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Bancários definem pautas de reivindicações

terça-feira, 27 de julho de 2010

Comissões de negociações definem pautas de reivindicações para a Campanha Salarial dos Bancários. Nos dias 15 e 16 de julho foi realizado, no Rio de Janeiro (RJ), o XXXIX Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais Bancários e Securitários de Planejamento da Campanha Salarial 2010. A Contec, coordenadora do encontro destaca as seguintes resoluções:

- Reajuste salarial pelo INPC mais 5%, a título de ganho real;

- PLR;

- Negociações em mesas distintas (FENABAN, Banco do Brasil, Caixa, BNDES/BNDESPAR/FINAME, BASA, BNB e BRB);

- A Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação (CEBNN) eleita está integrada pelas seguintes entidades sindicais: CONTEC (coordenação geral); FEEB NNE, FEEB-PB, FEEB-AL/PE, FEEB-MG/GO/TO/DF, FEEB-SP/MS, FEEB-PR, FEEB-SC, Delegacia da CONTEC-RS, SEEB-Amazonas, SINTEC-Tocantins, SEEB-Goiás, SEEB-Maranhão;

- Cláusulas de natureza prioritária: Recomposição das perdas salariais; combate ao assédio moral; respeito à jornada de trabalho dos bancários; PLR justa; isonomia de tratamento para os bancários;

- A Campanha terá como lema “Quem Luta Conquista Mais”;

- Calendário de atividades aprovado prevê as seguintes atividades: até 28.07.10, realização das assembléias gerais, pelos Sindicatos de Bancários, para referendar as Pautas aprovadas pelo XXXIX Encontro Nacional; até o dia 02.08.10, encaminhar as pautas de reivindicações à FENABAN e aos bancos públicos (BB, CAIXA, BASA, BNB, BNDES e BRB); até 08.10.10 realizar as negociações com a FENABAN e Bancos Públicos; até 17.08.2010, realização da 2ª rodada de negociação na FENABAN e nos Bancos públicos (BB, CAIXA, BASA, BNB, BNDES e BRB); até 28-08-2010 realização de terceira rodada de negociação.

12ª Conferência Nacional dos Bancários

Na campanha coordenada pela Contraf-Cut (foto), os principais itens da pauta de reivindicações foram homologados durante a 12ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada entre 23 e 27 de julho, também na capital fluminense.

Veja as principais resoluções:

- Emprego: mais contratações; ampliar a contratação de mulheres, negros e pessoas com deficiência, garantindo igualdade de oportunidade; garantia de emprego; qualificação e requalificação profissional;

- Remuneração e previdência: reajuste salarial de 11% (inflação do período mais 5% de aumento real); Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil para cada funcionário; piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88); elevação do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá para o valor de um salário mínimo para cada item; previdência complementar para todos os bancários;

- Sistema Financeiro: regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal; regulamentação da remuneração dos executivos; democratização e ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN); regulamentação do papel social dos bancos; fim dos correspondentes bancários;

- Saúde do Trabalhador: fim das metas abusivas; combate ao assédio moral; proteção contra os riscos de acidente de trabalho ou doença ocupacional; programa de Reabilitação Profissional; prevenção de adoecimento e promoção da saúde da mulher; assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa;

- Segurança Bancária: assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros ou extorsões; ampliação dos equipamentos de prevenção; adicional de risco de vida de 30% para agências, postos e tesouraria; proibição de transporte de valores e guarda das chaves pelos bancários.

A ANABB esteve representada na 12ª Conferência Nacional dos Bancários pelo vice-presidente de Relações Institucionais Nilton Brunelli e pela vice-presidente de Relações Funcionais, Elaine Michel.

Fonte: Com informações da Contec e Contraf-CUT

Começa no Rio a 12ª Conferência Nacional dos Bancários

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Foi dada a largada para as negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2010. Começa nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, a 12ª Conferência Nacional dos Bancários. O evento deverá reunir cerca de 700 bancários de todo Brasil, até o dia 25.

Os quatro grandes temas desta campanha são: emprego; remuneração; saúde do trabalhador e segurança bancária; e sistema financeiro. Os resultados das consultas e das conferências regionais mostraram que as principais reivindicações dos bancários hoje, tanto nas instituições privadas como nas públicas, passam por aumento real de salário, com valorização dos pisos, mais saúde e melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral.

