Liminar favorece usuário da Cassi no DF

julho 3rd, 2009

Operadora recorre à Justiça e obtém decisão que obriga dois hospitais, Brasília e JK, a atenderem seus associados. Em todo o Distrito Federal, 84 mil clientes contam, agora, com novos estabelecimentos de saúde

Mariana Flores

Uma liminar obtida pela Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) , garante o atendimento dos usuários do plano de saúde por mais dois hospitais do Distrito Federal, de acordo com nota divulgada ontem pela própria operadora. O impasse entre hospitais e o convênio resultou no descredenciamento de sete estabelecimentos da capital federal somente nesta semana (veja quadro abaixo). Segundo a Cassi, a decisão judicial obtida garante que dois deles mantenham o atendimento: os hospitais Brasília e Juscelino Kubitschek. Ontem à noite o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) não confirmava a decisão judicial. Até às 20h30, a atendente da emergência do Hospital Brasília informava que os usuários da Cassi deveriam pagar R$ 41 pela consulta na emergência e que a empresa ainda não havia sido notificada sobre a liminar. Ao todo, cinco hospitais suspenderam ou vão cancelar o convênio nos próximos dias. Os 84 mil clientes da operadora no DF têm agora nove opções.

O desligamento se deve a divergências sobre os reajustes das tabelas de diárias e taxas pagas pelo plano aos hospitais. A Cassi diz que os aumentos solicitados são elevados. Os hospitais alegam dificuldades econômicas para manter o atendimento. As negociações continuam.

Os associados à Cassi devem procurar atendimento nos hospitais ainda credenciados. Os pacientes em tratamento podem solicitar que seus médicos atendam nos hospitais que fazem parte de sua rede. Apenas os consumidores internados têm o tratamento garantido nos hospitais que se desligaram do plano. Os estabelecimentos são obrigados a manter o tratamento até que o paciente seja liberado pelo médico.

A disputa entre hospitais e a Cassi se deu por dificuldades nas negociações em relação ao reajuste nos valores pagos por taxas e diárias. De acordo com o Sindicato Brasiliense de Hospitais, Casas de Saúde e Clínicas, o indexador que vem sendo utilizado desde 2001 nas negociações com os demais planos é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos 12 meses anteriores ao período de negociação. Cassi critica a utilização de um indexador.

De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar(2) (ANS), os planos de saúde têm liberdade de suspender contratos com hospitais, desde que o atendimento não seja prejudicado. Se isso acontecer, os consumidores devem ligar para o Disque ANS.

CASSI
A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil é uma empresa de autogestão em saúde fundada em 1944 por funcionários do banco. Hoje, tem mais de 700 mil participantes, divididos em dois planos: Plano de Associados e Cassi Família.

O QUE É
A Agência Nacional de Saúde Suplementar é responsável por fiscalizar o mercado de planos de saúde no Brasil. É a ANS que regulamenta o setor de saúde privada. Disque ANS: 0800 701 9656

Situação dos hospitais

Quem está credenciado
Hospital Santa Luzia - SHS 716 Sul
Hospital do Coração - SHS 716 Sul
Hospital Santa Marta - Taguatinga Sul
Hospital Alvorada - Taguatinga Sul
Hospital Planalto - SGAS 914 Sul Cj. H
Hospital Urológico - 714/914 Sul
Hospital São Lucas - SHS 715/915 Sul
Hospital Brasília - QI 15
Hospital Juscelino Kubitschek - SHC/Sul QMSW 4

Desligados
Hospital Santa Lúcia e Hospital das Clínicas de Brasília.

Desligamento previsto
Prontonorte (5/7), Daher (7/7) e Santa Helena (11/7).

Informações
0800 7290080

Disputa antiga

A disputa entre hospitais e a Cassi se arrasta desde 2003. Em fevereiro daquele ano, laboratórios de análsie clínica, patológica e radiológica da cidade suspenderam o convênio com o plano de saúde por falta de pagamento. Três anos depois, em agosto de 2006, oito hospitais deixaram de atender o convênio por dificuldade em fechar o índice de reajuste. Três deles foram obrigados a voltar a atender três dias depois em função de uma liminar da Justiça.

Fonte: Correio Braziliense

Caixa e BB terão de baixar juros em créditos do FAT

julho 3rd, 2009

Ministro do Trabalho vai propor redução de até 30% das taxas para empréstimos cuja fonte de recursos é o Fundo de Amparo ao Trabalhador

Isabel Sobral, BRASÍLIA

Os bancos públicos federais podem ser obrigados a baixar o spread (diferença entre custos de captação e de empréstimo) cobrados nas linhas de crédito do Programa de Geração e Emprego e Renda (Proger), cuja fonte de recursos é o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou ontem que vai propor a redução de até 30% do valor final das taxas de juros desses empréstimos, destinados a micro, pequenas e médias empresas, profissionais liberais e cooperativas.

A proposta precisa ser aprovada pelo Conselho Deliberativo do FAT (Codefat), formado por governo, empresários e trabalhadores, que é o gestor dos recursos do FAT. O conselho tratará do assunto na próxima terça-feira. “O conselho aprovando, os agentes operadores terão de cumprir”, disse Lupi. Somente bancos públicos federais são autorizados a operar com dinheiro do FAT, e os dois principais são a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Procuradas, as instituições não quiseram se manifestar.

Pela proposta, os spreads desses créditos cairão de 6% a 3% para 2,5% a 1,5% ao ano. Para os tomadores finais, ainda é acrescida a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente de 6% ao ano, que é a parte que remunera o FAT. O spread é formado pela margem de lucro dos bancos, custos operacionais, tributos, inadimplência e custos de recolhimentos compulsórios.

Mas, para o ministro do Trabalho, os bancos estão exagerando na “prática bancária e no zelo do lucro” porque o risco de inadimplência é mínimo, já que 80% do valor das operações têm garantia de um fundo formado por dinheiro do próprio FAT. Além disso, fundos constitucionais, como o FAT, são livres dos compulsórios do Banco Central.

“Daí não ter justificativa para que esses custos, que representam quase 40%, estejam embutidos nos spreads”, afirmou Lupi. Segundo ele, essa prática não é nova, mas só foi detectada agora por um estudo técnico por causa da orientação do governo de baixar os spreads.

Para o analista de crédito da consultoria Austin Rating, Luís Miguel Santacreu, a medida é coerente com o esforço do governo de induzir a redução dos spreads bancários. Mas, segundo ele, os bancos poderão compensar as perdas aumentando os spreads “ainda mais gordos” de outras modalidades de crédito, como cheque especial e cartões de crédito, além das tarifas bancárias.

Fonte: Estadão

Fusão de bancos pode voltar aos tribunais

julho 3rd, 2009

Congresso ainda não definiu se BC ou Cade deve julgar esses negócios

Isabel Sobral, BRASÍLIA

A antiga polêmica sobre a competência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para julgar o impacto das fusões bancárias na concorrência poderá voltar aos tribunais em breve. Na falta de lei específica e por determinação de um parecer da Advocacia Geral da União (AGU) de 2002, o Banco Central (BC) é quem tem a palavra final sobre as operações no mercado bancário.

A solução da divergência entre BC e Cade, cujo auge foi na década de 90, começou a ser desenhada no fim de 2008, quando o presidente do BC, Henrique Meirelles, e o presidente do conselho, Arthur Badin, acertaram dividir as responsabilidades na análise das fusões.

Ainda fazia parte do acordo a rápida aprovação, na Câmara, de uma lei formalizando essa divisão de tarefas e a revogação da norma da AGU que blinda as concentrações bancárias da análise dos órgãos de defesa da concorrência. Mas, passados seis meses, o projeto de lei está parado na Câmara e a norma da AGU continua em vigor.

Diante da continuidade da incerteza jurídica, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pode retomar em agosto o julgamento de uma ação do Bradesco e, com isso, decidir se o Cade tem ou não competência para julgar fusões e aquisições no mercado bancário.

O julgamento deveria ter ocorrido em dezembro do ano passado, mas, diante do acordo, o STJ concordou com o adiamento. Oficialmente, entretanto, o tribunal informou ainda não ter data para voltar ao tema.

O temor do governo nessa situação é que uma eventual decisão da Justiça favorável à competência do Cade não garantirá a prerrogativa do BC de não encaminhar ao conselho as fusões ou aquisições bancárias que considerar um risco à segurança do mercado bancário.

Essa prerrogativa hoje está prevista no acordo informal entre os dirigentes dos dois órgãos, mas só será definitiva após a aprovação e entrada em vigor da lei que tramita na Câmara e já passou pelo Senado.

O órgão antitruste deve julgar em breve a recente fusão do Itaú e do Unibanco e a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, cujas análises do BC já foram enviadas ao conselho. Os negócios estão agora sob análise dos conselheiros relatores e podem entrar a qualquer momento na pauta de julgamentos do Cade.

A ação do Bradesco no STJ é um recurso contra uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região que, no ano passado, julgou que o Cade deve analisar os negócios bancários. O Bradesco contesta uma multa aplicada pelo conselho em 2001 pelo fato de o banco não ter apresentado ao Cade a compra do Banco de Crédito Nacional (BCN).

Fonte: Estadão

BB eleva em 30% verba para financiar safra

julho 3rd, 2009

Banco deve destinar R$ 39,5 bi para produtores; dinheiro já está disponível nas agências da instituição

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O Banco do Brasil anunciou ontem que pretende destinar R$ 39,5 bilhões para o custeio da safra 2009/2010, o que, se confirmado, representará aumento de 30% em relação ao volume de recursos liberados na safra anterior. Os financiamentos já estão disponíveis nas agências do Banco do Brasil.

Os juros cobrados são, em média, de 6,75% ao ano. O valor corresponde também a cerca de 59% de todo o dinheiro que o governo pretende destinar ao custeio da safra que começa a ser plantada neste semestre, sendo que o restante deve ser coberto por outros bancos públicos, como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Para José Mário Schreiner, da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), os recursos oferecidos pelo BB devem compensar a maior parte da queda nos financiamentos oferecidos aos produtores pelo setor privado, por meio das tradings, devido à crise financeira.

Ele ressalta, porém, que é preciso resolver o problema da classificação de risco dos produtores feita pelos bancos, que costumam negar novos empréstimos para aqueles que tenham participado de renegociações de dívidas antigas por terem ficado inadimplentes no passado.

No começo da semana, o CMN (Conselho Monetário Nacional) modificou as regras dessa classificação de risco, permitindo que os bancos sejam mais flexíveis com esses produtores. Ontem, o BB informou que deve concluir até o final da semana um estudo técnico para anunciar o impacto que essa mudança pode ter na sua política de crédito.

Além disso, o BB vai oferecer aos produtores um seguro contra queda dos preços de produtos agrícolas no mercado. Pelo mecanismo, o produtor paga um determinado valor ao BB, que, em troca, se compromete a pagar um preço mínimo ao produtor no momento da colheita, no ano que vem.

