Bancários definem pautas de reivindicações

27 de julho de 2010

Comissões de negociações definem pautas de reivindicações para a Campanha Salarial dos Bancários. Nos dias 15 e 16 de julho foi realizado, no Rio de Janeiro (RJ), o XXXIX Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais Bancários e Securitários de Planejamento da Campanha Salarial 2010. A Contec, coordenadora do encontro destaca as seguintes resoluções:

- Reajuste salarial pelo INPC mais 5%, a título de ganho real;

- PLR;

- Negociações em mesas distintas (FENABAN, Banco do Brasil, Caixa, BNDES/BNDESPAR/FINAME, BASA, BNB e BRB);

- A Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação (CEBNN) eleita está integrada pelas seguintes entidades sindicais: CONTEC (coordenação geral); FEEB NNE, FEEB-PB, FEEB-AL/PE, FEEB-MG/GO/TO/DF, FEEB-SP/MS, FEEB-PR, FEEB-SC, Delegacia da CONTEC-RS, SEEB-Amazonas, SINTEC-Tocantins, SEEB-Goiás, SEEB-Maranhão;

- Cláusulas de natureza prioritária: Recomposição das perdas salariais; combate ao assédio moral; respeito à jornada de trabalho dos bancários; PLR justa; isonomia de tratamento para os bancários;

- A Campanha terá como lema “Quem Luta Conquista Mais”;

- Calendário de atividades aprovado prevê as seguintes atividades: até 28.07.10, realização das assembléias gerais, pelos Sindicatos de Bancários, para referendar as Pautas aprovadas pelo XXXIX Encontro Nacional; até o dia 02.08.10, encaminhar as pautas de reivindicações à FENABAN e aos bancos públicos (BB, CAIXA, BASA, BNB, BNDES e BRB); até 08.10.10 realizar as negociações com a FENABAN e Bancos Públicos; até 17.08.2010, realização da 2ª rodada de negociação na FENABAN e nos Bancos públicos (BB, CAIXA, BASA, BNB, BNDES e BRB); até 28-08-2010 realização de terceira rodada de negociação.

12ª Conferência Nacional dos Bancários

Na campanha coordenada pela Contraf-Cut (foto), os principais itens da pauta de reivindicações foram homologados durante a 12ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada entre 23 e 27 de julho, também na capital fluminense.

Veja as principais resoluções:

- Emprego: mais contratações; ampliar a contratação de mulheres, negros e pessoas com deficiência, garantindo igualdade de oportunidade; garantia de emprego; qualificação e requalificação profissional;

- Remuneração e previdência: reajuste salarial de 11% (inflação do período mais 5% de aumento real); Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil para cada funcionário; piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88); elevação do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá para o valor de um salário mínimo para cada item; previdência complementar para todos os bancários;

- Sistema Financeiro: regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal; regulamentação da remuneração dos executivos; democratização e ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN); regulamentação do papel social dos bancos; fim dos correspondentes bancários;

- Saúde do Trabalhador: fim das metas abusivas; combate ao assédio moral; proteção contra os riscos de acidente de trabalho ou doença ocupacional; programa de Reabilitação Profissional; prevenção de adoecimento e promoção da saúde da mulher; assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa;

- Segurança Bancária: assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros ou extorsões; ampliação dos equipamentos de prevenção; adicional de risco de vida de 30% para agências, postos e tesouraria; proibição de transporte de valores e guarda das chaves pelos bancários.

A ANABB esteve representada na 12ª Conferência Nacional dos Bancários pelo vice-presidente de Relações Institucionais Nilton Brunelli e pela vice-presidente de Relações Funcionais, Elaine Michel.

Fonte: Com informações da Contec e Contraf-CUT

CCBB Brasília: Um tributo a Fréderic Chopin

27 de julho de 2010

Neste ano em que se comemoram os 200 anos de nascimento do compositor polonês Fréderic Chopin (1810-1849), o CCBB apresenta a série Chopin Insólito. Durante quatro semanas, sempre às terças-feiras, poderão ser apreciadas interpretações de obras ainda inéditas no Brasil, por alguns dos nomes de maior destaque na cena musical brasileira e europeia.

A iniciativa vem se somar a uma série de eventos que acontecem simultaneamente em todo o mundo, numa homenagem ao “poeta do piano”, como Chopin é carinhosamente chamado. Mas Chopin Insólito é uma abordagem diferenciada da obra do compositor. O diretor geral da série, o pianista brasileiro Giulio Draghi, e a pianista e produtora musical Lilian Barretto, optaram por trazer alguns aspectos menos conhecidos do trabalho do músico.