A categoria também manifestou o desejo de melhorar a PLR, preservar e ampliar os empregos nos bancos e ter mais segurança nas agências. Os trabalhadores do ramo financeiro querem ainda a igualdade de oportunidade para todos dentro das empresas, pondo fim às discriminações que dificultam a ascensão profissional das mulheres, dos negros e das pessoas com deficiência.

A ANABB sempre acompanha as negociações dos bancários e neste ano também estará presente às reuniões da campanha salarial. A entidade será representada nesta 12ª conferência por Nilton Brunelli, vice-presidente de Relações Institucionais e por Elaine Michel, vice-presidente de Relações Funcionais.

Confira a programação completa da 12ª Conferência Nacional:

- Sexta-feira (23 de julho)

09h às 17h – Plenária com apresentações de painéis

Emprego
Angela Maria Carneiro Araújo / Professora de Ciências Sociais – UNICAMP
Miguel Huertas / Economista da subseção Dieese na Contraf-CUT

Remuneração e Previdência
Sergio Mendonça / Técnico Responsável pela Pesquisa de Emprego e Desemprego em São Paulo – DIEESE
Murilo Barella / Secretário de Políticas de Previdência Complementar (SPPC) – Ministério da Previdência Social
José Carlos Alonso / Diretor de Benefícios – FUNCEF

Sistema Financeiro Nacional
Carlos Eduardo Carvalho / Professor de Economia- PUC-SP
Ana Carolina Tosetti D´Avanço / Economista da Subseção Dieese no Seeb São Paulo

Saúde do Trabalhador e Segurança Bancária
Ana Magnólia Mendes / Professora de Psicologia Social e Trabalho – UnB

13h às 14h30 – Almoço

17h às 18h – Regimento Interno

18h30 – Abertura solene da 12ª Conferência Nacional dos Bancários

20h – Jantar

- Sábado (24 de julho)

09h às 13h – Debate sobre conjuntura política
- Apresentação da pesquisa realizada pela CONTRAF CUT

13h às 14h30 – Almoço

14h30 às 18h -Trabalhos em grupos:
- Grupo 1 (Azul) = Emprego
- Grupo 2 (Laranja) = Remuneração e previdência
- Grupo 3 (Verde) = Saúde do trabalhador e segurança bancária
- Grupo 4 (Vermelho) = Sistema financeiro nacional

19h às 21h – Jantar

21h – Confraternização

- Domingo (25 de julho)

9h às 13h – Plenária Geral
- Encaminhamentos dos Grupos
- Estratégia Campanha Nacional 2010
- Eixos
- Plano de Lutas/ Calendário
- Mobilização
- Aprovação geral da Minuta
- Eleição do Comando
- Debate e votação de moções
- Encerramento
- Almoço

Fonte: Agência Anabb, com informações da Contraf-CUT

Bancários aprovam proposta da Fenaban, mas greve continua na CEF e no BB, em alguns estados

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

No 15º dia da greve nacional, os bancários de todo o país aprovaram nesta quinta-feira, 8, em assembléias realizadas pelos sindicatos a proposta apresentada pela Fenaban ao Comando Nacional, com base nas informações recebidas pela Contraf-CUT até as 21h30. A proposta prevê reajuste salarial de 6% (inflação do período mais aumento real) e melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

O reajuste de 6% contempla um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%. Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários. O percentual de 6% também será aplicado às demais verbas, como auxílio-refeição (R$ 16,88), cesta-alimentação (R$ 289,31) e auxílio-creche/babá (R$ 207,95). O piso salarial para auxiliar de escritório após 90 dias de empresa passa a R$ 1.074,46.

A proposta ainda garante a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva.

Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado em todo o país. Não houve avanços na negociação específica realizada nesta quinta entre o banco e Comando Nacional, em São Paulo. A greve continuará até a apresentação de uma nova proposta pelo banco.

No caso do Banco do Brasil, até o momento, na maioria das assembléias realizadas pelos sindicatos, os funcionários aprovaram a proposta específica do banco, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Alagoas, Mato Grosso, entre outras. A proposta foi rejeitada em Brasília, Porto Alegre, Ceará, entre outros sindicatos, que realizarão novas assembléias.

