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Bancários definem pautas de reivindicações

terça-feira, 27 de julho de 2010

Comissões de negociações definem pautas de reivindicações para a Campanha Salarial dos Bancários. Nos dias 15 e 16 de julho foi realizado, no Rio de Janeiro (RJ), o XXXIX Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais Bancários e Securitários de Planejamento da Campanha Salarial 2010. A Contec, coordenadora do encontro destaca as seguintes resoluções:

- Reajuste salarial pelo INPC mais 5%, a título de ganho real;

- PLR;

- Negociações em mesas distintas (FENABAN, Banco do Brasil, Caixa, BNDES/BNDESPAR/FINAME, BASA, BNB e BRB);

- A Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação (CEBNN) eleita está integrada pelas seguintes entidades sindicais: CONTEC (coordenação geral); FEEB NNE, FEEB-PB, FEEB-AL/PE, FEEB-MG/GO/TO/DF, FEEB-SP/MS, FEEB-PR, FEEB-SC, Delegacia da CONTEC-RS, SEEB-Amazonas, SINTEC-Tocantins, SEEB-Goiás, SEEB-Maranhão;

- Cláusulas de natureza prioritária: Recomposição das perdas salariais; combate ao assédio moral; respeito à jornada de trabalho dos bancários; PLR justa; isonomia de tratamento para os bancários;

- A Campanha terá como lema “Quem Luta Conquista Mais”;

- Calendário de atividades aprovado prevê as seguintes atividades: até 28.07.10, realização das assembléias gerais, pelos Sindicatos de Bancários, para referendar as Pautas aprovadas pelo XXXIX Encontro Nacional; até o dia 02.08.10, encaminhar as pautas de reivindicações à FENABAN e aos bancos públicos (BB, CAIXA, BASA, BNB, BNDES e BRB); até 08.10.10 realizar as negociações com a FENABAN e Bancos Públicos; até 17.08.2010, realização da 2ª rodada de negociação na FENABAN e nos Bancos públicos (BB, CAIXA, BASA, BNB, BNDES e BRB); até 28-08-2010 realização de terceira rodada de negociação.

12ª Conferência Nacional dos Bancários

Na campanha coordenada pela Contraf-Cut (foto), os principais itens da pauta de reivindicações foram homologados durante a 12ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada entre 23 e 27 de julho, também na capital fluminense.

Veja as principais resoluções:

- Emprego: mais contratações; ampliar a contratação de mulheres, negros e pessoas com deficiência, garantindo igualdade de oportunidade; garantia de emprego; qualificação e requalificação profissional;

- Remuneração e previdência: reajuste salarial de 11% (inflação do período mais 5% de aumento real); Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil para cada funcionário; piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88); elevação do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá para o valor de um salário mínimo para cada item; previdência complementar para todos os bancários;

- Sistema Financeiro: regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal; regulamentação da remuneração dos executivos; democratização e ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN); regulamentação do papel social dos bancos; fim dos correspondentes bancários;

- Saúde do Trabalhador: fim das metas abusivas; combate ao assédio moral; proteção contra os riscos de acidente de trabalho ou doença ocupacional; programa de Reabilitação Profissional; prevenção de adoecimento e promoção da saúde da mulher; assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa;

- Segurança Bancária: assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros ou extorsões; ampliação dos equipamentos de prevenção; adicional de risco de vida de 30% para agências, postos e tesouraria; proibição de transporte de valores e guarda das chaves pelos bancários.

A ANABB esteve representada na 12ª Conferência Nacional dos Bancários pelo vice-presidente de Relações Institucionais Nilton Brunelli e pela vice-presidente de Relações Funcionais, Elaine Michel.

Fonte: Com informações da Contec e Contraf-CUT

Começa no Rio a 12ª Conferência Nacional dos Bancários

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Foi dada a largada para as negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2010. Começa nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, a 12ª Conferência Nacional dos Bancários. O evento deverá reunir cerca de 700 bancários de todo Brasil, até o dia 25.

Os quatro grandes temas desta campanha são: emprego; remuneração; saúde do trabalhador e segurança bancária; e sistema financeiro. Os resultados das consultas e das conferências regionais mostraram que as principais reivindicações dos bancários hoje, tanto nas instituições privadas como nas públicas, passam por aumento real de salário, com valorização dos pisos, mais saúde e melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral.

