Posts com a Tag ‘Camargo Corrêa’

O fator Neoenergia na sucessão da Previ

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Post do blog Radar Online, do jornalista Lauro Jardim, desta data:

“Sérgio Rosa não conseguiu fazer o seu sucessor na presidência da Previ. Queria no cargo Joílson Ferreira, seu diretor de Participações. Mas a dupla Guido Mantega e Aldemir Bendini, presidente do Banco do Brasil, conseguiu que Lula apoiasse outro nome, Ricardo Flores, um dos vices do BB.

Entre os motivos que pesaram para a derrota de Rosa está a sua posição em relação à venda da Neoenergia (que tem a Previ em seu grupo de controle) para a Camargo Corrêa. Rosa queria estudar mais o negócio antes de concluí-lo.

O governo, porém, queria pressa na tomada da decisão que, aliás, ainda não aconteceu. Possivelmente, o processo andará mais célere a partir de junho, quando Rosa já será um ex-presidente da Previ.”

Previ é contra superelétrica

terça-feira, 2 de março de 2010

A ideia, apadrinhada por Lula, de criar uma super empresa de energia elétrica com a ajuda dos fundos de pensão, com a fusão de várias companhias comandada pela empreiteira Camargo Corrêa, não é bem vista na Previ.

O fundo de pensão do Banco do Brasil, por causa de sua participação em várias empresas do segmento, é vista como peça importante para a viabilização da mamute elétrica.

Fonte: Suporte Educacional Online/O Globo

BNDES e fundos de pensão devem financiar “superelétrica” sob comando da Camargo Corrêa

segunda-feira, 1 de março de 2010

Governo monta operação para consolidar setor sob comando da Camargo Corrêa

Aquisição de controle da Neoenergia e da Brasiliana custaria até R$ 17 bilhões; governo pressiona para que americana AES deixe o país

LEILA COIMBRA
LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O Palácio do Planalto já começou a montar a operação financeira e societária para a criação da “superelétrica” a ser comandada pela empreiteira Camargo Corrêa. O governo quer que os fundos de pensão das estatais e o BNDES injetem recursos na nova empresa.

Pelo formato avalizado pelo Planalto, a CPFL (controlada pela empreiteira) será a cabeça da companhia. Num primeiro momento, incorporaria a Neoenergia, na qual a Previ (fundo dos funcionários do Banco do Brasil) e o próprio BB têm a maior parte do capital votante. Depois, já capitalizada, a elétrica compraria a Brasiliana (holding controladora de Eletropaulo, AES Sul e AES Tietê).

Assim, conforme a Folha antecipou no mês passado, seria criada uma gigante no setor, com mais de um terço da distribuição de energia no país.

Cálculos preliminares apontam a necessidade de R$ 15 bilhões a R$ 17 bilhões para a aquisição da participação majoritária nas duas empresas.

Analistas de mercado avaliam que a operação faz todo o sentido para a Previ. Ela também é sócia da CPFL, o que gera conflito de interesses devido à sua participação na Neoenergia. Com a fusão das duas, a Previ integraria o bloco de controle da nova companhia a partir da CPFL, que continuaria sob o comando da Camargo.

Fonte ligada às transações diz que a Previ faria um movimento parecido com o que a Andrade Gutierrez fez na Light, vendendo sua fatia na concessionária mas se posicionando na controladora, a Cemig, que hoje é a dona da Light.

Um dos mecanismos estudados pelo governo para viabilizar as transações é a criação de um Fundo de Investimento em Participações (FIP), cujos cotistas seriam principalmente os fundos de pensão -Previ, Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa Econômica Federal)- e a BNDESPar, braço de participações do BNDES. O FIP faria parceria com a CPFL na compra das outras duas elétricas.

A estratégia faz parte da decisão do governo Lula de fomentar a formação de grandes grupos nacionais. A ministra Dilma Rousseff já disse publicamente que apoia o negócio e que a concentração no setor é uma tendência global.