Veja o resultado das principais assembléias até as 22h30:

São Paulo
Privados, BB e Nossa Caixa = propostas aprovadas
CEF = mantém greve

Florianópolis
Privados e BB = propostas aprovadas
CEF = mantém greve

Brasília
Privados = proposta aprovada
BB, CEF e BRB = mantém greve

Porto Alegre
Privados e Banrisul = propostas aprovadas
BB e CEF = mantêm greve

Rio de Janeiro
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF = mantém greve

Curitiba
BB e Privados = propostas aprovadas

Roraima
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF e Basa = mantém greve

Piaui
Privados = proposta aprovada
BB, CEF e BNB = mantém greve

Campo Grande
BB e Privados – propostas aprovadas
CEF =mantém greve

Mato Grosso
BB e Privados – propostas aprovadas
Basa = rejeitou proposta e mantém greve
CEF = mantém greve (não apreciaram proposta)

Ceará
BB = mantém greve

Acre
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF e Basa = mantém greve

Pará
BB, Privados e Banpará = propostas aprovadas
CEF e Basa = mantém greve

Rondonia
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF e Basa = mantém greve

Alagoas
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF e BNB = mantém greve

Pernambuco
Privados = proposta aprovada
BB =mantém greve
CEF, BNB = ainda em assembléias

Espírito Santo
BB, Privados e Banestes = propostas aprovadas
CEF = mantém greve

Bahia
BB = mantém greve

Sergipe
BB = mantém greve

Paraíba
Privados = proposta aprovada
BB e CEF = mantêm greve
BNB = ainda em assembléia

Belo Horizonte
Assembléia amanha (09), 15h

Fonte: Contraf-CUT

Fenaban oferece 6% e comando de greve dos bancários recomenda fim da paralisação

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Bancários em greve e a Fenaban (federação dos bancos) reuniram-se na noite desta quarta-feira (7) para discutir proposta que coloque fim à paralisação que já dura 14 dias em 26 Estados e no Distrito Federal.

Segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), a Fenaban apresentou proposta de reajuste salarial de 6%. Na primeira reunião de negociação, a federação tinha oferecido reajuste de 4,5%.

A proposta deve ser apresentada e votada nesta quinta-feira nas assembleias regionais. O comando nacional da greve, entretanto, já orienta pela aceitação do reajuste.

“Só levaríamos à assembleia proposta que assim como nos cinco anos anteriores representasse aumento real de salários e ainda uma PLR mais justa. Agora os trabalhadores podem decidir nas assembleias se aceitam a proposta ou se mantêm a greve”, disse em nota Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Além do reajuste, a Fenaban manteve o teto de distribuição do PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) em 15%, independentemente da variação do crescimento do lucro. Também houve ampliação da licença maternidade para seis meses.

A categoria pedia reajuste de 10%, além de PLR composta por três salários mais valor fixo de R$ 3.850. A proposta anterior da Fenaban previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco.

Agências fechadas e contas a pagar

De acordo com balanço divulgado pela Contraf, 7.222 agências permaneceram fechadas nesta quarta-feira em todo o país.

A paralisação não altera as datas de vencimento de contas e dívidas. A Fenaban orienta a população a procurar as agências e, caso encontre as mesmas fechadas, pague as contas em casas lotéricas, supermercados, farmácias, na internet ou pelo telefone.

A federação, no entanto, não apresentou alternativas para as pessoas que não têm acesso à internet e/ou possuem dificuldades em realizar operações por telefone ou em caixas eletrônicos.

Fonte: UOL Notícias

Bancários e Fenaban fazem nova rodada de negociação hoje; greve está no 14º dia

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Fenaban (“braço” sindical da Febraban – Federação Brasileira dos Bancos) e Comando Nacional dos Bancários voltam a negociar hoje, às 18h, um possível acordo para o término da greve da categoria, que já dura 14 dias. O encontro ocorre em São Paulo, no Maksoud Plaza (Alameda Campinas, 150).

Segundo balanço divulgado ontem pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), 7.063 agências estão fechadas em 26 Estados e no Distrito Federal. Os números foram encaminhados por 134 sindicatos ligados ao comando de greve. No primeiro balanço da paralisação, realizado no último dia 24, eram apenas 2.881 agências fechadas. A Fenaban não informa sobre a adesão à greve.