A categoria também manifestou o desejo de melhorar a PLR, preservar e ampliar os empregos nos bancos e ter mais segurança nas agências. Os trabalhadores do ramo financeiro querem ainda a igualdade de oportunidade para todos dentro das empresas, pondo fim às discriminações que dificultam a ascensão profissional das mulheres, dos negros e das pessoas com deficiência.

A ANABB sempre acompanha as negociações dos bancários e neste ano também estará presente às reuniões da campanha salarial. A entidade será representada nesta 12ª conferência por Nilton Brunelli, vice-presidente de Relações Institucionais e por Elaine Michel, vice-presidente de Relações Funcionais.

Confira a programação completa da 12ª Conferência Nacional:

- Sexta-feira (23 de julho)

09h às 17h – Plenária com apresentações de painéis

Emprego
Angela Maria Carneiro Araújo / Professora de Ciências Sociais – UNICAMP
Miguel Huertas / Economista da subseção Dieese na Contraf-CUT

Remuneração e Previdência
Sergio Mendonça / Técnico Responsável pela Pesquisa de Emprego e Desemprego em São Paulo – DIEESE
Murilo Barella / Secretário de Políticas de Previdência Complementar (SPPC) – Ministério da Previdência Social
José Carlos Alonso / Diretor de Benefícios – FUNCEF

Sistema Financeiro Nacional
Carlos Eduardo Carvalho / Professor de Economia- PUC-SP
Ana Carolina Tosetti D´Avanço / Economista da Subseção Dieese no Seeb São Paulo

Saúde do Trabalhador e Segurança Bancária
Ana Magnólia Mendes / Professora de Psicologia Social e Trabalho – UnB

13h às 14h30 – Almoço

17h às 18h – Regimento Interno

18h30 – Abertura solene da 12ª Conferência Nacional dos Bancários

20h – Jantar

- Sábado (24 de julho)

09h às 13h – Debate sobre conjuntura política
- Apresentação da pesquisa realizada pela CONTRAF CUT

13h às 14h30 – Almoço

14h30 às 18h -Trabalhos em grupos:
- Grupo 1 (Azul) = Emprego
- Grupo 2 (Laranja) = Remuneração e previdência
- Grupo 3 (Verde) = Saúde do trabalhador e segurança bancária
- Grupo 4 (Vermelho) = Sistema financeiro nacional

19h às 21h – Jantar

21h – Confraternização

- Domingo (25 de julho)

9h às 13h – Plenária Geral
- Encaminhamentos dos Grupos
- Estratégia Campanha Nacional 2010
- Eixos
- Plano de Lutas/ Calendário
- Mobilização
- Aprovação geral da Minuta
- Eleição do Comando
- Debate e votação de moções
- Encerramento
- Almoço

Fonte: Agência Anabb, com informações da Contraf-CUT

Eleições Previ: Contraf-CUT orienta voto na Chapa 3

sábado, 22 de maio de 2010

Maior fundo de pensão da América Latina, com patrimônio de R$ 142 bilhões, a Previ está renovando as diretorias de Planejamento e de Administração e parte dos conselhos Deliberativo e Fiscal e dos conselhos consultivos dos dois planos de benefícios dos bancários do BB (Plano 1 e Previ Futuro).

A Contraf-CUT apoia a Chapa 3 Unidade da Previ, formada por uma ampla aliança das principais entidades do funcionalismo do BB, entre elas quase todos os sindicatos de bancários, a grande maioria das federações, as maiores associações de aposentados (entre elas AAFBB e AFABBs) e a Anabb. Integram a chapa cinco dirigentes de sindicatos filiados à Contraf-CUT: Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco e Porto Alegre.

Para o presidente Carlos Cordeiro, a Contraf-CUT apoia a Chapa 3 por inúmeras razões. “Em primeiro lugar, por causa dessa grande representatividade, resultado de um esforço de construção de uma chapa de unidade nacional, que sempre foi um princípio que norteou a luta da categoria bancária”, afirma Carlos Cordeiro. “Além disso, a Chapa 3 tem os companheiros mais preparados para administrar a Previ e dar continuidade a esse modelo de gestão que é um exemplo para os fundos de pensão de todos os trabalhadores brasileiros.”

