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Banco do Brasil e OdontoPrev, do Bradesco, se associam para venda de planos

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

SÃO PAULO – O Banco do Brasil e a OdontoPrev, operadora de planos odontológicos associada à Bradesco Dental, anunciaram na manhã desta quinta-feira uma parceria para venda de planos odontológicos, em caráter de exclusividade, nas mais de 18 mil agências do banco estatal. Trata-se do terceiro anúncio recente de associação envolvendo BB e Bradesco, este último que perdeu a liderança no ranking de bancos privados brasileiros após a união que deu origem ao Itaú Unibanco, no final de 2008.

De acordo com o memorando de entendimentos, a aliança estratégica ainda contempla a carteira de funcionários do BB, que, somando dependentes e aposentados, chega a 900 mil beneficiários. Para a parceria, as companhias estudam criar uma empresa com participação de 75% do capital da BB Seguros (49,99% das ações ordinárias e 100% das preferenciais) e de 25% do capital da OdontoPrev, equivalente a 50,01% de suas ações ordinárias.

A BB Seguros pode ainda participar, indiretamente, com até 10% no capital da OdontoPrev, por meio de uma holding a ser constituída entre BB Seguros, Bradesco e ZNT Participações – que compartilham o controle da OdontoPrev.

BB e Bradesco novamente juntos

Na semana passada, os dois bancos também revelaram parceria para investimento na África junto com o português Banco Espírito Santo (BES) e a entrada da Caixa na empresa que comandará a gestão da bandeira de cartões Elo, formada por BB e Bradesco em abril deste ano.

O Bradesco ingressou no capital da OdontoPrev em outubro do ano passado, assumindo 43,5% da empresa e compartilhando o controle da companhia com seu fundador e presidente. A Bradesco Dental foi incorporada pela OdontoPrev e, em troca, o banco recebeu ações da companhia.

De acordo com o fato relevante publicado nesta quinta, o acordo deve durar por dez anos e ainda está sujeito a estudos técnicos e financeiros e ao cumprimento das formalidades legais e regulatórias do setor de seguros. A OdontoPrev, atualmente a maior operadora de planos odontológicos do país, se associou à Bradesco Dental no ano passado e atende a cerca de 4,4 milhões de beneficiários. O BB não atuava nesse ramo.

Ações em alta

Nesta semana, até o fechamento de quarta-feira, as ações da OdontoPrev acumulam valorização de 12,4%. No início do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no dia, as ações de Bradesco PN subiam 0,31%, as do Banco do Brasil ON apresentavam alta de 0,3% e as de OdontoPrev ON avançavam 0,52%.

Na terça-feira, em esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acerca da oscilação e do aumento do volume de negócios com suas ações nos últimos pregões, a OdontoPrev informou que estava “participando de processos competitivos” para expandir seus negócios.

Um executivo do BB havia indicado na segunda-feira que o ramo odontológico era alvo de atenção da instituição para completar seu portfólio em seguros de saúde. Procurado pela Reuters na terça-feira e questionado sobre uma eventual aliança com a OdontoPrev, o BB informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não confirmava a informação.

Fonte: O Globo/Reuters/Valor Online

Cartão Elo une BB, Caixa e Bradesco

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Três das maiores instituições do país se juntam para competir com a Visa e a Mastercard. E compartilharão caixas eletrônicos

Vânia Cristino

Disposto a levar adiante o processo de intervenção no mercado de cartões de crédito, para ampliar a concorrência e favorecer as classes C e D, que estão consumindo tudo o que podem, o governo botou os bancos públicos em ação às vésperas das eleições. A Caixa Econômica Federal se unirá ao Banco do Brasil e ao Bradesco no processo de fortalecimento de uma bandeira nacional, a Elo, que concorrerá com as multinacionais Visa e Mastercard. O acordo entre os três bancos foi assinado ontem em São Paulo e ficou acertado que o cartão Elo será oficialmente lançado em outubro.

A meta é investir em um público estimado em 30 milhões de pessoas, mais vulneráveis aos abusos cometidos pelas tradicionais administradoras. O governo quer derrubar as taxas de juros e as tarifas, alvo de constantes reclamações nos órgãos de defesa do consumidor. A Caixa também participará do projeto de compartilhamento de terminais eletrônicos, processo já em andamento entre o BB e o Bradesco.