“Se os banqueiros quiserem encerrar a greve basta apresentar uma proposta que preveja aumento real de salários e Participação nos Lucros Resultados (PLR). Esperemos que os banqueiros valorizem a mesa de negociação. Se não houver avanços, os bancários irão manter a greve”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e membro do Comando Nacional dos Bancários.

Os bancários rejeitaram proposta oferecida pela federação, que propôs reajuste salarial de 4,5%. A categoria reivindica 10% de reajuste salarial (sendo 5% de aumento real), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) composta pelo pagamento de três salários, acrescidos de valor fixo de R$ 3.850. Os trabalhadores também querem a inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de uma cláusula de proteção ao emprego em caso de fusão. Os bancários exigem ainda o fim do assédio moral e das metas abusivas, práticas que provocam o adoecimento dos trabalhadores.

A categoria conta com 465 mil bancários no país, sendo 134 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Contas

A paralisação das agências não altera as datas de vencimento de contas e dívidas. A Fenaban orienta a população a procurar as agências e, se caso estiverem fechadas, pagar as contas em casas lotéricas, supermercados, farmácias, pela internet ou por telefone.

A federação, no entanto, não apresentou alternativas para as pessoas que não têm acesso à internet e/ou possuem dificuldades em realizar operações por telefone ou em caixas eletrônicos.

Fonte: UOL Notícias

Greve dos bancários continua; 7.063 agências ficaram fechadas nesta terça, diz confederação

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A greve dos bancários entrou no 13º dia de paralisação nesta terça-feira (6) com 7.063 agências fechadas em 26 Estados e no Distrito Federal, segundo balanço divulgado pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro). Os números foram encaminhados por 134 sindicatos ligados ao comando de greve. No primeiro balanço da paralisação, realizado no último dia 24, eram apenas 2.881 agências fechadas.

A Fenaban (“braço” sindical da Febraban – Federação Brasileira dos Bancos) não informa sobre a adesão à greve. Os bancários rejeitaram proposta oferecida pela federação, que propôs reajuste salarial de 4,5%.

A categoria pede reajuste de 10%, além de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) composta por três salários mais valor fixo de R$ 3.850. A proposta da Fenaban previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco. Os trabalhadores pedem também proteção ao emprego, mais contratações, além do “fim do assédio moral e das metas abusivas”.

Contas

A paralisação das agências não altera as datas de vencimento de contas e dívidas. A Fenaban orienta a população a procurar as agências e, se caso estiverem fechadas, pagar as contas em casas lotéricas, supermercados, farmácias, pela internet ou por telefone.

A Federação, no entanto, não apresentou alternativas para as pessoas que não têm acesso à internet e/ou possuem dificuldades em realizar operações por telefone ou em caixas eletrônicos.

Negociações

Na quinta e sexta-feira passadas, integrantes do Comando Nacional dos Bancários e representantes da Fenaban não chegaram a um acordo, após cerca de 15h de reunião. “Foi decepcionante. Pensávamos que eles fariam uma proposta melhor, mas eles querem reduzir o PLR. E deixaram isso claro, mas não abriremos mão das nossas reivindicações e a nossa greve irá ampliar nos próximos dias”, afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf. Segundo nota da confederação, até a noite desta terça-feira, a Fenaban não tinha feito nenhum contato para a retomada das negociações.

Em nota, a Fenaban disse que mesmo “após exaustivas discussões, as posições ainda apresentavam diferenças que precisam ser reduzidas para se chegar a um acordo final, dado que as alterações indicadas pelos sindicatos não se adequam à fórmula de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) construída em conjunto em 2006 e vigente até agora”. Segundo a Federação, as negociações continuam em aberto.

Fonte: Do UOL Notícias

Protesto dos bancários atinge sala de presidentes de bancos

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Categoria entra no 13.º dia de greve por aumento salarial

Marcelo Rehder, SÃO PAULO

Sem proposta dos bancos de aumento real de salários, a greve nacional dos bancários entra hoje no 13º dia. Ontem, sindicalistas de São Paulo, Osasco e região concentraram as manifestações nos prédios administrativos onde estão instalados os escritórios dos presidentes dos principais bancos do País.