Esse seguro será oferecido, num primeiro momento, apenas aos produtores de milho e de soja. Para que esse instrumento tenha sucesso, porém, será preciso que os produtores aceitem arcar com o custo da operação, que deve ficar entre 2% e 3,5% do valor total coberto pelo seguro contratado.

“É importante que o produtor inclua o seguro rural na sua estrutura de custos. Acho que, com isso, vamos superar essas sucessivas prorrogações e renegociações que temos visto no setor nos últimos anos”, afirma Luís Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil.

Para o executivo, a existência de um seguro ajudaria a garantir o rendimento do setor e reduziria, portanto, os riscos de inadimplência. Ontem, o governo federal anunciou uma nova prorrogação nos prazos para produtores que queiram renegociar dívidas antigas.

A decisão atinge R$ 8,2 bilhões em débitos atrasados do setor agropecuário que estão registrados na dívida ativa da União -onde estão as cobranças que já foram julgadas por todas as instâncias administrativas do governo.

Quem está nessa situação tinha até abril para renegociar os pagamentos, mas esse prazo já havia sido adiado para o final de junho e agora passou para o final de setembro. Segundo a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, R$ 1 bilhão em dívidas de produtores foi renegociado até agora.

Fonte: Folha de S. Paulo

Cassi garante atendimento hospitalar aos participantes no DF

julho 2nd, 2009

A Cassi está tomando diversas medidas para que a suspensão de serviços, anunciada por alguns hospitais do Distrito Federal, não prejudique o atendimento aos participantes. A entidade possui uma ampla rede credenciada que continua atendendo normalmente os beneficiários como Hospital Santa Luzia, Hospital do Coração, Hospital Santa Marta, Hospital Alvorada, Hospital Planalto, Hospital Urológico e Hospital São Lucas.

Para os casos ambulatoriais, o atendimento continua normal nas clínicas e consultórios de profissionais da rede credenciada da Cassi. A unidade da Cassi na Asa Norte, em Brasília, ampliará o horário de funcionamento, passando a atender das 7h às 21h.

Nos Hospitais do Coração e Santa Luzia, haverá estruturas para o atendimento diferenciado aos participantes da Cassi, com recepção exclusiva (urgência e emergência), além da aplicação do SAGA – Serviço de Atendimento por Gravidade Assistencial.

Além disso, para reforçar o atendimento no DF, a Caixa de Assistência firmou acordo com novos prestadores de serviços. Foram credenciados o Pronto Atendimento Infantil – PAI, que atende urgências pediátricas todos os dias das 7h às 19h, localizado na Asa Sul; a Multiclínica Cemeg/Focus, no Guará II; e a Prodigest, com ampliação do atendimento para a Asa Norte.

Negociação

Continuam com atendimento suspenso aos beneficiários da entidade o Hospital Brasília, Hospital Santa Lúcia e Hospital das Clínicas de Brasília. Nos próximos dias, também devem suspender atendimento os Hospitais Prontonorte (em 05/07); Daher (07/07); Santa Helena (11/07) e Dr. Juscelino Kubitschek (14/07). A Cassi continua buscando entendimento com esses hospitais que optaram pelo descredenciamento.

Vale ressaltar que todas as equipes e clínicas credenciadas diretamente com a Cassi e que possuem seus consultórios dentro da estrutura física do Hospital Santa Lúcia e Hospital Brasília, mantêm atendimento normal no ambulatório.

A Cassi mantém a postura de continuar negociando com os hospitais que suspenderam os serviços. Tomará todas as medidas necessárias para se chegar a um acordo, mas sempre considerando que é um plano sem fins lucrativos e que precisa zelar pela sustentabilidade dos serviços e pela saúde de seus associados.

O ponto fundamental das negociações reside no fato de que os hospitais que suspenderam os serviços insistem em aplicar indicador de reajuste automático e indexado, prática que não tem amparo contratual e que não é utilizada pelo mercado de saúde. Cabe lembrar que os critérios de negociação da Cassi foram aceitos pelos demais hospitais do DF e são respaldados pela Unidas, entidade que representa o segmento de planos de autogestão.

Saiba quais são os hospitais do DF que mantêm atendimento pela Cassi:
Hospital Santa Luzia - SHS 716 Sul
Hospital do Coração - SHS 716 Sul
Hospital Santa Marta - Taguatinga Sul
Hospital Alvorada - Taguatinga Sul
Hospital Planalto – SGAS 914 Sul / Cj. H
Hospital Urológico - 714/914 Sul
Hospital São Lucas - SHS 715/915 Sul

Em caso de urgência, orientamos aos participantes do DF que procurem os seguintes hospitais, por especialidade:

Cardiologia
Hospital do Coração do Brasil – SHS 716 Sul
CTCV (que funciona dentro do Hospital Brasília) – Lago Sul
CTVC Hospital Alvorada – Taguatinga Sul

Ortopedia
Hospital São Lucas – SHS 715/915 Sul
Hospital Santa Marta – Taguatinga Sul

Pediatria
Hospital Santa Luzia – SHS 716 Sul
Hospital Alvorada – Taguatinga Sul
PAI – Pronto Atendimento Infantil – SHS 716 Sul (atendimento das 7h às 19h inclusive sábados e domingos)
Hospital Santa Marta – Taguatinga Sul

Urologia
Hospital Urológico – 714/914 Sul

Ginecologia
Hospital Santa Luzia
Hospital Alvorada
Hospital Santa Marta

Neonatologia
Hospital Santa Luzia
Hospital São Braz (Asa Sul)
Hospital Santa Marta

Otorrinolaringologia
Hospital Santa Luzia
Hospital Brasília

Neurologia
Hospital Santa Luzia

Queimados
Hospital Nelson Piccolo – SGAN 608 Asa Norte – 3262-2200 (especializado em tratamento de queimados, funcionamento 24h).

Novos credenciamentos:
PAI – Pronto atendimento Infantil (atende urgências todos os dias, inclusive sábado e domingo, das 7h às 19h e fica localizado em frente ao Hospital Santa Lúcia) - Contato: 3346-0310.

CEMEG/ FOCUS – Multiclínica localizada no Guará II - Contato: 3383-7043 ou 3383-7021 – atendimento ambulatorial.
Ampliação do atendimento da PRODIGEST para a Asa Norte – Contato: 3443-2448.

Fonte: Agência Anabb/Cassi

BB pode emprestar mais R$ 80 bi este ano

julho 2nd, 2009

Edna Simão

Para atender determinação do governo de emprestar mais em 2010, o Banco do Brasil precisará recorrer ao seu controlador, o Tesouro Nacional. Em entrevista ao Estado, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, disse que já começaram os estudos para saber que estratégia adotar para manter o ritmo de expansão da concessão do crédito no próximo ano. A capitalização é uma das alternativas consideradas. Bendine, mais conhecido no mercado como “Dida”, avaliou que ao longo deste ano o BB não terá problema para ampliar a carteira: o banco ainda pode emprestar mais R$ 80 bilhões.

Bendine assumiu a presidência do BB há pouco mais de dois meses com a missão de alavancar o crédito e liderar, junto com a Caixa Econômica Federal, a queda dos spreads bancários (diferença entre a taxa paga pelo banco para captar recursos e a que cobra de seu cliente). Na ocasião, a mudança no BB foi vista como uma intervenção política do Ministério da Fazenda. “Não vejo aparelhamento nenhum. Não sei de onde possa ter surgido esse tipo de ideia. Acho que temos uma gestão extremamente profissional, técnica como é de costume. O mercado continua apostando fortemente no banco”, afirmou. “Sou uma pessoa totalmente apartidária.”

Com o desafio de recuperar a posição de maior instituição financeira do país, Bendine disse que não desistiu de adquirir bancos como BRB (Banco de Brasília) e o Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo).

Frisou ainda que, mesmo com a tarefa de diminuir o custo financeiro, a rentabilidade do investidor não será sacrificada. A seguir, os principais trechos da entrevista:

O sr. assumiu o cargo há pouco mais de dois meses com o compromisso de reduzir juros e aumentar a concessão de crédito. As mudanças já vão repercutir no resultado do segundo trimestre?

Acho que o banco já atendeu a uma boa parte dessa missão. Foi um grande indutor para o destravamento do crédito. Um cenário mais favorável trouxe maior competitividade. Veremos isso mais claramente no fechamento do balanço. Tenho a sensação de que ganhamos market share no período. A inadimplência caiu no BB e está numa curva melhor. O cenário passa a ser otimista a partir do segundo semestre.

Mas o crédito para as micro e pequenas empresas ainda não destravou. Qual é o problema?

Esse é o setor mais atingido pela escassez de crédito. Acho que as recentes medidas do governo vão contribuir muito para a maior alavancagem, maior oferta de empréstimo. Vamos passar a oferecer condições diferenciadas e isso com certeza terá resultado positivo no curto prazo.

O banco estuda algum tipo de medida para reduzir o spread bancário tão criticado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega?

Estamos trabalhando na redução da inadimplência que hoje acredito ser um dos principais componentes do spread bancário. Estou vendo um sinal positivo nesse sentido. Pelo menos no BB, a tendência é de queda da inadimplência até o final do ano. Por isso, não tenho dúvida que faremos uma evolução maior nesta redução do spread já no início do segundo semestre.

Como compatibilizar as medidas anunciadas recentemente pelo governo no sentido de reduzir spreads e aumentar a concessão de crédito com o aumento da lucratividade do banco? Os acionistas devem se contentar com lucros menores?

Normalmente a ação do banco tem um desconto maior em relação aos outros bancos porque tem uma espécie de garantia maior. É uma aplicação mais segura. O investidor tem certeza que não vai correr o risco de uma quebra da instituição. O que tenho afirmando é que todos os índices de rentabilidade apresentados ao investidor no início do ano serão atingidos. Ninguém está sacrificando a rentabilidade por conta do movimento forte de redução do spread bancário. À medida que é reduzido o spread e os juros é necessário aumentar a carteira.

Não é incoerente querer entrar no Novo Mercado e ter restrições com relação à lucratividade por ser um banco público?

Volto a afirmar que não temos nenhum desejo de reduzir a lucratividade do banco. Todos os índices e valores passados aos investidores no início do ano serão cumpridos. Não estamos perseguindo uma redução de lucratividade. Estamos buscando trabalhar com patamares mais civilizados de taxas de juros.

Qual é a capacidade de crescimento da carteira de crédito cumprindo o limite de capital exigido sobre ativos ponderados pelo risco, ou seja, o Índice de Basileia?

Neste ano estamos com uma margem de conforto muito boa. A capacidade de alavancagem ainda é extremamente suficiente. Mas, para 2010, o banco vai ter que discutir com seu controlador e seus acionistas um novo modelo para assegurar capacidade de ampliação do crédito. Para esse ano, ainda temos capacidade de alavancagem de R$ 80 bilhões.