Segundo o vice-presidente de Cartões, Novos Negócios e Varejo do BB, Paulo Rogério Caffarelli (foto), com a entrada da Caixa na sociedade do cartão Elo, cada uma das instituições deterá 33% da empresa que administrará o novo produto. O diferencial do Elo, que terá as funções de débito e de crédito, é que ele só poderá ser usado no Brasil. Também funcionará como cartão pré-pago, com crédito já determinado, como os vales-refeições dados pelas empresas a seus funcionários, os diversos tipos de vales-presentes e ainda para recarga de celular. Assim como o BB e o Bradesco, a Caixa será também um banco emissor do novo cartão.

Já o compartilhamento dos caixas eletrônicos dos três bancos deve começar dentro de 30 dias. Como a Caixa já integrou a sua rede com a do BB, que possui alguns terminais compartilhados com o Bradesco, a avaliação das três instituições é de que não haverá grandes problemas para unificar as estruturas. Para Caffarelli, o compartilhamento das estruturas de autoatendimento é hoje uma necessidade dos bancos.

“Cada instituição gasta uma fortuna para instalar e manter seus ATMs e, mesmo assim, nem sempre conseguem estar onde o cliente precisa”, constatou. Para ele, com a redução da taxa de juros, as instituições precisam buscar, cada vez mais, a eficiência operacional. O compartilhamento de caixas situados fora das agências é um dos itens envolvidos na reestruturação e na redução de custos.

Redecard se associa ao Sicredi

A Redecard firmou parceria com a administradora de cartões Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) para realizar a captura, o roteamento, a transmissão e o processamento das operações de crédito e débito da bandeira, a partir do fim do segundo semestre de 2010. O Sicredi é constituído por 128 cooperativas, 12 mil colaboradoras e atua em 10 estados no país, com mais força nas regiões Sul e Centro-Oeste. Conforme comunicado ao mercado, o Sicredi terminou a primeira metade do ano administrando ativos totais de aproximadamente R$ 19 bilhões. Com o acordo, a Redecard permitirá que os cerca 1,6 milhão de clientes da Sicredi utilizem a rede da empresa, que passará a ter 20 bandeiras em seu portfólio.

Fonte: Correio Braziliense

Caixa, BB e Bradesco lançam cartão para classes C, D e E

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Novos plásticos devem começar a ser emitidos em outubro. As três instituições, mais o Santander, vão compartilhar caixas eletrônicos

Fabíola Glenia Do G1, em São Paulo

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira (9) ter fechado acordo com o Banco do Brasil e o Bradesco para atuar na bandeira brasileira de cartões Elo. Os novos cartões, que terão foco especial nas classes C, D e E, devem começar a ser emitidos a partir de outubro, segundo os bancos.

“Ela (a bandeira Elo) está acessível a todos os brasileiros. É natural que ela também busque, através de uma eficiência que se conseguirá com a escala que se atinge com esse novo produto, uma inserção maior das classes C e D, através de um processo de inclusão bancária desse público emergente que vem tendo hoje destaque na economia brasileira através da sua inserção no consumo”, afirmou Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil (foto).

Juntas, as três instituições financeiras têm cerca de 100 milhões de clientes. Segundo os bancos, o novo cartão também tem como foco os brasileiros que ainda não são clientes bancários. Há hoje, de acordo com as instituições, cerca de 40 milhões de pessoas aptas a entrar nesse mercado de consumo.

A expectativa é que em cinco anos o cartão atinja 15% de participação de mercado. Bendine também explicou que a rede Cielo estará equipada para efetuar as transações da bandeira Elo. “Hoje, o número de estabelecimentos credenciados (…) é de 1.700.00 estabelecimentos.”

“A bandeira Elo tende a surgir quase como um genérico da bandeira de cartão de crédito. Porque é uma bandeira que vai se construir praticamente debaixo para cima. O IBGE sinaliza que de 100% das compras e dos gastos das classes A e B, 65% são efetuados por cartão de crédito; e nas classes C, D e E, somente 31% eles gastam através dos cartões de compra; e na classe E, simplesmente 6%”, destacou o presidente executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. “Esse é um trabalho formidável que as três instituições vão fazer para dar uma contribuição definitiva para a transformação dos excluídos em consumidores, consumidores em bancarizados e os bancarizados em portadores de cartão de crédito.”

