Investimentos da Previ: Sindicato aponta demissões na Vale, que nega cortes em massa

novembro 20th, 2008

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DA SUCURSAL DO RIO

A discussão sobre demissões na mineradora Vale opôs ontem o presidente da companhia, Roger Agnelli, e o representante dos funcionários no Conselho de Administração da empresa, João Batista Cavalieri. O primeiro afirmou, em Brasília, que a Vale faz “ginástica” para evitar demissões. O segundo, que os cortes já começaram.

“O que a gente está fazendo é uma ginástica no sentido de manter nossos empregados, porque não é hora de perder o investimento pesado que sempre fizemos na formação de nossos técnicos”, declarou Agnelli. O executivo assinou ontem, no Planalto, acordo com o Korea Eximbank para aporte de US$ 1 bilhão destinado à produção de minério de ferro, níquel e alumínio.

Segundo ele, “o mercado parou” com a crise financeira, mas a recuperação deve começar no início do ano que vem.

No Rio, Cavalieri, que também é presidente do Sindicato dos Ferroviários de Minas Gerais e Espírito Santo, afirmou que as demissões já começaram e afetam especialmente os trabalhadores da ferrovia Vitória-Minas -que escoa o minério produzido em Minas.

Há ainda, segundo ele, um processo de desligamento de terceirizados, que estão sendo substituídos por trabalhadores próprios da mineradora.

Procurada, a Vale não informou o número de demitidos até agora. Disse apenas, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que os cortes representam “uma adaptação do quadro de funcionários à redução de produção”.

Segundo a Vale, não há plano de demissões em massa. A companhia afirmou ainda que trabalha para realocar os empregados das minas paralisadas para unidades onde a produção foi mantida ou para novos projetos. A companhia reduziu a produção de minas de maior custo e com minério de menor qualidade, produtos que não encontram mercado com a atual retração da demanda.

Diante da forte queda na produção de aço especialmente na China, a Vale foi obrigada a diminuir sua produção e paralisar totalmente três minas: Congo Soco, em Barão de Cocais (MG); Feijão, em Brumadinho (MG); e Mar Azul, em Nova Lima (MG).

Arrecadação menor

O presidente da Amig (Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais), Waldir Salvador, disse que essas três cidades já “perderam de cara de 10% a 20% da sua receita” por causa da redução de produção e o conseqüente pagamento menor da Cfem (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, espécie de royalty da mineração).

A cidade mais afetada é Barão de Cocais, que teve sua única mina fechada temporariamente. Da arrecadação total de R$ 50 milhões do município, R$ 10 milhões vêm da Cfem.

Também podem sofrer cortes na receita Ouro Preto e Mariana, segundo Salvador. (IURI DANTAS e PEDRO SOARES)

Fonte: Folha de S. Paulo

CCJ do Senado aprova licença-maternidade obrigatória de 6 meses

novembro 20th, 2008

Proposta, que torna lei a adoção do novo limite, ainda precisa ser aprovada no plenário do Senado e na Câmara

BRASÍLIA - A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira, 19, uma proposta que torna obrigatória a licença-maternidade de seis meses. A matéria ainda precisa de aprovação do plenário do Senado e da Câmara para virar lei.

Hoje, a Lei nº 11.770/08 já prevê a possibilidade desse direito, ao criar o Programa Empresa Cidadã, que incentiva a prorrogação da licença à gestante de 120 para 180 dias mediante incentivo fiscal às empresas que a ele aderirem. A lei, que teve origem em projeto (PLS 281/05) de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 9 de setembro passado.

A proposta da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) aprovada nesta quarta torna obrigatória a adoção do novo limite sem qualquer tipo de redução de tributos.

Fonte: Agência Brasil

Mantega diz que venda da Nossa Caixa depende de detalhes técnicos

novembro 19th, 2008

Foto: Sergio Lima/Folha Imagem
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira que ainda será preciso decidir “detalhes técnicos” para concretizar a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil.

“A decisão de fazer uma aquisição ou uma fusão já foi tomada no passado. Agora a questão está sendo levada a nível técnico. Não foi deliberado nada nesse sentido. Faltam detalhes técnicos, definir valor geral, que condições vai ser feito, quais são os ativos que permanecem, coisas que acontecem em qualquer fusão”, afirmou Mantega.