O primeiro concerto (27 de julho) apresenta, em primeira audição no Brasil, as 53 transcrições dos 24 estudos de Chopin compostas pelo polonês Leopold Godowsky e interpretadas pelo premiado pianista italiano Francesco Libetta. No segundo (3 de agosto), acontece a primeira audição mundial do estudo Opus 25, de Carl Tausig (1841-1871), polonês confessadamente influenciado por Chopin. O concerto conta com a participação de Paulo Sergio Santos, maior expoente da clarineta no Brasil. O terceiro (10 de agosto) traz obras compostas por Chopin no aconchego de sua casa e pouquíssimo executadas no mundo. E a série termina (17 de agosto) apresentando o jovem pianista brasileiro Pablo Rossi (foto).

De 27 de julho a 17 de agosto, às 13h (entrada franca) e 21h, no Teatro do CCBB (SCES, trecho 2). Ingressos a R$ 15 e R$ 7,50 (meia).

Fonte: Jornal da Comunidade

Quer pagar menos juros? Vá a um banco público

27 de julho de 2010

Dados do BC mostram que os empréstimos tomados por pessoas físicas no BB e na Caixa costumam ser mais baratos que no Santander, Itaú e Bradesco

Marcela Ayres, de EXAME.com

São Paulo – Boom no setor imobiliário, frota histórica de veículos circulantes e procura desenfreada por televisões de plasma. Outrora impensáveis, esses movimentos refletem o aumento do poder de compra dos brasileiros e provam que os sonhos de quem imaginava voar alto jamais estiveram tão perto do chão. Sustentáculo da forte demanda doméstica, a oferta de crédito teve um rápido momento de aperto após a quebra do Lehman Brothers em 2008, mas medidas anticíclicas para incentivar o consumo abreviaram a recessão. Naquela época, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil ampliaram as linhas de crédito destinadas à pessoa física e conseguiram compensar a decisão das instituições privadas de brecar os empréstimos com receio do que poderia acontecer dali para frente.

Enquanto as operações dos bancos públicos registraram uma expansão de 61% entre setembro de 2008 e maio de 2010, os recursos concedidos pelo sistema privado cresceram a um terço desse ritmo. Os resultados atingidos pelo BB mostram que os juros mais baixos ajudaram a engordar a base de clientes e, consequentemente, o retorno da instituição. Enquanto a carteira de crédito à pessoa física cresceu 88,1% em 2009, o lucro líquido alcançou a marca de 10,1 bilhões de reais, um recorde histórico na indústria bancária. “Para os bancos, a queda dos juros foi compensada pelo aumento do volume do crédito”, afirma Andrew Frank Storfer, presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). De fato, a taxa média para crédito pessoal fechou 2009 em 44,4%. Em 2008, esse percentual era de 60,4%.

Para o professor de economia Evaldo Alves, da FGV/SP, é justamente a função de agente público que abre margem para fomentos desta natureza. Apregoado como um dos grandes responsáveis por fazer o Brasil sair da crise, o consumo interno foi embalado tanto pelo acesso ao crédito facilitado quanto pela política fiscal que reduziu temporariamente o IPI de itens como carros e eletrodomésticos da linha branca. Na prática, cumpriu-se a movimentação da economia por duas frentes, promovendo o encontro entre consumidores com dinheiro na mão e produtos potencialmente mais baratos.”

Não por acaso, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil possuem até hoje a liderança no ranking das menores taxas ofertadas para a pessoa física entre os grandes bancos de varejo. Para se ter uma ideia, a diferença entre Caixa e Bradesco, respectivamente primeiro e o último colocado na modalidade de crédito pessoal, chega a quase 100%. As instituições públicas também cobram menos juros no cheque especial e financiamento de veículos. Confira os dados divulgados pelo Banco Central para o período que vai de 25 de junho a 1º de julho:

Crédito pessoal

Instituição Juros mensais (%)
Caixa Econômica Federal 2,16
Banco do Brasil 2,55
Santander 3,21
Itaú Unibanco 4,02
Bradesco 4,23

Cheque especial

Instituição Juros mensais (%)
Caixa Econômica Federal 6,62
Banco do Brasil 7,88
Itaú Unibanco 8,33
Bradesco 8,41
Santander 9,08

Aquisição de veículos

Instituição Juros mensais (%)
Caixa Econômica Federal 1,59
Banco do Brasil 1,62
Itaú Unibanco 1,68
Santander 1,69
Bradesco 1,82