O executivo do Bradesco aproveitou para destacar que outro dado importante do Memorando de Entendimento diz respeito ao projeto de compartilhamento dos terminais bancários externos do autoatendimento. “É lógico que todos os terminais fora das agências bancárias, as três instituições, mais o Santander que aderiu naquele primeiro momento ao processo de compartilhamento, nós vamos estudar as melhores alternativas para que essas quatro instituições possam compartilhar os seus terminais bancários e aí dar maior acessibilidade ao cliente e maior proximidade”, disse Cappi. A previsão é que em 30 dias o compartilhamento esteja disponível.

A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, lembrou que, desde 2003, a instituição estabeleceu uma política de inclusão bancária. “Desde então, temos mais de 8 milhões de contas que na Caixa que nós denominamos de Conta Caixa Fácil, que é exatamente aquela primeira conta de acesso. Diariamente, nós abrimos cerca de 15 mil contas nas nossas agências, lotéricos e correspondentes bancários. De fato, o potencial que as três instituições têm para fazer um trabalho com a bandeira Elo é de um potencial muito grande”, declarou.

Fonte: G1

BB, Santander e Bradesco discutem integrar caixas com mais um banco

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Eduardo Laguna

SÃO PAULO – Uma quarta instituição financeira está negociando a entrada no projeto de integração de caixas eletrônicos (ATM) desenvolvido pelos bancos Bradesco, Banco do Brasil (BB) e Santander.

A informação foi dada hoje pelo diretor-executivo do Bradesco, Candido Leonelli, após apresentação à imprensa de uma parceria com a operadora de telefonia móvel Vivo.

“Vamos, em breve, anunciar outras instituições financeiras”, afirmou o executivo, acrescentando que um quarto banco se aproximou ao grupo.

De acordo com o diretor, a participação desse banco na empresa societária que será criada para gerir a rede de terminais compartilhados também está sendo discutida.

As instituições envolvidas no projeto – que foi anunciado em fevereiro – já admitiram a possibilidade de abertura de capital dessa nova companhia, que adotará uma marca única. Leonelli assinalou que os estudos técnicos voltados ao compartilhamento dos terminais de autoatendimento avançam dentro do cronograma.

A Tecban – empresa especializada na gestão de redes de autoatendimento – já se adiantou à concorrência para realizar os primeiros testes operacionais do novo modelo, informou o diretor.

Por enquanto, o projeto envolve 11 mil terminais instalados fora das agências, em pontos como supermercados e postos de combustíveis. Mas essa integração poderá evoluir no futuro para os caixas internos.

A conclusão dos estudos técnicos estava prevista para um prazo de cinco meses. Após isso, algumas máquinas já poderão iniciar o atendimento compartilhado em transações básicas, como saques, extratos e consulta das movimentações.

Um dos propósitos da iniciativa é melhorar a capilaridade dos terminais, já que máquinas instaladas em locais próximos serão remanejadas para pontos onde não há esse tipo de serviço.

Além disso, a expectativa é de que o compartilhamento dos caixas eletrônicos acarrete um corte de 20% nos custos com as operações dos terminais de autoatendimento. Essa estimativa foi traçada pelos bancos envolvidos com base em resultados de integrações do tipo no exterior.

Fonte: Valor Online

A farra dos bancos: Lucro do Itaú Unibanco cresce 60,5% no 1º tri

terça-feira, 4 de maio de 2010

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo o Itaú Unibanco anunciou lucro líquido de R$ 3,234 bilhões no primeiro trimestre de 2010, expansão de 60,5% em relação a igual período do ano passado.

Os ativos totais do banco somaram R$ 634,663 bilhões, expansão de 1,6% em relação a março do ano passado.