Na Brasiliana, o maior obstáculo é societário. A americana AES, sócia do BNDES na holding, não mostra disposição de vender sua parte. O BNDES tem 53,85% do capital total, mas a operação é da AES, que tem maioria do capital votante.

Pelas regras atuais, tanto BNDES como AES não podem negociar diretamente com ninguém. A oferta das ações tem de ser por leilão. O governo já havia tentado colocar a fatia do BNDES à venda, mas como a AES tem direito de preferência, acabou desistindo.

No último mês, a AES alardeou que está capitalizada, pois recebeu injeção de US$ 2 bilhões do fundo soberano chinês, e que estaria disposta a ficar no Brasil e até elevar a sua presença. Fontes próximas à ministra disseram que ela considerou a atitude dos americanos “uma afronta pessoal”.

A ordem foi partir para uma pressão direta para que a AES deixe o país. A Folha apurou que o BNDES já negocia a saída dos americanos da sociedade e que a discussão agora é só o preço. Executivo familiarizado com o negócio disse que a CPFL provavelmente terá de pagar caro pela Brasiliana, mas, diante de boa oferta, a AES não teria motivo para não vender.

Outra dúvida é a possibilidade de o leilão atrair rivais interessados na Eletropaulo. Para executivo do setor, dificilmente um grupo teria musculatura financeira para bater a Camargo, turbinada pelos fundos e o BNDES. Segundo ele, as grandes múltis de energia estão fragilizadas pela crise global.

Fonte: Folha de S. Paulo

Governo federal intensifica negócios com empreiteiras

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cinco maiores construtoras negociam com BNDES, Petrobras e fundos estatais

Candidata à Presidência, Dilma Rousseff vê “com bons olhos” as transações, que envolvem notórias doadoras de campanhas eleitorais

LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

No ano eleitoral, o governo federal intensificou parcerias e transações bilionárias com as cinco maiores empreiteiras do país. Notórias doadoras de campanhas, elas vêm negociando com BNDES, Petrobras e fundos de pensão de estatais.

Os movimentos avalizados pelo Palácio do Planalto coincidem com a consolidação da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão do presidente Lula. As construtoras foram as maiores doadoras de campanha do PT nas duas últimas eleições.

Entre dezembro e janeiro, a Petrobras anunciou a injeção de R$ 2,5 bilhões na petroquímica Braskem (controlada pela Odebrecht), o BNDES repassou um terço do capital votante da Cemig para a Andrade Gutierrez, e a Casa Civil deu aval à Camargo Corrêa para comprar o controle da Neoenergia e da Eletropaulo e AES Sul.

Em março do ano passado, a Invepar, administrada pela OAS, recebeu aporte de R$ 719 milhões da Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal) e da Petros (Petrobras), o que viabilizou a compra do Metrô do Rio de Janeiro e da concessão da rodovia Raposo Tavares.

Há vários outros grandes negócios recentes das empreiteiras com a participação, direta ou indireta, do governo.

No caso das ações da Cemig, o BNDES as detinha por conta de uma dívida de R$ 2,1 bilhões (em valores atualizados) contraída pela americana AES, inadimplente havia seis anos, para a compra de 33% do capital votante da companhia energética.

Após dois anos de negociação, a Andrade Gutierrez concluiu a transação em dezembro, assumindo a dívida da AES e levando os papéis da Cemig, com dez anos para quitar o débito.

Se não foi um mau negócio para o BNDES, a operação foi melhor ainda para o grupo AG, cliente assíduo do banco estatal. Entre 2008 e 2009, o BNDES liberou quase R$ 7 bilhões para a Oi, controlada por AG e La Fonte, comprar a Brasil Telecom. Lula editou decreto para permitir o negócio.

No fim do mês passado, a Braskem comprou a Quattor, criando a maior empresa do setor nas Américas. Uma semana depois, anunciou a aquisição da americana Sunoco Chemicals, por US$ 350 milhões.