A estratégia de pressão foi decidida depois de duas rodadas de negociação entre o comando nacional dos bancários e a federação dos bancos (Fenaban), realizadas quinta-feira e sexta, que terminaram sem propostas dos bancos. Os negociadores da Fenaban disseram que encaminhariam as simulações discutidas aos bancos e quem decidiria seriam os presidentes das instituições.

As manifestações de ontem paralisaram durante toda a manhã prédios onde trabalham Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, Fábio Barbosa, presidente do Santander, e Josef Safra, presidente do Banco Safra. Mais de 30 mil bancários trabalham nesses locais.

Além dos centros administrativos, mais 550 locais de trabalho foram paralisados em São Paulo, Osasco e região. Cerca de 46,6 mil bancários foram abrangidos pelas manifestações.

“O fim da greve está nas mãos dos banqueiros”, disse o presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino. “Basta que eles apresentem uma proposta que preveja aumento real de salários, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior e mais justa, proteção aos empregos, fim do assédio moral e das metas abusivas”, acrescentou o sindicalista.

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), informou, por meio de sua assessoria, que as instituições discutem entre si os rumos da negociação, o que pode resultar em nova rodada ainda esta semana.

Em assembleia no fim da tarde, os trabalhadores decidiram manter a greve. Formada por 465 mil trabalhadores no País, dos quais 134 mil em São Paulo e Osasco, a categoria quer 10% de reajuste salarial (5% de aumento real), e PLR composta pelo pagamento de três salários, acrescidos de valor fixo de R$ 3.850.

Os trabalhadores também querem a inclusão na convenção coletiva de trabalho de cláusula de proteção ao emprego em caso de fusão. Eles exigem ainda o fim do assédio moral e das metas abusivas, práticas que, segundo sindicalistas, provocam o adoecimento dos trabalhadores.

Fonte: Estadão

Maior a cada dia, greve dos bancários recebe apoio e críticas da população

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A greve dos bancários, que atinge os 26 Estados e o Distrito Federal, vem crescendo a cada dia desde quando foi iniciada, no último dia 24. De lá para cá, o número de agências e postos de trabalho paralisados aumentou de 2.881 para 7.054, segundo balanço divulgado na noite desta segunda-feira (5) pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), o que representa mais de 35% do total do país.

A Fenaban (“braço” sindical da Febraban – Federação Brasileira dos Bancos) não informa sobre a adesão à greve. Os bancários rejeitaram proposta oferecida pela federação, que ofereceu reajuste de 4,5% nos salários no último dia 17.

A categoria pede reajuste de 10%, além de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) composta por três salários mais valor fixo de R$ 3.850. A proposta da Fenaban previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco. Os trabalhadores pedem também proteção ao emprego, mais contratações, além do “fim do assédio moral e das metas abusivas”.

Afetada pela greve, a população se divide entre os que apoiam e os que criticam os bancários. “Na minha opinião [a greve] é justa. Todo mundo merece ganhar melhor”, afirma a pensionista Maria de Lourdes da Conceição, 57. “O pessoal tem motivo para fazer greve. Tem que reivindicar, senão não tem aumento”, acrescenta Clara Regina Pinto de Oliveira, 47, atendente de videolocadora.

Já Leonardo da Silva Souza, 19, não consegue sacar o dinheiro do seu FGTS (Fundo de Garantia sobre Tempo de Serviço) em razão da paralisação. “”Vou voltar a trabalhar na quarta-feira e não tenho dinheiro agora para ir trabalhar. Tenho que pagar a prestação da moto. Tem que acabar com essa ‘palhaçada’”, diz.

Desempregado, Luiz da Silva, 51, teve o cartão pelo qual consegue sacar as parcelas do seguro-desemprego roubado e depende do funcionamento dos caixas para retirar o benefício. “Isso tá me prejudicando muito, estou passando necessidade por causa deles [bancários em greve]. Enquanto eu corro atrás de serviço, tenho que pegar meu seguro-desemprego. E não estou conseguindo. Sou barrado em todo lugar”, afirma.

A paralisação das agências não altera as datas de vencimento de contas e dívidas. A Fenaban orienta a população a procurar as agências e, se caso estiverem fechadas, pagar as contas em casas lotéricas, supermercados, farmácias, pela internet ou por telefone.