O patrimônio líquido do Itaú ficou em R$ 52,974 bilhões. A expansão em comparação ao primeiro trimestre de 2009 foi de 17,7%. (Clique aqui)

Na última quarta-feira (dia 28 de abril), era o lucro obtido por outro banco no primeiro trimestre que gerava manchete: “Bradesco tem maior lucro da história entre bancos privados”, diz o Estadão. (Clique aqui).

Agora a expectativa é sobre o resultado a ser anunciado pelo Banco do Brasil.

Bancos lucram R$ 37,4 bilhões em 2009, mas desligam 30.034 funcionários

quinta-feira, 25 de março de 2010

Os bancos, mesmo com lucros em 2009 acima de R$ 37,4 bilhões, desligaram 30.034 funcionários e admitiram 29.413, o que significa uma redução de 621 postos de trabalho. Esses números fazem parte do estudo elaborado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre o emprego no setor bancário, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Apesar de o Caged não disponibilizar os dados por empresa, é possível perceber a responsabilidade do setor privado no fechamento de postos de trabalho. O cadastro revela um aumento de 3.360 ocupações no setor de Caixas Econômicas. Dessa forma, se fossem excluídos os números desse setor, o saldo negativo geral passaria para menos 3.981 postos de trabalho.

“Esse corte brutal mostra que o sistema financeiro privado está na contramão da economia brasileira, que criou 995.110 novos empregos formais em 2009″, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. O estudo revela também que essas instituições estão usando a rotatividade para baixar a média salarial dos trabalhadores e que mantêm a discriminação em relação às mulheres, que estão sendo contratadas com salários inferiores aos dos homens.

O fechamento de vagas acontece num período em que os seis maiores bancos do país (Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e HSBC) registraram, juntos, um lucro de R$ 37,404 bilhões, aumento de 5,41% em relação ao ano anterior, mesmo em um ano de crise financeira mundial em que o PIB do país apresentou uma queda de 0,2%. “Os bancos brasileiros não foram abalados pela turbulência dos mercados internacionais, garantiram os seus lucros astronômicos, mas cortaram empregos, o que é inaceitável”, protesta o dirigente sindical.

No último trimestre de 2009, o saldo do Caged foi positivo, com 1.455 empregos criados, resultado de 8.686 admissões e 7.231 desligamentos. No entanto, essa recuperação não foi suficiente para reverter o quadro negativo que se acumulou desde o início do ano. No mesmo período de 2008, os dados do Caged mostram uma situação diferente com um saldo positivo de 15.229 ocupações, fruto de 54.627 admissões e 39.398 desligamentos.

Há mais bancários que morrem do que se aposentam nos bancos privados

Em relação ao tipo de desligamento, os dados do Caged mostram que a maior concentração do tipo de desligamento é a demissão sem justa causa, responsável por 16.786 do total de trabalhadores desligados ou 55,89%. Além disso, cerca de 35,65% dos desligados pediram demissão de seus empregos, representando um total de 10.706 trabalhadores. “Esse dado é reflexo das más condições de trabalho a que são submetidos os bancários, com pressão constante pelo cumprimento de metas abusivas, assédio moral e outros problemas, levando a adoecimento e demissões. As demissões imotivadas comprovam a alta rotatividade do setor, o que expõe os trabalhadores a grande vulnerabilidade”, avalia Carlos Cordeiro.

Outro dado que chama atenção é o pequeno número de aposentadorias entre os motivos de desligamento de funcionários dos bancos. “Isso é um reflexo do alto número de demissões, que as empresas usam para diminuir a folha de pagamento. Considerando que os bancários que se aposentam são quase todos de bancos públicos, podemos concluir que há mais bancários que morrem do que se aposentam nos bancos privados”, denuncia o presidente da Contraf-CUT.

Com demissões, bancos gastam menos com salários

Em 2009, segundo o Caged, a remuneração média dos admitidos foi de R$ 2.099,83 e a dos desligados R$ 3.509,59, o que significa uma redução de -40,17%. A diferença vinha caindo ao longo do ano, tendo alcançado índices abaixo de -30% nos meses de julho, agosto e outubro, mas voltou a crescer acentuadamente nos dois últimos meses de 2009, atingindo patamares de -40%. Em 2008, a remuneração média dos admitidos foi de R$ 1.959,84 e a dos desligados R$ 3.325,89, o que significa uma diferença de – 41,07%.

