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Banco do Brasil começou a convocar aprovados em concursos deste ano

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Banco do Brasil já começou a convocar os aprovados nos dois concursos públicos realizados neste ano para cadastro de reserva para o cargo de escriturário, que exige nível médio. O salário inicial é de R$ 1.416, mais R$ 371,36 de ajuda alimentação e R$ 239,36 de cesta alimentação, para jornada de 30 horas semanais.

Em fevereiro, foi lançado o edital do concurso para cadastro de reserva para os estados da Bahia, exceto para a cidade de Salvador, e para os estados de Goiás, Minas Gerais, exceto para o Triângulo Mineiro, e Pará, exceto para as cidades de Afuá (PA), Almeirim (PA) e Monte Dourado (PA).

De acordo com a assessoria de imprensa do banco, os aprovados desse concurso estão sendo chamados desde maio. Já foram convocadas para trabalhar na instituição 544 pessoas. A instituição não informou o total de aprovados.

No caso do concurso realizado para o interior de São Paulo, cujo edital foi lançado em abril, foram 14.520 candidatos aprovados, e o banco já chamou 50 deles.

Apesar de o prazo de validade do concurso anterior para o interior de São Paulo, realizado em 2007, vigorar até 17 de outubro de 2011, o último candidato aprovado nesse exame foi chamado nesta quarta-feira (28), segundo o banco.

De acordo com a assessoria de imprensa, o banco pretende chamar todos os aprovados dos concursos deste ano, levando em conta a demanda da instituição financeira e respeitando o prazo de validade dos concursos, que é de um ano, prorrogável por igual período. Para este ano, o banco não prevê mais concursos públicos.

O Banco do Brasil informou ainda que está cumprindo um acordo feito com o sindicato da categoria bancária de chamar 10 mil aprovados em concursos até 2011 – mais da metade desse número já foi convocada.

9 mil convocados por ano

De acordo com o diretor de gestão de pessoas do Banco do Brasil, Amauri Sebastião Niehues, em média, o banco costuma chamar por ano 9 mil aprovados em concursos em todo o país – 5 mil são novos funcionários e 4 mil são para reposição de empregados que saem ou se aposentam. No entanto, isso não significa que todas as vagas são preenchidas com a abertura de novos concursos, mas também com os já realizados e que estão dentro do prazo de validade.

Os concursos continuarão sendo para cadastro de reserva porque o banco adotou a prática de fazer concursos independentemente de haver vagas disponíveis para ter sempre um banco de candidatos aprovados à disposição. Segundo Niehues, um novo concurso é lançado quando está para vencer o prazo de validade do anterior ou quando o cadastro de reserva está esgotando.

Os concursos passaram a ter validade de um ano, prorrogável por mais um, no ano passado. Antes o prazo era de dois anos, prorrogável pelo mesmo período. De acordo com o diretor de gestão de pessoas, a probabilidade de o candidato ser chamado é maior com o prazo de validade menor.

A opção de fazer concursos para cadastro, alega o diretor, é que pela legislação não haveria condições de resolver o problema de pessoal só quando houvesse vagas especificadas no edital porque é necessário fazer licitação para escolher a organizadora, respeitar os prazos das provas e resultados, que levam de seis meses a um ano, e por isso haveria defasagem para preencher os postos.

Fonte: G1

BB vai convocar 1.157 concursados

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Contratações começam nos próximos dias e serão em todo o estado de São Paulo

O Banco do Brasil anunciou que pretende contratar 1.157 aprovados em concursos até meados de outubro. A instituição financeira vai reforçar o quadro de funcionários em suas agências do estado.

Quem passou nos concursos para formação de cadastro de reserva, realizados em 2008 na capital e, em 2009, no interior, deve ficar atento. As convocações se iniciam nos próximos dias. Todos os aprovados vão assumir o cargo de escriturário, de nível médio, nas 1.350 agências. Os admitidos vão ter remuneração mensal de R$ 942,90, mais gratificação de 25%.

Desde o começo do ano, o banco já chamou 2.300 aprovados com a intenção de acelerar o atendimento. Somente nos postos localizados nos Fóruns judiciais foram admitidos mais 80 funcionários.

Com o reforço de empregados, o Banco do Brasil reformulou sua prática de atendimento para os advogados. A partir de hoje, eles poderão entregar os alvarás nas agências vinculadas aos tribunais. Antes, o procedimento era feito somente nos postos bancários. Segundo o vice-presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, Arystóbulo Freitas, depois da junção do BB com as agências da Nossa Caixa, os advogados passavam de duas a três horas nas filas.