Aquisição de bens

Instituição Juros mensais (%)
Santander 1,64
Banco do Brasil 2,21
Itaú Unibanco 2,63
Bradesco 3,24
Caixa Econômica Federal 5,34

Fonte: Banco Central

Como se vê, os bancos privados só saem na frente na categoria aquisição de bens, com o primeiro lugar assumido pelo Santander. “O sistema privado prioriza a aquisição de produtos de menor valor, como televisão e aparelhos domésticos. Por sua vez, o direcionamento da instituição pública é para um item mais caro e durável, como o automóvel”, explica Alves. Segundo o professor, quem opta pelos bancos públicos pode poupar com as taxas, mas deve arcar com um serviço menos ágil. “Em geral, eles exigem uma documentação mais farta para se resguardar de qualquer problema. O foco é a segurança, principalmente para a concessão de grandes quantias. Se por um lado isso acarreta uma cobrança mais modesta, por outro, o processo fica mais burocrático.”

Roberto Luis Troster, sócio da Delta Consultoria e ex-economista chefe da Febraban, defende que apesar de as taxas terem de fato diminuído, o impacto na concorrência não surte efeitos tão imediatos no bolso do consumidor. Além do crédito liberado pelos bancos públicos representar pouco mais de 20% do total direcionado à pessoa física, a escassa mobilidade bancária faz com que os brasileiros permaneçam fiéis à instituição da qual são clientes. A regra vale sobretudo para os assalariados, que tecem um vínculo duradouro com o banco onde têm o salário depositado. “No Brasil, a possibilidade de um cliente mudar de um banco para outro é de 0,5% em um ano. Dificilmente alguém troca de instituição porque a outra é mais barata, e isso vale para praticamente todos os serviços”, finaliza.

Inadimplência e riscos

Alheios ou não às taxas cobradas pelas instituições, os consumidores seguem fazendo empréstimos em ritmo galopante. Em uma década, o volume de operações cresceu 987%, alcançando um volume de 467 bilhões de reais em janeiro de 2010. Segundo o Banco Central, o endividamento não chega a preocupar. A relação entre o crédito e o PIB atingiu 45% em 2009 e ainda se distancia com folga do percentual cravado por países em situação econômica semelhante à do Brasil. Dados do Banco Mundial revelam que essa proporção é de 97,7% no Chile e 145,20% na África do Sul.

Mas considerando que a maioria das crises financeiras foi precedida da rápida expansão das operações de crédito, analistas relativizam a margem disponível para o incremento do empréstimo à pessoa física. Andrew Frank Storfer, da Anefac, alerta para um possível descompasso entre a adequação financeira do brasileiro e as possibilidades de compra artificialmente abraçadas. “A oferta de crédito foi de encontro a um forte anseio das classes C e D, que passaram a ter acesso aos bens que sempre quiseram e não podiam comprar”, sustenta. “Mas quem nunca comeu mel, quando come se lambuza. Tomar de forma indiscriminada pode levar à inadimplência.”

A Serasa Experian já projeta que a capacidade dos devedores de honrar os compromissos financeiros deve diminuir ao longo do segundo semestre de 2010. Para a empresa de análise de crédito, os rendimentos não acompanharam o ritmo das dívidas contraídas. Diante do ciclo de aperto monetário para conter a inflação e das perspectivas de aumento da Selic até o fim do ano, o comprometimento da renda deve ser ainda maior nos próximos meses. “A redução das taxas para as operações de crédito saiu do radar e não figura entre as grandes preocupações dos bancos públicos”, sentencia Storfer. Por isso, quem espera nova diminuição dos juros por meio da atuação incisiva do governo, vai se deparar com pouca ou nenhuma alteração daqui para frente.

Fonte: Portal Exame

Encontros no CCBB Rio discutem a história da novela

27 de julho de 2010

Veteranos da televisão como as atrizes Eva Wilma, Laura Cardoso e Nathalia Timberg vão se reunir a partir desta terça-feira, dia 27, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio, para discutir a história e a importância das novelas na cultura brasileira. O ciclo de debates, que começa com uma homenagem a Regina Duarte, faz parte das comemorações dos 60 anos da chegada da TV ao país.

Serão, ao todo, nove encontros, que reunião ainda os autores Silvio de Abreu e Lauro Cesar Muniz, além de Alvaro de Moya, diretor da extinta TV Excelsior, e Ana Rosa, que já fez um total de 46 novelas, entrando para o “Guiness Book” como a atriz que mais fez televisão no Brasil. Artur Xexéo, colunista do jornal “O Globo”, vai falar de Janete Clair, sobre quem já escreveu uma biografia.

