas outras companhias privadas em dificuldades também podem ter de se desfazer de empresas. E tanto CPFL quanto Neoenergia estão de olho nessas oportunidades, em busca da consolidação do setor de distribuição, que tem 64 empresas espalhadas pelo país.

Além disso, desde que anunciou a intenção de se desfazer de um dos dois ativos, a Previ já tomou algumas medidas práticas. A empresa 521 Participações, que é dona das ações da Neoenergia e da CPFL, foi desmembrada e agora a Previ passará a deter participação direta na CPFL. A 521 vai manter apenas as ações da Neoenergia. Segundo o comunicado emitido pela 521, essa iniciativa já faz parte da reestruturação das participações do fundo de pensão em empresas do setor elétrico.

Sobre a escolha a ser feita pela Previ, existe uma aposta velada no mercado de que a opção do fundo seria sair da CPFL. Os dividendos da CPFL foram recebidos ao longo dos anos, enquanto a Neoenergia optou por manter caixa. O bloco de ações na CPFL também é menor do que na Neoenergia, onde inclusive a Previ tem hoje uma ação mais direta e efetiva. O próprio Joilson Ferreira é presidente do conselho de administração da empresa.

É fato também que algumas dificuldades recentes na sociedade com a Iberdrola vieram à tona. O grupo espanhol decidiu a poucos dias da conclusão da compra dos ativos da Terna Participações sair do negócio, por dificuldades vividas na Espanha. A empresa teve seu rating rebaixado e naquela semana apresentou resultados pouco promissores.

A saia justa com a Cemig, que acabou comprando sozinha a Terna, foi grande. Ferreira diz que será preciso fazer algumas mudanças na forma de atuar em próximos negócios. “Quem vai querer ser sócio hoje da Neoenergia em alguma aquisição com esse histórico”, diz Ferreira. Para isso se estuda uma alteração no acordo de acionistas e possivelmente qualquer nova parceria terá que ter um documento oficial assinado pela Iberdrola, com o comprometimento de que as possíveis aquisições serão concluídas.

Ferreira defende ainda que a empresa tenha a gestão toda feita por profissionais de mercado, sem ter indicação de um ou outro sócio. E o próximo passo na Neoenergia é lançar ações em bolsa de valores. Dessa forma, a Previ já pode também reduzir sua participação, sem perder o controle. É bom lembrar que o fundo tem prazo até 2014 para se enquadrar nas regras de aporte de capital em renda variável.

Fonte: Valor Econômico

Previ terá participação direta na CPFL

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, fará uma reestruturação societária para passar a deter, diretamente, a fatia de pouco mais de 31% que possui no capital votante e total da CPFL Energia.

Em comunicado ao mercado, a 521 Participações S.A., que hoje é o veículo por meio do qual a Previ participa do capital da CPFL, informou sobre a decisão do fundo de pensão.

A decisão foi tomada pela Previ “com o objetivo de reestruturar suas participações societárias, de forma a reduzir os custos administrativos e financeiros incorridos em seus investimentos indiretos”, segundo o Fato Relevante divulgado.

Como parte deste processo, a 521 vai pagar à Previ os dividendos remanescentes declarados em sua assembleia realizada em 28 de abril deste ano por meio da entrega de ações da CPFL. Ao todo, serão entregues 38.399.502 ações ON da companhia de energia, avaliadas em R$ 401,7 milhões.

Fonte: Valor Online