Ele esteve reunido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador José Serra nesta tarde, mas negou que a compra da Nossa Caixa estivesse na pauta do encontro. O negócio é estimado em cerca de R$ 7 bilhões.

“Essa é uma questão que está sendo levada pelo Banco do Brasil e pela Nossa Caixa. Não está sendo levada no plano político. Nós não tomamos, nessa reunião, nenhuma decisão a respeito disso”, disse Serra. “Não temos nada a comentar a esse respeito.”

“Caberá a eles se manifestarem”, afirmou Mantega.

Nesta terça-feira (19), Lula afirmou que fará o que for preciso para devolver ao BB a liderança entre os bancos do país. “O Banco do Brasil era o principal banco do Brasil. Com a fusão do Itaú e do Unibanco passou a ser o segundo. Nós queremos que o Banco do Brasil seja muito maior do que qualquer outro banco no Brasil”.

Unibanco e Itaú anunciaram no começo do mês a fusão de suas operações financeiras, o que formará o maior banco do país e o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul. A união é resultado de 15 meses de negociação.

Segundo as duas instituições, o total de ativos combinado é de mais de R$ 575 bilhões –contra R$ 403,5 bilhões do Banco do Brasil, e R$ 348,4 bilhões do Bradesco, de acordo com dados de junho do Banco Central.

Cassi: mais de 21 mil participantes já avaliaram a rede credenciada

novembro 19th, 2008

Pesquisa fica disponível no site até o dia 30 de novembro

Lançada no dia 14 de outubro, a pesquisa de avaliação da rede credenciada já foi respondida por mais de 21 mil pessoas. O questionário ficará disponível neste site até 30 de novembro. Além de avaliar a oferta de médicos, clínicas, hospitais e laboratórios, os beneficiários podem sugerir o credenciamento e até o descredenciamento de profissionais e instituições.

As opiniões dos participantes dos Planos Associados e CASSI Família são fundamentais para que a Caixa de Assistência possa redimensionar os serviços de acordo com as necessidades da população assistida.

É preciso estar cadastrado no link Exclusivo Participante. Clique aqui para participar

Fonte: Cassi

Governo age por vaidade, diz Unamibb

novembro 19th, 2008

Com a Nossa Caixa, BB se aproximará do topo do ranking de bancos, posição perdida após a união Itaú-Unibanco

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br

SÃO PAULO - A União Nacional dos Acionistas Minoritários do Banco do Brasil (Unamibb) considera que o governo está agindo por vaidade ao decidir a favor da compra do Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. “Com a fusão do Unibanco com o Itaú, Lula não quer que o BB caia do galho, mas crises não se resolvem assim. A crise financeira no mundo está associada à falha de regulamentação e não à falta de estatização”, afirma a vice-presidente da Unamibb, Isa Musa (foto).

O negócio deve ser concluído nesta quarta-feira, 19, durante encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador José Serra (SP) no Palácio do Planalto. Desde o anúncio da união do Itaú com o Unibanco, no início de novembro, o BB perdeu o posto de maior banco brasileiro. A compra da Nossa Caixa não devolverá o primeiro lugar ao BB, mas o deixará perto.

Na última terça-feira, numa cerimônia no Itamaraty, Lula não escondeu a expectativa de que o negócio irá fortalecer o BB. “O Banco do Brasil era o principal banco do País, mas, com a fusão do Unibanco com o Itaú, passou a ser o segundo”, disse. “Agora, queremos que o Banco do Brasil seja muito maior que qualquer outro banco brasileiro”, arrematou.

Com a aquisição do Nossa Caixa, Isa destaca que o BB passará a assumir o risco de R$ 8 bilhões concentrado apenas no setor automotivo. O governo federal - via Banco do Brasil - e o governo de São Paulo estão emprestando cada um R$ 4 bilhões para as financeiras das montadoras. “Sabemos que o BB pode ter uma grande participação na política econômica anticíclica do governo, mas é preciso ter cuidado, para não atuar no setor errado, sofrendo, no futuro, suas conseqüências negativas.”

Segundo ela, todo cuidado é pouco, quando o BB assume o papel de “salvador” da indústria automobilística e “pai” do consumo no varejo, liberando recursos para as revendedoras de veículos e comprando carteiras de outros bancos.

O maior atrativo do negócio para o BB, segundo Isa, são os depósitos judiciais que o Nossa Caixa tem, avaliados em R$ 15 bilhões, de acordo com o Banco Central. “O Nossa Caixa também tem agências em todos os municípios de São Paulo e isso sim é uma grande vantagem para o Banco do Brasil.”