Os dados mostram ainda que o saldo positivo de emprego no setor bancário situa-se nas faixas até 3,0 salários mínimos, com destaque para a faixa de 2,01 a 3,0 salários mínimos, que teve um saldo de 10.578 ocupações. A partir daí, todas as faixas apresentam saldo negativo de ocupações, com destaque para a faixa de 5,01 a 7,0 salários mínimos (-3.179).

Bancos privados dispensam mais trabalhadores

O corte de empregos fica ainda claro também ao analisarmos os balanços de 2009 das principais instituições. Enquanto Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal tiveram saldo positivo de 972 e 3.131 novos funcionários, respectivamente, os quatro maiores bancos privados (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e HSBC) reduziram seus quadros em 11.582 trabalhadores. O banco que mais reduziu funcionários foi o Itaú Unibanco, que se encontra em processo de fusão.

Importante lembrar que os números do Caged são baseados somente em empregados com carteira assinada do banco, não sendo considerados terceirizados, estagiários e outros profissionais. Nos balanços, os bancos divulgam o número total de funcionários, sem transparência, uma vez que não especificam o tipo da relação de trabalho.

“Todos esses indicadores reforçam a nossa luta pela geração de empregos e melhoria dos salários e das condições de trabalho no sistema financeiro”, avalia o presidente da Contraf-CUT. Na campanha salarial de 2009, os bancários conquistaram 10 mil contratações até o final de 2011 no BB e 5 mil até dezembro deste ano na Caixa. “Os bancos, com seus lucros abundantes, têm de fazer a sua parte para o crescimento da economia e oferecer contrapartidas sociais, sobretudo as instituições privadas, a fim de valorizar os trabalhadores e o povo brasileiro”, conclui Carlos Cordeiro.

Fonte (Texto, Ilustração e Tabelas): Contraf-CUT

Fundos e Bradesco contestam avanço de Dantas na Vale

sexta-feira, 19 de março de 2010

MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

Fundos de pensão liderados pela Previ e a Bradespar, controlada pelo Bradesco, recorreram à Justiça para anular a decisão de um tribunal arbitral que determinou que um pacote de 37 milhões de ações da Valepar, empresa controladora da Vale, sejam vendidas à Eletron, do grupo Opportunity, por preço considerado abaixo do mercado.

O prejuízo contábil para Bradespar e fundos pode passar de R$ 2 bilhões se a sentença dos árbitros for mantida. As partes alegam que ela deve ser anulada porque um dos três árbitros que apreciaram o caso, Francisco Rezek (ex-ministro do Supremo), já atuou como advogado em favor do Opportunity e, por isso, estaria impedido de julgar.

Rezek afirma que, ao ser indicado como árbitro, informou aos contendores que já tinha feito um parecer para o banco. “Dei conhecimento dos fatos a ambas as partes nessa arbitragem quando cogitaram eleger-me para a presidência do tribunal arbitral”, afirmou ele em carta enviada a advogados da Bradespar e à Folha.

Pelas regras da arbitragem, quando os escolhidos para analisar as causas informam os trabalhos feitos anteriormente e não sofrem vetos, estão aptos para julgar.

O advogado Mário Sergio Duarte Garcia, outro árbitro, confirma o que diz Rezek. “Ele fez o “discloser” [a divulgação].” O terceiro árbitro, Gustavo Tepedino, afirma que a escolha dos membros do tribunal foi transparente.

Bradespar e fundos, no entanto, dizem o contrário nas ações apresentadas ontem à Justiça. Alegam também que houve violação do contraditório, pois os árbitros não teriam dado a eles o direito de impugnar provas pedidas pelo grupo Opportunity, do empresário Daniel Dantas.

