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Numa operação típica do BNDES, BB empresta US$ 223 milhões para grupo israelense que vai comprar equipamentos brasileiros
O juro cobrado pelo BB será a taxa Libor, sem acréscimo de spread. Atualmente, a Libor está abaixo de 1% anual
Fernando Nakagawa – O Estado de S.Paulo
O Banco do Brasil está financiando projetos internacionais cada vez maiores e começa a concorrer com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No fim de semana, executivos do BB acertaram condições de um empréstimo de US$ 223 milhões para a instalação de uma usina de etanol na Colômbia.
Segundo as empresas envolvidas, é a maior operação privada realizada até hoje pelo Programa de Financiamento às Exportações, o Proex. O dinheiro vai beneficiar um grupo israelense que comprará equipamentos de uma fornecedora brasileira. O contrato será firmado em breve.
A operação, que se assemelha aos créditos concedidos pelo BNDES, será realizada por meio da Proex, linha usada para financiar a exportação de mercadorias. Ao mesmo tempo que o BB fecha o contrato, a política externa brasileira mantém a meta de levar a cultura do etanol a mais países da América Latina, já que o governo pretende alçar o combustível à categoria de commodity internacional.
O chefe do projeto encabeçado pelo Grupo Merhav, Jorge Chavez, explicou ao Estado por telefone, da Colômbia, que as conversas com o BB começaram no auge da crise, no fim de 2008. O empréstimo é destinado à construção da usina que vai usar equipamentos e a tecnologia de uma empresa paulista, a Uni-Systems. Esse é o segundo financiamento às usinas construídas no exterior pela companhia. A primeira, no Peru, teve crédito bem menor, de US$ 25 milhões.
O juro cobrado pelo BB é composto pela taxa Libor – referência no mercado britânico – sem acréscimo de spread. Atualmente, a Libor está abaixo de 1% anual, em dólar. “É muito mais barato que se nós tomássemos o crédito na Colômbia ou nos EUA. É um grande estímulo”, diz Chavez, ao comentar que se a empresa fosse a mercado pagaria juro de cerca de Libor acrescido de até 6,5%. O juro competitivo é explicado porque há um seguro de US$ 20 milhões que será acionado em caso de calote.
O Proex é uma linha que usa recursos da União e é operada exclusivamente pelo BB. Segundo a instituição, a linha pode ser da categoria “financiamento”, quando há empréstimo para o exportador ou importador com recursos do Tesouro Nacional. A modalidade está “voltada fundamentalmente para o atendimento às micro, pequenas e médias empresas”.
Nesse caso, a operação foi possível porque a Uni-Systems é qualificada nesse segmento, por ter faturamento anual de até R$ 600 milhões.
“O financiamento do Proex é que viabiliza a planta, já que o crédito tem condições muito competitivas”, diz o diretor de administração da Uni-Systems, Luis Carlos de Mello. Além da planta na Colômbia, a empresa tenta crédito de US$ 122 milhões para a instalação de outra usina no Peru e negocia o financiamento para a construção de uma usina nos EUA.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Para receber o cheque de € 7,5 bilhões da Telefónica pela venda de sua participação na Vivo, a Portugal Telecom deixou R$ 3,2 bilhões para os controladores da Oi, Andrade Gutierrez (AG) e La Fonte (LF Tel), e mais R$ 1,1 bilhão para os fundos de pensão das estatais Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Esses desembolsos garantiram que a operação saísse num prazo muito curto.
Estão abertas as inscrições para concurso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para formação de cadastro de reserva de 520 cargos de técnico administrativo (nível médio) e profissional básico (nível superior). Os salários são de R$ 2.496,59 e R$ 7.836,15, respectivamente. O edital está no site do Diário Oficial da União .
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