Os encontros, gratuitos, acontecem sempre às terças, às 18h30m. Há distribuição de senhas para entrar uma hora antes.

Fonte: patriciakogut.com

No CCBB Rio “Onomatopéia não é Palavrão”

26 de julho de 2010

O repertório de música popular e instrumental brasileira onde a onomatopéia – recurso de imitação de sons por meio de vocábulos sonoros – é valorizada nas letras e arranjos instrumentais vai invadir o Centro Cultural Banco do Brasil–RJ, a partir desta terça, 27 de julho, dentro das tradicionais Terças Musicais, com o projeto Onomatopéia Não é Palavrão! Onomatopéia Musical.

Agora com uma dinâmica diferente, as Terças Musicais mostrarão sonoridades diversas a cada semana durante o semestre, ao invés de um mesmo tema ao longo de shows seguidos em um único mês. E este projeto Onomatopéia terá uma série de cinco shows distribuídos de julho a novembro, com curadoria e textos de Daniel Caverna e Jussiê Caverna, apresentados por Hermínio Bello de Carvalho, mostrando belos exemplos de canções brasileiras com vocábulos como tique-taque, fonfom, dim-dim e piu-piu, buzinas, sirenes, gagueira, choro, riso, etc.

Os cinco shows vão mostrar a forma expressiva de onomatopéia nas letras e nos arranjos instrumentais, apresentando as músicas em blocos temáticos divididos em cada show de forma contextualizada e bem-humorada: Onomatopéia não é Palavrão, Onomatopéia Instrumental, A Natureza e a Onomatopéia, O Homem e a Onomatopéia e A Confusão dos Sons.

O repertório será interpretado por jovens talentos da Escola Portátil de Música como as cantoras Camila Luiza, Clara de Andrade, Letícia Soares, Muiza Adnet, Cintia Graton, Gabriela Buarque, Ilessi e Milena Tibúrcio, com participações especiais de Amélia Rabello, Maurício Carrilho, Pedro Miranda, Pedro Amorim e Marcos Sacramento.

Todos serão acompanhados por Anderson Balbueno (pandeiro), Leonardo Pereira (cavaquinho), Rafael Mallmith (violão 7 cordas), Thiago da Serrinha, Vitor Macedo (clarinete), Luis Barcelos (bandolim) e Maria Souto (flauta) – também músicos da Escola Portátil de Música -, sendo que os dois últimos, e também Maurício Carrilho, assinam os arranjos especialmente elaborados para a série.

PROGRAMAÇÃO

27 de julho – Onomatopéia não é Palavrão
Com: Camila Luiza, Clara de Andrade, Letícia Soares e Muiza Adnet
Participação Especial: Amélia Rabello

24 de agosto – Onomatopéia Instrumental
Com: Anderson Balbueno (pandeiro), Leonardo Pereira (cavaquinho), Luis Barcelos (bandolim), Maria Souto (flauta), Rafael Mallmith (violão 7 cordas), Thiago da Serrinha e Vitor Macedo (clarinete).
Participação especial: Maurício Carrilho

28 de setembro – A Natureza e a Onomatopéia
Com: Cintia Graton, Gabriela Buarque, Ilessi e Milena Tibúrcio
Participação especial: Pedro Amorim

26 de outubro – O Homem e a Onomatopéia
Com: Camila Luiza, Clara de Andrade, Letícia Soares e Muiza Adnet
Participação especial: Pedro Miranda

30 de novembro – A Confusão dos Sons
Com: Cintia Graton, Gabriela Buarque, Ilessi e Milena Tibúrcio
Participação especial: Marcos Sacramento

Canções com onomatopéias que marcaram a música brasileira

A idéia é ouvir e prestar atenção no uso recorrente da onomatopéia na música brasileira em vários sucessos gravados em nossa memória e também em canções desconhecidas.

Esta série foi idealizada a partir de uma amostragem do repertório pesquisado para um show de lançamento do livro de mesmo título deste projeto de Boris Garay, Gabriela Buarque, Vidal Assis, Thereza Christina Vallinoto, Daniel Caverna e Jussiê Caverna – os dois últimos curadores desta série -, elaborado a partir da atividade Oficina de Coisas, concebida por Hermínio Bello de Carvalho junto à Escola Portátil de Música. Mas cabe mencionar aqui que o primeiro registro de trabalho sobre onomatopéia foi do pesquisador, radialista e cantor Almirante, que teve no ano de 2009 o centenário de seu nascimento.