Unidade, representatividade e pluralidade

O secretário-geral da Contraf-CUT, Marcel Barros, destaca ainda que, além da unificação das entidades representativas, a Chapa 3 une todos os segmentos do funcionalismo. “Ao contrário da chapa concorrente, formada por setores que sempre apostaram no isolamento e apresentam propostas que buscam dividir o funcionalismo, a Chapa 3 Unidade na Previ é composta por colegas da ativa e aposentados, do Plano 1 e do Previ Futuro, homens e mulheres, e de todas as regiões do país”, diz Marcel.

“A Chapa 3 também junta colegas mais jovens com pessoas bastante experientes, que já demonstraram competência na direção de entidades importantes, inclusive na Previ. Tenho certeza que essa é a única chapa com capacidade para continuar a atual gestão séria e competente”, acrescenta Marcel.

Como votar

Funcionários em atividade no Banco do Brasil, na Previ, Cassi e Fundação Banco do Brasil, em afastamentos regulamentares ou em quadro suplementar, votam pelo Sisbb.

Assistidos e demais participantes votam pelo telefone 0800-729-0808. Para votar pelo 0800 é necessário utilizar a senha cadastrada na PREVI, a mesma senha de seis dígitos utilizada para acessar o Autoatendimento do site.

Veja a composição da Chapa 3 – Unidade na Previ:

Diretoria Executiva

Diretor de Administração: Paulo Assunção, ex-diretor do Sindicato de São Paulo, ex-coordenador da Comissão de Empresa, ex-representante do funcionalismo do Conselho de Administração do BB e ex-conselheiro deliberativo eleito da Previ.

Diretor de Planejamento: Vitor Paulo Gonçalves, ex-diretor de Participações eleito e ex-conselheiro deliberativo eleito da Previ.

Conselho Deliberativo

Celia Larichia (titular), vice-presidente de Administração da AAFBB.

Luiz Carlos Teixeira (suplente), conselheiro deliberativo eleito da Previ e diretor do Sindicato de Ribeirão Preto, da Federação dos Bancários de SP/MS e da UGT.

Conselho Fiscal

Fabiano Félix (titular), secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Pernambuco

Aldo Alfano (suplente), vice-presidente de Comunicação e Marketing da AAFBB.

Conselho Consultivo do Plano 1

Odali Dias Cardoso (titular), presidente da AABB Rio de Janeiro e conselheiro deliberativo eleito da Previ.

José Branisso (titular), conselheiro deliberativo da Anabb.

Flávio Pastoriz (suplente), diretor de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre.

Mércia Pimentel (suplente), conselheira consultiva eleita do Plano 1 da Previ e conselheira deliberativa da Anabb.

Conselho Consultivo do Previ Futuro

Wagner Nascimento (titular), diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e conselheiro consultivo do Previ Futuro.

Ítalo Lazzarotto (titular), secretário do grupo temático de Previdência e Aposentadoria da Anabb.

Rafael Zanon (suplente), diretor do Sindicato de Brasília e ex-secretário de Formação da Federação dos Bancários do Centro-Norte.

Luciana Vieira (suplente), diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

Fonte: Contraf-CUT

Bancos lucram R$ 37,4 bilhões em 2009, mas desligam 30.034 funcionários

quinta-feira, 25 de março de 2010

Os bancos, mesmo com lucros em 2009 acima de R$ 37,4 bilhões, desligaram 30.034 funcionários e admitiram 29.413, o que significa uma redução de 621 postos de trabalho. Esses números fazem parte do estudo elaborado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre o emprego no setor bancário, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Apesar de o Caged não disponibilizar os dados por empresa, é possível perceber a responsabilidade do setor privado no fechamento de postos de trabalho. O cadastro revela um aumento de 3.360 ocupações no setor de Caixas Econômicas. Dessa forma, se fossem excluídos os números desse setor, o saldo negativo geral passaria para menos 3.981 postos de trabalho.

