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BB avalia dez pequenos bancos americanos para comprar dois

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Vânia Cristino

O Banco do Brasil já está com os pés nos Estados Unidos. Até o fim do ano, o BB espera fechar a compra de dois bancos regionais americanos, com agências na região de Nova York, Boston e Massachusetts e na Flórida, com agências em Miami e Orlando. O vice-presidente de Negócios Internacionais e de Atacado da instituição, Allan Simões Toledo (foto), disse que estão sendo analisados 10 pequenos bancos para a compra, num universo de 700 instituições à venda no país.

“Pretendemos atuar nos Estados Unidos à semelhança do Japão”, declarou. Simões explicou que, nos Estados Unidos, a marcaBanco do Brasil vai ficar evidente. O BB optou pela compra e não pela abertura de novas agências pela praticidade do negócio. “É mais rápido e econômico fazer as aquisições”, observou. Como no Japão, onde o BB possui sete agências e atende um universo de 125 mil clientes, nos Estados Unidos o foco são as pessoas físicas, preferencialmente os brasileiros que moram e trabalham no país. Daí a necessidade de substituir o nome dos bancos regionais pela marca BB.

A estratégia de crescimento da instituição na América Latina é outra. O foco, nesse caso, são as empresas brasileiras instaladas e produzindo nos países vizinhos. “Como se trata de pessoas jurídicas, a marca BB não precisa ficar evidente”, disse. Para atender bem as empresas brasileiras na América Latina, o BB está procurando no Chile, no Peru, na Colômbia e no Equador um negócio semelhante ao fechado na Argentina, com o Banco da Patagônia.

Olho nas empresas

Nesse novo processo de internacionalização, é evidente a mudança de postura do BB. No passado, o BB abria agências no exterior para captar recursos e financiar as exportações brasileiras. Dessa fase são os 44 pontos de atendimento presentes em 23 países. Nos últimos cinco anos, a situação mudou radicalmente. Simões conta que as empresas brasileiras não estão mais apenas vendendo seus produtos no exterior, mas produzindo, o que demanda uma estrutura diferente.

“As necessidades mudaram. As empresas brasileiras no exterior precisam de crédito, de um banco que faça a folha de pessoal na moeda local, que dê crédito para seus fornecedores. Não consigo fazer tudo isso com uma única agência no país”, ponderou. Só na Argentina, por exemplo, onde o Banco do Brasil já está há 30 anos, encontram-se hoje 250 empresas brasileiras.

Fonte: Correio Braziliense

Banco do Brasil anuncia nesta 2ª. feira o resultado do 1º semestre de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O Banco do Brasil divulga, nesta segunda-feira (16), os resultados relativos ao primeiro semestre de 2010. A entrevista coletiva será com o presidente da instituição, Aldemir Bendine, às 10h30, na sede do BB, em São Paulo, que fica na Avenida Paulista, 2163 (esquina com a R. Augusta) – 17° andar – Auditório.

O BB é o maior banco da América Latina e a maior instituição financeira pública do País. No Segundo trimestre de 2009, registrou um lucro líquido de R$ 2,348 bilhões, crescimento de 42,8% em relação ao mesmo período de 2008, e de 41% na comparação com o período de janeiro a março do mesmo ano.

No primeiro semestre de 2009, o banco lucrou R$ 4,014 bilhões, 0,55% acima do registrado no mesmo período de 2008 (quando o lucro foi de R$ 3,992 bilhões).

Em todo o ano de 2009, o Banco do Brasil lucrou R$ 10, 148 bilhões, resultado 15,2% maior que o de 2008 e o melhor já alcançado pela instituição.

Serviço:

Local: Sede do Banco do Brasil em São Paulo
Endereço: Avenida Paulista, 2163 (esquina com a R. Augusta) – 17° andar – Auditório
Data: 16/08/2010 (segunda-feira)
Horário: 10h30

Fonte: Aqui Acontece/BB

Juros sobem pelo 4º mês seguido, diz Procon-SP; veja taxas por bancos

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

As taxas médias de juros do empréstimo pessoal e do cheque especial voltaram a subir em agosto, registrando a quarta alta consecutiva, segundo pesquisa do Procon-SP divulgada nesta quinta-feira.

Dois bancos (Itaú Unibanco e Bradesco) elevaram as taxas no empréstimo pessoal. Na média, os juros passaram de 5,42% ao mês para 5,44%. Já no cheque especial, foram quatro: HSBC, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco. A taxa média foi de 9,06% para 9,10%.

Pressionado pela divulgação de indicadores que apontam a desaceleração da economia brasileira, o Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir o ritmo de aumento da taxa básica de juros na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), no mês passado, elevando os juros de 10,25% para 10,75% ao ano.

A pesquisa foi feita por técnicos do Procon-SP no dia 3 deste mês nas seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú Unibanco, Real Santander e Safra.

Para a taxa do empréstimo pessoal, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com esse prazo. Os dados coletados se referem a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais. Para o cheque especial, foi considerado o período de 30 dias.

TAXAS DE JUROS AO MÊS EM AGOSTO

CHEQUE ESPECIAL
Banco do Brasil – 7,79%
Bradesco – 8,40%
Caixa Econômica Federal – 7,15%
HSBC – 9,51%
Itaú Unibanco – 8,71%
Real Santander – 9,66%
Safra – 12,30%

EMPRÉSTIMO PESSOAL
Banco do Brasil – 5,28%
Bradesco – 5,50%
Caixa Econômica Federal – 4,78%
HSBC – 4,81%
Itaú Unibanco – 5,98%
Real Santander – 5,63%
Safra – 5,40%

Fonte: Folha.com

80% dos clientes bancários não sabem que podem ter conta sem pagar tarifa

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Estudo do Idec revela falha da maioria dos bancos na transmissão de informações sobre pacotes de serviços essenciais, regulamentados pelo BC em 2008

Roberta Scrivano, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Desde abril de 2008, os brasileiros podem manter uma conta corrente sem pagar taxas mensais ao banco, por meio da utilização dos chamados ‘serviços essenciais’. No entanto, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), obtido com exclusividade pelo Estado, 80% dos consumidores não sabem dessa possibilidade.

Para detectar o motivo da falta de conhecimento dos clientes, o Idec avaliou como os dez maiores bancos do País – Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real Santander e Unibanco – têm tratado e transmitido as normas de 2008 aos clientes.

Em seis instituições – Banrisul, BB, Caixa, HSBC, Nossa Caixa e Unibanco – não é possível avaliar, por meio da tabela de tarifas, se os serviços essenciais podem ser contratados isoladamente. “Se não está na tabela, o cliente não tem como saber que pode usar esse recurso e acaba contratando uma conta com pacote de serviços pago”, diz Ione Amorim, economista do Idec responsável pela pesquisa.

O conjunto de serviços essenciais gratuitos inclui cartão de débito, dez folhas de cheque por mês, compensação de cheques, quatro saques ao mês, dois extratos no caixa eletrônico, duas transferências entre contas do mesmo banco por mês, consultas ilimitadas pela internet e extrato consolidado discriminado, mês a mês, uma vez ao ano.

Febraban

Ademiro Vian, diretor adjunto da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), contesta a informação do Idec e garante que todos os bancos têm cumprido as normas desde que o BC instituiu a regulamentação.

“Não conheço o estudo e tampouco a metodologia utilizada, mas garanto que não há esse gargalo. Até porque os bancos são fiscalizados pelo Banco Central”, diz o diretor que, após algum tempo de conversa com a reportagem, admitiu que eventualmente pode “ocorrer o descumprimento de uma ou outra norma, mas não é uma prática”.

Hoje, 80% dos 112 milhões de correntistas ativos no Brasil são usuários de pacotes pagos, segundo o executivo da Febraban O porcentual é o mesmo constatado no estudo do Idec como de consumidores que desconhecem a possibilidade de usar apenas serviços essenciais.

Acesso

O estudo da entidade também avaliou se o banco facilita o acesso à tabela de tarifas, o que garante ao consumidor a informação sobre quanto vai pagar por movimentação bancária. “Na Caixa, HSBC e Unibanco, essa tabela não se encontra na página inicial do site”, afirma Ione.

Procurados, os bancos esclarecem a questão. O Unibanco, com a incorporação ao Itaú concluída, diz que a situação já está regularizada. O banco afirma que, sempre que o cliente demonstrou interesse sobre o tema, disponibilizou a abertura de conta somente com os serviços essenciais.

O HSBC explica que, na página inicial de seu site, há o recurso de busca e, se o correntista digitar “tabela de tarifas”, o primeiro resultado será para o link “Tabela de Tarifas do Banco HSBC.”

A Caixa diz que o acesso rápido às informações de taxas deve ser feito pelo link da tabela de tarifas do site.

A representante do Idec diz que é direito do consumidor e dever do banco disponibilizar a tabela na página inicial da internet, bem como fixá-la nas agências.

A economista recomenda atenção dos consumidores sobre o tema, principalmente porque as taxas são uma “boa fonte de renda ao banco”, o que inibe a prestação de informação proativa por parte das instituições financeiras.

“A maioria dos correntistas poderia ter apenas os serviços essenciais, sobretudo pela possibilidade de utilizar o cartão de débito para pagamento, o que diminui a necessidade de saques, além das consultas de saldo e movimentações pela internet”, observa Ione.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Farra dos bancos: Lucro do Itaú Unibanco no 1º semestre é recorde no Brasil

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O lucro de R$ 6,4 bilhões no primeiro semestre de 2010 divulgado pelo Itaú Unibanco nesta terça-feira é o maior da história dos bancos brasileiros de capital aberto. Segundo levantamento da consultoria Economatica, a instituição superou sua própria marca de R$ 4,586 bilhões registrada em 2009.

O Bradesco, que anunciou na última semana ganhos de R$ 4,508 bilhões nos primeiros seis meses do ano, aparece na terceira posição do ranking. Os dois bancos se revezam nas primeiras posições e o Banco do Brasil mantém apenas o oitavo melhor resultado, em 2009.

Confira os maiores lucros de bancos do Brasil nos primeiros semestres:

1. Itaú Unibanco – R$ 6,4 bi (2010)

2. Itaú Unibanco – R$ 4,586 bi (2009)

3. Bradesco – R$ 4,508 bi (2010)

4. Bradesco – R$ 4,105 bi (2008)

5. Itaú Unibanco – R$ 4,084 (2008)

6. Bradesco – R$ 4,02 bi (2009)

7. Itaú – R$ 4,016 bi (2007)

8. Banco do Brasil – R$ 4,014 bi (2009)

9. Bradesco – R$ 4,007 (2007)

10. Banco do Brasil – R$ 3,992 bi (2008)

Fonte: Portal Terra/JB Online

Curitiba pode proibir celular em banco

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Projeto veta falar ao aparelho dentro de agências para evitar roubo em que ladrão se comunica com colega

Objetivo é impedir assaltos a clientes na saída do banco; texto aprovado ainda precisa da sanção do prefeito

DIMITRI DO VALLE
DE CURITIBA
ESTELITA CARAZZAI
DE SÃO PAULO

Atender ao celular enquanto se espera na fila do banco poderá passar a ser caso de polícia em Curitiba.

O município estuda proibir o uso de celulares dentro das agências bancárias para tentar coibir assaltos a correntistas na saída dos estabelecimentos. Projeto nesse sentido foi aprovado na semana passada pela Câmara e precisa agora da sanção do prefeito Luciano Ducci (PSB).

Pelo projeto, o correntista poderá portar um celular dentro da agência, mas sem discar nem atender a chamadas. Uma placa será colocada para informar a proibição. O gerente da agência e os seguranças poderão advertir o usuário e, em caso de recusa, até chamar a polícia.

Leis similares, para evitar que os aparelhos sejam usados para repassar descrições das vítimas a criminosos do lado de fora, já existem em ao menos outras seis cidades.

Para o doutor em direito constitucional Marcos Augusto Maliska, por restringir um direito básico do cidadão, a lei precisa estar amparada em dados estatísticos que justifiquem a proibição.

O vereador Tito Zeglin (PDT), autor da proposta, diz ter tido a ideia depois que Curitiba sofreu uma série de assaltos do gênero em 2009.

O vereador reconhece que a ideia não colocará fim aos ataques de assaltantes nas imediações das agências, mas irá “ajudar a dificultar as ações dos bandidos”.

Segundo a assessoria da prefeitura, Ducci aguarda parecer da Procuradoria-Geral do Município para decidir se sanciona ou não o projeto.

Em João Pessoa (PB), Manaus (AM), Teresina (PI), São Roque (SP), Taubaté (SP) e Araucária (PR), os clientes devem ser informados, por placas ou funcionários do banco, sobre o veto. Minas Gerais estuda aprovar projeto similar para todo o Estado.

Fonte: Folha de S. Paulo

Pesquisa mostra que cartão do Banco do Brasil é o preferido

terça-feira, 25 de maio de 2010

Um estudo com 9.916 usuários de 20 emissores de cartões de crédito (bancos, financeiras e lojas) e 6 bandeiras, realizado pela empresa CVA Solutions, revelou quais os cartões preferidos pelos clientes.

O cartão considerado o melhor pelos entrevistados foi o Ourocard do Banco do Brasil (com 14,1%) seguido pelo Itaucard (12,4%) e pelo Bradesco (5,5%) e a bandeira Visa (com 51,4%) seguida pela Mastercard (24,1%).

Dentre os entrevistados 18,5% possuíam o Itaucard, 17,5% o Ourocard do BB e 10,2% o Bradesco, sendo que 55,9% da bandeira Visa e 37,2% da bandeira Mastercard.

No entanto, o melhor valor percebido (custo-benefício para o cliente) apareceu para os emissores Unibanco (1,05), Santander (1,04) e Caixa Econômica Federal (1,03) e para as bandeiras Amex (1,13) e Hipercard (1,12).

As entrevistas foram realizadas pela internet, em todo o Brasil, com pessoas com pelo menos um cartão de crédito (média de 2,25 cartões por pessoa), com renda variando entre R$ 510 e mais de R$ 20 mil (61% entre R$ 700 e R$ 3.999), idade entre 18 e 65 anos (62% de 30 a 54 anos), 57% homens, com nível educacional entre primário incompleto à pós-graduação completa (78% entre o segundo grau e a pós-graduação incompleta).

Segundo Sandro Cimatti, sócio diretor da CVA Solutions, “o consumidor, alvo da disputa do mercado, recebe propostas para a contratação de novos cartões e deve negociar o aumento das vantagens oferecidas antes de se tornar cliente daquele cartão de crédito”, alerta Cimatti.

De acordo com a pesquisa da CVA, os clientes que utilizaram o pagamento parcial da fatura e experimentaram as altas taxas de juros cobradas pelos bancos no pagamento do saldo remanescente, apresentam um valor percebido muito pior, do mesmo cartão, do que os que não experimentaram as taxas de juros.

Fonte: DCI

Crescem as dívidas acima de R$ 5.000

terça-feira, 18 de maio de 2010

Aumento do número de brasileiros nessa situação foi de 40% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado

Como a capacidade de pagamento também subiu, o comprometimento de salário ficou no mesmo patamar de 2008 e 2009

EDUARDO CUCOLO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A retomada do crédito no período pós-crise elevou em 40% o número de brasileiros com dívidas acima de R$ 5.000.

Números do Banco Central mostram que o total de consumidores com empréstimo acima desse valor chegou a 25,7 milhões em fevereiro.

Isso significa que cerca de 20% dos brasileiros com mais de 16 anos têm dívidas que equivalem a, pelo menos, quatro vezes a renda média nacional mensal.

Apesar desse aumento no endividamento, os dados do BC também mostram que cresceu a capacidade de pagamento.

O gasto com dívidas compromete hoje 22% do salário do trabalhador brasileiro, uma melhora em relação a 2008 (22,4%) e 2009 (23,7%).

Nesse caso, o BC considera as prestações que estão vencendo e devem ser pagas, e não o estoque total das dívidas.

Ou seja, o brasileiro deve mais, mas o crescimento da sua renda foi maior e ele ganhou mais prazo. Por isso, continua comprometendo praticamente a mesma parcela do salário.

Nos 12 meses encerrados em janeiro deste ano, por exemplo, a massa de salários cresceu 10%, enquanto o pagamento de dívidas (juros e principal) teve uma expansão de 3,4%.

O aumento no total das dívidas é visto pelo Banco Central como “contínuo, porém equilibrado”, por estar amparado na expansão do crédito e não na queda da renda.

Além disso, o número de pessoas com dívidas acima de R$ 5.000 cresceu mais do que o valor total desses empréstimos, o que significa diluição do risco.

Alta

De acordo com o último levantamento do SCR (Sistema de Informações de Crédito do BC), houve alta de 17% nessas dívidas, que somavam cerca de R$ 640 bilhões em fevereiro.

Como o número de devedores cresceu mais, o valor médio devido individualmente caiu 15% em relação ao registrado um ano antes, para R$ 25 mil (preço de um carro popular).

Esse comportamento pode ser explicado pela queda nas taxas de juros nos últimos anos e pela formalização do mercado de trabalho.

Houve também um alongamento no prazo dos financiamentos, que passaram de uma média de 180 dias para cerca de 300 dias desde 2003.

As dívidas que mais cresceram nos últimos anos estão relacionadas a empréstimos na faixa entre R$ 50 mil e R$ 500 mil, devido ao aumento no crédito para compra de veículos e imóveis, duas modalidades que possuem prazos mais largos.

Para o economista Aquiles Rocha de Farias, professor do Ibmec-DF, ainda há espaço para ampliação do crédito no país, já que o nível de endividamentos das famílias é menor do que em outras economias emergentes e desenvolvidas.

Ele avalia, no entanto, que é preciso ficar atento aos efeitos colaterais desse crescimento.

“O aumento das dívidas preocupa, pois pode gerar mais inadimplência e as pessoas precisam fazer uma gestão melhor da sua renda. Mas o nosso nível de endividamento ainda é confortável quando se compara com outros países”, afirmou.

Alta dos juros pode dificultar a administração dos débitos

O crédito às famílias deve manter um ritmo forte de expansão nos próximos anos, apesar das medidas do governo para desacelerar a economia.

Alguns consumidores podem, no entanto, ter mais dificuldade para administrar o aumento no endividamento em um ambiente de alta dos juros.

Para o economista-chefe da CNC (Confederação Nacional do Comércio), Carlos Thadeu de Freitas, o país ainda vive um momento favorável à expansão do crédito.

O aumento nos juros deve reduzir o espaço para a tomada de novos financiamentos, mas não a ponto de reverter a tendência.

“Ainda estamos colhendo os frutos da queda na inadimplência e do aumento dos prazos em 2009. Mas agora devemos ter uma transição para um momento menos favorável, e a contratação de novas dívidas nesse cenário pode ficar mais complicada”, afirmou.

O professor de finanças do Insper, Rafael Paschoarelli, lembra que os bancos privados, e o próprio Banco Central, esperam um aumento de cerca de 20% no estoque de empréstimos em 2010, acima dos 15% registrados no ano passado.

Paschoarelli diz que o país ainda está muito atrasado tanto na expansão do crédito como nas medidas para tornar esse crescimento mais saudável.

“Seria importante aprovar o cadastro positivo, para dar mais segurança aos bancos e fazer com que o bom pagador obtenha juros menores, e desonerar o crédito”, afirmou.

Fonte: Folha de S. Paulo

Lucro do Banco do Brasil sobe 41% no 1º tri, mas fica abaixo do Itaú

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 2,35 bilhões no primeiro trimestre deste ano, com um crescimento de 41,2% no comparativo com igual período do ano passado, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira.

Com esse resultado, o Itaú Unibanco, que anunciou o resultado na semana passada (R$ 3,23 bilhões), continua então a ser o banco com o maior ganho da história entre as instituições financeiras brasileiras no intervalo de janeiro a março, de acordo com pesquisa da Economática. O BB aparece logo em seguida, ultrapassando o seu próprio desempenho nesse período em 2008 (veja lista abaixo).

A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido do Banco do Brasil ficou em 28%.

Impulsionadas pelo crescimento do crédito, as receitas financeiras totalizaram R$ 18,6 bilhões nos três primeiros meses deste ano, com alta de 21,6% sobre o mesmo período de 2009. Desse total, as receitas com operações de crédito somaram R$ 12,5 bilhões, registrando expansão de 39,4%.

Os ativos do Banco do Brasil chegaram a R$ 724,9 bilhões em março, e a carteira de crédito totalizou R$ 305,6 bilhões, subindo 26,3% na comparação com o primeiro trimestre de 2009.

O crédito para consumidores teve expansão de 55,5% em 12 meses, atingindo R$ 95,1 bilhões. O montante representa 31,1% da carteira total, elevando a participação (25,3%) registrada no mesmo período do ano anterior. Reforçado pela parceria com o Votorantim, o financiamento para veículos cresceu 200,3% em um ano, para R$ 21 bilhões.

No segmento empresarial, a carteira de crédito teve expansão de 25,8% em 12 meses, totalizando R$ 128,1 bilhões, com destaque para os empréstimos para capital de giro.

Na média, a inadimplência, considerando atrasos superiores a 90 dias, atingiu 3,1% da carteira ao final do primeiro trimestre.

Veja os 10 maiores lucros do primeiro trimestre entre bancos brasileiros

Itaú Unibanco – R$ 3,234 bilhões (2010)
Banco do Brasil – R$ 2,351 bilhões (2010)
Banco do Brasil – R$ 2,347 bilhões (2008)
Banco do Brasil – R$ 2,343 bilhões (2006)
Bradesco – R$ 2,103 bilhões (2010)
Bradesco – R$ 2,102 bilhões (2008)
Itaú Unibanco – R$ 2.043 bilhões (2008)
Itaú Unibanco – R$ 2,015 bilhões (2009)
Itaú Unibanco – R$ 1,902 bilhões (2007)
Bradesco – R$ 1,723 bilhão (2009)

Fonte: Folha Online

Crédito vigoroso faz lucro do BB saltar 41,2% no 1o tri

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Por Aluísio Alves

O Banco do Brasil, maior instituição financeira do país, encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de 2,351 bilhões de reais, um avanço de 41,2 por cento sobre os 1,665 bilhão de reais de igual etapa de 2009.

Considerados os resultados sem itens extraordinários, o lucro de janeiro a março ficou em 1,967 bilhão de reais, 29,2 por cento maior na comparação anual, e praticamente em linha com a projeção média de 10 analistas consultados pela Reuters, de 1,949 bilhão de reais.

Esse desempenho teve como um dos principais patrocinadores a expansão de 30,2 por cento nas operações de crédito em 12 meses, para 267,317 bilhões de reais. Considerado o critério do Conselho Monetário Nacional (CMN), os financiamentos somaram 305,551 bilhões, 26,3 por cento maior do que em março de 2009.

Ao mesmo tempo, o índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com prazo superior a 90 dias, caiu para 3,1 por cento, ante 3,3 por cento no final de dezembro, embora ainda acima dos 2,7 por cento de março de 2009.

As despesas com provisões para perdas com calotes somaram 2,959 bilhões de reais ante 2,654 bilhões de reais um ano antes e 2,950 bilhões de reais no fim de 2009.

Adicionalmente, as receitas com serviços avançaram 23,5 por cento na comparação anual, para 3,63 bilhões de reais, enquanto a expansão dos financiamentos fez a margem financeira saltar 34 por cento em 12 meses, para 9,357 bilhões de reais.

O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio do banco ficou em 28 por cento no primeiro trimestre, acima dos 23,8 por cento do indicador observado no primeiro quarto do ano anterior. Em termos recorrentes, o índice subiu de 21,6 para 23,1 por cento.

No final de março, os ativos totais do BB somavam 724,881 bilhões de reais, um avanço anual de 22,5 por cento. Esse montante inclui a aquisição do controle do Banco Nossa Caixa e a parceria com o Banco Votorantim.

Fonte: Reuters/Brasil Online/O Globo