As operações foram possíveis graças ao aumento da participação da Petrobras na empresa -o controle da Braskem está nas mãos da Odebrecht, com 50,1% das ações ordinárias.

Carlos Fadigas, vice-presidente de finanças da petroquímica, ressalta que a maior operação da companhia foi realizada em 2001, com a compra da Copene, rebatizada de Braskem. “Não foi só no governo Lula. É uma história ao longo do tempo”, disse ele.

Conforme a Folha noticiou na semana passada, o Palácio do Planalto aprovou a constituição de uma superelétrica formada pela Camargo Corrêa.

Controladora da CPFL, a empreiteira pretende adquirir também as ações na Neoenergia pertencentes à Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e ao BB, e a participação do BNDES na Eletropaulo e na AES Sul -duas operações na casa dos bilhões. Para concretizá-las, a Camargo precisará de financiamento do banco federal de fomento.

Na quarta-feira, Dilma confirmou as tratativas. “Não vemos com maus olhos. É uma tendência internacional ter grandes empresas nessa área.” Ressaltou que o negócio ainda não foi “colocado de forma completa para o governo”.

A Funcef anunciou também que pretende comprar metade da participação da Camargo Corrêa na usina de Jirau, no rio Madeira, o que ajudaria a capitalizar a empreiteira.

Já a Queiroz Galvão tem na Petrobras um de seus maiores clientes em construção civil e sua principal parceira na área de exploração de óleo e gás.

Procuradas pela reportagem, Invepar-OAS e Queiroz Galvão disseram, via assessoria, que não iriam se manifestar.

Fonte: Folha de S. Paulo

Saiba+
Bons e maus negócios: quem decide os investimentos dos fundos de pensão?

Bons e maus negócios: quem decide os investimentos dos fundos de pensão?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Permitam-me retomar um tema abordado no dia 17 de junho de 2009 que, por coincidência, era uma sexta-feira, como hoje.

O título do post era “Mudanças nas regras de investimento dos fundos de pensão” – na época comentava-se que ocorreriam mudanças, que de fato vieram a acontecer pouco depois, nos limites de aplicação dos fundos.

O “gancho” para o comentário era uma nota publicada na imprensa dando conta de que o Governo determinara que os fundos deveriam investir no projeto do chamado “Trem Bala”, o qual, aliás, parece que tomou chá de sumiço. (Clique aqui para ler o referido post na íntegra)

Fiz uma afirmativa na época que retomo neste momento diante de outras notícias que comentarei a seguir.

O que disse eu então: “Bons negócios podem, em tese, estar associados a projetos do Governo ou da iniciativa privada. Negócios ruins também. Mas será necessário analisar cada negócio sob o ponto de vista estritamente técnico, qualquer que seja sua origem. Nenhum fundo de pensão pode comprometer os recursos dos seus associados apenas por haver sido ‘escalado’ pelo Governo para participar de um determinado empreendimento.”

E por que volto a este tema? Por conta de duas notícias, aliás reproduzidas neste BBlog. A primeira delas diz que o Governo estaria interessado em que a empreiteira Camargo Corrêa constitua uma “Superelétrica”, adquirindo o controle da Eletropaulo, da AES Sul e da Neoenergia – setor em que o nosso fundo de pensão tem pesados investimentos. Diz a notícia que “segundo pessoas próximas às transações ouvidas pela Folha, o presidente da Previ, Sérgio Rosa, abriu negociação com a Camargo Corrêa por interferência direta do Planalto.” (Clique aqui para saber mais)

A outra notícia – que trata da construção da usina Belo Monte – diz que “garantida a licitação da usina de Belo Monte, o grande obstáculo agora é a formação de pelo menos dois consórcios para garantir a disputa, que é ancorada na menor oferta de tarifa de energia. Tudo indica que as subsidiárias da Eletrobrás – especialmente Furnas e Eletronorte – e os fundos de pensão – ao menos Previ e Funcef – serão divididos pelo governo para garantir essas duas frentes no leilão.” (Clique aqui para saber mais)