“Esse corte brutal mostra que o sistema financeiro privado está na contramão da economia brasileira, que criou 995.110 novos empregos formais em 2009″, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. O estudo revela também que essas instituições estão usando a rotatividade para baixar a média salarial dos trabalhadores e que mantêm a discriminação em relação às mulheres, que estão sendo contratadas com salários inferiores aos dos homens.

O fechamento de vagas acontece num período em que os seis maiores bancos do país (Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e HSBC) registraram, juntos, um lucro de R$ 37,404 bilhões, aumento de 5,41% em relação ao ano anterior, mesmo em um ano de crise financeira mundial em que o PIB do país apresentou uma queda de 0,2%. “Os bancos brasileiros não foram abalados pela turbulência dos mercados internacionais, garantiram os seus lucros astronômicos, mas cortaram empregos, o que é inaceitável”, protesta o dirigente sindical.

No último trimestre de 2009, o saldo do Caged foi positivo, com 1.455 empregos criados, resultado de 8.686 admissões e 7.231 desligamentos. No entanto, essa recuperação não foi suficiente para reverter o quadro negativo que se acumulou desde o início do ano. No mesmo período de 2008, os dados do Caged mostram uma situação diferente com um saldo positivo de 15.229 ocupações, fruto de 54.627 admissões e 39.398 desligamentos.

Há mais bancários que morrem do que se aposentam nos bancos privados

Em relação ao tipo de desligamento, os dados do Caged mostram que a maior concentração do tipo de desligamento é a demissão sem justa causa, responsável por 16.786 do total de trabalhadores desligados ou 55,89%. Além disso, cerca de 35,65% dos desligados pediram demissão de seus empregos, representando um total de 10.706 trabalhadores. “Esse dado é reflexo das más condições de trabalho a que são submetidos os bancários, com pressão constante pelo cumprimento de metas abusivas, assédio moral e outros problemas, levando a adoecimento e demissões. As demissões imotivadas comprovam a alta rotatividade do setor, o que expõe os trabalhadores a grande vulnerabilidade”, avalia Carlos Cordeiro.

Outro dado que chama atenção é o pequeno número de aposentadorias entre os motivos de desligamento de funcionários dos bancos. “Isso é um reflexo do alto número de demissões, que as empresas usam para diminuir a folha de pagamento. Considerando que os bancários que se aposentam são quase todos de bancos públicos, podemos concluir que há mais bancários que morrem do que se aposentam nos bancos privados”, denuncia o presidente da Contraf-CUT.

Com demissões, bancos gastam menos com salários

Em 2009, segundo o Caged, a remuneração média dos admitidos foi de R$ 2.099,83 e a dos desligados R$ 3.509,59, o que significa uma redução de -40,17%. A diferença vinha caindo ao longo do ano, tendo alcançado índices abaixo de -30% nos meses de julho, agosto e outubro, mas voltou a crescer acentuadamente nos dois últimos meses de 2009, atingindo patamares de -40%. Em 2008, a remuneração média dos admitidos foi de R$ 1.959,84 e a dos desligados R$ 3.325,89, o que significa uma diferença de – 41,07%.

Os dados mostram ainda que o saldo positivo de emprego no setor bancário situa-se nas faixas até 3,0 salários mínimos, com destaque para a faixa de 2,01 a 3,0 salários mínimos, que teve um saldo de 10.578 ocupações. A partir daí, todas as faixas apresentam saldo negativo de ocupações, com destaque para a faixa de 5,01 a 7,0 salários mínimos (-3.179).

Bancos privados dispensam mais trabalhadores

O corte de empregos fica ainda claro também ao analisarmos os balanços de 2009 das principais instituições. Enquanto Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal tiveram saldo positivo de 972 e 3.131 novos funcionários, respectivamente, os quatro maiores bancos privados (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e HSBC) reduziram seus quadros em 11.582 trabalhadores. O banco que mais reduziu funcionários foi o Itaú Unibanco, que se encontra em processo de fusão.

Importante lembrar que os números do Caged são baseados somente em empregados com carteira assinada do banco, não sendo considerados terceirizados, estagiários e outros profissionais. Nos balanços, os bancos divulgam o número total de funcionários, sem transparência, uma vez que não especificam o tipo da relação de trabalho.