Por que o limite de alavancagem do crédito em 2010 está comprometido?

Passamos a ter índices apertados de acordo com a regra de Basileia porque fizemos as aquisições da Nossa Caixa e do Votorantim recentemente e, além disso, o patrimônio do BB não vem sendo corrigido numa proporção mais ousada. Para esse ano, temos uma capacidade de alavancagem muito boa. Para o próximo ano, essa capacidade passa a ficar um pouco mais apertada diante do atual quadro de continuar expandindo a carteira de crédito numa velocidade muito boa. Se esse índice Basileia travar não se pode ter expansão do crédito conforme se imagina.

Então veremos uma nova capitalização do Tesouro no BB em 2010?

Essa seria uma das alternativas. Mas existem outros instrumentos. Isso ainda é uma discussão que na verdade nem se iniciou. Estamos começando a fazer os primeiros estudos. Não quero me precipitar. Temos quatro ou cinco alternativas para trabalhar isso, inclusive a da capitalização.

As compras recentes pelo BB foram vistas num primeiro momento no mercado como um socorro. Foram um bom negócio?

A compra da Nossa Caixa e do Votorantim foram excelentes negócios. No caso da Nossa Caixa, havia necessidade de posicionamento no maior mercado do País, que é o de São Paulo. O BB ocupava o quarto ou quinto no mercado em termos de volume e rede de agências. Essa aquisição nos colocou numa situação muito mais cômoda, passando a ser o primeiro banco do Estado. No caso do Votorantim, não foi operação de socorro. O BB tinha uma deficiência crônica que tentava corrigir há dois anos que era crescer no mercado de financiamento de veículos.

Mas o BC não está demorando muito para aprovar essa operação? Isso atrapalha os planos do BB?

Não está fora do cronograma. Mas, enquanto o BC não aprovar, nossa participação na gestão do Votorantim é indireta. Não tem um conselho de administração formado. Acredito que isso deve estar bem próximo da conclusão.

Como está a participação do BB no ‘Minha Casa, Minha Vida’?

Hoje participamos complementarmente do programa. A Caixa será o grande agente, mas o BB vai atuar em duas pontas: financiamento às construtoras e liberação de crédito para famílias com renda entre três e dez salários mínimos. Ainda estamos na primeira etapa que é o financiamento dessas construções. Na segunda etapa, quando imóveis tiverem prontos, vamos atuar com financiamento para pessoas com renda entre três e dez salários mínimos. A faixa de renda familiar de até três salários mínimos será exclusiva da Caixa.

A intenção do BB de crescer no mercado imobiliário não bate com os interesses da Caixa?

De forma alguma. A Caixa não teria condição de atender sozinha esse mercado, diante da perspectiva de crescimento. Vamos agir de forma complementar.

O BB ainda tem interesse em comprar o BRB?

Confesso que houve atraso no cronograma em razão da recente troca no comando da instituição. As negociações prosseguem. É verdade que precisamos saber do real apetite do governo federal.

A suspensão das negociações de compra do Banestes é definitiva?

Não. O governo do Espírito Santo entendeu que não era o momento para concretizar o negócio. Acordamos que iríamos suspender o processo e que retomaríamos uma possível conversa, mas sem data marcada.

Sem essas aquisições o BB terá condições de voltar a ocupar o primeiro lugar no ranking?

O BB voltará a ser líder. É difícil fazer um prognóstico de quando isso vai ocorrer. Não dá para fazer futurologia.

Por que foram necessárias tantas mudanças na vice-presidência e diretorias? Analistas falam em aparelhamento da instituição, pois as indicações seriam políticas?

Para mim, isso é uma surpresa. Não tenho nenhuma vinculação partidária. Sou funcionário de 30 anos de casa. Comecei aqui como menor aprendiz. No conselho diretor, cinco são originários desse quadro de menor aprendiz, foram office boy do banco. Não vejo aparelhamento nenhum. Não sei de onde possa ter surgido esse tipo de ideia. Acho que temos uma gestão extremamente profissional, técnica como é de costume.O mercado continua apostando fortemente no banco. Prova disso é que nossos papéis são os que tiveram maior valorização em relação a outros bancos.

Mas por que as mudanças foram necessárias?

Por estilo de gestão. É natural em qualquer instituição. Normalmente, as pessoas buscam trabalhar com profissionais que tenham um perfil parecido com o seu.

O sr. tem alguma ligação com o PT? Com o presidente nacional do partido Ricardo Berzoini?

Sou uma pessoa totalmente apartidária. Não existe esse tipo de vinculação.

E as mudanças feitas no segundo e terceiro escalões? Dizem que foram feitas para acomodar aliados de partido…

Recebi também a mesma informação só que do lado inverso. Me disseram que eu estava tirando gente que tinha vinculação partidária. Quem nomeia o presidente do banco é o presidente a República. É natural que uma empresa que atua no mercado faça trocas na equipe para trabalhar com funcionários que estejam aliados ao seu perfil. Isso vale para os vice-presidentes e diretores. Essas trocas são naturais e sadias.

Fonte: Estadão

Governo prepara mudança em regras de fundos de pensão

julho 2nd, 2009

Fundos de pensão buscam investimentos alternativos para compensar queda dos juros

Renato Andrade

Os fundos de pensão brasileiros enfrentam um dilema provocado pela queda acentuada da taxa básica de juros (Selic). Com o fim do retorno alto e garantido dos títulos públicos, as fundações começam a discutir a necessidade de reduzir a taxa de referência para suas aplicações e aumentar os investimentos em ativos de maior risco.

Gestores e representantes da indústria que administra cerca de R$ 450 bilhões apostam que a manutenção de uma referência de ganho de 6% acima da inflação, a chamada meta atuarial, praticada por muitas das 372 entidades fechadas de previdência no País, é incompatível com um cenário de juro básico de um dígito.

Enquanto alguns fundos de pensão já iniciaram as discussões ou até mesmo aprovaram reduções em suas metas atuariais, como a gigante Previ fez em 2008, o governo federal trabalha na reformulação das regras de investimento do setor. As novas regras permitirão a alocação de volumes maiores de dinheiro em instrumentos de renda variável, como ações e fundos imobiliários.

As mudanças, que devem ser submetidas ao Conselho Monetário Nacional (CMN) dentro de dois meses, são consideradas positivas pelo setor, mas a mudança na atual estrutura de investimentos dos fundos, que aplicam mais de 60% de seus recursos em renda fixa, será lenta e gradual, segundo avalia o presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), José de Souza Mendonça.

“Entre liquidez, rentabilidade e segurança, o que vem primeiro é a segurança”, afirmou Mendonça, que também dirige a Indusprevi, a sociedade de previdência privada do Rio Grande do Sul, que administra uma carteira de R$ 240 milhões e tem 4 mil participantes.

“É chegada a hora de os gestores ganharem dinheiro não apenas sentados em cima de títulos públicos, mas aplicando em outros ativos, investimentos mais salutares para a economia”, afirma Bruno Lembi, da M2 Investimentos em São Paulo.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em todas as quatro reuniões realizadas este ano, jogando a taxa para inéditos 9,25% ao ano. Como o mercado espera que a taxa encerre o ano em 8,75%, a tarefa dos fundos de pensão de garantir um rendimento real de 6% é ainda mais complicada.

SEM AVENTURAS

Fábio Ohara Ishigami, diretor da gestora de recursos Rio Bravo, que atende mais de 35 fundos de pensão e administra uma carteira de R$ 2,5 bilhões, acredita que mudanças graduais são mais salutares para o sistema. “Você não pode forçar o sistema a absorver uma cultura de alocação de risco muito repentinamente”, afirma Ishigami, que foi coordenador-geral de investimentos da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), órgão do Ministério da Previdência Social que fiscaliza o setor, entre 2001 e 2002.

No caso das metas atuariais, o preceito de cautela é ainda mais premente, segundo avalia Ishigami, uma vez que a redução da meta significa uma despesa para a patrocinadora do fundo, no caso dos chamados planos de benefício definido, que permitem ao contratante saber quanto receberá no futuro.

“Essa questão de redução da meta atuarial é supercomplexa, envolve basicamente alguém colocar mais dinheiro e quando a mudança envolve colocar mais dinheiro, a discussão é sempre bastante longa”, diz Ishigami.

Fonte: Estadão

Banco do Brasil reduz juros

julho 2nd, 2009

A taxa de juros mínima da linha BB Crediário, modalidade de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), do Banco do Brasil, para o financiamento de despesas com lazer e turismo, passou de 2,25% para 1,99% ao mês, informou ontem a instituição financeira.

O prazo de carência para o pagamento da primeira parcela também foi ampliado de 59 para até 180 dias. O prazo de financiamento já havia sido ampliado de 48 para até 60 meses em maio passado. As medidas começaram a valer a partir de ontem e vão até o dia 31 de dezembro deste ano.

Fonte: JB Online

Bancos abrem mais espaço para linhas com créditos de carbono

julho 2nd, 2009

Santander tem 50 mi para financiar projetos; Bradesco avança em parceria

GITÂNIO FORTES
DA REDAÇÃO

Os principais bancos do Brasil prestam cada vez mais atenção aos créditos de carbono, certificados emitidos por projetos que reduzem a emissão de gases do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global.

O Santander anunciou ontem o lançamento de linha de 50 milhões para a compra de CER (sigla em inglês para Redução Certificada de Emissões) no Brasil, no Chile e no México. Cada crédito equivale a uma tonelada de CO2.

A linha funciona desta forma, relata o superintendente Maurik Jehee: o Santander compra os CERs, financiando os projetos que vão resultar nos créditos de carbono. Depois os revende para empresas europeias, que podem usar os certificados para compor as metas de redução de emissões de gases poluentes. As companhias têm compromissos individuais, estabelecidos segundo a meta geral de cada país definida pelo Protocolo de Kyoto.

A atuação em créditos de carbono integra a estratégia do Santander na área de financiamentos para sustentabilidade, diz Julio Bin, superintendente de desenvolvimento da área.

O Bradesco, por sua vez, desde abril tem uma linha para financiar projetos de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), que respeitam critérios estabelecidos pelas Nações Unidas, relata José Ramos Rocha Neto, superintendente-executivo da área de empréstimos e financiamentos.

O banco e o grupo japonês Mitsubishi UFJ anunciaram, há pouco mais de dois meses, parceria que inclui a comercialização de créditos de carbono. A Key Associados responde pela avaliação técnica dos projetos. Ao todo, o Bradesco dispõe de 34 produtos, que chegam a R$ 2,14 bilhões disponíveis para questões socioambientais.

O Itaú Unibanco e o Banco do Brasil também contam com projetos relacionados a créditos de carbono.

