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O repertório de música popular e instrumental brasileira onde a onomatopéia – recurso de imitação de sons por meio de vocábulos sonoros – é valorizada nas letras e arranjos instrumentais vai invadir o Centro Cultural Banco do Brasil–RJ, a partir desta terça, 27 de julho, dentro das tradicionais Terças Musicais, com o projeto Onomatopéia Não é Palavrão! Onomatopéia Musical.
Agora com uma dinâmica diferente, as Terças Musicais mostrarão sonoridades diversas a cada semana durante o semestre, ao invés de um mesmo tema ao longo de shows seguidos em um único mês. E este projeto Onomatopéia terá uma série de cinco shows distribuídos de julho a novembro, com curadoria e textos de Daniel Caverna e Jussiê Caverna, apresentados por Hermínio Bello de Carvalho, mostrando belos exemplos de canções brasileiras com vocábulos como tique-taque, fonfom, dim-dim e piu-piu, buzinas, sirenes, gagueira, choro, riso, etc.
Os cinco shows vão mostrar a forma expressiva de onomatopéia nas letras e nos arranjos instrumentais, apresentando as músicas em blocos temáticos divididos em cada show de forma contextualizada e bem-humorada: Onomatopéia não é Palavrão, Onomatopéia Instrumental, A Natureza e a Onomatopéia, O Homem e a Onomatopéia e A Confusão dos Sons.
O repertório será interpretado por jovens talentos da Escola Portátil de Música como as cantoras Camila Luiza, Clara de Andrade, Letícia Soares, Muiza Adnet, Cintia Graton, Gabriela Buarque, Ilessi e Milena Tibúrcio, com participações especiais de Amélia Rabello, Maurício Carrilho, Pedro Miranda, Pedro Amorim e Marcos Sacramento.
Todos serão acompanhados por Anderson Balbueno (pandeiro), Leonardo Pereira (cavaquinho), Rafael Mallmith (violão 7 cordas), Thiago da Serrinha, Vitor Macedo (clarinete), Luis Barcelos (bandolim) e Maria Souto (flauta) – também músicos da Escola Portátil de Música -, sendo que os dois últimos, e também Maurício Carrilho, assinam os arranjos especialmente elaborados para a série.
PROGRAMAÇÃO
27 de julho – Onomatopéia não é Palavrão
Com: Camila Luiza, Clara de Andrade, Letícia Soares e Muiza Adnet
Participação Especial: Amélia Rabello
24 de agosto – Onomatopéia Instrumental
Com: Anderson Balbueno (pandeiro), Leonardo Pereira (cavaquinho), Luis Barcelos (bandolim), Maria Souto (flauta), Rafael Mallmith (violão 7 cordas), Thiago da Serrinha e Vitor Macedo (clarinete).
Participação especial: Maurício Carrilho
28 de setembro – A Natureza e a Onomatopéia
Com: Cintia Graton, Gabriela Buarque, Ilessi e Milena Tibúrcio
Participação especial: Pedro Amorim
26 de outubro – O Homem e a Onomatopéia
Com: Camila Luiza, Clara de Andrade, Letícia Soares e Muiza Adnet
Participação especial: Pedro Miranda
30 de novembro – A Confusão dos Sons
Com: Cintia Graton, Gabriela Buarque, Ilessi e Milena Tibúrcio
Participação especial: Marcos Sacramento
Canções com onomatopéias que marcaram a música brasileira
A idéia é ouvir e prestar atenção no uso recorrente da onomatopéia na música brasileira em vários sucessos gravados em nossa memória e também em canções desconhecidas.
Esta série foi idealizada a partir de uma amostragem do repertório pesquisado para um show de lançamento do livro de mesmo título deste projeto de Boris Garay, Gabriela Buarque, Vidal Assis, Thereza Christina Vallinoto, Daniel Caverna e Jussiê Caverna – os dois últimos curadores desta série -, elaborado a partir da atividade Oficina de Coisas, concebida por Hermínio Bello de Carvalho junto à Escola Portátil de Música. Mas cabe mencionar aqui que o primeiro registro de trabalho sobre onomatopéia foi do pesquisador, radialista e cantor Almirante, que teve no ano de 2009 o centenário de seu nascimento.
Além do resgate histórico de importantes canções brasileiras (na sua maioria entre o período de 1930 e 1960) e do aspecto educacional, a série mostrará como a onomatopéia é relevante na música brasileira por retratar a realidade que nos rodeia e ser uma forma de representação de uma cultura e de um modo de vida em seus processos de transformações sociais, revelando a intenção dos compositores em retratar musicalmente sons dos bichos, dos meios de transporte (buzina, sirene) e das pessoas (gagueira, choro, etc).
Alguns exemplos de clássicos da música brasileira com esta característica que estão no roteiro: Trenzinho do Caipira (Villa-Lobos), Gago Apaixonado (Noel Rosa), Bicharia (Chico Buarque), Marreco quer Água / O Gato e o Canário / Pula Sapo (Pixinguinha), Berimbau (Baden Powell e Vinícius de Moraes), O Pato (Vinicius de Moraes, Toquinho e Paulo Soledade). Além disso, revela fonogramas originários da antiga Casa Edson como O Boi no Coqueiro e A Galinha (ambas de Lourival de Carvalho) e sambas das décadas de 30 e 40 do século passado, como Tic Tac do Meu Coração (Alcir Pires Vermelho e Valfrido Silva), Fon-Fon (Alberto Ribeiro e João de Barro), Ele não Dorme sem Apanhar (Cícero Nunes), Olha o Grude Formado (Gadé), entre outros, que pela raríssima execução nas rádios e regravações atuais, possuem um caráter de “ineditismo” nos dias de hoje.
Serviço:
Show: Onomatopéia não é Palavrão! Onomatopéia Musical
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro II (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – RJ – 3808-2020)
Temporada: de 27 julho a 30 de novembro de 2010 (terças-feiras)
Preço: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia-entrada). A venda antecipada de ingressos inicia-se na terça-feira da semana anterior à do espetáculo, restrita a dois ingressos por pessoa.
Horário: sempre às 12h30 e 19
Capacidade: 158 lugares
Classificação: Livre
Facilidades para pessoas com deficiência: rampa – Av. Pres. Vargas; sanitários – térreo e 2o andar; boxes para cadeiras de rodas; elevadores especiais e telefone para portadores de deficiência auditiva.
Terminal de Auto-Atendimento: térreo
Telefone público: térreo e 5º andar
Banheiro familiar e fraldário: no térreo, ao lado do banheiro feminino.
Fonte: Rádio Manchete
Tags: CCBB, Música, Rio de Janeiro