Agricultura

Para a associação dos minoritários, a melhor opção seria o BB expandir suas operações dentro do agronegócio, por ser um setor sustentável. “Hoje, se assinássemos acordos como a Alca [Área de Livre Comércio das Américas] ou o acordo com a União Européia, o único setor que, provavelmente, sobreviveria à abertura econômica total, seria o agronegócio brasileiro”, afirma. Segundo ela, a crise econômica pode ser, também, uma grande oportunidade, para o BB retomar sua liderança e seu papel histórico de banco de fomento do agronegócio.

“Foi assim [por meio do agronegócio] que o BB escreveu sua história ao longos dos seus 200 anos. Porém, sua atual falta de foco poderia levar a empresa a assumir tudo o que é ruim dentro da política econômica anticíclica do governo, ficando o filé mignon com a Caixa Econômica Federal e com o BNDES”, conclui. (com Carlos Marchi, Vera Rosa e Denise Chrispim Marin, de O Estado de S.Paulo)

Fonte: Estadão

Lula e Serra devem selar hoje venda da Nossa Caixa ao BB

novembro 19th, 2008

Foto: José Cruz/ABr
Com valor próximo de R$ 6,4 bi, negócio deverá ser anunciando até amanhã

Compra da Nossa Caixa ajuda o Banco do Brasil a recuperar terreno após perder liderança para fusão entre Itaú e Unibanco

KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra, marcaram reunião hoje à tarde em Brasília para oficializar a compra da paulista Nossa Caixa pelo Banco do Brasil.

Como revelou a Folha, Serra e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, acertaram o valor do negócio em R$ 6,4 bilhões faz duas semanas. Esse valor estava sujeito a um ajuste até a conclusão oficial, porque envolve acertos de créditos e débitos do banco do Estado de São Paulo e também uma oferta a acionistas minoritários.

A operação interessa a Lula e a Serra, segundo um auxiliar direto do presidente. Lula reforçará o Banco do Brasil num momento de crise financeira internacional e numa hora em que a instituição perdeu a liderança no ranking nacional, devido à fusão entre o Itaú e o Unibanco. A forte presença da Nossa Caixa em São Paulo dará ainda mais cacife ao BB na principal praça do país.

O Banco do Brasil negocia ainda a compra do BRB (Banco Regional de Brasília). O BB também deverá comprar metade do banco Votorantim, que pertence à família Ermírio de Moraes. Se concretizar todos esses negócios, poderá voltar a ser a maior instituição financeira do país. A Nossa Caixa é o primeiro grande passo dessa estratégia.

Lula disse ontem que deseja que o BB volte a ser o maior banco do Brasil. A possibilidade de compra de bancos estaduais, sem licitação, foi incluída em medida provisória que permite ao BB e à Caixa Econômica Federal adquirem outras instituições financeiras.

Já o governador paulista ganhará bilhões para fazer investimentos nos seus dois últimos anos de governo. Serra deseja ser candidato à presidente da República em 2010 e disputa a candidatura do PSDB com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Com a venda da Nossa Caixa, o governador paulista deve ganhar uma importante vitrine de obras, o que o ajudará em comparações com as realizações do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que deverão ser inauguradas por Lula a fim de turbinar politicamente a eventual candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

A negociação entre os governos federal e paulista foi conduzida pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) e Serra. Houve cuidado para evitar vazamentos que afetassem as ações dos dois bancos na Bovespa. O negócio deveria ter sido anunciado semana passada, mas, como Lula estava fora, em viagem, houve adiamento.

Para Mantega, será um gol político, porque essa possibilidade de negócio se arrastava desde a gestão de seu antecessor, o petista Antonio Palocci.

O Bradesco tentou impedir a operação entre o BB e a Nossa Caixa. No entanto, Mantega e Serra avaliaram que a transação entre os dois governos traria mais benefícios econômicos e políticos do que a venda da Nossa Caixa para o Bradesco.

Com a fusão entre Itaú e Unibanco, o Bradesco deixou de ser a maior instituição financeira privada do país e via na aquisição da Nossa Caixa uma das poucas possibilidades de ampliar o seu tamanho. Mas o BB não abriu espaço, e o negócio deverá ser anunciado entre hoje e amanhã.