As duas instituições participaram dos leilões que a Prefeitura de São Paulo promoveu para a venda de CERs gerados por projetos de transformação de gás em energia nos aterros sanitários do município.
Dos 1.699 projetos de MDL registrados na ONU, 159 estão no Brasil, que fica atrás apenas da China e da Índia. Nos últimos 12 meses, a cotação do CER variou de 7,39 a 23,88, de acordo com o Santander.

Fonte: Folha de S. Paulo

Mudanças no BB: novo diretor de finanças e novo presidente da DTVM

julho 1st, 2009

Angelo Pavini, de São Paulo

O ex-presidente da BB DTVM, Alberto Monteiro de Queiroz Netto, será o diretor de Finanças do Banco do Brasil. Ele ficará responsável por toda a área de tesouraria local e internacional do banco. Queiroz despediu-se ontem da BB DTVM, onde trabalhava há nove anos, os três últimos como presidente. O novo presidente, João Ayres Rabello Filho, deverá tomar posse esta semana, ainda sem data definida.

Funcionário de carreira do BB, Queiroz fez um trabalho de especialização na gestora, criando áreas de ações, multimercados e renda fixa na BB DTVM. Com isso, foram criadas novas carteiras que ampliaram a fatia de aplicações de renda variável e crédito no banco. Os fundos de ações cresceram de R$ 24 bilhões em 2006 para R$ 43 bilhões, e os multimercados, de R$ 30 bilhões para R$ 43 bilhões. A parcela de títulos privados nas carteiras dos fundos da BB DTVM também cresceu, de R$ 21 bilhões para R$ 45 bilhões. “Fomos grandes tomadores e financiadores da dívida privada, mesmo durante a crise”, observa Queiroz Netto. Com tudo isso, a BB DTVM ganhou mercado e ampliou seus ativos de R$ 182 bilhões para R$ 265 bilhões. “Faltou apenas o projeto de internacionalização, que não avançou muito pelas condições externas”, diz.

Não é a primeira vez que a BB DTVM terá um presidente que não é funcionário de carreira. Antes de Queiroz Netto, presidia a distribuidora Nelson Rocha Augusto, do Banco Ribeirão Preto.

Rabello Filho estava na presidência do Banco Concórdia desde agosto de 2007. Sua saída deixa um ponto de interrogação em relação ao futuro do banco e da corretora Concórdia, fundados pelo grupo Sadia. Essas instituições financeiras quase colocaram por terra o projeto de fusão da Sadia com a Perdigão. A Perdigão não queria que a fusão envolvesse as instituições financeiras. Para que o negócio se concretizasse, acabaram ficando de fora, ligadas aos controladores da Sadia. Mas perderam a vantagem de ter acesso às empresas da cadeia produtiva do frigorífico.

A tarefa do executivo era estruturar a organização e desenvolvimento do projeto financeiro do grupo Sadia, que incluía também a expansão da Concórdia Corretora de Títulos e Valores Mobiliários e dos fundos de investimento. A Concórdia afirmou não ter nada a declarar a respeito. Antes disso, Rabello Filho presidiu os bancos Fibra e o Excel. Ele é graduado e tem mestrado em Engenharia Industrial pela Universidade de São Paulo. (Colaborou Maria Christina Carvalho)

Fonte: Valor Econômico

Comentário do BBlog: João Ayres Rabello Filho integrou, juntamente com Antoninho Marmo Trevisan, Guido Mantega, João Vaccari Neto, Ricardo Berzoini, Sérgio Rosa e Wagner Pinheiro o GT que elaborou o documento da candidatura do Presidente Lula sobre o mercado de capitais, divulgado em 17 de outubro de 2002.

BB tem maior valorização das Américas

julho 1st, 2009

Quatro dos seis primeiros bancos do ranking entre as instituições da América Latina e Estados Unidos são brasileiros

Paula Pacheco

Entre as instituições financeiras da América Latina e dos Estados Unidos, o Banco do Brasil foi a que teve a maior valorização das ações no primeiro semestre. É o que mostra um estudo da Economática, consultoria especializada em dados do mercado acionário. Dos seis bancos com maior valorização nos primeiros seis meses de 2009, quatro são brasileiros.

No período, os papéis do BB subiram 80,87%. O Morgan Stanley, segundo colocado, teve alta de 78,31%. Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander Brasil ocupam, respectivamente, o quarto, quinto e sexto lugares na lista das ações que mais subiram. Nos dados da Economática os valores foram ajustados para o dólar, que no período caiu 16,5% em relação ao real.

Na lista das 20 instituições com melhor resultado, 10 tiveram desempenho negativo. No fim do ranking está o Citigroup, com queda de 55,63%.

“Os números mostram que os bancos brasileiros tiveram uma importante recuperação, principalmente no segundo trimestre, o que confirma que as instituições brasileiras tem uma estrutura bem diferente da americana”, explica Einar Rivero, responsável pelos dados, gerente de relacionamento institucional e comercial da Economática. O levantamento levou em consideração apenas os bancos com mais de US$ 100 bilhões em ativos.

Para Luis Miguel Santacreu, analista de instituições financeiras da Austin Rating, a recuperação dos bancos americanos é surpreendente, sobretudo depois que muitos deles “quase viraram pó”. Os bancos americanos que encabeçam a lista, diz Santacreu, tiveram um reforço com a aquisição do filé mignon de instituições quebradas. É o caso do JP Morgan e do Goldman Sachs, cita.

O analista lembra que os bancos brasileiros também sofreram com a quebra do Lehman Brothers, principalmente os de médio porte, abatidos pelos saques dos investidores estrangeiros. A situação beneficiou as instituições de grande porte, como Bradesco e BB, para onde migrou parte desses depósitos.

“Logo se percebeu a solidez das bancos e eles voltaram a se valorizar. Era um período de ações baratas, mas agora é difícil saber se já não estão próximas do limite, porque a bolsa vem cedendo”, comenta Santacreu.

Mariana Taddeo, analista da Link Corretora, lembra que a situação das instituições brasileiras se descolou dos EUA em boa parte porque são menos alavancadas e não estavam no meio de um calote generalizado do setor imobiliário. “Agora, o momento será de se observar como vai se comportar a inadimplência no Brasil. No segundo semestre, o crédito deve continuar crescendo. Com juros menores, os bancos vão ganhar menos, mas poderão aumentar o volume emprestado”, argumenta Mariana.

Fonte: Estadão

Fundos de pensão poderão ter maior controle pelo Senado

julho 1st, 2009

Novos parâmetros de transparência e controle sobre as entidades fechadas de previdência complementar — os fundos de pensão — poderão ser aprovados pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na reunião desta quarta-feira (1º), às 10h. As medidas integram projeto de lei (PLS 22/09 - Complementar) do senador Papaléo Paes (PSDB-AP), que recebeu parecer favorável do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

A proposta altera dispositivos da Lei Complementar nº 109/01 - marco regulatório das entidades de previdência complementar - para ampliar a atuação do Poder Legislativo no controle e na fiscalização do setor. A primeira mudança sugerida se refere à sabatina, pelo Senado Federal, de todo indicado pela Presidência da República para dirigir órgão fiscalizador e regulador dos fundos de pensão.

O texto estabelece ainda que minutas de atos normativos do setor deverão ser acompanhadas de exposição de motivos e submetidas a consulta pública. Além disso, as críticas e sugestões deverão necessariamente merecer exame e resposta fundamentada, permanecendo à disposição do público de forma ampla e irrestrita. Após os primeiros 60 dias de cada ano, representantes do órgão fiscalizador e regulador também ficarão obrigados a apresentar ao Senado relatório de gestão reunindo as ações implementadas nos últimos 12 meses, os atos normativos expedidos e suas respectivas exposições de motivos, além das ações planejadas para os 12 meses seguintes.

Fonte: Agências de Notícícias do Senado

Caderneta de poupança bate fundos DI e CDBs de pequenos investidores

julho 1st, 2009

Ranking de investimentos mostra também que a Bolsa de Valores foi, de longe, a melhor aplicação do semestre

Leandro Modé

Além de mostrar folgada liderança do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), o ranking dos investimentos brasileiros do primeiro semestre deixa claro os efeitos da queda da taxa básica de juros (Selic) para o menor nível da história. No período, os fundos DI e os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) voltados ao pequeno investidor perderam para a caderneta de poupança.

Os fundos cuja taxa de administração supera 3% ao ano renderam 3,32% entre janeiro e junho, enquanto os CDBs para aplicações entre R$ 5 mil e R$ 100 mil ganharam 3,30% no período. A poupança subiu 3,58%.

“A rentabilidade líquida dos fundos DI está muito ruim e pode até ficar negativa em alguns casos”, afirmou o professor e educador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil. “A aplicação em CDB só é indicada, hoje, para os grandes investidores”, completa o administrador de investimentos Fabio Colombo.

A maior parte da carteira dos fundos DI é composta por títulos públicos pós-fixados, que acompanham a evolução da Selic. A taxa, que iniciou 2009 em 13,75%, está agora em 9,25% ao ano. Os CDBs também têm remuneração atrelada ao juro básico. Esse efeito se evidencia quando se compara a situação atual com a de março de 1999, quando a Selic atingiu o maior nível da história (45%). Naquele mês, os fundos DI renderam, em média, 2,53%.

O aumento da competitividade da poupança levou o governo a anunciar, em 13 de maio, novas regras para a caderneta, que incluem, entre outros pontos, a taxação de aplicações superiores a R$ 50 mil a partir de 2010. O governo federal tem interesse na questão porque depende dos fundos para rolar parte relevante de sua dívida. Até agora, porém, a legislação não foi enviada ao Congresso.

Em entrevista ao Estado, há duas semanas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que o governo tenha desistido de mexer na caderneta. “Foi anunciado e foi dito que a medida de aumento de tributação é para o ano que vem. Temos tempo para entrar no Congresso. O projeto está pronto, não tem nenhum segredo”, afirmou.

Para Colombo, o governo aproveita o momento para pressionar as instituições financeiras a reduzir as taxas de administração cobradas dos clientes nos fundos.

“Ainda existe fundo DI no Brasil que cobra taxa de 5% ao ano”, observou o professor do Laboratório de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA) Rafael Paschoarelli. Ele e outros especialistas acreditam que não há outro caminho para as instituições senão reduzir essas taxas. “Se não acontecer, esse produto (DI) vai sumir do mercado, como já ocorreu no passado com o overnight”, pondera Calil.

Os grandes bancos do País já começaram a se mover nessa direção. O Bradesco, por exemplo, baixou recentemente o valor da aplicação mínima para diversos fundos de investimento. O Banco do Brasil reduziu as taxas de administração de alguns fundos. O Santander-Real deve anunciar nas próximas semanas medida semelhante.