É importante ressaltar que os fundos de pensão não podem se divorciar dos interesses do País, mas também é muito válido lembrar que interesses de Governos raramente coindidem com os interesses da Nação. Na grande maioria das vezes em que os fundos de pensão decidiram seus investimentos pressionados pelos Governos de plantão os resultados foram negativos. É da natureza dos Governos botar olho grande no patrimônio dos fundos de pensão, mas é obrigação dos seus legítimos proprietários – os participantes – ficar atentos para impedir maus negócios.

Repito que bons negócios podem, em tese, estar associados a projetos do Governo ou da iniciativa privada. Negócios ruins também. Mas reafirmo que “nenhum fundo de pensão pode comprometer os recursos dos seus associados apenas por haver sido ‘escalado’ pelo Governo para participar de um determinado empreendimento.”

Contra o olho grande dos Governos a melhor defesa é o olho vivo dos participantes.

Investimentos da Previ: “Superelétrica” terá mais de um terço do mercado brasileiro

domingo, 31 de janeiro de 2010

Com apoio do Planalto, Camargo Corrêa pretende comprar o controle da Eletropaulo, da AES Sul e da Neoenergia

Governo atua para formar grandes empresas de capital nacional, tendo o BNDES como o principal financiador dessas operações no país

LEONARDO SOUZA
LEILA COIMBRA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A empreiteira Camargo Corrêa recebeu o aval do Palácio do Planalto para constituir uma superelétrica na área de distribuição de energia.

A construtora assumiu no ano passado o comando da CPFL e conta agora com o apoio do governo para comprar o controle da Eletropaulo e da AES Sul, além de adquirir da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e do BB a sua participação no grupo Neoenergia.

Se concretizadas as duas operações, a empreiteira terá nas mãos uma gigante que abastecerá mais de um terço do mercado nacional, incluindo praticamente todo o Estado de São Paulo -o mais rico do país- e três Estados do Nordeste, região atualmente com o maior potencial de crescimento.

Segundo pessoas próximas às transações ouvidas pela Folha, o presidente da Previ, Sérgio Rosa, abriu negociação com a Camargo Corrêa por interferência direta do Planalto.

Como a Previ possui participação relevante tanto na CPFL (31% das ações ordinárias, sendo 23% delas ligadas ao bloco de controle) quanto na Neoenergia (49% do capital total), há conflito de interesses.

Hoje os representantes da Previ precisam sair das salas de decisões da CPFL quando são discutidos detalhes sobre as negociações em curso para aquisições de outras distribuidoras de energia.

A fusão com a CPFL resolveria o conflito, porém a Previ passaria a ser minoritária na nova empresa, perdendo a gestão da Neoenergia. Marcelo Corrêa, atual presidente do grupo, é indicação do fundo de pensão do BB.

Grupos nacionais

Não é a primeira vez que o governo atua para formar grandes empresas de capital nacional, tendo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como o principal financiador dessas operações.

Entre 2008 e 2009, o banco estatal injetou quase R$ 7 bilhões para viabilizar a incorporação da Brasil Telecom pela Oi. Em 2007, o BNDES comprou cerca de R$ 4 bilhões em ações (a valores de 2009) dos frigoríficos JBS e Bertin, o que possibilitou a fusão dos dois grupos no ano passado.

No caso da BrT-Oi, o presidente Lula ainda teve que editar um decreto sob medida para permitir a união das duas empresas.

O setor elétrico está na esfera de influência direta da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), candidata à sucessão presidencial. Ela comandou a pasta de Minas e Energia no primeiro mandato do presidente Lula. Todos os grandes temas da área passam por sua mesa.