Além do resgate histórico de importantes canções brasileiras (na sua maioria entre o período de 1930 e 1960) e do aspecto educacional, a série mostrará como a onomatopéia é relevante na música brasileira por retratar a realidade que nos rodeia e ser uma forma de representação de uma cultura e de um modo de vida em seus processos de transformações sociais, revelando a intenção dos compositores em retratar musicalmente sons dos bichos, dos meios de transporte (buzina, sirene) e das pessoas (gagueira, choro, etc).

Alguns exemplos de clássicos da música brasileira com esta característica que estão no roteiro: Trenzinho do Caipira (Villa-Lobos), Gago Apaixonado (Noel Rosa), Bicharia (Chico Buarque), Marreco quer Água / O Gato e o Canário / Pula Sapo (Pixinguinha), Berimbau (Baden Powell e Vinícius de Moraes), O Pato (Vinicius de Moraes, Toquinho e Paulo Soledade). Além disso, revela fonogramas originários da antiga Casa Edson como O Boi no Coqueiro e A Galinha (ambas de Lourival de Carvalho) e sambas das décadas de 30 e 40 do século passado, como Tic Tac do Meu Coração (Alcir Pires Vermelho e Valfrido Silva), Fon-Fon (Alberto Ribeiro e João de Barro), Ele não Dorme sem Apanhar (Cícero Nunes), Olha o Grude Formado (Gadé), entre outros, que pela raríssima execução nas rádios e regravações atuais, possuem um caráter de “ineditismo” nos dias de hoje.

Serviço:
Show: Onomatopéia não é Palavrão! Onomatopéia Musical
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro II (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – RJ – 3808-2020)
Temporada: de 27 julho a 30 de novembro de 2010 (terças-feiras)
Preço: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia-entrada). A venda antecipada de ingressos inicia-se na terça-feira da semana anterior à do espetáculo, restrita a dois ingressos por pessoa.
Horário: sempre às 12h30 e 19
Capacidade: 158 lugares
Classificação: Livre
Facilidades para pessoas com deficiência: rampa – Av. Pres. Vargas; sanitários – térreo e 2o andar; boxes para cadeiras de rodas; elevadores especiais e telefone para portadores de deficiência auditiva.
Terminal de Auto-Atendimento: térreo
Telefone público: térreo e 5º andar
Banheiro familiar e fraldário: no térreo, ao lado do banheiro feminino.

Fonte: Rádio Manchete

Inscrição para concurso do BNDES até 8 de agosto

26 de julho de 2010

Estão abertas as inscrições para concurso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para formação de cadastro de reserva de 520 cargos de técnico administrativo (nível médio) e profissional básico (nível superior). Os salários são de R$ 2.496,59 e R$ 7.836,15, respectivamente. O edital está no site do Diário Oficial da União .

As oportunidades são para lotação na cidade do Rio de Janeiro, mas, de acordo com as necessidades de serviço, os candidatos aprovados e convocados poderão ocupar postos em outras localidades, inclusive no exterior.

Para se candidatar ao cargo de técnico administrativo é preciso ter concluído o ensino médio. O profissional será responsável por executar atividades técnicas e administrativas, auxiliando nos trabalhos relacionados a estudos e execução de projetos, rotinas administrativas, bem como atividades especializadas que exigem conhecimento técnico e/ou administrativo.

Aqueles que desejam concorrer ao cargo de profissional básico devem ter formação superior em análise de sistemas (suporte), arquitetura, arquivologia ou direito. Os profissionais desenvolverão tarefas de natureza técnico-administrativas, relacionadas ao negócio da instituição.

As inscrições devem ser realizadas até 8 de agosto, no site da Fundação Cesgranrio, organizadora do concurso. O valor da taxa é de R$ 34 para técnico administrativo e R$ 64 para profissional básico.

O concurso será composto por prova objetiva, discursiva e redação. Os exames estão previstos para serem aplicados no dia 19 de setembro nas cidades de Belém (PA), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Fonte: O Globo

Cooperativismo de crédito: a expansão do Sicredi no Brasil

26 de julho de 2010

Texto: Moisés Mendes
Foto: Tadeu Vilani

O escritório envidraçado, no 12º andar da sede do Sicredi, na Avenida Assis Brasil, permite que Ademar Schardong (foto) olhe para o norte e para o leste. Mirando o norte, enxerga a expansão de Porto Alegre, mas ainda vislumbra campos e banhados. Para o leste, vê a metrópole sufocada, apinhada de prédios. A mesa de Schardong está virada para o norte das suas origens.