MÊS

Levando-se em conta somente o mês de junho, a liderança do ranking de investimentos ficou com os fundos de renda fixa, que renderam, em média, 0,64%. Em seguida, ficaram os fundos DI que cobram taxa de administração inferior a 3% - esses tiveram rentabilidade de 0,63%.

O ouro, que perdeu 7,14% no mês, ficou na lanterna do levantamento. O segundo pior foi o Ibovespa, que se desvalorizou 3,25%, puxado pela saída de investidores estrangeiros no mês. Como na medição semestral, a caderneta de poupança terminou junho à frente dos fundos DI e dos CDBs voltados ao pequeno aplicador.

A tendência para o segundo semestre é de que os produtos indexados ao juro continuem apresentando queda da rentabilidade, uma vez que a expectativa do mercado para a taxa Selic é de novas quedas. O último relatório Focus, síntese de uma pesquisa do Banco Central (BC) com bancos e consultorias, prevê que a Selic estará em 8,75% em dezembro.

Esse é o cenário com que trabalha, por exemplo, o analista-chefe da XP Corretora, Rossano Oltramari. “O BC deve cortar a Selic em mais meio ponto no segundo semestre e, então, parar para observar os efeitos do juro menor na economia.”

Fonte: Estadão

BB antecipa crédito do BNDES

julho 1st, 2009

Edna Simão

O Banco do Brasil (BB) lançou uma linha de crédito que permite às empresas antecipar o valor dos empréstimos que têm a receber do BNDES. O objetivo é evitar que interrompam a produção. A medida integra o pacote do anunciado na segunda-feira pelo governo para estimular os investimentos e viabilizar a retomada do crescimento.

Segundo o presidente do BB, Aldemir Bendine, a antecipação já era feita para grandes companhias e está sendo ampliada para as menores. “O BB vai fazer o empréstimo-ponte a partir do momento que considerar viável o projeto apresentado”, afirmou.

Nos próximos dias, o BB apresentará o Fundo Garantidor de Operações (FGO), que dará aval para pequenas e microempresas tomarem empréstimos bancários. Com isso, espera que as taxas caiam 30%.

Fonte: Estadão

Comissão da Câmara aprova redução da jornada de trabalho para 40 horas

junho 30th, 2009

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a redução da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, aprovou por unanimidade nesta terça-feira (30) o relatório favorável à proposta apresentado pelo deputado Vicentinho (PT-SP) à Proposta de Emenda à Constituição PEC 231/95. A proposta, em tramitação há 14 anos no Congresso Nacional, também aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%.

A expectativa é que a PEC seja votada pelo plenário da Casa no início de agosto, segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que preside a Força Sindical. Todas as centrais sindicais em atividade no Brasil estão presentes em auditório da Câmara, onde a comissão está reunida.

A última redução do período semanal de trabalho ocorrida no país foi na Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas. Para Vicentinho, a redução terá pouco impacto nas empresas, pois a média da duração do trabalho já é inferior às 44 horas previstas na Carta.

Além disso, o parlamentar afirma que, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a carga de 40 horas semanais, seguida da manutenção do patamar salarial, significará um crescimento de apenas 1,99% no custo da produção.

Fonte: Agência Câmara

ANABBPrev ultrapassa primeiro milhão de patrimônio

junho 30th, 2009

A ANABBPrev, fundo de pensão instituído pela ANABB, obteve mais uma importante conquista. O patrimônio do plano de previdência ultrapassou a marca de R$ 1 milhão.

Este é mais um marco para a história do funcionalismo do BB, já que em apenas seis meses de existência, a ANABBPrev teve rápido crescimento. A notícia sobre o primeiro milhão conquistado pela ANABBPrev também fortifica a construção do terceiro pilar da previdência para os funcionários do BB, pois dá oportunidade das pessoas investirem ainda mais no futuro. “A confiança dos associados e fundadores do plano, concretizada nestes números, possibilita pensar em voos mais altos”, completa a diretora de Benefícios da ANABBPrev, Elaine Michel.

O diretor Administrativo e Financeiro, Armando César Ferreira dos Santos, considera que a conquista reforça a segurança e a credibilidade dos associados. “Esta é mais uma prova que o investimento dos associados da ANABBPrev está sendo bem administrado”.

Fonte: AnabbPrev

BB lança gerenciador financeiro com acesso de celular

junho 30th, 2009

O conjunto de 14 transações atenderá cerca de 85% das operações realizadas pelos clientes pessoa jurídica por meio da internet

O Banco do Brasil oferece desde o dia 25 de junho a seus clientes pessoa jurídica o serviço de autoatendimento via celular, chamado Gerenciador Financeiro. O conjunto de 14 transações atenderá cerca de 85% das operações realizadas por essa categoria de clientes por meio da internet, sem cobrança de tarifas.

Conforme explicado pela instituição, por meio de aparelhos celulares com a tecnologia WAP2 (Wireless Aplication Protocol, versão 2 - disponível na maioria dos celulares, exceto iPhone, HTC e Blackberry), o empresário poderá consultar saldos e extratos, realizar transferências entre contas, inclusive DOC/TED, pagar convênios e boletos de cobrança, liberar arquivos de pagamento, dentre outras operações.

O acesso pode ser feito pelo Portal WAP da operadora de telefonia móvel do cliente ou digitando o endereço eletrônico http://wap2.bb.com.br/pj no telefone celular. Para efetivar as transações, serão exigidos os mesmos requisitos de segurança adotados no acesso ao Gerenciador Financeiro pela internet.

Hoje, cerca de 530 mil companhias usam regularmente o Gerenciador Financeiro, das quais a maioria é do segmento de micro e pequenas empresas. A movimentação financeira das empresas do Varejo no BB pelo canal superou R$ 25,8 bilhões em maio de 2009, com 129 milhões de transações realizadas.

Fonte: Itweb

José Arbex Jr. e Ricardo Kotscho falam sobre os bastidores do poder, no CCBB-Rio

junho 30th, 2009

Nesta quarta-feira, das 18h30 às 20h30, o Centro Cultural Banco do Brasil realiza o debate Os Bastidores do Poder, com os jornalistas e escritores José Arbex Jr. (foto) e Ricardo Kotscho. O encontro dá sequência ao ciclo Jornalismo Literário e acontece no Teatro II, com entrada gratuita, sendo que as senhas para o evento devem ser retiradas na bilheteria do CCBB, com uma hora de antecedência.

Jornalismo Literário tem por objetivo discutir o que de melhor o jornalismo brasileiro produz no gênero e está levando ao CCBB alguns dos maiores nomes da mídia nacional como Fernando Morais, Heloisa Seixas, Luis Nassif, Nirlando Beirão, Paulo Cesar de Araújo, Paulo Lins, Sebastião Nery, Zuenir Ventura, além de Ruy Castro, Sérgio Cabral, Gilberto Dimenstein, José Louzeiro, Matinas Suzuki e Luiz Carlos Maciel, que participaram dos três primeiros encontros do ciclo.

Durante o debate do dia 1º de julho, Ricardo Kotscho falará sobre o processo de criação do livro Do Golpe ao Planalto: uma Vida de Repórter (Editora Companhia das Letras, 2006) e José Arbex Jr. sobre sua atividade na Caros Amigos e sobre os livros que escreveu, entre eles Século do Crime, ganhador do Prêmio Jabuti, em 1997.

José Arbex Jr. é doutor em história social pela Universidade de São Paulo, professor de jornalismo e coordenador do programa de pós-graduação lato senso em jornalismo da PUC-SP, editor da revista Caros Amigos, membro do conselho editorial do jornal Brasil de Fato, ex-correspondente da Folha de S. Paulo em Moscou e Nova York e autor de vários livros, incluindo o Século do Crime, ganhador do Prêmio Jabuti em 1997.

Ricardo Kotscho é paulistano e são-paulino, repórter do iG e da revista Brasileiros. Jornalista desde 1964, já trabalhou em quase todos os principais veículos da imprensa brasileira (jornais, revistas e redes de TV) e foi Secretário de Imprensa da Presidência da República no governo Lula. Ganhou os prêmios Esso, Cláudio Abramo e Herzog. Tem dezenove livros publicados, duas filhas, três netos e um sítio em Porangaba, onde plantou muitas árvores.

O CCBB fica na Rua Primeiro de Março 66, Centro, do Rio de Janeiro, telefone.: (21) 3808-2020. Outras informações podem ser obtidas no site www.bb.com.br/cultura

Fonte: Portal Fator Brasil

BB amplia capacidade da central de atendimento ao cliente

junho 30th, 2009

O Banco do Brasil se prepara para realizar a ampliação do seu serviço de atendimento ao cliente, que será aumentado das atuais 3,5 mil URAs (Unidades de Resposta Audível) para 6 mil. Essas novas URAs, que antes estavam distribuídas em 29 sites diferentes, agora serão consolidadas em quatro unidades nas cidades de São Paulo, Salvador, São José dos Pinhais, no Paraná, e Rio de Janeiro, para atender uma carteira atual de 30 milhões de clientes e uma previsão de 35 milhões de chamadas por mês.

A informação é de Reinaldo Guimarães Brabo Ferreira, gerente da área de Distribuição e de Canais de Varejo do Banco do Brasil, que participou do 4º Seminário de Call Center + CRM 2009, que aconteceu na semana passada em São Paulo, promovido pelas revistas TI INSIDE e TELETIME e organizado pela Converge Comunicações.

Segundo o executivo, essa expansão prevê as aquisições feitas pelo banco, como o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), mas não a Nossa Caixa, cujo projeto de integração só começará a partir de 2010.

Fonte: TI Inside

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Anatel: fundos de pensão podem voltar ao conselho da Oi

junho 30th, 2009

Por Gerusa Marques

Brasília - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a volta dos fundos de pensão Previ, Petrus, Funcef e Telos ao Conselho de Administração da Oi. O Conselho Diretor da Anatel decidiu revogar uma decisão da agência de 2000 e restituiu o direito de voto e veto dos fundos na operadora de telefonia.

Em 2000 a Anatel detectou uma participação simultânea da Previ, tanto no controle da Brasil Telecom (BrT) quanto no controle da Oi (na época Telemar), por meio da Fiago. Como na época as duas concessionárias não faziam parte do mesmo grupo, a participação cruzada era proibida pela legislação. No ano passado, no entanto, a Anatel alterou o Plano Geral de Outorgas (PGO) permitindo a fusão entre Oi e BrT. Como as duas concessionárias passaram a integrar o mesmo grupo, não havia mais sentido manter a restrição.

No início deste ano, a Fiago entrou com uma petição na Anatel pedindo a revogação do ato, que foi analisada ontem pela agência.

Fonte: Abril

Caixa e BB desenvolvem software livre público

junho 30th, 2009

Duas soluções livres desenvolvidas pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco Brasil (BB) já estão disponíveis à sociedade no Portal do Software Público Brasileiro, (www.softwarepublico.gov.br).