Fonte: Folha de S. Paulo

Bancos vão ganhar com inclusão social no Brasil

sábado, 21 de novembro de 2009

ENTREVISTA

LUIZ CARLOS TRABUCO CAPPI

Presidente do Bradesco diz que país vai repetir trajetória dos EUA no ganho de renda

PASSADO um ano da quebra do Lehman Brothers, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, afirma que a crise pareceu mais feia do que se comprovou. Admite que os bancos privados foram conservadores na concessão de crédito, perderam espaço para as instituições públicas, mas afirma que isso não poderia ter sido muito diferente porque as empresas e os consumidores também ficaram receosos de tomar empréstimo. “O crédito é calibrado pela demanda. E a demanda também caiu”. Agora, diz ele, chegou a hora de recuperar o terreno perdido. “Vamos voltar a crescer como antes da crise”, disse.

TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL

Na agência localizada na favela Heliópolis (zona sul de SP), Trabuco Cappi disse à Folha que o Brasil passará na próxima década por uma inclusão social semelhante à vivida há um século pelos EUA, que possibilitou a emergência do maior mercado consumidor do planeta. Na visão do Bradesco, esse é o mercado que os bancos disputarão nos próximos anos.

Segundo maior banco privado do país, o Bradesco disputa o atendimento à baixa renda com o Banco do Brasil e a Caixa. No varejo tradicional, a concorrência é com o Itaú Unibanco e o Santander/Real. Para ele, são esses os bancos que estarão no jogo daqui a dez anos ou mais.

“A consolidação bancária acabou. Daqui para a frente, a disputa será em segmentos.”

FOLHA – A crise foi pintada mais feia do que se comprovou?

LUIZ CARLOS TRABUCO CAPPI – Exatamente. Parece que as crises agora são mais intensas, mas passam com mais rapidez do que em outras épocas. O Estado e os mecanismos de controle conseguem realmente corrigir [os problemas]. Aquele temor de que o dólar avançasse acima de R$ 2,50 não se confirmou.

FOLHA – Mas no crédito o Bradesco poderia ter aberto mais a torneira?

TRABUCO – O crédito é um produto de demanda. Você calibra a oferta de crédito dependendo da procura. E, quando há desaceleração, a empresa precisa de menos capital de giro porque está com capacidade ociosa ou muito estoque. Nos momentos de instabilidade, você tem ajustes e alguns tropeços. Mas as políticas anticíclicas [de estímulo] são adequadas quando são feitas pelos governos. Ao sistema privado cabe continuar com o crédito aberto, mas dependendo da demanda; nunca com oferta imensurável.

FOLHA – Caixa e BB falam que, enquanto Bradesco, Itaú e Santander fecharam as torneiras, eles ganharam mercado. É verdade? O que vocês farão para recuperar terreno?

TRABUCO – Os dois bancos ganharam uma fatia de mercado em determinados nichos e em determinados setores. Mas o nosso crescimento do crédito antes da crise foi maior. A gente não pode ver essa realidade em cima de uma única fotografia, mas de várias que vão compondo o filme da evolução do crédito. Agora é hora de retomar esse mercado. Neste momento, a gente sente um aumento da demanda de crédito bastante saudável. As empresas querem aumentar a sua capacidade produtiva. Por isso, a nossa estimativa é que o crédito cresça acima de 20% [em 2010].

FOLHA – Por que só agora o banco abriu uma agência na maior favela de SP? Pobre é bom pagador?

TRABUCO – Quando os pobres se transformam em consumidores, você passa a ter uma revolução silenciosa. O pobre sem consumo estrangula a expectativa de vida, a esperança, o desejo de progresso. O Brasil não é um país pobre, é desigual. E essa pobreza que vira consumidora, graças à mobilidade social, é o que faz com que os shopping centers de classe mais elevada estejam repletos de consumidores ao mesmo tempo que uma José Paulino e uma 25 de Março [ruas de comércio popular] estão pulsando no comércio de baixa renda.

FOLHA – Qual é esse potencial?

TRABUCO – Nos próximos anos, vamos provar ao mundo essa capacidade de inclusão social.
O Brasil vai ficar marcado na história pela repetição daquilo que foi, no início do século passado, a [emergência da] sociedade de consumo americana.
Se nós olharmos para eles no início do século passado e para o Brasil de hoje, nós vemos um Brasil que está batendo em 194 milhões de habitantes, que vai continuar crescendo. Essa população vai se estabilizar em 250 milhões de habitantes, quando a renda per capita estará por volta de US$ 14 mil, nível de países europeus.