O presidente-executivo do Sistema de Crédito Cooperativo é de Lajeado Teimoso, interior de Crissiumal, quase na fronteira com Santa Catarina, onde os pais, José Arnildo e Wilma, ainda vivem em 14 hectares. Schardong, 54 anos, saiu dali na adolescência para continuar os estudos na cidade:

– Vivi na roça até os 13 anos.

Formou-se em Ciências Contábeis, na Unijuí, e em Direito, na Ulbra. Desde 1982, mora em Porto Alegre. Há 32 anos dedica-se com teimosia a uma utopia que finalmente viu prosperar, a criação de um banco cooperativo nacional.

O Sicredi, que virou grife, com 1.122 agências em 10 Estados (492 no Rio Grande do Sul), 1,6 milhão de associados, R$ 19 bilhões em ativos (recursos de terceiros movimentados pelo sistema) e 12 mil funcionários, é o quinto grupo econômico gaúcho e o 19º do Sul, segundo ranking da revista Amanhã.

A história do Sicredi é também a história de Schardong. Nos anos 80, quando o cooperativismo de produção definhava, ele percorria o Rio Grande defendendo a ideia de que, assim como os europeus, o Estado poderia ter um sistema de crédito cooperativo forte. Era eloquente, agitado, discursador e sonhador, como o definiam nos corredores das cooperativas.

Schardong acionou sua utopia em 1978. Tinha 22 anos quando abandonou um emprego com estabilidade no Banco do Brasil para ser gerente geral da Caixa Rural União Popular, de Crissiumal, que o avô Osvino ajudara a fundar. A Caixa, uma das nove sobreviventes do Estado, repassava recursos do Banco do Brasil para os colonos. Tinha dois funcionários, emitia talões de cheques. Schardong morava no segundo piso da sede, na Rua Horizontina, ao lado da Igreja Matriz, e também era contador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e professor de contabilidade no Ensino Médio.

Em 1981, as nove caixas rurais gaúchas foram reunidas na Cooperativa Central de Crédito Rural (Cocecrer), criada por Mário Kruel Guimarães, vice-presidente da Federação das Cooperativas de Trigo e Soja (Fecotrigo). Um ano depois, Schardong deixa Crissiumal e assume como gerente de fomento da Central. E enfrenta, logo adiante, uma sequência de baques. O Plano Cruzado, de 1986, esfacela os ganhos financeiros com a inflação alta.

Adoentado, Kruel Guimarães afasta-se da Cocecrer. Schardong assume a presidência e, quatro anos depois, Fernando Collor extingue o Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC). As cooperativas de crédito, que dependiam do BNCC para compensação de cheques do sistema, são abaladas e passam de novo a depender da estrutura do Banco do Brasil, lembra Schardong:

– Mas as cooperativas não queriam ser apenas correspondentes bancárias do BB.

Em 1995, o Sicredi substitui a Cocecrer como primeiro banco cooperativo privado do país. O sistema se expande pelo país com uma confederação criada em 2002. De repassador de recursos, aos poucos, o Sicredi vira banco múltiplo, com administradoras de cartões de crédito e de consórcio e uma corretora de seguros. Há dois anos, uma reengenharia reorganizou a estrutura e a gestão do sistema. A administração foi profissionalizada. Dos 48 executivos, avaliados por uma consultoria externa, apenas oito ficaram.

Num meio em que carreiras e reputações tombaram em meio às crises do cooperativismo, Schardong é um caso exemplar de sobrevida. Conseguiu levar adiante um projeto aparentemente romântico e criar um banco que disputa espaço num mercado ainda concentrado. Firmou parceria com o banco holandês Rabobank e projeta crescimento grandioso: em 2016, quer ter 4,2 milhões de associados e movimentar ativos de R$ 52 bilhões. Ainda será pouco. Na Alemanha, o cooperativismo de crédito detém 36% do mercado. Na Holanda, 28%. Na média dos países desenvolvidos, 20%. No Brasil, mal chegou a 3%.

– O cooperativismo de crédito é um laboratório de empreendedorismo – diz, enfatizando as vantagens de um sistema em que cada cliente do banco é também sócio de uma cooperativa, que compartilha projetos, está próximo das comunidades e reinveste no lugar em que atua tudo o que capta, com inadimplência abaixo da média.

Lembra que nenhuma cooperativa de crédito americana ou europeia tombou com a crise de 2009 e diz que a prioridade agora, com o aumento da capacidade de competir e o consequente aumento dos riscos, é a qualidade da gestão. Do 12º andar, Schardong mira o norte, mas avista todos os quadrantes.