Um dos novos softwares possibilita a transmissão de um streaming de áudio e vídeo pela intranet ou internet, reduzindo custos com reuniões presenciais. O sinal pode ser capturado por até 200 outros pontos da rede por um único servidor. O software Minuano foi desenvolvido para auxiliar a comunicação da empresa junto às suas agências.

Segundo a vice-presidente de Tecnologia da Informação da instituição, Clarice Coppetti, o Minuano é a única solução em software livre desenvolvida para transmissão de áudio e vídeo pela internet e intranet.

O Portal do Software Público é coordenado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento. As soluções disponibilizadas no Portal do Software Público podem ser obtidas por qualquer interessado, mediante cadastramento.

O outro software lançado é o Apoena, desenvolvido pelo BB para facilitar o acesso à informação nos telecentros apoiados pela instituição em todo o País. A solução produz clippings de notícias e funciona como uma agência de notícias pois coleta e processa dados de mais de 300 fontes informativas. O usuário pode definir e filtrar os assuntos de seu interesse bem como encaminhar as notícias por e-mail para outras pessoas cadastradas no sistema.

Os dois programas foram lançados na 10ª edição do Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre.

Fonte: JB Online

Balanços contrariam o discurso dos bancos

junho 28th, 2009

Eles temem perder R$ 105 bilhões, mas só provisionam R$ 9 bilhões

David Friedlander

O discurso apocalíptico dos bancos, de que podem quebrar se forem condenados a pagar as perdas das cadernetas de poupança com planos econômicos do passado, não aparece em seus balanços. No ano passado, os sete maiores bancos do País, responsáveis por quase 80% das cadernetas, provisionaram menos de R$ 9 bilhões para honrar eventuais derrotas em processos cíveis - como as ações dos poupadores. É uma quantia muito distante dos R$ 105 bilhões que, segundo a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), custaria uma derrota para os poupadores na Justiça.

O balanço é um documento usado pelas empresas para mostrar seu desempenho e registrar tudo aquilo que pode afetá-lo. Nas demonstrações financeiras do ano passado, as instituições pesquisadas discorreram largamente sobre temas como sustentabilidade e responsabilidade social. Mas fizeram uma abordagem mínima sobre prejuízos potenciais com as ações da poupança - embora venham perdendo na Justiça, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa aparente incoerência entre o discurso e os balanços começará a ser usada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) na sua campanha para desqualificar os argumentos dos bancos e do governo. O Idec é a face mais visível do movimento de cerca de 550 mil poupadores que entupiram os tribunais com ações contra os bancos. A pesquisa nos balanços foi feita pelo instituto, em parceria com o Sindicato dos Bancários de São Paulo e com economistas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Se realmente correm tanto risco, os bancos deveriam informar isso nos balanços”, afirma Marilena Lazzarini, fundadora do Idec. “Alguém eles estão enganando: o acionista do banco ou os poupadores.”

Para especialistas, a contradição entre a eloquência da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e a contabilidade de seus associados dá margem a dúvidas. “Eles podem estar sendo alarmistas ou podem ter subestimado o risco nos balanços. Ou as duas coisas. Se o passivo existe e é tão grande, precisa ser divulgado de forma transparente no balanço”, afirma Antônio Carlos Palacios, vice-presidente técnico do Conselho Federal de Contabilidade. “Com base nos números que eles próprios divulgaram (os R$ 105 bilhões), os valores provisionados parecem muito baixos.”

Procurada, a Febraban diz que não existe contradição. Afirma que as instituições têm feito provisões à medida que as ações vão sendo julgadas. O Banco Central (BC) também alega que não é hora de fazer o provisionamento.

O BC, aliás, é uma espécie de testemunha de defesa dos bancos no STF. “O BC está defendendo os interesses da União e da economia pública. Como se trata de ação cuja decisão vincula a sociedade, o BC ingressou no processo para oferecer os argumentos necessários ao julgamento da causa”, afirma o procurador-geral do BC, Francisco José de Siqueira.

A disputa é um processo delicado. Envolve uma confusão de índices, regras, leis, responsabilidades e conceitos conflitantes. É uma herança deixada nas cadernetas pelos planos econômicos editados entre 1987 e 1991 (Bresser, Verão, Collor I e Collor II).

Com a promessa de acabar com a inflação, os ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor mexeram mais de uma vez no cálculo da poupança.

A história era sempre igual: os depósitos deviam ser corrigidos com base num critério, mas o governo mandava trocar o índice, por outro menor. Décadas depois, mais de 550 mil poupadores pedem na Justiça que os bancos reponham essas perdas. Em relação ao Plano Verão, eles acusam as instituições financeiras de terem aplicado indevidamente os índices determinados pelo governo, prejudicando o rendimento.

Os bancos afirmam que cumpriam ordens de Brasília e não podem ser responsabilizados pelos efeitos. Em relação ao Plano Verão, dizem que o índice de correção da caderneta foi igual ao que reajustou os empréstimos, portanto, não ganharam nada com isso. Não existe um balanço disponível sobre as decisões dos tribunais. Em relação ao Plano Collor I, a Justiça já decidiu que a responsabilidade não é dos bancos. Quando a discussão é sobre os planos Verão e Bresser, no entanto, os magistrados estão dando ganho de causa aos poupadores.

Fonte: Estadão

Aos 15 anos, real ainda não venceu indexação

junho 28th, 2009

Correção automática de preços responde por 15% da inflação atual

Paulo Justus

O aniversário de 15 anos do Plano Real, dia 1º de julho, marca o sucesso na luta pela estabilidade dos preços no País. O combate à inflação, no entanto, não acabou e ainda exige reformas, segundo o professor de economia Heron do Carmo, da Universidade de São Paulo (USP), especialista no acompanhamento de preços.

Ele diz que o principal problema relacionado à inflação atual é a indexação ainda existente na economia, uma herança dos tempos de reajustes constantes nos preços. De acordo com estimativa do economista, esse fator é responsável por 15% da inflação brasileira hoje.

Por meio da indexação, as contas de telefone, de luz e os contratos de aluguel, por exemplo, são reajustados anualmente pelos índices de inflação. Os aluguéis são atrelados ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Por sofrer influência de preços das commodities, o IGP-M repassa impactos de altas em outros produtos para o sistema todo. “Isso perturba e dá uma grande instabilidade porque repassa um choque de preços externo para o sistema interno”, diz do Carmo.

Para o economista da FGV Projetos, Fernando Blumenschein, avançar na redução da indexação envolve reformas em cada um desses setores que têm os preços indexados. “São avanços mais difíceis. Para avançar nos preços de energia elétrica seria preciso uma reforma de todo o sistema do setor elétrico. Não é uma coisa que se possa fazer sem custos”, diz.

Há ainda uma dificuldade política para combater essa forma de reajuste porque ela implica perda de arrecadação. “Se nós pegarmos o total de arrecadação dos Estados com ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços), mais de 50% tem origem em combustíveis, energia elétrica e telefonia. Por isso é complicadíssimo se fazer uma redução do preço de gasolina, por exemplo”, diz Carmo.

Segundo ele, essa dependência é maior nos Estados menos industrializados. “Nessa crise, provavelmente a arrecadação de ICMS de São Paulo vai ser menor que em outros Estados, porque depende menos da arrecadação com combustível, energia e telefone, que não são tão afetadas”, afirma.

HISTÓRICO

Apesar dos resquícios da indexação, o real reduziu boa parte desse tipo de reajuste no País. “Os contratos deixaram de ser ajustados mensalmente para serem ajustados anualmente”, recorda Carmo. Segundo ele, boa parte do formulário adotado no real veio dos planos anteriores de combate à inflação.

A diferença para o sucesso do real foi amadurecimento do País. “A consolidação da democracia, maior liberdade, maior respeito pela opinião pública no mundo todo, isso também contribuiu para o que aconteceu aqui”, diz. “O interesse do consumidor passou a ter um peso maior que o interesse do Estado como produtor, que era a situação do regime anterior”, diz.

As principais medidas tomadas pelo real foram do ponto de vista financeiro, especialmente o Proer, um programa de auxílio aos bancos. O plano também refinanciou as dívidas de Estados e municípios. “Houve uma tentativa de saneamento das contas públicas antes da estabilização da moeda, algo que não ocorreu no Plano Cruzado (1986) por falta de apoio político”, diz Carmo.

Blumenschein destaca como aprendizado incorporado pelo Plano Real a busca de alternativas ao tabelamento de preços, algo que se comprovou ineficaz nos planos anteriores. “Houve o convencimento da sociedade, que passou a apoiar medidas que deram certo, como a abertura comercial.”

Fonte: Estadão

Juro menor é desafio para investidor

junho 28th, 2009

Títulos de renda fixa emitidos por empresas ganham espaço; letras imobiliárias e de agronegócio são opções

Leandro Modé

O investidor médio brasileiro está entre a cruz e a espada. De um lado, se vê diante da menor taxa de juros da história do País, que diminui o rendimento das aplicações em títulos do governo, principal referência para os produtos de renda fixa. De outro, está escaldado pela expressiva queda da bolsa de valores entre setembro e dezembro. O dilema é tentar encontrar uma alternativa mais rentável do que os papéis governamentais, mas nem tão arriscada como as ações.

Nesse contexto, opções que outrora nem sequer eram consideradas pelas pessoas físicas começam a entrar no radar. Os títulos privados de renda fixa, como debêntures e notas promissórias, estão entre eles. Liao Yu Chieh, professor de Finanças do Insper, acrescenta as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

No início de abril, a Oi, maior operadora de telefonia do País, fez uma emissão de debêntures com uma característica inovadora: cada papel tinha valor de face de R$ 1 mil. “Identificamos a demanda potencial (dos pequenos investidores) e contratamos os dois principais bancos de varejo do País (Itaú e Bradesco) para distribuir a operação”, conta o diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Oi, Alex Zornig.

A estratégia funcionou. Dos R$ 2,6 bilhões captados pela empresa, R$ 800 milhões foram subscritos diretamente pelas pessoas físicas - sem contar a participação indireta, por meio de fundos de investimento de renda fixa que têm na carteira esse tipo de papel. “No total, 55 mil pessoas compraram nossas debêntures”, comemora Zornig. É um número expressivo, levando-se em conta que o total de pessoas físicas cadastradas para operar diretamente na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chega a 517 mil.

A principal vantagem para a Oi, segundo o executivo, foi a taxa de juro paga pelo papel - 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que acompanha a taxa básica de juros. Com a Selic atual, de 9,25%, representa um empréstimo de 11,10% ao ano. “Em um banco, tivemos uma oferta de 145% do CDI”, revela Zornig. Segundo ele, os tradicionais compradores desse tipo de bônus - fundos de pensão e grandes investidores - também cobrariam mais para financiar a companhia.