Fonte: Diário de S. Paulo

Aprovados no concurso de 2008 do Banco do Brasil não poderão ser convocados

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Thássia Alves – Do CorreioWeb

Os aprovados ao cargo de escriturário no concurso do Banco do Brasil de 2006 venceram mais uma etapa na Justiça. Foi assegurado que a convocação destes candidatos deverá ser realizada antes da contratação dos aprovados na seleção de 2008. A decisão partiu do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região – Distrito Federal e Tocantins. Em nota, o TRT divulgou que “administração não deveria ter realizado novo certame para o preenchimento de vagas de reserva três meses antes do encerramento do prazo de validade de um concurso que possuía 1.219 candidatos aprovados aguardando convocação”.

Para os magistrados, o banco deveria ter prorrogado o prazo de validade da seleção de 2006, afinal havia a necessidade de contratação imediata de pessoal. Em contrapartida, o BB alegou que não existe lei que impeça a abertura de novo concurso dentro do período de vigência de outro e ainda, que a prorrogação da validade é um ato discricionário do administrador.

O desembargador Douglas Alencar Rodrigues – relator do processo, afirmou que não convocar os aprovados de 2006 é um ato que “revela extravasamento do campo da discricionariedade”. “Está ultrapassada a idéia de que a discricionariedade conferida à administração coloca o mérito do ato administrativo numa espécie de reduto insuscetível de controle judicial”, confirmou.

Se a decisão não for cumprida, o BB terá que pagar multa diária de R$ 50 mil. Além da indenização de R$ 200 mil por danos morais coletivos que deverá ser paga pelo banco por não ter ajustado sua conduta depois da assinatura do termo de ajustamento oferecido pelo Ministério Público antes do ajuizamento da ação. Os valores serão revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Entenda o caso

A polêmica sobre a seleção começou em 12 de março de 2008 quando o Banco do Brasil publicou edital de concurso para o cargo de escriturário nos estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, São Paulo, Bahia e Distrito Federal. No mesmo mês, aqueles que foram aprovados na seleção de 2006 e não haviam sido convocados, entraram em contato com o deputado distrital Chico Leite, responsável pela “lei dos concursos”, reclamando sobre a suposta injustiça. O parlamentar entrou em 25 de março com uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) exigindo apuração do caso.

Após 30 dias do lançamento do edital de 2008, o MPT decidiu investigar a abertura do novo concurso. A decisão foi tomada pelo procurador do Trabalho Cristiano Paixão. O banco recebeu um prazo de 15 dias para apresentar explicações sobre o caso. A Quarta Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) concedeu liminar suspendendo o concurso no DF, até o julgamento da ação. Em seguida, o BB entrou com recurso (8) junto ao TJDFT pedindo a cassação da liminar que impedia a realização do processo seletivo.

Em maio, o concurso – que estava suspenso em São Paulo – foi mantido. O TJDFT derrubou a liminar que suspendia a seleção. Dez dias após a decisão do TJDFT, candidatos que passaram no concurso de em 2006, fizeram vigília durante cinco dias em frente à sede da estatal, em Brasília. O concurso de São Paulo foi retomado por decisão do TJSP.

Em junho, a juíza Raquel Gonçalves Maynarde da 6ª Vara do Trabalho de Brasília decidiu que o banco não poderia convocar nenhum aprovado na seleção de 2008. Ela ainda determinou que caso a decisão não fosse cumprida, a instituição teria que pagar multa no valor de R$ 100 mil por empregado convocado.

Após a divulgação do resultado final de SP, o juiz Sérgio de Costa Leite, da 33ª Vara Cível de São Paulo, determinou que todos os classificados na seleção realizada em 2006 deveriam ser contratados até que a validade do certame, considerando sua prorrogação, expirasse. O BB entrou com uma contra-argumentação relativa à sentença.

No mês de agosto a 6ª Vara Cível de Brasília, decretou a prorrogação da validade do certame de 2006, que havia expirado em junho, e determinou que os candidatos que haviam ingressado com mandados de segurança tivessem prioridade na convocação sobre os aprovados no concurso deste ano, homologado em junho. Em caso de descumprimento da decisão, o magistrado fixou multa diária no valor de R$ 10 mil para cada impetrante que não seja convocado. O banco afirmou que iria recorrer da decisão.

A última decisão sobre o caso foi publicada em 28 de agosto. A juíza do trabalho Raquel Gonçalves Maynarde, da 6ª Vara do Trabalho/ DF, divulgou sentença favorável ao concurso do Banco do Brasil realizado em 2008. Ela considerou improcedentes os pedidos realizados pela Procuradoria do Trabalho da 10ª Região/MPT, que visavam a prorrogação do concurso realizado em 2006 por mais dois anos e também a não-convocação dos aprovados na seleção de 2008.

Fonte: CorreioWeb