Fonte: Folha de S. Paulo

Calote em financiamento de carros preocupa governo

novembro 19th, 2008

Maior problema, segundo o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, está nos veículos usados

Índice de inadimplência na compra de veículos em setembro supera a média anual desde 2004, mostram dados das financeiras

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DO “AGORA”

O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, disse ontem que o aumento da inadimplência nos financiamentos de veículos usados é um dos reflexos mais preocupantes da crise. Sem falar em números, ele afirmou que o nível de atrasos nos pagamentos desses empréstimos tem crescido muito nas últimas semanas.

Já no caso dos veículos novos, entre setembro e outubro a inadimplência passou de 3,6% do total dos empréstimos para 3,9%, ainda de acordo com o ministro. Jorge afirmou que esse movimento não deve ter conseqüências mais graves e que a situação é pior no caso dos carros usados.

No mercado, os financiamentos a veículos usados são chamados de “subprime Pacheco”, numa referência a três veículos antigos que já foram muito populares no Brasil: Passat, Chevette e Corcel. O problema dos créditos seria seus longos prazos de pagamentos, às vezes acima de cinco anos. Para os bancos, o risco é que, depois de tanto tempo, o valor do veículo que for retomado por falta de pagamento do proprietário não seja suficiente para cobrir o valor da dívida.

A avaliação foi feita durante audiência promovida pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, depois que o tucano Tasso Jereissati (CE) questionou o ministro e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, sobre o que ele chamou de “subprime” brasileiro, numa referência aos financiamentos imobiliários de alto risco cujos calotes deram início à crise financeira internacional.

No caso do Brasil, esse conceito inclui, segundo Jereissati, os financiamentos de veículos, as operações de empresas exportadoras com derivativos -que causaram grandes prejuízos devido à alta do dólar- e financiamentos de veículos.

Coutinho chamou de “excesso de retórica” essa comparação, já que, no caso dos Estados Unidos, o problema foi causado pelos muitos bancos que usaram esses créditos de difícil recebimento como garantia em outras operações financeiras, o que acabou causando um efeito cascata quando a inadimplência começou a aumentar.

Maior desde 2004

O índice de 3,83% de inadimplência na compra de veículos em setembro registrado pela Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) supera as médias anuais desde 2004 -os dados fornecidos pela entidade só permitem esse tipo de comparação. Em setembro de 2007 (outro dado disponível), o índice foi de 3,26%, quando os valores saltaram de R$ 2,4 bilhões para R$ 3,1 bilhões.

O volume de dívidas em atraso deve atingir o pico entre fevereiro e março, chegando a 4,2%, prevê o presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Adalberto Saviolli. “Fevereiro e março são os meses com maior desemprego. Com a retração da economia e a possibilidade de mais desemprego para o ano que vem, certamente teremos impacto nas dívidas do setor.”

Segundo Saviolli, há mais dívidas nas compras de carros usados do que novos. “Os usados atingem público com renda menor, mais suscetível à crise e ao desemprego. Já quem compra carro novo geralmente tem renda maior e margem para pagar as dívidas.”

Fonte: Folha de S. Paulo

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Mercado de veículos tem calote recorde

Antonio Cicero e Lenora de Barros fazem leituras no CCBB-SP

novembro 19th, 2008

O poeta e ensaísta Antonio Cicero (foto), colunista da Folha, e a artista visual Lenora de Barros participam hoje, às 19h30, do festival “Errática -Poema ao Vivo”, no Centro Cultural Banco do Brasil (r. Álvares Penteado, 112, tel. 0/xx/11/3113-3651; grátis; não indicado a menores de 12 anos).

Os encontros reúnem autores de linhas variadas, sempre em duplas. Já participaram a atriz Elke Maravilha e o compositor Arnaldo Antunes, o compositor Chico César e a cantora Lica Cecato, e o músico e ensaísta José Miguel Wisnik e a cantora e atriz Numa Ciro.

Cicero é autor do livro de ensaios filosóficos “O Mundo desde o Fim” e das coletâneas de poemas “Guardar” e “A Cidade e os Livros”. Como letrista, tem diversas parcerias de sucesso na música popular, em especial com sua irmã, a cantora e compositora Marina Lima.

Já Lenora, que começou influenciada pela poesia visual e pelo concretismo, desenvolve boa parte de seu trabalho artístico em vídeo, performance e fotografia. Ela realizou neste ano exposição individual na galeria Millan e participa da mostra “MAM 60″, na Oca, em cartaz em São Paulo.

