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Projeto veta falar ao aparelho dentro de agências para evitar roubo em que ladrão se comunica com colega
Objetivo é impedir assaltos a clientes na saída do banco; texto aprovado ainda precisa da sanção do prefeito
DIMITRI DO VALLE
DE CURITIBA
ESTELITA CARAZZAI
DE SÃO PAULO
Atender ao celular enquanto se espera na fila do banco poderá passar a ser caso de polícia em Curitiba.
O município estuda proibir o uso de celulares dentro das agências bancárias para tentar coibir assaltos a correntistas na saída dos estabelecimentos. Projeto nesse sentido foi aprovado na semana passada pela Câmara e precisa agora da sanção do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Pelo projeto, o correntista poderá portar um celular dentro da agência, mas sem discar nem atender a chamadas. Uma placa será colocada para informar a proibição. O gerente da agência e os seguranças poderão advertir o usuário e, em caso de recusa, até chamar a polícia.
Leis similares, para evitar que os aparelhos sejam usados para repassar descrições das vítimas a criminosos do lado de fora, já existem em ao menos outras seis cidades.
Para o doutor em direito constitucional Marcos Augusto Maliska, por restringir um direito básico do cidadão, a lei precisa estar amparada em dados estatísticos que justifiquem a proibição.
O vereador Tito Zeglin (PDT), autor da proposta, diz ter tido a ideia depois que Curitiba sofreu uma série de assaltos do gênero em 2009.
O vereador reconhece que a ideia não colocará fim aos ataques de assaltantes nas imediações das agências, mas irá “ajudar a dificultar as ações dos bandidos”.
Segundo a assessoria da prefeitura, Ducci aguarda parecer da Procuradoria-Geral do Município para decidir se sanciona ou não o projeto.
Em João Pessoa (PB), Manaus (AM), Teresina (PI), São Roque (SP), Taubaté (SP) e Araucária (PR), os clientes devem ser informados, por placas ou funcionários do banco, sobre o veto. Minas Gerais estuda aprovar projeto similar para todo o Estado.
Fonte: Folha de S. Paulo
A quantidade de novas operações de crédito contratadas em caixas eletrônicos do Banco do Brasil já representa 52% do total. De janeiro a março, os terminais de autoatendimento registraram 1,2 milhão de operações das 2,2 milhões contratadas por pessoas físicas. Dessa quantidade, apenas 730 mil ou 32% foram realizadas em agências bancárias.
Cliente receberá código no aparelho para usar no saque. Código também pode ser enviado a outras pessoas
Do jornal O Estado de S. Paulo: