Posts com a Tag ‘Aniversário’

Céu azul de Brasília encanta os moradores

terça-feira, 20 de abril de 2010

Brasília comemora, nesta quarta, 50 anos. Por dez anos compartilhei com a brava população de Brasília a alegria de viver nessa magnífica cidade.

Transcrevo, a seguir, matéria publicada no Jornal Nacional da rede Globo, como parte de uma série em homenagem ao cinquentenário da capital brasileira.

Leiam:

Esqueça os cartões postais de Brasília. Os monumentos, a Esplanada dos Ministérios. Conheça um outro olhar da capital

Na série sobre os 50 anos da capital do país, você vai conhecer um outro cenário de Brasília.

É o cenário das superquadras, do lago Paranoá e de um céu muito azul – impossível de ignorar.

Esqueça os cartões postais de Brasília. Os monumentos, a Esplanada dos Ministérios.

Vamos deixar lado a política e as manchetes diárias na imprensa nacional. Boas e ruins.

O que queremos mostrar não está nos edifícios e palácios construídos para ser sede do poder e que viraram símbolos da capital do país.

Nossa conversa é sobre a rotina diária dos cidadãos comuns, que vivem nas Asas Sul e Norte da cidade.

Principalmente nos 70 mil metros quadrados de uma típica superquadra de Brasília.

Ana Luísa cresceu numa delas. Viveu com os pais no mesmo apartamento em que hoje cria o filho. E quando pensa no futuro…

“Quero que o Gabriel cresça aqui, faça suas amizades aqui, crie laços, tenha raízes, Brasília você ainda pode falar: não, eu tenho paz. Você tem paz pro seu filho descer e brincar”, diz ela.

Aos quatro anos, Gabriel não entende o desejo da mãe. Mas já sabe dizer o que mais gosta em Brasília.

O céu de Brasília está sempre ao alcance dos olhos de Gabriel. Nenhum prédio das superquadras pode ter mais de seis andares.

A vista livre está tão incorporada ao dia a dia dos moradores, que o brasiliense se esquece de que essa não é a regra. Mas sim, como lembra a filha de Lúcio Costa, criador do projeto urbanístico de Brasília, uma exceção no cotidiano das grandes cidades.

“Ficou tão natural, tão natural, que a gente não consegue achar que é extraordinário, de tão natural que ficou”, diz a arquiteta Maria Elisa Costa.

Os brasilienses também não se dão conta muitas vezes de que atravessar por baixo dos prédios não é algo comum.

Nas superquadras impera a lei dos pilotis. Cercar os prédios com grades é proibido. Não há condomínios fechados.

“Essa idéia de que o chão é de todo mundo, quer dizer, o carro tem um caminho determinado, mas você a pé você pega o atalho que você quiser”, conclui Maria Elisa.

Assim fica mais fácil levar Gabriel ao parquinho da quadra.

E também ir às compras – na padaria, na farmácia, no mercado. Tudo perto, na área comercial que toda superquadra tem.

Já sair de carro não está tão fácil como há alguns anos. A cidade planejada para não ter semáforos começa a experimentar os congestionamentos das grandes cidades.

Ainda assim, Ana Luísa percorre os oito quilômetros de casa para o trabalho em 15 minutos. Mesmo com as paradas nas faixas de pedestre, que em Brasília são respeitadas.

“Dá tranquilidade pra ver o filho, pra almoçar em casa, pra ter essa qualidade de vida” diz Ana Luísa.

Sobra tempo também para manter a forma em uma caminhada na área verde da quadra. E aos domingos, os 16 quilômetros do eixão, uma avenida que corta a cidade de ponta a ponta, viram um corredor de lazer.

Ozanan Coelho dedicou a vida a plantar árvores em Brasília. Tempo em que foi diretor de parques e jardins da cidade.

Quase 30% da área das superquadras são destinados ao verde. Milhares de árvores são frutíferas.

A garotada da 107 Sul tem goiaba e ameixa ao alcance da mão.

Um passeio pela cidade e encontramos no eixão norte o cobrador José Machado para comprovar o que disse Ozanan. Ele estava enchendo a sacola de abacate.

O lago Paranoá, despoluído, é uma opção para quem quer pescar ou velejar em suas águas sempre calmas.

E no fim do dia, antes de voltar pra casa, quem pode faz uma pausa na correria para ver um rotineiro espetáculo, uma marca da cidade.

“É maravilhoso, né? O pôr do sol de Brasília, que é único”, avalia o analista de sistemas Marcos Caldeir.

“Depois de dirigir, passar por muito stress, a melhor coisa é você relaxar, curtir o pôr do sol”, diz a estudante Catherine Silva Menezes.

Fonte: Jornal Nacional/TV Globo

Saiba+

Brasília 50 anos – Especial Veja

Brasília 50 anos – Oficial

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Roma e Brasília: parabéns!

Cassi: 66 anos, novo presidente e eleições à vista

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Foto: Cassi
Nos últimos dias a Cassi foi fonte de vários eventos. Primeiro, comemorou seus 66 anos no dia 27 de janeiro.

Isso me faz lembrar com orgulho ter sido dirigente da Cassi quando do seu cinquentenário. Um evento que reuniu festa, reflexão e um tributo à democracia, com a participação de todos os ex-dirigentes da Caixa que puderam – e quiseram – participar. O presidente da Cassi era o recentemente falecido Fernando Lacerda. O presidente do Banco do Brasil, que deu apoio logístico e prestigiou pessoalmente os eventos, era o atual conselheiro deliberativo da Anabb, Alcir Calliari.

Posse

Nesta terça-feira, 2, tomou posse no cargo o novo presidente da CASSI Hayton Jurema da Rocha (foto), que entra para complementar o mandato do ex-presidente Antônio Sérgio Riede.

Segundo nota divulgada no site da Caixa de Assistência, “Hayton Rocha colocou como objetivo de sua missão à frente da CASSI fazer com que a Instituição tenha, perante os funcionários e a sociedade, respeitabilidade semelhante à do Banco do Brasil e da Previ. ‘São dois dos maiores orgulhos (Banco e Caixa de Previdência) do que chamo carinhosamente de nação BB’, afirmou.”

Eleições

E na última sexta-feira, 29 de janeiro, encerrou-se o prazo para inscrição de chapas concorrentes ao preenchimento de vagas da cota dos associados. A Comissão Eleitoral cumprirá o prazo regulamentar e somente nesta sexta-feira, dia 5, “divulgará os dados das chapas inscritas, conforme prevê o Edital de Convocação, artigo 15″, esclarece.

Informalmente, porém, sabe-se que concorrerão duas chapas. Uma liderada pela atual presidente do Conselho Deliberativo da própria Cassi, Graça Machado – candidata ao cargo de Diretor – e que deverá ser denominada Unidos pela Cassi. Para os demais cargos concorrerão Fernanda Carísio, Loreni, Ubaldo, Iris Carvalho, Rodrigo e Viviane.

A outra chapa, que deverá levar o nome de Uma Nova Cassi, liderada por Humberto – que já concorreu ao cargo de diretor anteriormente – secundado por Belela, Goretti, Gilberto, Paula Goto, Ronaldão e Marcelo.

Resta aguardar a confirmação oficial dos concorrentes e a campanha que se seguirá. A votação ocorrerá entre os dias 1º e 9 de abril. Os membros e suplentes dos Conselhos, assim como o diretor a ser eleito, terão mandatos de 1º de junho de 2010 a 31 de maio de 2014.

Embraer completa 40 anos e enfrenta crise crítica no setor

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.) completa 40 anos hoje, dia 19, num momento de crise econômica global e enfrentando uma grande retração do setor de aviação.

Segundo entrevista do presidente da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo), o italiano Giovani Bisignani, ao jornal “Valor Econômico”, a receita das companhias aéreas deve cair 15% neste ano (indo de US$ 530 bilhões para US$ 450 bilhões). Um resultado que ele classificou de “desastre”.

No começo do ano, em fevereiro, a Embraer fez uma demissão em massa, cortando mais de 4.200 funcionários, cerca de 20% de sua força de trabalho. Segundo a companhia, foi uma tentativa de se ajustar à crise. Os sindicatos criticaram e disseram que a empresa se aproveitou do momento para enxugar os quadros.

A expectativa é que o setor de aviação executiva só volte aos níveis pré-crise em 2012, segundo avaliações da própria Embraer e da TAM.

História

A Embraer foi criada em 19 de agosto de 1969 como uma companhia de capital misto e controle estatal.

Além de iniciar a produção do Bandeirante, a Embraer passou a fabricar o jato de treinamento avançado e ataque ao solo EMB 326 Xavante, sob licença da empresa italiana Aermacchi.

Outros desenvolvimentos que marcaram o início das atividades da Embraer foram o planador de alto desempenho EMB 400 Urupema e a aeronave agrícola EMB 200 Ipanema.

Ao final da década de 1970, segundo sua assessoria de imprensa, a empresa desenvolvia produtos como o EMB 312 Tucano e o EMB 120 Brasilia, seguidos pelo programa AMX, em cooperação com as empresas Aeritalia (hoje Alenia) e Aermacchi.

O Brasilia tornou-se importante marco na história da Embraer. Foi desenvolvido como resposta às novas demandas do transporte aéreo regional e tornou-se o mais veloz, o mais econômico e o mais leve avião de sua categoria, de acordo com a Embraer.

Durante a prolongada crise financeira vivida na primeira metade da década de 1990, a Embraer reduziu consideravelmente o seu quadro de empregados, retardou o desenvolvimento do EMB 145 e cancelou o projeto do CBA 123 Vector.

Finalmente, após longo processo e enfrentando muitas dificuldades, a Empresa foi privatizada em 7 de dezembro de 1994.

Seus novos controladores passaram a ser a Cia. Bozano, Simonsen e os fundos de pensão Previ e Sistel. A empresa voltou a crescer e desenvolveu o projeto EMB 145, mais à frente rebatizado como ERJ 145.

Nos anos seguintes, com o lançamento dos novos produtos para o mercado de Defesa, e a entrada no mercado de aviação executiva, a Embraer expandiu sua atuação no mercado aeronáutico.

Fonte: UOL Economia

Roma e Brasília: parabéns!

terça-feira, 21 de abril de 2009


Na ilustração, o cartaz dos 2.762 anos de Roma e a logomarca escolhida para simbolizar os 50 anos de Brasília, em 2010.

As capitais da Itália e do Brasil comemoram seu aniversário na mesma data: 21 de abril.

Brasília — símbolo da moderna arquitetura — fará 49 anos e já se prepara para comemorar, em 2010, meio século de existência. A programação festiva dos 49 anos está aqui.

Roma, um dos berços da moderna civilização ocidental, festeja 2.762 anos! Tantos anos não cabem em um só dia de festa. Desde o domingo que acontecem alguns eventos na capital italiana; na terça-feira a festa se completa. Aqui a programação.

Tenho um grande afeto por estas duas cidades, tão diferentes entre si. O passado e o futuro representados por uma beleza sem par.

AABB Natal comemora com “olimpíada” seus 64 anos

terça-feira, 17 de março de 2009

Os 64 anos de fundação da AABB Natal vão ser comemorados, neste mês de março, com muito esporte. O clube promove um ciclo de competições e eventos especiais. Os troféus e medalhas serão disputados até o dia 4 de abril. Essa verdadeira “olimpíada de aniversário” tem torneios de futebol, futsal, basquete, vôlei, sinuca, natação e hidroginástica.

Na próxima semana, de 20 a 22 de março, o clube sediará torneios de basquete no ginásio José Augusto. A primeira competição será entre clubes do Rio Grande do Norte, nas categorias adulto masculina e feminina. Os jogos acontecem a partir das 19h do dia 20. No dia seguinte, às 8h, será realizado um torneio entre as turmas da escolinha, e no dia 22 acontecem as finais do torneio adulto.

Em 26 de março, torneios de futsal masculino e vôlei feminino da categoria master serão disputados no ginásio José Moacir, a partir das 19h30. Os masters do basquete entram em quadra  nos ginásios José Moacir e José Augusto no dia 27, a partir das 19h. No dia seguinte, as equipes master masculino e feminino de futsal, basquete, tênis de mesa e futebol jogam a partir das 8h.

Para o dia 30, estão agendados torneios de vôlei, futebol e sinuca, das categoria master masculino e feminino, às 9h. Fechando a programação, haverá competições de natação no dia 4 de abril, a partir das 9h, no Parque Aquático Ralph Max. O evento é aberto a todas as idades.

Fonte: Tribuna do Norte Online

Os 70 anos de Glauber Rocha

sábado, 14 de março de 2009

“Neste sábado (14), Glauber Rocha (1939-1981) faria 70 anos. Mas, qual seria a idade do seu pensamento neste 14 de março de 2009? Caberiam rugas e cabelos brancos em sua mente veloz?

Quem conviveu com o cineasta, que hoje recebe homenagens não questiona a loquacidade de seu intelecto nem seu poder de renovação. Glauber, disse certa vez o poeta Ferreira Gullar, ‘queria o novo do novo’.”

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Os 70 Anos de Glauber Rocha no NordesteWeb

Aniversário de Olinda e Recife. Parabéns

quinta-feira, 12 de março de 2009

Arte: Greg/DP
Fundada em 12 de março de 1537, a cidade do Recife comemora seus 472 anos de existência ao mesmo tempo em que Olinda celebra seus 474 anos de história.

Recife e Olinda, “quero cantar!”

As duas cidades que fazem aniversário no dia de hoje são protagonistas de um repertório musical que vai do lírico ao contemporâneo

Michelle de Assumpção // Diario
michelleassumpcao.pe@diariosassociados.com.br

Não há números que provem, mas Recife e Olinda são cidades que habitam o imaginário popular brasileiro, muito fortemente, através de sua música. A despeito do crescimento de qualquer setor da economia, Recife é a cidade “do frevo e do maracatu”, e também do brega e de tudo que convencionou-se chamar fuleragem music.

A tríade “samba, futebol e carnaval”, que resume o país no exterior, aqui se amplia para carnaval, frevo, ciranda, maracatu, coco, cavalo-marinho, rock, pop, funk, punk… Nenhum pesquisador foi a fundo no assunto, mas não se observa na música de outros estados uma devoção tão grande à sua própria cidade.

“No Recife existe o amor nativo, a coisa de ser uma cidade libertária, de uma história voltada para a busca da libertação dos escravos, da democracia, sempre existiram esses temas muito latentes, eu acho que a música sempre carregou isso”, reflete o pesquisador Renato Phaelente, autor do livro O Recife na Música Popular Brasileira. Olinda, segundo ele, não foi tão cantada quanto o Recife. No caso do Carnaval, aí sim a Cidade Patrimônio realmente tem um destaque.

Seria até um bom mote para uma votação pública: Hino do Elefante, de Clídio Nigro (Olinda, quero cantar/ a ti, esta canção…) ou Olinda Cidade Eterna (Olinda, cidade heróica/ monumento secular/ Da velha geração), de Capiba? Conta Phaelante que, certo Carnaval, Chico Buarque viu uma massa cantando “Olinda, quero cantar”. E disse ao próprio Clídio que ele sim era um verdadeiro compositor popular. Capiba, no entanto, foi querido no Brasil, sua música é mais antiga e atravessou gerações.

Entre as canções que ultrapassaram barreiras está a série Frevo (Nº 1, 2 e 3), de Antonio Maria; sendo a primeira, a mais famosa, na interpretação de Maria Bethânia (Ai, ai saudade, saudade tão grande). Antes disso, em 1977, Orlando Dias espalhava pelo Rio sua versão para Recife manhã de sol (Vejo o Recife prateado/ à luz da lua que surgiu), de J. Michiles, que fez a música para o festival Uma canção para o Recife, de 1966. Voltei Recife, de Luiz Bandeira, também tem peso na história.

“Em músicas de vários ritmos tem hoje o nome da cidade. No maracatu, no frevo de rua”, aponta o pesquisador Phaelante. De fato, somente cresceu a reverência explícita ao Recife. Nos anos 90, o movimento mangue consagrou a inspiração da cidade sobre sua música (ou seria o contrário?). Enquanto as cantatas à Olinda permaneciam no imaginário do sol, do mar, das morenas tropicanas e das chuvas de cajus; Recife foi cantada em seu crescimento econômico e cultural, mas também no seu caos, na sua fedentina e exploração imobiliária e comercial. Não resta dúvidas que as composições de Chico Science marcaram época e refizeram o imaginário da cidade.

“Andando por entre os becos/ andando em coletivos/ ninguém foge ao cheiro sujo/ da lama ao maguetown”, cantou CSNZ em Manguetown. “E a cidade se apresenta centro das ambições/ Para mendigos ou ricos e outras armações/ coletivos, automóveis, motos e metrôs/ trabalhadores, patrões, policiais, camelôs/ a cidade não para a cidade só cresce/ o de cima sobe e o debaixo desce”, disseram em A cidade. Mais emblemáticas não existiram.

Alceu Valença concorda com a hipótese de ser ele quem mais cantou Olinda. “Eu venho cantando Olinda desde 1972, diz o compositor de Marim dos Caetés (Olinda, tens a paz dos Mosteiros da Índia/ Tu és linda pra mim és ainda / minha mulher…). Recife não ficou de fora de suas criações. Pelas ruas que andei talvez sintetize mais esse momento: “Na Madalena revi teu nome/ Na Boa Vista quis te encontrar/ Rua do Sol, da Boa Hora/ Rua da Aurora, vou caminhar…”. “O povo todo pensa que eu sou de Olinda. Olinda inspira e me faz respirar. Ela é vital. Olinda é mãe e Recife é um pai pra mim”, diz o menestrel.

O mestre Erasto Vasconcelos mora em Paulista e já fez música até para Maranguape. Seu cancioneiro olindense no entanto é obrigatório para turista, visitante e morador. “Eu cheguei nos Quatro Cantos /Olhei a rua 13 de Maio/ Segui São Bento, segui Amparo/ Fui parar no Bonsucesso/ me lembrei de Buenos Aires…”, o afoxé Guia de Olinda conduz o ouvinte para cada lugar histórico da cidade Alta. Nesse dia de aniversário das cidades irmãs, trilhas sonoras não irão faltar.

Fonte: Diário de Pernambuco