“Todos esses indicadores reforçam a nossa luta pela geração de empregos e melhoria dos salários e das condições de trabalho no sistema financeiro”, avalia o presidente da Contraf-CUT. Na campanha salarial de 2009, os bancários conquistaram 10 mil contratações até o final de 2011 no BB e 5 mil até dezembro deste ano na Caixa. “Os bancos, com seus lucros abundantes, têm de fazer a sua parte para o crescimento da economia e oferecer contrapartidas sociais, sobretudo as instituições privadas, a fim de valorizar os trabalhadores e o povo brasileiro”, conclui Carlos Cordeiro.

Fonte (Texto, Ilustração e Tabelas): Contraf-CUT

Banco do Brasil reconhece assédio moral, mas não avança nas negociações

sábado, 19 de setembro de 2009

O Banco do Brasil não apresentou proposta para as principais reivindicações dos trabalhadores na negociação desta sexta-feira, 18, com o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Empresa dos funcionários do banco (CEBB), ocorrida em Brasília. A empresa se limitou a informar que pretende apresentar futuramente uma proposta global para apreciação dos trabalhadores.

O banco informou também que está refazendo os cálculos referentes a sua proposta para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), por conta da necessidade de adequação à proposta apresentada pela Fenaban na negociação ocorrida nesta quinta, considerada rebaixada pelos trabalhadores (veja mais aqui). Segundo o banco, após os estudos, procurará a CEBB para debates, não tendo ficado definida nova rodada de negociação.

A empresa apresentou proposta de cláusula sobre assédio moral, comprometendo-se a implementar o Programa de Gestão da Ética, que tem como objetivo o “combate ao assédio moral e outros eventuais desvios comportamentais”. “A formulação do banco ainda será avaliada pelos trabalhadores, mas se trata de um avanço que o banco reconheça a existência do assédio moral dentro da empresa”, avalia Marcelo Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e coordenador da CEBB.

Os negociadores do banco apresentaram também a proposta de uma cláusula que permita aos funcionários com mais de 50 anos antecipar e parcelar férias, antiga reivindicação dos trabalhadores.

A empresa afirmou também que está preparando a formulação de uma cláusula de igualdade de gênero. A proposta será formatada a partir do programa pró-equidade de gênero da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do governo federal, mas ainda não está concluída.

O banco reafirmou ainda seu interesse em avançar na implantação do SESMT. Por fim, manteve sua posição no que diz respeito à revisão da lateralidade nas agências com até sete funcionários. Na última negociação, a empresa afirmou que as substituições só poderão ser feitas por funcionários de outras agências, o que vai contra as reivindicações dos trabalhadores.

Paralisação

A CEBB, após avaliar o andamento das negociações com o banco até então, decidiu orientar os funcionários do banco a seguir a decisão do Comando Nacional e participar das assembléias que serão realizadas em todas as bases sindicais até o dia 23 para rejeição da proposta da Fenaban e iniciar paralisação por tempo indeterminado no dia 24.

Fonte: Contraf-CUT

Bancos fecham 1.354 vagas nos primeiros 3 meses de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Os bancos fecharam 1.354 vagas entre janeiro e março deste ano. A maior parte dos cortes ocorreu em instituições privadas e envolvidas em processos de fusão, segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro). No primeiro trimestre de 2008, o setor criou 3.139 postos de trabalho.

A Contraf encaminhará ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) levantamento com esses dados e pedirá revisão de compromissos feitos em acordos que aprovaram a fusão do Itaú-Unibanco e a compra do Real pelo Santander.

O corte de vagas é resultado da demissão de 8.236 pessoas e da contratação de 6.882 no primeiro trimestre. A remuneração teve queda de 54,45% no período -a média salarial dos demitidos era de R$ 3.939,84, e a dos contratados, R$ 1.794,46.

Para a Febraban (federação dos bancos), a redução no emprego é considerada uma movimentação “normal” no setor, que emprega 450 mil no país. E diz que não se pode comparar a média salarial de demitidos e admitidos por existirem promoções internas que não foram computadas nesse levantamento. (CLAUDIA ROLLI)

Fonte: Folha de S. Paulo