Fonte: ZH Dinheiro

BB vai convocar 1.157 concursados

26 de julho de 2010

Contratações começam nos próximos dias e serão em todo o estado de São Paulo

O Banco do Brasil anunciou que pretende contratar 1.157 aprovados em concursos até meados de outubro. A instituição financeira vai reforçar o quadro de funcionários em suas agências do estado.

Quem passou nos concursos para formação de cadastro de reserva, realizados em 2008 na capital e, em 2009, no interior, deve ficar atento. As convocações se iniciam nos próximos dias. Todos os aprovados vão assumir o cargo de escriturário, de nível médio, nas 1.350 agências. Os admitidos vão ter remuneração mensal de R$ 942,90, mais gratificação de 25%.

Desde o começo do ano, o banco já chamou 2.300 aprovados com a intenção de acelerar o atendimento. Somente nos postos localizados nos Fóruns judiciais foram admitidos mais 80 funcionários.

Com o reforço de empregados, o Banco do Brasil reformulou sua prática de atendimento para os advogados. A partir de hoje, eles poderão entregar os alvarás nas agências vinculadas aos tribunais. Antes, o procedimento era feito somente nos postos bancários. Segundo o vice-presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, Arystóbulo Freitas, depois da junção do BB com as agências da Nossa Caixa, os advogados passavam de duas a três horas nas filas.

Fonte: Diário de S. Paulo

Trem-bala pagaria 300 quilômetros de metrô

26 de julho de 2010

Custo de R$ 33 bilhões ainda é incógnita,assim como a demanda de passageiros

Renée Pereira

Tão complexo e polêmico quanto a Hidrelétrica de Belo Monte, o trem-bala, entre São Paulo e Rio de Janeiro, ainda é um grande enigma. Embora o edital com as condições do empreendimento já esteja na praça, ninguém consegue dizer ao certo quanto vai custar a obra, qual será o traçado da ferrovia e qual a demanda existente.

Junta-se a essa lista a dúvida dos críticos em relação aos benefícios que a obra trará para a sociedade, já que boa parte dos R$ 33,1 bilhões previstos para o projeto será financiado pelo Tesouro Nacional e terá participação societária do Estado.

Cálculos feitos pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) mostram que o investimento do trem-bala daria para construir 300 km de metrôs em São Paulo (cinco vezes a malha da cidade hoje, de 62,3 km), o suficiente para transportar 15 milhões de pessoas por dia. O valor também daria para construir 11 mil km de ferrovias comuns, para carga ou passageiros.

“Até agora não conseguimos responder se vale a pena ou não construir um Trem de Alta Velocidade (TAV)”, afirma o presidente do Ilos, Paulo Fleury. Na avaliação dele, a principal justificativa do governo para construir o trem-bala já caiu por terra: o projeto não ficará pronto para a Copa do Mundo de 2014 nem para os Jogos Olímpicos, de 2016. O cronograma oficial estipula 2017 para que a obra seja concluída. Portanto, não seria alternativa para desafogar a ponte aérea Rio-São Paulo.

Demora

Alguns exemplos no mundo mostram que até mesmo esse cronograma pode não ser viável para tirar a obra do papel. O TAV coreano, um dos principais interessados no projeto brasileiro, demorou 11 anos para ser concluído. Por aqui, um dos maiores embates deve ficar por conta do licenciamento ambiental. O trem-bala passa pela Serra das Araras e poderá enfrentar resistência por parte dos órgãos ambientalistas, como tem ocorrido nas últimas obras de infraestrutura.

“Mas não fizeram a nova Imigrantes, na Serra do Mar, por meio de túneis? Então não teremos problemas”, afirma o presidente da EDLP – Estação da Luz Participações, Guilherme Quintella, que está formando um fundo para disputar o leilão, marcado para dezembro.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, completa que o traçado referencial (constante no edital) foi feito em conjunto com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), que já definiu áreas que não podem ser usadas.

Ele completa que os estudos de impacto ambiental começarão a ser contratados em agosto. “Algumas coisas já podem ser adiantadas sem saber o traçado definido pelo vencedor do leilão”. A expectativa é de que a licença prévia saia no começo do ano que vem. Mas, pela experiência das últimas obras de infraestrutura, não é difícil o processo se complicar.

Outro ponto de interrogação é o valor da obra. Começou com algo em torno de R$ 24 bilhões, subiu para R$ 34,6 bilhões e foi fixado em R$ 33,1 bilhões pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Agora já há investidores que calculam que a obra fique, pelo menos, 30% mais cara que a prevista no edital. Outros, mais radicais, apostam em R$ 50 bilhões ou até R$ 60 bilhões.