Para o investidor comum, a principal vantagem foi o juro maior do que o recebido nas aplicações em títulos do governo e na poupança e um risco inferior ao de uma incursão em bolsa de valores. O professor Liao pondera, no entanto, que isso não significa a ausência completa de riscos. “O primeiro deles é de crédito, uma vez que uma empresa, por melhor que seja, tem um risco maior (de inadimplência) que o de um governo.”

Além desse, ele cita a falta de liquidez. Em outras palavras, a dificuldade de o investidor vender a debênture. “As pessoas têm de considerar que vão ficar com esse dinheiro empatado até o resgate do papel porque não há mercado secundário.” No caso da operadora de telefonia, houve duas séries de debêntures: uma com vencimento em dois anos e outra, em três.

Zornig observa que a Oi contratou o chamado market maker, uma instituição do próprio mercado financeiro cujo objetivo é dar liquidez ao papel. Ou seja, comprar a debênture antes do vencimento, se um investidor decidir vendê-la. Segundo Liao, mesmo o market maker não eliminará por completo esse risco, uma vez que provavelmente cobrará do investidor uma taxa relativamente alta para aceitar a operação. Na prática, significaria uma queda no rendimento final.

O presidente da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), Sérgio Cutolo, afirma que o País está começando a se preparar para a nova realidade - juros estruturalmente mais baixos - que se avizinha. “Existe muita ignorância até mesmo no mercado”, pondera.

O executivo lembra que, pela primeira vez na história do Brasil, a quantidade de títulos de renda fixa emitidos por empresas se aproxima à de papéis do governo - R$ 1,201 trilhão ante R$ 1,267 trilhão, respectivamente, ao final de maio. A maior parte (67%) ainda é concentrada em Certificados de Depósitos Bancários (os tradicionais CDBs de bancos), mas Cutolo acredita que a tendência é de crescimento da participação dos outros papéis do segmento, como as próprias debêntures.

Liao cita, ainda, ao menos duas outras modalidades de investimento que devem ser consideradas pelos poupadores no ambiente atual: as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). Ambas são emitidas pelos próprios bancos e têm uma vantagem tributária nada desprezível: a isenção de Imposto de Renda.

TESOURO DIRETO

Para os que ainda acham cedo demais para desprezar os títulos do governo, a opção sugerida pelos especialistas é o Tesouro Direto, que permite a aquisição desses papéis diretamente pelo investidor, pela internet.

“O cuidado, nesse caso, é ser familiarizado com informática, prestar atenção à taxa cobrada pela corretora por meio da qual se faz o negócio e conhecer bem o papel (pré ou pós-fixado) que se quer comprar”, explica o administrador de investimentos Fabio Colombo.

Implementado pelo Tesouro Nacional em parceria com a BM&FBovespa em 2002, o programa já tem um estoque próximo de R$ 3 bilhões e tem batido recordes sucessivos. Em maio, por exemplo, as vendas chegaram a R$ 150,5 milhões, 55% mais do que no mesmo mês do ano passado.

O investidor tem basicamente três opções: papéis prefixados (ou seja, com juro já definido na compra), pós-fixados atrelados à taxa Selic e pós-fixados corrigidos por índices de inflação, como o IPCA, indicador que baliza a meta do governo.

Crise limita ganho real em reajuste salarial

junho 27th, 2009

Aumentos nos acordos negociados até maio se concentram na faixa de até 0,5% acima do INPC, ante intervalo de 1% a 1,5% em 2008

Nos 5 primeiros meses deste ano, 96% das negociações conseguiram zerar as perdas com a inflação ou ter reajuste maior; em 2008, foram 89%

CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL

A instabilidade econômica causada pela crise internacional não afetou os reajustes nos salários de trabalhadores que negociaram acordos entre janeiro e maio deste ano. Mas teve impacto no “tamanho” do ganho real conquistado.

Entre os acordos salariais que obtiveram ganhos acima da inflação, o aumento se concentrou na faixa até 0,5% acima do INPC -o índice mais usado pelos sindicatos para correção dos salários. No ano passado, os aumentos estavam no intervalo de 1% a 1,5% acima do INPC.

Os resultados são apontados em estudo do Dieese ao comparar o desempenho de cem negociações firmadas de janeiro a maio deste ano com as feitas em igual período de 2008. O número de trabalhadores da mostra não foi informado.

Nos cinco primeiros meses deste ano, 96% das negociações conseguiram zerar as perdas com a inflação ou ter reajuste maior. Em 2008, foram 89%.

“O ajuste das empresas em resposta à crise ocorreu pela demissão, principalmente no setor industrial, e não pelos reajustes”, diz José Silvestre de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Dieese.

Somente entre novembro de 2008 a janeiro foram fechados no país 797,5 mil empregos, segundo o Ministério do Trabalho. Apesar de o mercado de trabalho ter reagido, as 282 mil vagas criadas de fevereiro a maio foram insuficientes para repor os empregos eliminados.

“Quem sobreviveu às demissões conseguiu repor as perdas nos salários porque a inflação se manteve em queda durante o ano e em patamar menor do que em 2008, o que facilita as negociações”, diz Silvestre de Oliveira. O INPC acumulado nos últimos 12 meses encerrados em dezembro chegou a 7,20%. No acumulado de janeiro a maio deste ano, 5,83%.

O setor industrial, o mais atingido pela crise, foi o único em que a proporção de acordos com reajustes acima da inflação recuou: passou de 86% em 2008 para 83% neste ano. Neste ano, 11% conseguiram zerar a inflação e 5,6% tiveram reajustes inferiores ao INPC.

Metalúrgicos da Paraíba e químicos de São Gonçalo e região (RJ) são categorias que não conseguiram, por exemplo, recuperar as perdas. Já os operários da construção civil de São Paulo negociaram reajuste escalonado por faixa salarial.

Os aumentos reais neste ano também foram mais contidos na indústria. Um em cada três acordos firmados teve ganho real de até 0,5% acima da inflação. Em 2008, um terço das negociações teve ganho entre 1,01% e 1,5% superior ao INPC.

Medidas como a redução do IPI para o setor automotivo e para produtos da linha branca (geladeira, fogão) contribuíram não só para que a indústria se recuperasse mas também para o desempenho positivo das negociações salariais no comércio e no setor de prestação de serviços, segundo economistas.

A tendência para o próximo semestre é de melhoria nas negociações e nos aumentos reais. “Campanhas salariais serão antecipadas e negociadas por setor de forma conjunta entre as centrais”, diz João Carlos Gonçalves, da Força Sindical.

As centrais defendem jornada de 40 horas semanais e proibição de demissões imotivadas para proteger o emprego e poder concentrar as negociações na melhoria dos salários, diz Ricardo Patah, da UGT.

Fonte: Folha de S. Paulo

Governador do ES explica fim do negócio BB-Banestes

junho 26th, 2009

Falta prioridade ao BB, afirma governador do ES

Chico Santos, do Rio

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), disse ontem ao Valor que a venda do Banestes, o banco do Estado, para o Banco do Brasil não ocorreu porque a atual diretoria do BB deixou de priorizar o investimento. “Evidenciou-se para nós que não havia (por parte da diretoria do BB) prioridade”, disse no início da tarde de ontem. Na segunda-feira à noite um comunicado conjunto do governo capixaba e do BB anunciou a interrupção das negociações iniciadas no começo do ano.

Segundo Hartung, quando o interesse pela compra do Banestes, um banco com 125 agências em todos os 78 municípios capixabas, foi manifestado pela antiga direção do BB, comandada por Antônio Francisco Lima Neto, ele foi ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, para saber se era um interesse do governo ou uma iniciativa exclusiva do BB. “Era do governo”, disse.

A partir daí, conforme o relato de Hartung, o BB assumiu publicamente vários compromissos, entre eles o de não demitir empregados, o de manter em funcionamento as agências deficitárias, dar tratamento igualitário aos acionistas minoritários do Banestes e de negociar com os clientes que tivessem contas nos dois bancos na tentativa de não esvaziar um em benefício do outro. Com os compromissos assumidos, disse o governador, “o anúncio (da venda) transcorreu com muita tranquilidade”.

No dia 8 de abril, o governo demitiu Lima Neto do BB e colocou no seu lugar o atual presidente, Aldemir Bendine, sob o argumento de que o banco federal precisava de mais agilidade na redução dos seus spreads. A partir da mudança, de acordo com o governador, as negociações não mais avançaram e a direção do BB sumiu de Vitória, a capital do Estado.

Hartung disse que somente na segunda-feira passada, após cobrança por parte do governo do Estado, o presidente do BB foi a Vitória para retomar as negociações. Àquela altura, de acordo com o governador, ele já havia ficado “inseguro” quanto à operação e aos compromissos assumidos perante a população do Estado e decidiu desistir da venda.

Segundo ele, na reunião de segunda-feira o BB propôs continuar a negociações, mas ponderando que havia uma conjuntura diferente, gerada pela crise financeira internacional, que precisava ser levada em conta. Hartung pediu então que fosse redigido um documento comum suspendendo as negociações que poderiam ser retomadas em um futuro governo se fosse de interesse mútuo.

O governador disse ainda que não houve uma oferta direta de preço e nem uma contraproposta do Estado, embora ambas as partes tenham feito suas avaliações. Segundo Hartung, em 2003, quando assumiu o governo do Estado para seu primeiro mandato, ele foi a Brasília e ofereceu ao governo a federalização do Banestes, ideia recusada pelo então ministro da Fazenda Antonio Palocci.

Com a recusa, Hartung decidiu sanear o banco. O Banestes apresentou lucro de R$ 160,65 milhões em 2007, de R$ 161,29 milhões em 2008 e de R$ 36,55 milhões no primeiro trimestre de 2009.

Fonte: Valor Econômico

Dívidas já comprometem quase 35% da renda do brasileiro, diz BC

junho 26th, 2009

EDUARDO CUCOLO

O nível de endividamento das famílias brasileiras já compromete 34,8% da sua renda anual, de acordo com cálculos divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central no Relatório Trimestral de Inflação.

Há dois anos, segundo o BC, o valor dos empréstimos contraídos correspondia a 26,7% da renda das famílias.

Para o BC, “o aumento representativo do nível do endividamento ao longo dos últimos anos” está associado ao próprio desenvolvimento do mercado de crédito, que antes era “incipiente”.

Outro efeito desse crescimento foi o aumento da inadimplência, principalmente depois da piora na crise econômica. Ontem, o BC havia divulgado outro dado sobre o crédito das famílias, que mostra um aumento da inadimplência para patamares recordes.

Os números apresentados hoje pelo BC se referem ao mês março, quando a inadimplência estava em alta, mas ainda não havia alcançado o patamar recorde de 8,6% atingido em maio. Antes da piora na crise de crédito, estava em cerca de 4%.