A Federação, no entanto, não apresentou alternativas para as pessoas que não têm acesso à internet e/ou possuem dificuldades em realizar operações por telefone ou em caixas eletrônicos. Há também operações que só podem ser realizadas na “boca do caixa”. “O único jeito para a gente é o banco”, diz Leonardo.

Negociações

Na quinta e sexta passada, integrantes do Comando Nacional dos Bancários e representantes da Fenaban não chegaram a um acordo, após cerca de 15h de reunião. “Foi decepcionante. Pensávamos que eles fariam uma proposta melhor, mas eles querem reduzir o PLR. E deixaram isso claro hoje, mas não abriremos mão das nossas reivindicações e a nossa greve irá ampliar nos próximos dias”, afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf.

Em nota, a Fenaban disse que mesmo “após exaustivas discussões, as posições ainda apresentavam diferenças que precisam ser reduzidas para se chegar a um acordo final, dado que as alterações indicadas pelos sindicatos não se adequam à fórmula de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) construída em conjunto em 2006 e vigente até agora”. Segundo a Federação, as negociações continuam em aberto.

Fonte: UOL

Negociações param e greve dos bancários tem seu 12º dia

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Foto: Giuliano Gomes/AE

Agência bancária em greve em Curitiba

Nesta segunda, 7.054 agências fecharam, segundo confederação. Sem novas conversas, greve continua nesta terça-feira.

Os bancários seguem em greve nesta terça-feira (6), já que nesta segunda (5) não houve negociação entre trabalhadores e bancos.

Segundo a confederação nacional dos bancários, 7.054 agências em todo o país ficaram fechadas nesta segunda, que foi o 12º dia de paralisação.

Segundo a confederação, após as negociações na quinta (1º) e sexta-feira (2), quando não houve acordo, a Fenaban, entidade que representa os bancos, disse que nesta segunda-feira faria reunião com os presidentes dos bancos. Uma nova reunião entre trabalhadores e bancos ainda não foi marcada.

Na capital paulista, segundo o sindicato da cidade, cerca de 46,6 mil bancários ficaram parados nesta segunda, em 554 locais de trabalho, incluindo agências e centros administrativos da Nossa Caixa, Unibanco, Banco do Brasil, e Caixa Econômica Federal.

As áreas das agências bancárias que concentram os caixas eletrônicos e outros terminais de autoatendimento estão sendo mantidas abertas, para que os clientes possam usá-las, segundo o sindicato dos bancários em São Paulo.

Fonte: Do G1, em São Paulo

Negociação com bancos fracassa, e bancários mantêm greve por tempo indeterminado

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Integrantes do Comando Nacional dos Bancários e representantes da Fenaban (“braço” sindical da Febraban – Federação Brasileira dos Bancos) não chegaram a um acordo, após cerca de 15h de reunião entre ontem e hoje (2), e a greve da categoria prosseguirá por tempo indeterminado, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Em todas as unidades federativas do país há bancários paralisados. O número de locais de trabalho fechados mais do que dobrou desde o início da greve, saltando de 2.881 para 6.944, segundo balanço divulgado ontem pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), entidade ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores). O número representa mais de 35% das agências do país. A Fenaban não informa dados sobre a adesão à greve, que já dura oito dias.

Os bancários rejeitaram proposta oferecida pela Fenaban, que ofereceu reajuste de 4,5% nos salários no último dia 17. A categoria pede reajuste de 10%, além de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) composta por três salários mais valor fixo de R$ 3.850. A proposta da Fenaban previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco. Os trabalhadores pedem ainda proteção ao emprego, mais contratações, além do “fim do assédio moral e da metas abusivas”.

Como pagar suas contas

A paralisação das agências não altera as datas de vencimento de contas e dívidas. A Fenaban orienta a população a procurar as agências e, se caso estiverem fechadas, pagar as contas em casas lotéricas, supermercados, farmácias, pela internet ou por telefone.

A federação informa ainda que todos os serviços realizados fora das agências funcionarão normalmente, assim como os serviços de compensação de cheques, transferência de recursos via Documento de Ordem de Crédito (DOC) ou Transferência Eletrônica Disponível (TED), o recolhimento de depósitos e pagamentos nos caixas eletrônicos e o abastecimento de numerário desses equipamentos.

Fonte: UOL Notícias