Fonte: Folha de S. Paulo

Lula e Serra acertam venda da Nossa Caixa para Banco do Brasil

novembro 19th, 2008

Foto: Dida Sampaio/AE, 05.05.2008
Presidente e governador se encontram hoje no Palácio do Planalto para tentar concluir as negociações

Carlos Marchi, Vera Rosa e Denise Chrispim Marin, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador José Serra (SP) se encontram nesta quarta-feira, 19, no Palácio do Planalto, para bater o martelo na compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. Na mesa do encontro, os dados revelam que o governo de São Paulo pede pela instituição pouco mais de R$ 7 bilhões e quer que o pagamento seja feito em dinheiro, com um prazo máximo de um ano para a quitação total. Mas, na conversa com o governador paulista, Lula pensa baixar um pouco o preço.

O governo vai insistir no parcelamento do valor. A maior preocupação é com a possibilidade de descapitalizar o BB. “O pagamento não pode significar a descapitalização do banco e a capitalização do governo de São Paulo”, segundo uma fonte.

Na terça-feira, numa cerimônia no Itamaraty, Lula não escondeu a expectativa de que o negócio irá fortalecer o BB. “O Banco do Brasil era o principal banco do País, mas, com a fusão do Unibanco com o Itaú, passou a ser o segundo”, afirmou ele num almoço oficial para o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono. “Agora, queremos que o Banco do Brasil seja muito maior que qualquer outro banco brasileiro”, arrematou.

O presidente afirmou, no entanto, que somente tomará a decisão final sobre valores após consultar Serra, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BB, Antônio Francisco de Lima Neto. O encontro entre Lula e Serra está marcado para as 16 horas, no Palácio do Planalto.

Na conversa com Lula, Serra tentará reavivar o pacote que apresentou ao governo federal desde o início do ano: além de vender a Nossa Caixa, ele quer federalizar as Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp). A venda da Cesp começou a fazer água depois que o governo federal se negou a renovar concessões das hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira, mas Serra insistirá no negócio ampliado.

As negociações para a compra da Nossa Caixa pelo BB começaram no início do ano. Um dos principais atrativos do banco são os depósitos judiciais, que estão na casa de R$ 16 bilhões. O negócio começou a se viabilizar recentemente, quando os governos Lula e Serra identificaram vários pontos de convergência.

Desde o anúncio da união do Itaú com o Unibanco, o BB perdeu o posto de maior banco brasileiro e isso se transformou numa obsessão para o presidente Lula. A compra da Nossa Caixa não devolverá o primeiro posto ao BB, mas o deixará perto.

Para o governo Serra, a venda da Nossa Caixa vai gerar recursos para aumentar os investimentos do governo paulista em 2009, questão vital para emoldurar uma eventual candidatura de Serra à presidência em 2010. Por isso, Serra quer receber dinheiro pela venda, de forma que o pagamento possa se transformar rapidamente em investimentos em infra-estrutura.

A venda direta ao BB permitirá ao governo paulista alienar a Nossa Caixa sem enfrentar protestos da CUT e de sindicatos de bancários paulistas, o que seria inevitável se a venda fosse feita a um banco privado.

Por último, Serra planejava fazer da Nossa Caixa uma espécie de BNDES estadual, para alavancar a atividade econômica em regiões menos desenvolvidas do Estado. Mas depois ele resolveu criar uma Agência de Fomento para cumprir essa função. A venda da Nossa Caixa permitirá que uma parte do dinheiro vá para a agência.

Fonte: Estadão

Presidente Lula quer que BB seja o maior banco do país

novembro 18th, 2008

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira querer que o Banco do Brasil seja o maior banco do país.

Ao ser questionado sobre o processo de compra do banco Nossa Caixa pelo BB, Lula disse apenas que o processo continua sendo avaliado, mas que o negócio é de interesse do BB, do Estado de São Paulo –controlador da Nossa Caixa, e do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“Nós queremos que o Banco do Brasil seja muito maior do que qualquer outro banco no Brasil”, disse o presidente a jornalistas, após almoço no Palácio do Itamaraty com o presidente da Indonésia. (Reportagem de Raymond Colitt; Texto de Renato Andrade)

Fonte: Portal Exame

Saiba+

Eventual fusão BB-Caixa será decisão do próximo governo

A Fusão BB X CEF sai agora?