FOLHA – O sr. está dizendo que estamos atrasados um século?

TRABUCO – Eu diria que estamos atrasados uns 30 anos para chegar a uma sociedade emergente de consumo, que zerou o seu deficit habitacional, que é estimado hoje entre 8 milhões e 11 milhões de famílias que não possuem endereço. Olhando para a frente, a progressão que o crédito imobiliário pode ter é formidável. Ele penetra hoje 3,5% do PIB. Nossa estimativa é que esteja ao redor de 11% do PIB em 2014. Ainda é muito pouco, mas vamos triplicar.
No caso de automóveis, estão faltando no Brasil 8 milhões de veículos para nós chegarmos à mesma proporção argentina. Se nós tivermos a mesma proporção dos EUA, daqui a 50 anos, será um automóvel por habitante. A gente está vivenciando a redução da desigualdade entre as classes no país.

FOLHA – Existia um temor de lidar com a baixa renda?

TRABUCO – A experiência com o pequeno e médio cliente mostra que ele tem uma propriedade que é só dele: o nome. E ele tem preservado isso. Quando não consegue honrar os seus pagamentos, é o primeiro que aparece para quitar as dívidas que ficaram para trás.

FOLHA – Mas a Caixa e o BB estão mais adiantados nesse mercado. Qual o diferencial do Bradesco?

TRABUCO – A nossa força é estar em todos os segmentos. A Caixa e o BB fazem um trabalho importante de inclusão bancária e de concessão de crédito. São bancos modernos, que receberam um choque de informática. Mas as modernizações tecnológicas vão se transformando em commodity. Nós sempre estamos preocupados em criar coisas novas no Bradesco. Criamos 10 mil máquinas de biometria [identificação por digital], estamos objetivando lá na frente a substituição de senhas ou até do cartão.

FOLHA – A consolidação bancária acabou? Daqui a dez anos, veremos os mesmos competidores?

TRABUCO – O mercado bancário está consolidado. Entre os bancos de presença nacional, você teve convergência para dois estatais, dois privados e dois estrangeiros -são todos extremamente competitivos. Tem outros que vão atuar regionalmente e vamos ter bancos de nicho. Você tem uma grande competição, mas não uniforme. Vai se dar em segmentos e certos setores. Bancos de cobertura nacional são esses. Com a competição, ganham o mercado e o consumidor.

Fonte: Folha de S. Paulo

BB é o segundo em ranking de reclamações ao BC; Itaú lidera

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Banco Itaú lidera o ranking de reclamações do Banco Central em setembro de 2009. O ranking divulgado no site oficial do BC, que estabelece uma média entre o número de reclamações procedentes e o número de clientes, aponta o Itaú como líder nesse índice, com 0.65.

O banco registrou 124 reclamações procedentes, entre os 19.096.373 clientes registrados em setembro deste ano. Em segundo lugar ficou o Banco do Brasil, que tem o maior número absoluto de reclamações procedentes, com 168, mas tem 30.636.835 clientes, o que diminui o índice para 0,55.

Com 20 reclamações procedentes para 3.956.682 clientes, registrando um índice de 0,51, o HSBC ficou em 3º lugar. O Bradesco está em 4º, com 0,39 – 94 reclamações para 24.077.303 clientes – e a Caixa Econômica Federal em quarto, com 98 reclamações para 38.706.326 clientes e um índice de 0,25.

Fonte: JB Online

Os bancos e o ranking

domingo, 4 de outubro de 2009

Do blog Radar Online, do jornalista Lauro Jardim:

O Bradesco reage 1

Na sexta-feira, o Bradesco fechou um acordo com o BMG, líder na cessão de créditos consignados entre os bancos privados. Inicialmente, o BMG cederá 1,5 bilhão de reais de créditos consignados ao Bradesco. Mais à frente, no entanto, esse acordo deve resultar na compra do BMG pelo Bradesco.

O Bradesco reage 2

A Bradesco Seguros perdeu a Porto Seguro para o Itaú, mas engana-se quem pensa que o banco não esteja se movimentando para fazer algumas aquisições no setor.

O apetite do BB

O Banco do Brasil está de olho em bancos para comprar nos países do Mercosul.