De acordo com o BC, os últimos meses mostram uma “elevação generalizada nos atrasos em todas as modalidades”, em especial, no crédito pessoal, veículos e cartão de crédito.

São considerados inadimplentes os consumidores com dívidas vencidas há mais de 90 dias. As dívidas vencidas a até esse prazo são classificadas como “atrasos” e não entram na estatística de inadimplência.

Para o BC, a inadimplência se deve à escassez de crédito provocada pela crise a partir do final do terceiro trimestre de 2008. Com isso, houve uma estabilização, desde então, no nível de endividamento dos brasileiros.

Fonte: Folha Online

Juro recua nos empréstimos, mas “spread” ainda resiste

junho 26th, 2009

Para empresas, “spread” atual é maior que em 2008

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Os juros cobrados nos empréstimos bancários caíram pelo sexto mês seguido em maio e já se encontram, em boa parte das linhas de crédito disponíveis, abaixo do nível observado antes do agravamento da crise, no último trimestre do ano passado. O chamado “spread” bancário, por sua vez, continua em níveis elevados.

No mês passado, segundo levantamento do Banco Central, a taxa média praticada pelas instituições financeiras ficou em 37,9% ao ano, nível mais baixo desde maio do ano passado. A queda foi mais pronunciada entre as pessoas físicas, segmento em que o custo de um empréstimo foi de 47,3% ao ano, ante, por exemplo, 48,8% anuais registrados em abril e 58,3% em novembro de 2008.

Entre as empresas, a situação é um pouco diferente. Entre abril e maio, os juros sofreram pouca alteração, passando de 28,8% ao ano para 28,5%. A taxa é praticamente igual aos 28,3% ao ano praticados em setembro do ano passado, quando a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers marcou o início da fase mais crítica da crise.

O “spread” bancário, por sua vez, tem sofrido pouca alteração. “Spread” é o nome dado à diferença entre os juros que os bancos pagam para quem aplica seu dinheiro neles e a taxa cobrada pelas instituições para repassar esse mesmo dinheiro para quem precisa de um empréstimo.

No mês passado, esse “spread” estava, na média, em 28,1 pontos percentuais. Isso significa que os bancos pagavam juros de 9,8% ao ano para seus aplicadores e cobravam, na outra ponta, 37,9% ao ano de seus devedores.

Nas operações com empresas, o “spread” ainda se encontra acima do patamar observado no ano passado. Em setembro de 2008, ele estava em 14,7 pontos percentuais, e no mês passado havia subido para 18,7 pontos.

Isso significa que a redução dos juros ocorrida nos últimos meses reflete quase que exclusivamente a queda da taxa Selic, que colabora para a redução do custo de captação dos bancos. Entre janeiro e maio, o Banco Central reduziu os juros básicos da economia de 13,75% ao ano para 10,25% ao ano. Há duas semanas, um novo corte colocou a taxa em 9,25% ao ano, nível em que se encontra atualmente.

O “spread” existe para cobrir custos que os bancos têm com, por exemplo, salários de funcionários, manutenção de agências e pagamentos de impostos. Uma fatia dele também serve para cobrir prejuízos causados por inadimplência e para reforçar o lucro das instituições financeiras.

Os bancos alegam que o recente aumento do “spread” é reflexo da elevação dos índices de inadimplência.

Fonte: Folha de S. Paulo

Recorde, abertura de capital da VisaNet levanta R$ 8,4 bi

junho 26th, 2009

Processo, o maior do mundo no ano, supera o da OGX e ainda pode chegar a R$ 9,7 bi; estreia de ações na Bolsa será na segunda

Oferta foi marcada pela exclusão de 23 corretoras, o que limitou o acesso de até 50 mil pequenos investidores, segundo projeção do mercado

TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL

Em meio à crise financeira, a VisaNet conclui ontem a maior operação de abertura de capital na Bolsa já feita no país. A empresa levantou ao menos R$ 8,397 bilhões com a venda de suas ações ao mercado. Até então, a maior operação havia sido da OGX Petróleo, do empresário Eike Batista, que obteve R$ 6,711 bilhões há um ano.

Maior IPO (oferta inicial de ações) em curso neste ano no mundo, a captação da VisaNet pode chegar a até R$ 9,673 bilhões se os controladores venderem também os lotes suplementares, o que é comum nessas operações. Segundo a consultoria Dealogic, é o 14º maior IPO no mundo desde 2006.

Diferentemente da maioria das aberturas de capital, quando a empresa usa os recursos para investir no negócio, todo o dinheiro levantado vai para os controladores, os bancos Bradesco (com 39,3% do capital), Banco do Brasil (31,63%) e Santander (14,87%), que ainda continuarão na empresa.

Com a forte procura de investidores nacionais e estrangeiros, as ações foram vendidas por R$ 15 cada uma, o teto previsto. A expectativa é que os estrangeiros tenham ficado com até 80% das ações.

Os investidores de varejo ficaram com pelo menos 10%. Não foi divulgado se houve rateio, como aconteceu nas operações da BM&F e da Bovespa.

Maior processadora de cartões do Brasil, a VisaNet detém a exclusividade da bandeira Visa, a mais aceita, para o credenciamento de estabelecimentos comerciais. A empresa tem 46,8% do mercado, que girou R$ 375,4 bilhões em 2008.

A Visa International, que também abriu seu capital no ano passado, tinha 10% da VisaNet, participação vendida no processo de IPO.

No ano passado, a VisaNet teve de abortar sua ideia de abrir o capital por conta da crise. Após 64 aberturas de capital em 2007, a Bolsa só teve quatro operações em 2008.

Com o sucesso da operação da VisaNet, o mercado espera uma retomada dos processos de IPO no país. No momento, nenhuma empresa tem pedido de registro de companhia aberta em análise na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

As ações da VisaNet devem estrear na Bolsa na próxima segunda-feira.

Varejo frustrado

O IPO da VisaNet foi marcado pela exclusão de 23 das 79 corretoras intermediadoras da operação, o que reduziu em pelo menos 50 mil o número de investidores pessoa física interessados em participar, segundo estimativas do mercado.

Os pedidos feitos nessas corretoras foram cancelados.

As corretoras foram excluídas pelo Bradesco BBI, coordenador da oferta, por suposta propaganda irregular. O banco temia que a CVM pudesse suspender todo o processo porque algumas corretoras enviaram e-mails a clientes e divulgaram a operação sem passar pelo crivo da autarquia. Diante da frustração de uma parcela do varejo, o BBI decidiu ampliar em mais um dia o prazo final para o investidor pessoa física procurar outra corretora ou aderir a um fundo de investimento.

O problema com as corretoras reacendeu o debate sobre a comunicação no mercado. Segundo Guilherme Benchimol, diretor-geral da XP Investimentos, sua corretora foi descredenciada por ter enviado um e-mail alertando sobre datas e procedimentos da reserva.

O e-mail, no entanto, foi interpretado como publicidade sem passar pela CVM, o que teria motivado o descredenciamento da XP. A corretora contra-argumentou dizendo que se tratava apenas de um alerta e citou várias outras concorrentes que teriam feito o mesmo.

Pensando em um potencial dano à operação, o Bradesco BBI decidiu então por descredenciar outras 19 corretoras no último dia de reserva, implicando o cancelamento dos pedidos da clientela. “A sensação é que demos um tapinha e levamos um tiro de escopeta”, disse Benchimol. O Bradesco não quis comentar o assunto.

Fonte: Folha de S. Paulo

Banco do Brasil pode demitir empregado com síndrome do pânico

junho 25th, 2009

O empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista, ainda que admitido por concurso público, pode ser dispensado sem justa causa, porque não possui a mesma estabilidade prevista na Constituição Federal (artigo 41) para servidores. Essa é a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho aplicada pela Quinta Turma do TST no julgamento de recurso de revista do Banco do Brasil. Com decisão unânime, os ministros desobrigaram a instituição de reintegrar um ex-bancário, demitido sem motivação, que adquiriu síndrome do pânico após sofrer um sequestro.

Apesar do drama vivido pelo ex-empregado, o relator do caso, ministro Emmanoel Pereira, explicou que o Banco do Brasil celebra contratos trabalhistas conforme as regras da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), por isso está equiparado ao empregador comum. Nessas condições, pode demitir sem motivo seus empregados, pagando as verbas salariais devidas na rescisão contratual. Em resumo, o relator esclareceu que as empresas públicas, sociedades de economia mista e outras entidades que exploram atividade econômica se sujeitam ao regime próprio das empresas privadas, inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias.

O caso foi parar na Justiça quando o bancário alegou, na 4ª Vara do Trabalho de Fortaleza (CE), que foi demitido injustamente depois de 17 anos de serviço no banco, e pediu a reintegração ao emprego. Reconheceu que houve mudanças no seu comportamento, entretanto atribuiu o problema ao desenvolvimento de síndrome do pânico. Contou que, no dia 15 de julho de 1999, ao chegar a casa, foi feito refém junto com a família por um grupo de assaltantes. Como era responsável pela tesouraria da agência de Aquiraz, no dia seguinte, enquanto a mulher e o filho ficaram em casa com parte da quadrilha, ele foi obrigado a ir ao banco com alguns assaltantes, que roubaram R$ 145 mil. A partir desse evento traumático, o empregado disse que sofreu transtorno mental e não recebeu assistência médica adequada, tanto que está até hoje em gozo de auxílio-doença pelo INSS.

De outro lado, o Banco sustentou que o empregado não tinha estabilidade contratual e não havia norma legal que o protegesse da despedida sem justa causa. Também afirmou que o bancário queria ser demitido para receber a multa de 40% do FGTS, porque abrira duas locadoras de vídeo. Além do mais, não poderia reclamar da falta de assistência médica, uma vez que usufruía do plano de saúde Cassi – a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

O juiz concluiu pela validade da demissão, já que houve a intervenção do sindicado do empregado no processo e não houve ressalvas sobre o seu estado de saúde (físico ou mental). Também pesou na decisão o fato de existir uma declaração assinada pelo bancário pedindo para ser exonerado, pois estaria “desmotivado em relação ao emprego e salário”. Quando o Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE) analisou o recurso do empregado, entendeu que ele deveria ser reintegrado. De acordo com o TRT, o ato de demissão era nulo, pois não obedeceu aos princípios constitucionais de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade imprescindíveis para as instituições que integram a Administração Pública Indireta da União, como é o caso do BB.

Mas o banco conseguiu restabelecer a sentença de primeiro grau com o julgamento do seu recurso de revista no TST. Como observou o relator, a tese do Regional era contrária ao entendimento do TST, que não vê obstáculo jurídico à despedida de empregados de empresa pública e de sociedade de economia mista, mesmo sem motivação – é o que consagra a Orientação Jurisprudencial nº 247 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI– 1) do Tribunal. ( RR 1500/2001 – 004-07-00.5) (Lilian Fonseca)

Fonte: TST