Concentração

A formação da superelétrica não enfrentará impedimento legal. Em 2008, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) derrubou a última barreira regulatória contra concentrações no setor. A operação, contudo, teria de passar também pelos órgãos brasileiros de defesa da concorrência.

Até então, a legislação limitava a participação dos investidores nas concessionárias da seguinte forma: até 20% no mercado nacional e até 25% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e no Nordeste a limitação era de 35%.

Segundo Jerson Kelmann, ex-diretor-geral da Aneel, a resolução 299, de 8 de janeiro daquele ano, extinguiu os tetos existentes.

As negociações para a fusão com a Neoenergia estão bem avançadas. O outro sócio da empresa, a espanhola Iberdrola, sofreu bastante com a crise financeira internacional e está bastante descapitalizado. Assim, dificilmente teria condições e interesse em comprar as participações da Previ e do Banco do Brasil.

No caso da Eletropaulo e da AES Sul, entretanto, a Camargo Corrêa ainda precisa superar alguns obstáculos.

As duas distribuidoras estão sob o guarda-chuva da empresa AES Brasiliana, que existe só no papel. O BNDES tem 53,85% dessa empresa, mas a operação das duas concessionárias (e também da geradora AES Tietê) é da americana AES.

Para vender sua participação na Brasiliana, o BNDES contratou o Citibank para elaborar a modelagem da operação. Pela legislação atual, o BNDES não pode negociar diretamente com nenhuma companhia interessada. A oferta das ações tem que ser feita em leilão.

Além disso, a AES tem direito de preferência na parte do banco e, neste momento, está capitalizada -a matriz recebeu uma injeção de US$ 2 bilhões do fundo soberano chinês, que adquiriu 15% da AES Corp.

Com o apoio do governo, contudo, a Camargo Corrêa espera entrar num acordo com os norte-americanos para que eles aceitem ceder o controle das duas distribuidoras. No passado, a AES chegou a anunciar que tinha a intenção de sair do país. Mas agora o discurso da empresa é o de permanecer ou mesmo de aumentar a sua presença no Brasil.

O interesse da Camargo se concentra na distribuição. No caso de uma união entre CPFL, Eletropaulo e Neoenergia, a maior sinergia estaria na ligação entre as duas primeiras, principalmente devido à proximidade geográfica, o que facilitaria o deslocamento de equipes para a manutenção das redes, por exemplo.

A CPFL está presente na grande maioria dos municípios do interior paulista. Já a Eletropaulo congrega a região metropolitana.

Fonte: Folha de S. Paulo

Notas curiosas da imprensa (4)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Foto: Otávio de Souza/Divulgação

Cena de ‘Lula, o filho do Brasil’, dirigido por Fabio Barreto

Do Jornal do Commércio, do Recife: Filme de Lula tem fila de patrocínio

“De olho na popularidade recorde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, empresas começaram a comprar cotas de até R$ 2 milhões para patrocinar o longa Lula, o filho do Brasil, descartando o mecanismo mais comum de financiamento cinematográfico, o de incentivo fiscal. Essas companhias, que não estão entre as principais financiadoras de cinema no País, são, na maior parte, empresas com negócios que dependem intimamente de decisões do Executivo e que possuem contratos milionários com o governo federal. Das sete empresas que já decidiram bancar o filme, três estão entre as principais construtoras do País: Odebrecht, OAS e Camargo Corrêa, que financia um longa pela primeira vez. A Oi, empresa de telefonia que teve autorização para comprar a Brasil Telecom, também financia o projeto. Além delas, são patrocinadoras Volkswagen, AmBev e Nestlé. O bilionário empresário Eike Batista, do grupo EBX, doou R$ 1 milhão.”

Comentário do BBlog: para aproveitar o dinheiro sobrando, os produtores poderiam lançar outros filmes sobre o tema. Sugestões: O Filho de Lula, O Churrasqueiro de Lula, A Marolinha