Custos

Essa mudança pode ocorrer especialmente porque o governo não fez todas as sondagens geológicas necessárias, conforme o relatório do TCU. No mundo, a situação não é muito diferente. Um exemplo de como os custos podem estourar é o famoso trem-bala que liga a França à Inglaterra, atravessando o Canal da Mancha por um túnel. A obra foi orçada em US$ 9 bilhões, mas custou US$ 19 bilhões. A empresa que administra a ferrovia até hoje luta para não ir à bancarrota.

Figueiredo, da ANTT, diz que as sondagens feitas na área onde será construído o trem-bala são obrigação das empresas que vão construir a obra. Além disso, o valor do investimento é um risco do empreendedor e não terá impacto para o governo. No mercado, as empresas concordam que esse é um risco do investidor. Por isso, todas correm contra o tempo para concluir seus estudos antes da apresentação das propostas, em novembro.

Demanda

A demanda tem sido tão forte que têm faltado empresas de sondagens de solo no mercado para serem contratadas. O resultado, se o valor da obra ficar muito acima do previsto, é que a iniciativa privada não vai dar seus lances. Mas, como essa é uma obra prioritária para o governo, é possível que haja algum arranjo, a exemplo de Belo Monte, para viabilizar o projeto.

Hoje há cinco consórcios sendo formados para disputar o empreendimento: o sul-coreano, o japonês, o chinês, o espanhol e o francês. Nas últimas semanas, além de intensificarem os estudos sobre o trajeto, eles também reforçaram a busca por parceiros. Por enquanto, as empreiteiras brasileiras estão tímidas nesse processo, apesar de a construção civil representar perto 50% dos investimentos do TAV. Elas temem que as previsões de demanda não se concretizem.

Fonte: O Estado de S.Paulo

CCBB quer aproximar público de escritores brasileiros

26 de julho de 2010

Rio de Janeiro – A série Escritores Brasileiros traz para o CCBB encontros memoráveis entre autores brasileiros e personalidades que vão ler para o público trechos escolhidos de suas obras.

Ao longo de sete meses, a plateia vai ter o privilégio de ficar frente a frente com escritores como Luiz Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura e Marina Colasanti, entre outros, que serão lidos por atores como Cássia Kiss e Diogo Vilela e também por jornalistas e apresentadores como Zeca Camargo.

O primeiro encontro reúne Nelson Motta e Marília Pêra (foto). Autor dos best-sellers Noites Tropicais e Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia, o jornalista, compositor, escritor, roteirista e produtor musical Nelson Motta é garantia de um bom papo, animado e envolvente. Para ler trechos de seus trabalhos a convidada é a atriz e diretora Marília Pêra, uma das maiores estrelas das artes cênicas no Brasil e ex-mulher do escritor, com quem tem duas filhas.

Escritores Brasileiros é mais uma iniciativa de Marcelo Andrade, idealizador e coordenador deste e de outros programas semelhantes, que já levaram diversos escritores a municípios do interior do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe e várias capitais, desde 2005, alcançando mais de 5000 leitores. Esse ano o projeto chega ao CCBB de Brasília e do Rio de Janeiro mantendo sua disposição de incentivar e difundir o prazer da leitura.

A dinâmica dos encontros começa com o autor falando um pouco sobre sua vida e obra, seu processo criativo e sua história. Em seguida, a personalidade convidada lê alguns trechos escolhidos da obra do escritor. Por fim, a plateia vai poder fazer perguntas e conversar com os palestrantes.

Confira a programção completa:

Rio de Janeiro:

3 de agosto – Nelson Motta e Marília Pêra
14 de setembro – Martha Medeiros e Cássia Kiss
5 de outubro – Affonso Romano de Sant’Anna e … a confirmar
16 de novembro – Marina Colasanti e Christine Fernandes
7 de dezembro – Luiz Fernando Veríssimo e Diogo Vilela
11 de janeiro – Zuenir Ventura e Zeca Camargo
1 de fevereiro – Bartolomeu Campos de Queirós e Vera Holtz

Brasília:

Qua. 11/08/10 Luis Fernando Veríssimo
Qua. 15/09/10 Zuenir Ventura
Qui. 14/10/10 Marina Colasanti
Qua. 10/11/10 Nelson Motta
Qua. 23/02/11 Affonso Romano de Sant’Anna
Qua. 23/03/11 Bartolomeu Campos de Queiróz

Fonte: O Reporter, com informações do Overmundo